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Opinião

LÍCIO MALHEIROS – Indicação nota 10!

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Nós seres humanos, quer queiramos ou não, somos seres politizados, pois tudo que vivemos gira em torno da política; não falo apenas da política partidária, falo também da política social, pois vivemos em sociedade, portanto, homem nenhum é uma ilha, por conseguinte, não consegue viver sozinho.

Acompanho pari passu, as ações implementadas pelos nossos parlamentares.

Dentre os 24 deputados estaduais, que compõem a 19ª Legislatura, um novato vem sobressaindo em função de sua atuação, através de trabalho hercúleo em prol principalmente dos menos favorecidos pela sorte, os expropriados do capital, por conseguinte, o mesmo acaba gerando ciumeira e instabilidade, por parte de muita gente.

O nobre deputado estadual Elizeu Nascimento, até o momento apresentou 930 indicações, 23 projetos de lei. Entre suas inúmeras indicações, uma na minha modesta opinião, sobressai, a que discorre sobre a importância de mutirões de limpeza e reforma em escolas estaduais  de quatro municípios de Mato Grosso, feitos por reeducandos.

As proposições estão direcionadas aos presos do regime fechado, encarcerados nas penitenciarias de: Cuiabá, Rondonópolis, Água Boa e Sinop.

De acordo com a proposição nº  2924/2019, que beneficia a cidade de Sinop, alguns dos requisitos para o detento ter direito a trabalhar são: ter bom comportamento, passar por avaliação psicológica, assistência social e ter cumprido no mínimo, um sexto da pena.

É bom que se atenham que estes trabalhos serão realizados pelos reeducandos, somente nos   sábados e domingos, para não interferir na rotina escolar, sem que seja criado constrangimento por parte do corpo discente e de seus familiares.

Essa indicação foi encaminhada ao governador Mauro Mendes, com cópia à Secretaria de Estado de Segurança Pública e à Secretaria da Casa Civil, na qual poderão beneficiar instituições escolares com serviços de pintura, corte de grama, jardinagem, manutenção predial e outros, essenciais para garantir ao aluno uma boa estrutura, que irá resultar em melhor aprendizado para o estudante.

Segundo a proposição do mesmo, esta indicação, defende a ideia de que os presos trabalhem, já que isso ampliará a possibilidade dos mesmos, não voltarem a cometer novos crimes, beneficiando assim a sociedade.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo 

 

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Opinião

LICIO MALHEIROS – Candidatos ao Senado, e seus apoiadores

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A democracia em nosso país, tem como vertente maior o fato de que ela é importantíssima, por originar-se das pessoas para as pessoas, como tal, tendo como premissa principal nos dias atuais: a participação, o diálogo, as negociações legitimas e por aí vai.

Vivemos, momento impar em nossa política, fruto da cassação do mandato da Selma Arruda (Podemos-MT), acusada de caixa 2 e abuso de poder econômico na disputa eleitoral em 2018.

A decisão para a realização da eleição suplementar, partiu do TSE, em 17 de julho de 2020, que definiu o período de realização da eleição suplementar para o cargo de Senador da República e respectivos suplentes do Estado de Mato Grosso na mesma data do primeiro turno  das Eleições Municipais, designado pela EC nº 107/2020, para 15 de novembro.

Como já era de se esperar, onze chapas foram homologadas para concorrer à vaga ao Senado, aberta após a cassação de Selma Arruda (Podemos); existindo uma plêiade de bons nomes postulantes a tão sonhada vaga de Senador da Republica.

Dos 11 nomes colocados ao cargo de Senador da República, até o momento, quatro deles se despontam; alguns apresentando disparidades gritantes, principalmente no tocante a seus apoiadores e poderio econômico.

Senão vejamos, dos quatro nomes que estão se destacando, o primeiro Carlos Favaro (PSD), ocupa interinamente a vaga no Senado deixada por Selma Arruda, tendo como apoiadores, o ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, voltado literalmente ao agronegócio, sendo também, apoiado pelo governador Mauro Mendes (DEM), mesmo sabendo que o (DEM), lançou Júlio Campos (DEM), suplente na chapa encabeçada por Nilson Leitão (PSDB), sem falar, do desprestigio e insatisfação, principalmente do funcionalismo público com o governador Mauro Mendes (DEM).

O segundo, Pedro Taques (Solidariedade), foi senador de (2011-2014), e governador do estado de (2015-2018), deixou o governo, com uma nuvem negra em sua cabeça proveniente de um esquema, de interceptações telefônicas que ficou conhecido como “Operação Grampolândia Pantaneira”, sem querer apontar culpados ou inocentes; essa questão inconteste, aconteceu no governo Pedro Taques (PSDB), esse acontecimento na época, deixou o governador com baixíssima popularidade.

O terceiro nome, José Medeiros (Podemos), é deputado federal, tendo sido senador entre 2015 a 2018, andou se envolvendo em algumas discussões acaloradas, entre as quais, uma deu pano pra manga.

Que aconteceu com o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), que em seu Twitter, disparou “Que coisa, nem parece o cara que mês passado estava me oferecendo jatinho, para que o apoiasse ao Senado. Já que Bolsonaro resolveu desprezar-lhe, e apoiar outro candidato. É assim que você age, Zé? Quem recusa suas ofertas vira alvo de ataque? Que atitude de trombadinha”, essas palavras, foram proferidas por ele, existindo alguns termos chulos.

O quarto nome, Elizeu Nascimento (DC), é sargento da PM de Mato Grosso, e deputado estadual; na polícia sempre esteve na linha de frente, dos seus 17 anos como policial militar nunca teve uma advertência se quer, sempre teve, uma carreira ilibada. Como deputado estadual, é recordista na apresentação de projetos exequíveis, dos quais, muitos  deles são voltados a nossa gloriosa Polícia Militar do estado de Mato Grosso.

Sua trajetória política foi meteórica, de vereador, a deputado estadual com uma votação expressiva 21.347 votos, com forte ligação comunitária. Mesmo conseguindo essa projeção rápida, ele continua morando no bairro que ajudou  criar, juntamente com seus pais e familiares o bairro Altos da Serra, é alguém que mantem arraigado em sim, a valorização desse bairro que o projetou à vida pública.

Professor Licio Antonio Malheiros, é geógrafo

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Opinião

ONOFRE RIBEIRO – Guardiães do Pantanal

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Os atuais incêndios no Pantanal mato-grossense de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul expuseram muito negativamente uma região que sempre foi a matriz da identidade social, econômica e política nos dois estados. Região muito poderosa antes que a agricultura abrisse os cerrados em larga escala pra produzir grãos. Antes também que a pecuária começasse a expandir-se nos cerrados nas pastagens plantadas.

Só um registro. Em 1978 os três senadores, quatro deputados federais e oito dos deputados estaduais de Mato Grosso – que ainda não era dividido – eram pecuaristas no Pantanal. As fazendas estendiam-se de Aquidauana até Barão de Melgaço, Poconé, Cáceres, Nossa Senhora do Livramento e Santo Antônio de Leverger. Após a divisão em 1979 as fazendas continuaram como antes. Mas a força política do Pantanal ficou com Mato Grosso do Sul.

Isso foi muito relevante porque lá o Pantanal continuou sendo tratado como matriz econômica. Permite a atividade com regulações normais, ao contrário de Mato Grosso onde a região foi praticamente abafada por legislações suicidas. Em Mato Grosso acabou a força política. O Pantanal ficou exclusivamente nas mãos dos fazendeiros. Mas a gota d’água viria com a implantação da reserva natural particular do Sesc Pantanal com a visão de fechar o Pantanal à exploração econômica. Por detrás, a visão contratada de ONGs ideológicas e de técnicos da Universidade Federal de Mato Grosso com a leitura de esvaziar o Pantanal. Sem a força política os fazendeiros ficaram gradualmente encurralados por visões ambientalistas de fundo ideológico.

Em 2020 os incêndios criaram um ambiente insustentável para a região e para os pantaneiros. Por isso no dia 16 de setembro fazendeiros e uma série de entidades se reuniram em Poconé para iniciar um movimento de articulação política. Deram o nome de “Guardiães do Pantanal”. Assinaram a pauta de presença entidades representativas das atividades econômicas de todas as áreas de atividades e ainda o Sesc Pantanal. O objetivo é criar uma frente de representação do Pantanal onde circulem  todas as discussões que hoje estão soltas e nas mãos de pessoas bem e nas mal intencionadas.

A associação já teve encontros políticos com o ministro do Meio Ambiente na semana passada e em se reunido frequentemente articulando posições políticas e econômicas pra tirar as discussões das páginas da mídia para o lado de quem realmente tem interesses no Pantanal. Será a primeira vez que o Sesc Pantanal, as ONGS e a UFMT e Unemat encontram contraponto pra discutir e debater.

Talvez o mais importante seja o que os “Guardiães do Pantanal” garantem: “ninguém é mais interessado na conservação do Pantanal do que quem vive e produz há mais de 300 anos”.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso  

[email protected]  www.onofreribeiro.com.br

 

 

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