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Opinião

LÍCIO MALHEIROS – Em nome do (Covid-19), estão interrompendo transmissão de celebração

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É vergonhoso, vexatório e imoral, quando as autoridades públicas municipais, ou por incompetência, ignorância, e até mesmo por serem paus-mandados dos prefeitos venham coadunar, com ordens esdrúxulas e imorais dos seus superiores, neste caso específico,   prefeito municipal da cidade de   Poços de Caldas, Sérgio Azevedo (PSDB), município brasileiro do estado de Minas Gerais.
Povo brasileiro, somos conscientes  da pandemia do coronavíus ou (Covid-19), em todo  país, os governos: Federais, Estaduais e Municipais, em conjunto com o  Ministério da Saúde, tendo como comandante maior o competentíssimo, Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.
Eles, através de trabalho hercúleo, estão de todas as formas mostrando o grau de letalidade e propagação desse vírus mortal, e concomitantemente, vem pedindo com veemência que as pessoas, não fiquem circulando pelas ruas das cidades e muito menos, fiquem em locais com grandes aglomerações.
Até ai tudo bem, essa, é um norma da Organização Mundial da Saúde (OMS), em consonância com os governos mundiais, e no brasileiro não é diferente, seguimos à risca essas determinações.
Agora, infelizmente alguns gestores públicos, (leia-se): Governadores e Prefeitos Municipais, alguns estão extrapolando em suas decisões de governo, principalmente, em três estados brasileiros, não vou declinar seus nomes, pois todos nós sabemos quais são.
Assisti via Whatsapp, a uma cena  no mínimo dantesca, para não dizer, vexatória,   revoltante e imoral; na noite da sexta-feira, 24,  quando da transmissão ao vivo de uma celebração da igreja Anglicana de Poços de Caldas,  a mesma, foi interrompida por agentes da prefeitura daquele município.
Cumprindo a determinação de não abrir as portas da igreja para os fieis, para prevenção contra o Coronavírus. Claro gente, a prevenção ainda é o melhor remédio, agora, a informação errada, desconexa, induzida, aquela com viés político, tem maior poder de destruição que o próprio vírus.
Vejam que absurdo que escarnio, enquanto o Bispo Ronaldo Melo, realizava uma missa online, com a igreja fechada, se encontrando no recinto, apenas 5 pessoas que faziam parte do culto, mesmo assim, usando dos recursos recomentados: distanciamento, álcool gel e por ai vai.
Chegou à igreja um fiscal da prefeitura municipal de Poços de Caldas, portando um decreto municipal, objetivando parar a transmissão da missa, o decreto de calamidade pública publicado pela prefeitura  que dizia “para resguardar o interesse da coletividade, fica proibida, por prazo indeterminado, a realização de cultos, missas e eventos religiosos em igrejas e tempos de qualquer natureza”. Entretanto, não consta na determinação da prefeitura a proibição de transmissão online pelas igrejas.
O Bispo em questão, já chateado e magoado com essa afronta à casa de Deus e com toda razão, ele  questiona e mostra através de filmagem tudo vazio, ele pergunta ao fiscal, baseado em que, a missa está sento interrompida;  o coitado do funcionário, apenas balbuciou em função do decreto municipal.
Senhor prefeito de Poços de Caldas, com toda a minha ignorância: política econômica, social e cognitiva. Por que então, o senhor não redige um decreto municipal, pedindo o  fechando: de emissoras televisivas, em especial a Rede Globo de televisão, os sites os jornais impressos, de Poços de Caldas, pois dentro de suas redações, existem várias pessoas interagindo.
Partindo da premissa dos mesmos argumentos ensejados pelo senhor, para interromper a  transmissão televisiva de um culto, no qual se faziam presentes apenas   5 pessoas e o senhor mandou fechar, assim  sendo, mande fechar  todos os meios de comunicação de massa da sua cidade; o que o senhor fez, é revoltante, inconstitucional, verdadeiro  abuso de autoridade.
Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

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Anderson SiqueiraValéria ChavierHélcio Recent comment authors
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Hélcio
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Hélcio

A histeria contribui para o abuso da autoridade.
O agente em questão não tem cultura jurídica.
Pense bem como as pessoas estão defendendo o que vem sendo divulgado como verdade absoluta.
Uma sociedade sem princípios está fadada ao fracasso social.
Lamentável.

Valéria Chavier
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Valéria Chavier

Isso mesmo, poia não
há proibição de transição online pelas igrejas.

Anderson Siqueira
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Anderson Siqueira

O sr está correto professor Lício Malheiros, então fechem todas a TVs do Brasil, ótima observação….

Opinião

ONOFRE RIBEIRO – A fatura de 1930 – 1

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Ao observar os movimentos políticos no Brasil nos dois últimos meses e especialmente neste último domingo, não pude deixar de rever a política brasileira dos últimos 70 anos.  Aquelas facções desfilando nas avenidas não são protestos políticos. Elas são nada mais nada menos do que as turbas que sempre precederam grandes movimentos no mundo inteiro em  diversas épocas. Não foram movimentos políticos. Foram movimentos doentios organizados por gente e por organizações doentes.

Daí ser absolutamente necessário compreender o mínimo que seja da história política relevante do século passado e das duas primeiras décadas deste século.

Vou tomar a Revolução de 1930 como o ponto de partida, porque a partir dela deveria ter nascido a República rascunhada a partir de 1922. Júlio Prestes foi eleito presidente e derrubado. No lugar, Getúlio Vargas assume como uma espécie de interventor para quatro anos. Permaneceu e o surgiu o chamado Estado Novo que duraria até 1946, sendo ditadura a partir de 1937.

Cito 1930 como data-chave deste artigo, porque nos regimes de força as lideranças novas são castradas pra sua preservação sem oposição. Mas em 1946 uma pequena elite política conseguiu escrever uma excelente constituição federal que duraria até 1967, no regime dos militares. Sob essa constituição, Getúlio se elegeu em 1950, teve muitas crises e se suicidou em 1954. Mais crises. Juscelino Kubitscheck se elegeu em 1955, em situação difícil e quase nem tomou posse. Veio Jânio Quadros, eleito em extrema radicalização em 1960 e renunciou em agosto de 1961. No lugar João Goulart, em crise desde a posse. Só assumiu sob a condição de aceitar o parlamentarismo imposto pelos militares. Caiu em 1964.

De 1964 até 1985, os militares governaram. Novo período em que a formação de lideranças políticas foi profundamente cerceado. De1985 até 2020, a formação de novas lideranças políticas foi prejudicada pela desqualificação dos partidos políticos desde a redemocratização. Na verdade, herdaram a história do período militar de 21 anos com todos os defeitos anteriores..

Tivemos Sarney no lugar de Tancredo Neves. Talvez, se o presidente eleito não tivesse morrido, a costura entre os dois momentos teria dado certo. Veio Collor e o impeachment. Tanto ele quanto Sarney, Itamar Franco vice de Collor, foram arranjos. Fernando Henrique poderia ter sido uma solução porque tinha história política, preparo intelectual, e um grupo de partidários respeitáveis. As manobras do projeto de reeleição desqualificaram-no ao nível dos antecessores. Em 2003 uma guinada ideológica traz Lula ao governo. Mas acabou enfraquecido vítima dos partidos políticos e dos líderes fisiológicos formados nas décadas anteriores. Reelegeu-se sem o mesmo prestígio e deu lugar a Dilma Rousseff que governou à margem do Congresso Nacional. Foi reeleita. Mas durou dois anos e meses e saiu por impeachment. Temer foi um  híbrido de arranjo, oferecido pelo MDB.

Hoje temos Bolsonaro. Eleito em 2018 enfrenta um país fora do esquadro. Gostaria de encerrar o tema amanhã, justificando que a atual crise e as próximas e ainda as próximas trazem o carimbo de 70 anos de pouca qualidade política no país. Bolsonaro recebeu neste momento a fatura. Outras virão até que a política brasileira amadureça.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – [email protected]  www.onofreribeiro.com.br

 

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Opinião

DIRCEU CARDOSO – Democracia para todos

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Desde o Império, a busca da democracia tem sido pedra de toque da vida brasileira. Todas as transformações político-sociais ocorridas tiveram a defesa da democracia como principal justificativa. Os que, em 1889, baniram Pedro II e sua família e instituíram a República, o fizeram sob o mote democrático. As instabilidades, quebras e reabilitações institucionais republicanas – 1930, 34, 37, 45, 64, 68, 85 e as tentativas – tiveram o fito declarado de preservar ou impor  a democracia. Até os clássicos cultores do regime de partido único e seus sucedâneos que pegaram em armas nos tumultuados anos 50, 60 e 70 diziam fazê-lo em busca de democracia. Salvar a democracia foi o objetivo declarado dos militares de 64. E o mesmo disseram os criadores da Nova República, que nos legaram o tumultuado quadro democrático de hoje.

Essa dicotomia nos leva à inevitável indagação: o que é democracia, afinal? A conclusão mais lógica é que, calcado no conceito básico de que no governo democrático o povo exerce a soberania, cada grupo ou indivíduo tem hoje dentro de sua cabeça o formato de democracia que mais atende a seus próprios interesses. É por isso que cidadãos, grupos, exércitos e nações se permitem subjugar os diferentes, guerrear e até matar em nome do seu  ideal democrático.

O Brasil de hoje vive a perigosa e nefasta luta entre seus ditos democratas. Os apeados do poder por corrupção e os eleitos com a proposta de austeridade não cessam o embate e ambos arrebanham adeptos às suas teses. Todos garantem estar a serviço da “democracia”, mas inúmeros parceiros mudam de lado com muita facilidade. Ensejam o raciocínio de que o interesse próprio fala mais alto do que a filosofia política, cada dia mais vã e multifacetada.

A discórdia é flagrante e exacerba os ânimos. Até os poderes institucionais, por conta da ação de seus integrantes, deixam de observar a constitucional independência e harmonia. E o povo, levado a se manifestar, vai a inconvenientes extremos que, além de periclitar a segurança física, pode respingar na estabilidade institucional. Para sair do impasse – que persegue a República desde sua fundação – precisamos definir o que é democracia para nós brasileiros. Nada melhor para isso do que convocar a Constituinte (que pode ser o próprio Congresso Nacional ora eleito) para modular o regime conforme pensam seus atuais membros (então constituintes) e a sociedade, de quem são representantes. Com força de lei, podendo até ser cláusula pétrea, a Democracia Brasileira estará finalmente definida e, por si, ensejará as mudanças constitucionais e legais que tornem o país mais praticável, governável  e, acima de tudo, justo para com os cidadãos. A hora é agora.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) 

[email protected]                                                                                                     

 

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