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LÍCIO MALHEIROS – Dança dos mascarados em Poconé

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A manifestação cultural de um povo deve estar arraigada a sua origem e tradições, pois um povo sem história é um povo sem vida. Cada cidade traz  em suas entranhas, traços culturais próprios, que lhes são peculiares. As manifestações culturais de um povo devem ser mantidas e respeitadas, para que as gerações futuras possam levara adiante estes traços culturais, que denotem sua origem.

A cidade de Poconé, descoberta por Luiz Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, em 1777, cidade esta, que surgiu em função da existência de ouro, fator atrativo de populações.

Seu primeiro nome foi Beripoconé, este nome adveio de uma tribo indígena que habitava a região. Em 25 de outubro de 1831, acontece o Decreto Geral do governo regencial que cria o município, junto com os limites políticos atuais, com denominação de Vila de Poconé. Somente em 1 de julho de 1863, Poconé recebe o estatuto de cidade via Lei Provincial.

Este ano, fui agraciado com convite para assistir a uma das manifestações culturais mais bonitas por mim presenciadas, evento este, que aconteceu na cidade pantaneira de Poconé. Uma manifestação folclórica, denominada Dança dos Mascarados de Poconé.

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O evento acontece à frente da Igreja Matriz, a população se aglomera a espera da chegada da banda que é maravilhosa, além dos mascarados, que chegam dançando de forma harmoniosa e sincronizada.

Quando adentrei ao espaço reservado à plateia, observador que sou, além de achar tudo perfeito, não apenas em termos de organização, como também a educação da paleteia que se manteve em ordem e expectativa, eles que já estão acostumados com esse evento, vibravam, imagina eu, que pela primeira vez estava assistindo.

Em termos de estrutura física e  ornamentação, de tudo, o que mais  chamou a atenção foram às luzes, que  num primeiro momento, pareciam velas acesas, parecendo estar rodando, na verdade, não era velas comuns as industrializadas.

Tratava-se, de iluminação proveniente de sebo bovino, chamadas luminárias, o centro delas, é feito com algodão; segundo os antigos, essas luminárias eram bentas, tendo como objetivo, acalmar tempestade em tempos chuvosos, ou eram acesas em altares dos Santos.

O momento mais esperado por todos,  dança dos mascarados, dança esta, realizada apenas por homens, em número de 8 a 14 pares separados por dois cordões: de um lado, os homens, vestidos de mulheres, que fazem o papel das damas, e do outro, homens que fazem o papel de galanteadores, tudo dentro de um sincronismo perfeito.

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O momento mais esperado aconteceu,  quando os dançarinos em número expressivo, dançando  segurando fitas coloridas, acopladas a um mastro trazendo na ponta dele, uma bandeira de São Benedito.

Finalmente, eles dão início à coreografia que é de dar inveja a qualquer um, dançando de forma harmoniosa, sincronizada, enrolam as fitas nesse mastro, num sincronismo perfeito, muito bonito mesmo, fiquei perplexo com a desenvoltura dos mesmos,  dançando faziam com essas fitas uma espécie de cerzimento nesse mastro, tudo perfeito, algo realmente  inimaginável de ser feito daquele jeito, essa dança, é originária da miscigenação das tradições indígena, africana e europeia.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo      

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ONOFRE RIBEIRO – Sociedade quer um novo Estado

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No começo da década de 1990 conheci em Cuiabá um jovem advogado que estava de viagem pra cursar um doutorado na França. Voltou algum tempo depois e nos reencontramos. Ele estudou gestão pública.

Foi contratado em seguida por uma ONG francesa pra realizar uma pesquisa sobre a qualidade dos técnicos encarregados de executar a burocracia brasileira. Mudou-se pra Brasília e lá ficou por quase um ano levantando as informações pra verificar o nível de preparo, de qualidade dos técnicos e dos burocratas do serviço público federal.

Suas conclusões foram interessantes, segundo me relatou à época. A maioria dos técnicos estudou além das graduações. A maioria estudara gestão, fizeram cursos a respeito e tinham excelente qualidade técnica. Além, claro do comprometimento com a carreira.

Lá se vão quase 20 anos e o quadro piorou muito. Não pela falta de pós-graduações. Mas por um conjunto de razões novas que vieram depois. Na época da pesquisa a Constituição Federal, de 1988, estava no seu começo. O conceito de estabilidade funcional era uma garantia e não uma contaminação profissional. As chamadas carreiras não estavam estruturadas em cima da pressão sindical que tomaria o poder público federal de assalto. Junto com a sindicalização veio a colonização das centrais sindicais de esquerda. E por fim, a partidarização do serviço público. Ainda persistem as tendências daqueles anos e até recentemente.

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Na sequência entrou em cena outra coisa horrível, que foi o chamado “presidencialismo de coalizão”. Um arranjo partidário que tomou de assalto o Estado brasileiro, Partidos políticos de mercado, parlamentares envolvidos na sua maioria em “coalizão de negócios” de todas as naturezas. A maioria não-republicanas. Veio também a toma de assalto das funções comissionadas dos cargos públicos.  Prejudicou as carreiras e contribuiu pra prostituir o serviço público.

Enfim, a soma desses fatores nos trouxe até aqui. O Estado desarticulado e apartado da sociedade. Pior. Sem qualquer compromisso com os cidadãos.

Os tempos atuais estão caminhando na direção da recuperação do Estado. Tarefa dificílima porque todas as corporações que tomaram o Estado pra si, não abrirão mão facilmente. Tarefa da sociedade pressionar. Longo caminho na construção da cidadania. Mas não tem outro!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – [email protected]   www.onofreribeiro.com.br

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Opinião

JOSÉ DE PAIVA NETTO – Doe vida

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Não há nada mais valioso na Terra do que a Vida. No planeta, somos os únicos seres conscientes da finitude física — embora prossigamos nossa jornada de aprendizado, no âmbito espiritual, após o fenômeno chamado morte — capazes de preservá-la. A partir do momento que valorizamos a vida desde o seu estágio físico, construímos, verdadeiramente, uma Sociedade Solidária Altruística Ecumênica, que saberá respeitar todo tipo de existência, a compartilhar conosco nossa Morada Única, o planeta Terra.

A doação de sangue, aplaudível vereda que aproxima o ser humano de sua humanidade, é indispensável em favor de tantos que lutam para sobreviver.

No Brasil, em período de férias e feriados, justamente quando ocorrem mais acidentes de todo tipo, cresce a demanda por sangue e diminui o número de doadores. Um cálculo cujo saldo preocupa os hemocentros do país.

Déficit Nacional

Em entrevista ao programa Sociedade Solidária, da Boa Vontade TV (Oi TV — Canal 212 — e Net Brasil/Claro TV — Canais 196 e 696), a dra. Selma Soriano, médica hematologista e hemoterapeuta da Fundação Pró-Sangue de São Paulo, fez um apelo: “Que a população antes de tirar férias, de sair em viagem, faça a sua doação de sangue. Normalmente, a demanda de sangue em feriados aumenta em torno de 30%, e a doação cai em torno de 40%. Daí trabalharmos sempre com os estoques no limite. Desse modo, priorizamos o atendimento de urgência (…)”.

A transfusão de sangue é imprescindível não somente no socorro às vítimas de graves acidentes, de catástrofes como deslizamentos de terra, inundações etc. A dra. Selma explica: “Precisamos, e muito, de doações de sangue no tratamento de pacientes que estão em Unidade de Terapia Intensiva; para os que lutam contra o câncer que, às vezes, carecem de reposição de sangue; e para os pacientes de transplante de órgãos. No caso de doenças congênitas, temos a hemofilia. Isso sem falar nas cirurgias. Nas de grande porte, 60% delas necessitam de transfusão de sangue”.

Segundo o Ministério da Saúde, 3,7 milhões de pessoas doam sangue anualmente no Brasil. Está longe de ser o ideal, já que deveríamos ter cerca de 5,4 milhões de doadores. Para suprir esse déficit são feitas campanhas de apelo à sociedade. “Temos 1,8% da população brasileira que doa sangue, e a gente deveria estar entre 3% e 5%. Faltam componentes sanguíneos para algumas situações específicas”, revela a hematologista.

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Minutos que salvam

Que essa ação caritativa se torne um hábito saudável e permanente, já que é algo que não exige sacrifício algum. “Entre a pessoa chegar a um banco de sangue e fazer a sua doação, ela permanece de 40 a 50 minutos no máximo. O ato em si, propriamente dito, leva apenas 7 minutos”, afirma a dra. Selma.

Inúmeros são os postos de coleta no Brasil. No site www.prosangue.sp.gov.br , você encontra vários deles e se informa quanto aos requisitos básicos para ser um doador de sangue.

Eis nosso contributo no esclarecimento geral a respeito desse importante assunto. Doar sangue, gesto que merece o devido apoio de todos, pode ser a própria salvação do ofertante amanhã.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. [email protected] — www.boavontade.com

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