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Opinião

LÍCIO MALHEIROS- Casa Rural e um visitante inusitado

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A chamada em questão, não se trata de merchandising ou coisa que o valha; é apenas, a constatação de uma visita inesperada em um estabelecimento comercial, situado na Rodovia Palmiro Paes de Barros nº 150, denominado Casa Rural.   Recentemente, a mesma foi visitada por um ser inusitado, um animal que faz parte da fauna mato-grossense, a Capivara, de denominação científica   Hydrochoerus hydrochaeris, são mamíferos e herbívoros, considerados também o maior roedor do mundo.

Todo comerciante, está preparado para receber em seu estabelecimento comercial, qualquer tipo de cliente; com carinho, atenção e   cordialidade, na esperança de que o mesmo efetue uma compra, dessa forma, aferindo um mínimo de lucro com a venda.

Dependendo do tamanho da loja, o número de funcionários poderá ser, numeroso ou não, os mesmos, estão ali devidamente preparados e treinados, para oferecer ao cliente um tratamento de qualidade e excelência.

Agora, imaginem vocês se em seu estabelecimento comercial, ao invés de entrar um cliente bípede um ser humano; entrasse um animal quadrúpede pertencente à fauna mato-grossense, uma Capivara, de forma inesperada.

A Capivara que adentrou nesse estabelecimento comercial, por certo, deveria estar com muita fome coitada; pela localização da loja, a mesma, poderia ter saído  do Parque Estadual Zé Bolo Flô.

O fato ocorrido em questão, aconteceu na terça-feira (12), pela manhã, momento em que a capivara tranquilamente adentrou ao estabelecimento comercial, a loja nesse momento estava vazia, a funcionária em um dos balcões não a viu passando, quem a viu foi o funcionário do caixa, conforme, mostra claramente a filmagem.

A  parte da frente do caixa é alto dando  apenas para perceber a entrada de um ser humano, portanto, ele só a viu quando a mesma passou literalmente ao seu lado, dando-lhe maior  susto;  o destino dela, foi a parte dos fundos da Loja, onde se encontravam as raçoes em grande escala, ela, entrou atraída pelo cheiro e em decorrência da fome.

O proprietário em questão, acionou o Corpo de Bombeiros; o mesmo, elogiou a chegada célere dos bombeiros no local, e agradeceu aos mesmos. A captura aconteceu com uso de redes para imobilizar o animal, para que ele não sofresse nenhum ferimento ou machucadura, o animal felizmente foi levado com segurança e tranquilidade, para o seu habitat natural.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

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Opinião

ELUISE DORILEO – O poder da Energia Feminina

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Estamos no mês da mulher. A mãe,  filha, esposa, profissional. Um acúmulo de funções que exige muita energia e muitas vezes ela é sugada por ser ligada ao lado emocional.

A energia feminina está ligada a sensibilidade, imaginação, sabedoria, intuição, influindo até mesmo em nossa energia criadora.

Quando há um desequilíbrio dessa energia feminina. O que resulta em comportamentos raivosos e temperamentais.

É nessa situação que a constelação familiar criada pelo falecido filósofo Bert Hellinger consegue ver de onde vem o desequilíbrio. Se está relacionada a algum trauma que traz a repetição de conflitos vividos por nossos antepassados, e quando constelado, quebra o ciclo de reverberação assim não atinge nossos descendentes.

O desequilíbrio pode ser notado na forma de como tratamos nossas mães que são as portadoras da energia criadora que nos traz ao mundo. Esse tratamento mostra como tratamos nossas vidas.

Afinal é a energia da mãe a nossa primeira ligação com o mundo. Essa relação começa antes mesmo de nascermos, enquanto ainda estamos no ventre materno. Por isso, se essa experiência não for prazerosa, ligadas por fortes laços de amor vai resultar em problemas emocionais que se não bem trabalhados influenciam nossas conexões futuras com amigos, parceiros e família.

Uma relação conturbada com a mãe pode nos transformar em autossabotadores.

Esse desequilíbrio é revelado na busca dar resposta as questões tão comuns ao sentimento e às emoções femininas como:

Dificuldades em viver relacionamentos afetivos saudáveis,

Repetição dos padrões masculinos,

Sentimento de raiva não assumida em relação à própria mãe,

Dilema entre profissão e maternidade,

Dificuldades em assumir a liderança através da autoconfiança,

Experiência de assédios ou abortos,

Raiva e ódio inconsciente em relação ao sexo masculino que trazem problemas de relacionamento.

Mas quando esse emaranhado é desfeito, a energia feminina se reequilibra e é vida que segue. A mulher se torna plena só por ser mulher e tudo flui.

Bora para a vida!

Eluise Dorileo é psicóloga, terapeuta familiar e maestria nas novas constelações quânticas.

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Opinião

EMANUEL FILARTIGA – O rio não deixa paz ao canoeiro

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Quem me lê sabe que a natureza é ato inaugural de um viver. Fulgura instante em que a pessoa deixa de sobreviver relesmente, ultrapassa as falas quotidianas e se desvencilha do “círculo-de-gis-de-prender-peru”.

Nas andanças de afazer fomos vistoriar trecho do Rio Jauru, este está sofrendo de PCHs (mal comum na região), pequenas hidrelétricas, muitas, que travam seu curso. O Jauru não é mais um rio considerado “íntegro” e “saudável”. São poucos os rios de curso livre no mundo … pessoas também.

Aprendi com Hermann Hesse que “são muito raros os homens que sabem escutar e ainda não encontrei nenhum que dominasse essa arte com tamanha perfeição. Também nesse ponto serei teu aprendiz [diz Sidarta]. – Hás de aprender isso – replicou Vasudeva –, porém, não de mim. Quem me ensinou a escutar foi o rio e ele será o teu mestre também. O rio sabe tudo e tudo podemos aprender dele. Olha, há mais uma coisa que a água já te mostrou: que é bom descer, abaixar-se, procurar as profundezas.”

Rio abaixo, rio acima, nenhuma das hidrelétricas e usinas que passamos possuía sistema para transposição de peixes, o que até permitiria a migração desses animais aquáticos.

O guia e barqueiro, Sr. Nilson, disse algo inusitado: “os peixes estão se suicidando!” Ele mesmo explicou: “os peixes encontram as barragens, saltam por cima e caem nas pedras!”

Os Avá-Canoeiro, povo indígena brasileiro, preferem a morte a se render ao inimigo e ganharam fama como o povo que mais resistiu ao colonizador no Brasil Central. Eles preferiam as águas, o rio, os peixes, preferiam remar…

Não sou especialista em rios, nem em peixes (na verdade não é querido a mim ser especialista em qualquer coisa), mas tenho com eles desde muito novo. Já atravessei a nado os rios Aquidauana, o Coxim, o Araguaia, o Xingu; já toquei as águas de muitos rios, e sei bem que “a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do em que primeiro se pensou.”

Os peixes, mencionados pelo Sr. Nilson, foram mestres dos Avá- Canoeiros: eles não pulam querendo a morte, saltam querendo a vida! E ganharão fama por este salto como bichos que mais resistiram ao colonizador. Colonizador que aporta as margens, não incorpora as vivências do rio e do peixe, não percebe a travessia… nem sabe que o rio e o peixe ensinam a percorrer, está entretido nas ideias de saída e chegada, de dinheiro e poder.

Amigo leitor, mire e veja, “o rio não quer ir a nenhuma parte, ele quer é chegar a ser mais grosso, mais fundo.”

Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça em Mato Grosso

 

 

 

 

 

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