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Opinião

LICIO MALHEIROS – Bazar Solidário

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A implementação de políticas públicas, passa necessariamente pela vontade de quer fazer e resolver, problemas de ordem social, que são latentes em nosso país. As maiores ações de Governo estão voltadas ao social.

Porém, nem sempre o poder público conseguirá levar  às pessoas menos favorecidas pela sorte os expropriados do capital, um mínimo de dignidade, mais do que isso, matar a fome de quem não tem o mínimo para sobreviver.

Em conversa informal com uma amiga, Lucy Almeida, presidente da Associação de Mulheres Solidárias do Estado de Mato Grosso; tendo como vice a senhora Adriana Aparecida Alves.

A mesma mencionou a existência dessa Associação sem fins lucrativos, a mesma, visa angariar donativos, principalmente roupas de modo geral, para serem levados ao Bazar Solidário e vendidos à população cuiabana e mato-grossense.

Os dividendos oriundos dessa feira  são revertidos, na compra de cestas básicas, e fraldas geriátricas para ser distribuídas à população carente;  aquelas pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Não se trata de merchandising e sim, um pedido encarecido à população cuiabana e mato-grossense, para que estas possam ajudar na doação de roupas que não são mais usadas, porém as mesmas irão contribuir sobre maneira para matar a fome de quem tem fome.

A Associação de Mulheres Solidárias do Estado de Mato Grosso com o Bazar Solidário, localizada na Rua São Cristóvão 1326 Bairro Poção, a presidente Lucy Almeida, diz “Organizem suas doações; aquelas pessoas que conseguirem levar no referido endereço suas doações, ficaremos agradecidos; caso contrário, iremos buscar as doações em seus respectivos endereços”.

Temos que parabenizar a senhora Lucy Almeida, pelo brilhante trabalho prestado à frente dessa Associação filantrópica, que visa levar comida a quem tem fome. Fazendo valer aquela velha máxima “Quem dá aos pobres, empresta a Deus”.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo   

 

 

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Opinião

ONOFRE RIBEIRO – São muitos os brasis

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Viajei muito pelo mundo nesses quase 50 anos de jornalista. Dos países que conheço, nenhum possui tantas diversidades quanto o Brasil. Não falo apenas das diversidades regionais, de clima e de culturas.

Falo das percepções que o Brasil tem do Brasil. Melhor dizendo: da percepção que os brasileiros tem sobre o Brasil.

Neste momento, as percepções estão acirradas de um modo que deixou de existir o Brasil-raiz, para enxergarmos brasis políticos, econômicos, sociais e culturais.

O Brasil tornou-se uma salada fora do livro de receitas.

Começo com um exemplo concreto. Na última semana o evento “Famato – Embrapa Show”, realizado em Cuiabá mostrou um Brasil real, profundamente disruptivo.

Um Brasil globalizado, tecnicamente aparelhado junto com o mundo, e uma potência junto aos mercados mundiais de alimentos. Cenários fantásticos no curtíssimo prazo.

No mundo atual e no futuro que se aproxima em grande velocidade num mundo pós-pandemia, pós-guerra Ucrânia-Rússia e pós lockdown chinês e mundial. Dentro desse mundo, ser protagonista é absolutamente fantástico!

Por outro lado, existe um Brasil urbano. Conflitado. Violento. Péssima qualidade de vida. Com altas taxas de desemprego. Com profundos desajustes sociais.

Mas existe outro Brasil, o dos partidos políticos e dos políticos. Esse é alimentado com a imagem de um péssimo Brasil, pra poder sustentar o discurso da desgraça que vence as eleições. Neste ano, particularmente, esse Brasil derrotado está fortíssimo.

Existe ainda o Brasil gerido pelo Estado brasileiro. É o Brasil pessimista. Cobra os impostos que não retornam em serviços. É corrupto. É corporativo e está voltado pra sua própria sobrevivência.

Existe o Brasil dos chamados poderes. São Ilhas de prosperidade. Da impunidade. De orçamento certo. Da perfeita desconexão com  a sociedade brasileira.

Existe o Brasil da corporação do serviço público. Ilha de prosperidade regida pelo sindicalismo e pelo vitimismo. Nada é bom. Nada está bom. Não existirá futuro.

Mas aqui fora dos muros do mundo urbano e corporativo do Estado existe um mundo extraordinário. Um dado apenas ilustra a força desse Brasil. Segundo o representante do presidente da Embrapa em Cuiabá, o Brasil desenvolveu tecnologias de produção, de sustentabilidade que estão 30 anos à frente de todos os demais países do mundo.

Um Brasil que trabalha em economia circular, fechando o desenvolvimento da agropecuária, indústria, comércio, serviços e tecnologia em larga escala.

Um Brasil que aprendeu a lidar com tecnologias a partir das suas próprias experiências e formou uma enorme rede de pesquisas e de inovações envolvendo universidades, a Embrapa e todo um sistema de pesquisas e desenvolvimento. Um Brasil sem desemprego. Aliás, o pavor é a falta de recursos humanos.

Confesso que saí do evento de Cuiabá com o coração e a alma lavados. O Brasil quem vai vencer a guerra do protagonismo mundial, certamente não será o Brasil dos pessimismos corporativos e políticos.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.

 

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Opinião

RENATO DE PAIVA PEREIRA – Plano de governo do Lula

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O Lula anunciou o esboço de seu plano de governo a ser implantado, se porventura, ganhar as eleições.

Alguns detalhes chamaram a atenção da mídia, que os noticiaram com destaque. Entre eles está a contestação da reforma trabalhista que foi aprovada no Congresso, sob o governo reformista do Michel Temer.

A justiça trabalhista, antes da reforma, estava muito partidarizada. Sem nenhuma consequência punitiva, trabalhadores desonestos e seus sindicatos, estimulados e ajudados por advogados gananciosos, reclamavam na justiça os mais absurdos direitos, sabendo que se perdessem, como quase sempre perdiam, restavam-lhes o sabor de ter incomodado o ex patrão, além de ter-lhe causado prejuízos financeiros para se defender.

A reforma trabalhista melhorou muito esta condição. Não que agora os trabalhadores estejam desprotegidos pela justiça. Os mesmos rigorosos juízes trabalhistas continuam julgando as causas, só que há despesas judiciais a pagar pelos trabalhadores, quando a demanda fracassa, O que é normal em outras áreas do direito.

Mas o Lula com seu plano de governo vai além. Ele quer furar o teto de gastos. Aquele mecanismo, também pensado e aprovado no governo Temer que impede os governantes de gastar sem limite, passando para o próximo as despesas mirabolantes não pagas.

O próximo mandatário, contando também com a possibilidade de não ter limite de gastos, vai passando a conta pra frente, empurrando assim uma enorme dívida, que se torna impagável. Impagável e insuportável porque ela é alimentada por juros, com seu voraz apetite.

Tem também o lado oportunista o Plano do Lula. Aproveitando o cruel assassinato do indigenista e do jornalista na Amazônia, propõe ações na Funai. Mas, esse capítulo, eu creio, não passa de esperteza política dos elaboradores do documento, surfando na repercussão do caso.

Também, nessa mesma balada, está a “solução” que apresenta para a Petrobrás. É enganador dizer que a Estatal ou o atual governo são responsáveis pelo custo dos combustíveis. Este é um problema mundial e o Brasil não tem como escapar dele

Cita ainda a valorização da imprensa e segurança de seus profissionais. Mas quem conhece o Lula sabe que ele está falando só para agradar a mídia e eleitores desaviados. Ele sempre sonhou em regular o direito de livre expressão, eufemismo para botar um cabresto nos jornais, rádios e Tvs.

Na mitologia grega, Caríbdis e Cila eram monstros marinhos que representavam grandes perigos enfrentados pelos navegadores.

Na Odisseia, Homero narra a história de Odisseu. Em seu percurso, o herói depara com uma situação delicada: em um lado do estreito que atravessava estava Caríbdis, monstro das profundezas que sorvia e vomitava água, formando um redemoinho.

Entretanto, Odisseu não podia evitar o redemoinho navegando pelo lado oposto, pois lá se encontrava Cila, monstro ameaçador de doze pernas e seis cabeças. Percebeu que não podia pender nem muito para um lado, nem para o outro. O meio era o caminho seguro.

Politicamente estamos entre Cila (Lula) e Caríbdis (Bolsonaro), só que diferente de Odisseu não temos o caminho do meio. A “terceira via”, que seria essa opção, por falta de eleitores, foi pro brejo.

Há pouquíssimas esperanças para os próximos quatro anos, mas não desanimemos porque a história não acaba aqui.

Renato de Paiva Pereira é empresário e escritor.

 

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