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Opinião

LICIO MALHEIROS – Aspropeixe

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Cuiabá, capital do Estado de Mato Grosso, surgiu às margens do rio Coxipó, em 8 de abril de 1719. Era então um pequeno povoado cuja ata de fundação foi assinada por Pascoal Moreira Cabral.

O Estado de Mato Grosso, é servido pela Bacia Hidrográfica do Paraguai, ela está presente nos Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, englobando uma área de 361.350 quilômetros quadrados. Tendo como principal rio o Paraguai, que nasce na Chapada dos Parecis (MT).

O rio Cuiabá, é um dos principais afluentes da margem esquerda do alto curso do rio Paraguai, tem suas nascentes na porção norte da Bacia do Alto rio Paraguai. O rio Cuiabá, ajudou no processo conhecido como conurbação, entre as cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

Partindo dessa premissa, as populações de ambos os municípios através de sua interligação; sempre serviram do rio Cuiabá para saciar a fome de muitos cuiabanos e várzea-grandenses, através da pesca, uma prática muito antiga e comum em nossos rios.

Obviamente, o rio Cuiabá era considerado um dos mais piscosos do País, isso aconteceu na década de 80 em função da abundância de peixes.

Tanto é verdade, eu ainda criança via o me pai Licio Malheiros (in memoriam), descer até o rio Cuiabá, na praia do Náutico com apenas duas minhocas, e voltava antes do almoço, com uma fieira de bagres.

Os tempos mudaram, dando lugar a piscicultura um dos ramos da aquicultura, que desenvolve o cultivo de peixes e outros organismos aquáticos. É a criação dos peixes monitorada, as espécies controladas, desde o início da vida até o momento em que atingem a condição ideal para o consumo.

Dessa forma, surgiram várias Associações de Piscicultores no Estado, com destaque para Associação de Piscicultores de Cuiabá (Aspropeixe) criada em 2012, presidida durante muitos anos pelo saudoso Everaldo Totontinho, que tinha como objetivo central, auxiliar os pequenos piscicultores; a mesma foi paralisada.

Sendo retomada somente no último dia (3) de julho com nova diretoria, tendo como presidente, Thiago Goulart, filho do fundado dessa conceituada entidade.

Esta nova direção não mediu esforços no sentido de ampliar o leque de parcerias, buscando o legislativo estadual, encontrando às portas abertas do gabinete do atuante deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), o mesmo, hipotecou a referida Associação, apoio amplo geral e irrestrito.

Assim como receberam, apoio da Câmara Municipal de Cuiabá, através do gabinete do vereador Cesinha Nascimento (DC), além de diversas prefeituras.

Dessa forma, ampliaram substancialmente o leque de atuação, levando aos pequenos piscicultores principalmente da baixada cuiabana, desta feita no Cinturão Verde na capital em parceria com a Prefeitura Municipal de Cuiabá.

A referida Associação levou in loco, uma equipe técnica, para auxiliar os pequenos piscicultores no tocante a limpeza dos tanques, formas de cultivo, novas escavações de tanques, soltura de alevinos, entre outras técnicas necessárias para a criação de peixes.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

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1 comentário

1 comentário

  1. Cleo Costa disse:

    Projeto muito importante para as famílias que nas suas próprias terras tiram o sustento de suas famílias e ajuda renda.

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Opinião

RODRIGO SANTOS – MT é a aposta certa na economia

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Mais uma vez as commodities e o agronegócio mostram sua força, que deverá ser inclusive o ponto de salvamento da economia nacional. E nesse cenário, o destaque fica para Mato Grosso, que é o estado brasileiro com maior crescimento econômico em 2022 e que já conta com a promessa de crescer 5,6% neste período, percentual relativamente maior que os 3,1% registrados no ano de 2021.

Essa onda positiva vai impactar não somente sobre os produtos manufaturados. A indústria também deverá se beneficiar do panorama atual e, comentam já por aí, que o setor deva superar até mesmo o crescimento de estados como São Paulo, que pode sofrer com a temida refração. Esses dados, diga-se de passagem, são projeções da Tendência Consultoria, que foram divulgados recentemente pelo Valor Econômico.

Quanto ao nosso estado, às expectativas de crescimento são explicadas com base no recorde das safras de soja e milho, além do melhor desempenho no abate de carnes, decorrente da demanda externa por proteína animal. Outro ponto que ganhou destaque na publicação é a produção de biodiesel, que para o seu fortalecimento enquanto produto, conta com uma indústria forte e ativa por aqui.

Mais fatores também se incluem na justificativa do aumento do índice regional, entre elas, a alta de preços e a taxa de câmbio que está favorável para a exportação. Contudo, devemos lembrar que Mato Grosso não começou a ser reconhecido somente hoje. Temos liderado a produção agrícola por quatro anos consecutivos e, de 2018 a 2021, o crescimento do estado alcançou a marca de 69% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), segundo dados do Governo Federal.

Além disso, a participação do agronegócio no Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso já é de 56,2%, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). E para 2023, conforme a pesquisa divulgada no Valor Econômico, a tendência é que os números continuem positivos para os produtores de soja, milho, algodão, carne, biocombustível e celulose. Já na indústria, devemos ressaltar a produção de etanol, que cresceu 384,5% nos últimos 10 anos.

Dados divulgados pelo Sindicato das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso (Sindalcool), revelam que na safra 2020/2021 foram produzidos 4,07 bilhões de litros. Já para a safra 2022/2023, a previsão é de um crescimento de mais de 13,2%, o que deverá elevar a produção para 4,61 bilhões de litros. Desse total, 3,59 bilhões devem ser originados do etanol de milho, que desde 2020 passou a superar o etanol de cana-de-açúcar.

Somado a todos esses itens, o esmagamento da soja também é outro ponto em evidência e o estado chegou a apresentar um volume de 786,47 mil toneladas em dezembro de 2021, maior valor já observado no período. Com isso, o processamento da soja atingiu a marca de 10,31 milhões de toneladas no ano passado, com uma produção de 7,66 milhões de toneladas de farelo e 2,1 milhões de toneladas de óleo.

E para este ano, a expectativa é de que se chegue a 11,21 milhões de toneladas produzidas, conforme levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), realizado em janeiro de 2022. Tudo isso mostra que o nosso agronegócio está consolidado e que Mato Grosso é visivelmente um terreno fértil para indústrias que atuam dentro ou fora do campo.

Devemos destacar aqui o desenvolvimento da produção de equipamentos, maquinários, adubos e defensivos agrícolas, entre outros itens ligados a cadeia produtiva do agro. Ou seja, cada vez mais o estado se torna uma aposta certeira. Tanto, que estão sendo feitos grandes investimentos na infraestrutura e logística, de forma que seja garantidas melhores condições de escoamento da safra e produtos industrializados.

Nessa seara, já estão previstas a construção de pelo menos três ferrovias que vão passar pelo nosso território, o que, consequentemente, também irá impactar na redução do custo do frete.  Há ainda a política de incentivos fiscais, assim como as alíquotas reduzidas para o etanol, por exemplo, o que estimula a vida ainda maior de empresas nacionais e internacionais para Mato Grosso.

Tudo isso, deixa visível que vamos deixar de ser somente o celeiro do mundo para agregar aos nossos atributos, o fato de que em breve nos tornaremos também solo das maiores plantas industriais do país.

Rodrigo Santos é diretor executivo da RSA Capital

 

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Opinião

CLAUDYSON MARTINS – Menos imposto, mais combustível no tanque

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Após vários reajustes que elevaram os preços dos combustíveis ao longo dos últimos meses, consumidores mato-grossenses observaram nas últimas semanas uma queda considerável nos preços da gasolina e do etanol nas bombas. Além da queda no preço do petróleo no mercado internacional, a redução é decorrente de leis aprovadas no Congresso que limitaram a cobrança de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) dos combustíveis nos estados.

Nesta segunda semana de agosto, a Petrobras reduziu mais uma vez o preço da gasolina vendida às distribuidoras. A partir do dia 16 de agosto, o preço do litro passou de R$ 3,71 para R$ 3,53 por litro, uma redução de R$ 0,18 por litro. Em julho, a gasolina ficou em média 15,48% mais barata nas bombas, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Para nós consumidores, a notícia é animadora e vai aliviar no bolso na hora de abastecer.

De acordo com o Sistema de Levantamento de Preço da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o litro do etanol hidratado também ficou mais barato, custava em média R$ 4,87 em Mato Grosso em maio e no mês de julho, o preço caiu aproximadamente 20% e fechou com a média de R$ 3,94.

No mesmo levantamento, a gasolina comum pesquisada em 642 estabelecimentos estava com preço médio de R$ 7,06 em maio. Dois meses depois, o produto caiu aproximadamente 15% e fechou julho a R$ 6,04 nas bombas. Com isso, o preço atual da gasolina ao deixar as refinarias no Brasil está abaixo da média de 167 países, conforme dados do portal Global Petrol Prices e a ANP, relativos ao dia 29 de julho.

Como alertei anteriormente, combustível caro afasta os consumidores e afeta negativamente a economia. Com as seguidas baixas nos preços a demanda por combustíveis aumentou e podemos afirmar isso com dados, dando o exemplo de um posto de combustíveis aqui de Cuiabá.

No comparativo com maio, quando o preço da gasolina comum atingiu preço médio de R$ 7,06 e o litro do álcool hidratado custava em média R$ 4,87 em Mato Grosso, um posto comercializou até o dia 16 de maio 175,6 mil litros de combustível. Já no mês de agosto, quando o valor médio da gasolina em Mato Grosso custava R$ 5,97 e o álcool estava em R$ 4,02, o mesmo posto comercializou 202,6 mil litros de combustível nos primeiros 16 dias do mês, aumento de 16% nas vendas no mesmo período comparativo de maio.

Com o cenário de queda nos preços, a economia volta a dar uma aquecida, não só nos postos de combustíveis, como comprovado acima, mas também em outros setores como o de comércio e turismo, que dependem da circulação de pessoas para consumo de produtos e serviços. Além disso, o cidadão que possui automóvel sente menos o peso no orçamento e sobra dinheiro para a família aplicar em outras despesas, como lazer, que foi retirado da lista de prioridades diante da atual conjuntura econômica.

Claudyson Martins Alves é empresário do segmento de combustíveis e vice-presidente do Sindipetróleo

 

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