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Opinião

LÍCIO MALHEIROS – Anacronismo

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Anacronismo é um erro cronológico, expressado na falta de alinhamento, consonância ou correspondência com uma época. Ocorre quando pessoas, eventos, palavras, objetos, costumes, sentimentos, pensamentos ou outras coisas que pertencem a uma determinada época são erroneamente retratados noutra época.
Em outras palavras, o anacronismo é uma forma equivocada onde tentamos avaliar um determinado tempo histórico à luz de valores que não pertencem a esse mesmo tempo histórico. Por mais que isso pareça um erro banal ou facilmente perceptível, devemos estar atentos sobre como o anacronismo interfere no nosso estudo da História.
A analogia que faço, tem como vertente, um processo histórico que norteia a política brasileira.
Neste momento estamos voltados, a nossa Egressa Casa de Leis, a Câmara Municipal de Cuiabá, que infelizmente tornou-se, alvo de sucessivas lambanças, protagonizadas por alguns vereadores, que no afã de proteger o Executivo Municipal, acabaram se expondo ao ridículo.
Infelizmente, algumas atitudes pouco ortodoxas cometidas por parte de alguns vereadores, acabou rotulando a Câmara Municipal de Cuiabá, com a pecha de “Casa do Horror”, a denominação não é minha, ela vem do povo.
A Câmara Municipal de Cuiabá, foi criada em 1 de janeiro de 1727, é composta atualmente por 25 vereadores, número máximo estabelecido pela Constituição de 1988.
Ao longo de sua história, o  Legislativo cuiabano chegou a ficar mais de meio século – desde a data de instalação – sem decidir por perda de mandato de parlamentar e os recentes casos entram para a história da instituição.
Três vereadores de Cuiabá  tiveram os mandatos cassados após escândalos de supostas fraudes e quebra de decoro parlamentar, em apenas um período de cinco anos, na Câmara Municipal.
São eles, João Emanuel (PSD), Lutero Ponce (MDB) e Ralf Leite (sem partido na época), todos foram cassados, pesando contra eles, falta de decoro parlamentar;  os motivos que os levaram a cassação,  a  população sabe.
Não conheço o vereador Abílio Junior (PSC), e nem tão pouco tenho procuração para defendê-lo, ouço muito o clamor das ruas, as pessoas no geral estão revoltadíssimas, com esse processo de cassação, embasado em cobranças sistemáticas por parte do vereador Abílio Junior (PSC) contra ações e desmandos praticados pelo Executivo Municipal.
Talvez, por falta de ressonância ou assimetria, com seus pares no que tange as cobranças e fiscalizações do Executivo Municipal; o mesmo use de todos os elementos e prerrogativas constitucionais para apurar irregularidades, tanto do Executivo  Municipal, como de seus pares.
Estamos confiantes, independentemente de bancada política, ou de grupo político, esperamos de coração, que haja bom senso e discernimento por partes de alguns vereadores, sobre o que é decoro parlamentar, e o que é perseguição política.
O vereador, sargento Joelson (PSC), sentido a ira da população que o elegeu, mudou seu posicionamento quanto à votação secreta da possível cassação do Abílio, como também, pela votação contraria a cassação de um justo, que apenas fez valer, as suas prerrogativas constitucionais de vereador, cobrando de forma exaustiva de todos indistintamente, tendo em alguns momentos, que cortar na própria carne.
No processo de cobrança pelo mesmo, pode ter havido excesso no decorrer das cobranças, porém ele, sempre se posicionou a favor das pessoas mais humildes, que estão na ponta desse processo sórdido e nefasto, como a falta de medicamentos nas farmácias, no PS, UPAs, e Policlínicas.
Principalmente nas Policlínicas, as pessoas mais humildes reclamam  a falta de medicamentos e até mesmo de médicos em áreas específicas, uma delas, a mais sentida  Psiquiatria.
Só existe, uma maneira de melhorar e humanizar literalmente esse atendimento, através de cobranças sistemáticas dos nossos, legítimos representantes os vereadores.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

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EDUARDO PÓVOAS – Picolé de groselha

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Cuiabá é mesmo uma cidade diferenciada. Não de agora, mas desde que me entendo por gente, a  cidade verde irradia aconchego,simpatia e sobretudo, calor humano deste povo simples, que como poucos sabe receber a quem aqui chega.Lembro-me dos profissionais de diversas áreas que destacados ou por vontade própria, vinham para exercer suas funções neste longínquo rincão temido por grande parte das populações dos maiores centros urbanos.

Ao se aposentarem não queriam nem ver falar de retornar às suas  cidades. Eram funcionários de empresas públicas, empresas privadas, jogadores de futebol, profissionais liberais etc etc. Logo logo todos já freqüentavam o bar do Beto, as domingueiras no Clube Feminino, a maravilhosa Sayonara, o Balneário Santa Rosa, o Bar Internacional, provavam um pacu frito e um picolé de groselha do Sinfrônio.Vários deles casaram com cuiabanas e estão até hoje com seus empreendimentos comerciais, ou aposentados. Estes points faziam de Cuiabá a diferença. Todos tinham suas características que os tornavam locais queridos da cuiabania.

O Colégio Estadual de Mato Grosso, foi “fábrica” de grandes vultos da nossa terra. Tivemos ali, um dos maiores corpos docente de todo Centro Oeste, mas, no horário do recreio, não havia quem resistisse a pedir para algum amigo, ou para quem estivesse passando na rua, pois não podíamos sair do colégio, que desse um pulinho no bar do Sinfrônio e comprasse um picolé de groselha ou de coco queimado.

Depois de chupar o picolé, e brincar de pegador, com a língua vermelha como sangue, estávamos prontos para retornar à sala de aula. Se não conseguíssemos alguém que nos comprasse o picolé, íamos até o campo de futebol, e através de suas antigas bilheterias acessávamos a Avenida Vargas, onde na esquina que hoje é o Getúlio grill, pedíamos para o “seu” Antonio moer um delicioso caldo de cana com umas gotas de limão.

Caso um professor, por algum motivo sério, faltasse, o jipe Toyota azul, do nosso colega Moacir Spinelli esperava-nos do lado de fora do colégio para nos levar a uma das poucas quadras de futebol de salão que existia em Cuiabá, a do Clube Náutico, a beira do nosso querido Rio Cuiabá.Seu jipe era um “quase” ônibus para a gurizada, pois naquela época podia-se andar na carroceria, e o saudoso Toyota ia carregado de amigos, prontos para um belo jogo.

Lá jogávamos até ao meio dia, num escaldante sol refrescando-nos depois num mergulho no lendário rio. Hoje, infelizmente não dá mais para se deliciar nessas praias maravilhosas.Ressalta aos olhos de qualquer um, principalmente neste período de cheia, a quantidade de lixo que é despejado nele. Faça sua parte para que seus filhos e netos possam desfrutar dele como eu desfrutei. Não jogue lixo no rio.

Quem viveu essa época em Cuiabá e não fez isso e mais um pouco, não sabe o que perdeu. Por isso que quando perguntavam ao meu querido pai, qual a cidade de Mato Grosso que ele gostaria de morar, sua resposta sem hesitar era: “numa que tivesse o clima de Campo Grande, as paisagens de Corumbá, e a vida noturna de Cuiabá”. Imaginem Cuiabá com tudo isso.Você tem dúvidas de que aqui seria o paraíso?

EDUARDO PÓVOAS- Amante de Cuiabá

 

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MÁRCIA PINHEIRO – Novo tempo a ser vivido…

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Nesse oito de abril tão atípico, em que famílias foram separadas do abraço diário, em que somos obrigados a repensar uma parte da história, eu trago uma mensagem de otimismo.

Eu sei que é difícil imaginar o aniversário de Cuiabá sem festa, mas eu sei também que é o momento de cada um doar o seu melhor.

Cuiabá, essa terra tão amada e que me acolheu, merece!

Eu peço a você que façamos mais, Por nossos pais, mães, filhos, por todos aqueles que amamos e que, temporariamente, temos de manter à distância.

Não há tempo que volte, mas há tempo a ser vivido, histórias a serem construídas. Uma vida a nossa espera!

Eu faço um apelo para que façamos mais, principalmente pelos mais necessitados!

Ajude nossa capital,  faça parte da nossa rede de proteção.

Fortaleça a campanha Cuiabá Solidária. Esse tempo difícil vai passar. O sol sempre irá brilhar.  Não esqueçamos jamais…

Parabéns Cuiabá, pelos seus 301 anos!

Primeira-dama Márcia Pinheiro.

 

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