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Liberdade e superação: A trajetória de um atleta hemofílico pelo sonho olímpico

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william nadando
Arquivo pessoal

William Aleixo, 33 anos, tem hemofilia A grave e é paratleta de natação e rollerski

É natural do desenvolvimento de uma criança correr, brincar e levar alguns tombos durante sua infância, correto? Mas o que acontece quando uma delas não pode fazer nada disso por ter uma condição rara no sangue?

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Assim foi a infância de William Aleixo Oliveira. Natural de Caraguatatuba, o pequeno Wil descobriu aos três meses de idade que tinha hemofilia A grave, um tipo de patologia que dificulta a coagulação no sangue e causa muitos hematomas e sangramentos.

Por sua condição, William não podia brincar e isso gerava uma frustração imensa nele. “A escola foi muito complicada. Eu sempre tive uma energia a mais e queria correr. Chegava nas aulas de Educação Física e eu era restringido a jogar xadrez, bolinha de pingue-pongue e tabuleiro de resta um”, lembra.

Apesar dos cuidados, os médicos recomendaram para a família de William a natação. O esporte é muito indicado aos hemofílicos por não ter impacto e ajudar a fortalecer os músculos. Ele praticou a natação entre os 04 e 07 anos, mas parou por causa de uma rinite alérgica.


natação pódio william
Arquivo pessoal

William é bicampeão na categoria funcional S9

Aos 29 anos, William retornou às piscinas e como ele mesmo diz foi ‘amor ao primeiro mergulho’. “Eu tinha fortes dores nas pernas, nas articulações (joelho e tornozelo). A médica pediu para eu retornar. Eu comecei o tratamento profilático e depois o esporte para ganhar força muscular. Foi amor à primeira vista”, diz ele.

Juntando o tratamento profilático (uso regular de coagulantes), academia e natação, William teve uma melhora no condicionamento físico, no equilíbrio e na força e foi convidado a participar de um intermunicipal na cidade.

A partir dali sua vida mudou. Há quatro anos ele é paratleta de natação e bicampeão na categoria funcional S9. Acompanhado do treinador Thiago Augusto Intrieri, de 34 anos, William tem uma agenda regrada de treinos.

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“Fazemos um trabalho de acompanhamento na musculação, na piscina usamos o feedback dele para as atividades, não forçamos demais. Tenho os tempos dele aqui e sei o que ele é capaz de fazer, quando está com dor fazemos um treino mais curto”, comenta Thiago.

William também mantém acompanhamento com fisioterapeuta e alimentação com quantidades certas do que precisa comer antes e após os treinos.

A vida fora d’água


william no rollerski
Arquivo pessoal

A hemofilia não impede William de praticar diversos esportes, entre eles o rollerski

Desde a chegada da medicação de uso domiciliar para tratamento profilático, os hemofílicos começaram a praticar mais atividade física e isso deu uma participação mais ativa em suas vidas. Que o diga William que além da natação já praticou paratriatlon, handbike, corrida de rua, stand up sup race e canoagem.

Sua mais nova aventura é o rollerski . Também conhecido como esqui de rua, o rollerski é uma modalidade adaptada para a prática do esqui no asfalto. Treinando desde fevereiro, William participa de provas na categoria sitting (cadeira de rodas) e mesmo com pouco tempo já recebe elogios.

“Pelo pouco tempo de treino e por iniciar uma modalidade completamente diferente, posso considerar bom, satisfatório [o desempenho de William]. Está em crescimento”, diz Rodrigo Santos Brandt, instrutor de rollerski do paratleta.

E para competir em duas modalidades diferentes é importante um investimento. William recebe Bolsa Atleta no valor de R$ 400 para a prática da natação, mas o valor não é suficiente para todos os seus gastos.

“Ela [Bolsa Atleta] me ajuda na alimentação pré-treino e pós-treino. Porém, tem meses que ou eu compro a suplementação ou eu melhoro a alimentação, tenho que escolher”, revela.

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Além do benefício do Governo, ele recebe um auxílio da prefeitura de Caraguatatuba quanto ao transporte para campeonatos. Mediante a apresentação de um requerimento entregue no início do ano, a prefeitura se programa para a liberação da verba.

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“Eu tive que escolher esse ano um circuito de maratona aquática porque existem vários circuitos e pedíamos o apoio da prefeitura, mas eles não conseguem arcar com tudo. Por isso escolhi um de cinco etapas no mar e na piscina que podem dar vagas para outras competições. Se eles se classificam além do programa inicial, nós temos que arcar com o próprio dinheiro”, conta Thiago.


montagem william
Arquivo pessoal

William anda de handbike e canoagem

No rollerski, William Aleixo usa os aparelhos que a Confederação Brasileira de Desporto na Neve (CBDN) disponibiliza para os treinos na cidade, mas a ideia é realizar uma vaquinha virtual para a compra de um aparelho próprio. Cada sitting tem o valor médio de R$ 7 mil. “Quero montar um sitting para o meu tamanho certo, ser mais justo e mais firme para virar”, revela.

Para quem já conquistou tanto, William ainda quer mais. Seu maior sonho é participar de uma Paralimpíada. “Os que não sonham assim não amam o esporte, é o maior patamar. O maior nível é ser atleta olímpico, representar sua cidade e seu país”.

Apesar da categoria funcional S9 ser muito competitiva e William estar com 33 anos, o sonho de integrar o Time Brasil não está descartado.

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Com treinos de segunda a quinta, academia, alimentação saudável e muita força de vontade, quem pode duvidar de que o garoto com hemofilia A grave, que percorria 1h40min de Caraguatatuba para Taubaté todas as vezes que se machucava em casa, não pode subir no degrau mais alto de um pódio olímpico?

Fonte: IG Esportes
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Copa Verde: Luverdense lava alma, dá chocolate no União e avança na competição

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O LEC, que considera eliminação da Série B coisa do passado, agora foca o bicampeonato da competição

De olho no segundo título da Copa Verde – foi em campeão em 2017 – , o Luverdense goleou o União ABC-MS por 6 a 2, avançou para a fase seguinte e eliminou os sul-matogrossenses, em partida de volta disputada na noite desta terça-feira, em casa, no Passo das Emas. No primeiro confronto, o Luverdense já havia vencido por 3 a 2 e precisava apenas do empate.

Com novo técnico, Maico Gaúcho, que acumula a direção de futebol do clube, o Luverdense saiu na frente, logo aos 23 minutos, num belo gol de Douglas, que bateu quase de voleio, sem chances para o goleiro Breno. Apesar da folga no placar, o time da casa continuou em cima e controlando as jogadas.

Com o resultado adverso, o técnico Daniel Franklin inverteu a posição de ataque, levando Alemão para a esquerda, adiantando Luan e Matues. Foi aqui que o Luverdense dominou o meio campo e passou a subir com mais velocidade. Aos 42, Tozin entrou tabelando com Anderson, recebeu e bateu firme, ampliando o placar.

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CHUVA DE GOLS

Na volta, o União foi mais agressivo e passou a forçar o ataque, explorando a velocidade de Mateus e Alemão. Numa dessas investidas, Alemão diminuiu, com gol aos oito minutos. Mas Tozin tratou e jogar água fria no time visitante. Ele recebeu um passe açucarado de Douglas, deixou o zagueiro no chão e colocou na esquerda: 3 a 1.

Mas aí que começou a enxurrada de gols, com um passeio do Luverdense: Anderson ligeiro fez 4 a 1, aos 23 minutos, Luan fez o segundo dos visitantes aos 24 minutos, Helder fez aos 30 e Abu, entrou  que entrou no lugar de Tozin: final 6 a 2.

A vitória com direito à goleada serviu para atenuar o rebaixamento para a Série D, após a derrota diante do Paysandu. Agora, o foco do Luverdense é o bicampeonato da Copa Verde, para o time principal, e a Copa FMF, competição sub-23 que garante ao campeão uma vaga na Copa do Brasil, no ano que vem.

 Copa Verde – 2ª Rodada

Luverdense-MT x União ABC-MS

Data: 20/08/2019

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Local: Passo das Emas (Lucas do Rio Verde)

Horário: 21 horas

Público:105 pagantes

Renda: 1.050,00

Árbitro: Valdicleuson Silva da Costa (AP)

Assistentes: Roberto Soares dos Santos Junior (AP) e
Luan Patrique Pereira da Silva
(AP)

Cartões: Luberto, e Raylan (União ABC), Kaique (Luverdense)

 Gols: Douglas, aos 23 1T, e Tozin, aos 42 1T e aos 18 do 2T, Helder, aos 23 2T e Helder, aos 30 2T e Abu, aos 42 2T (Luverdense) e Alemão, aos 8 do 2T e Luan, aos 41 do 2T  (União ABC), Anderson  

 LUVERDENSE-MT: Edson;

Pedro, Helder, Kaique e Jeferson Recife; Evandro, Léo

Goteira (Gabriel Honório), Samuca e Douglas; Anderson Ligeiro (Igor) e Tozin  (Abu). Técnico: Maico Gaúcho.

  UNIÃO ABC -MS: Breno;

Luberto, Luiz, Jaime e Gabriel; Raylan, Marcelinho, Agnaldo e Luan; Alemão e Mateus (Osvaldinho). Técnico: Daniel Franklin

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Sem salários, jogadores do Figueirense-SC não entram em campo e Cuiabá vence por WO

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A ameaça dos jogadores de não entrarem em campo caso não recebessem os salários atrasados se concretizou e o Figueirense perdeu de W.O para o Cuiabá. A partida estava marcada para as 21h30 desta terça-feira e seria válida pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

A delegação alvinegra deixou Florianópolis na última segunda-feira com destino a Cuiabá depois de quatro dias sem treinar e avisaram a diretoria que só entrariam em campo quando as contas fossem colocadas em dia. O elenco não recebeu o salário de julho e os últimos dois meses de direito de imagem.

ATRASO NA CHEGADA Os jogadores chegaram atrasados na Arena Pantanal e ficaram aguardando no vestiário uma negociação do advogado Filipe Rino com o departamento jurídico do clube. A exigência era que a diretoria assinasse um documento prometendo pagar tudo até o dia 28 de agosto, além de não promover retaliação contra qualquer atleta.

“No final da noite foi aberto diálogo entre o jurídico do clube e o advogado Filipe Rino, mas sem avanços. Não houve o cumprimento de nenhuma das exigências dos atletas (pagamento dos salários e Imagem dos atletas, salários de atletas da base, funcionários do clube)”, anunciou Filipe Rino.

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Sem acordo, os jogadores do Figueirense deixaram a Arena Pantanal. Já o árbitro carioca Pathrice Wallace Corrêa Maia precisou esperar 30 minutos para anunciar o fim da partida e dar a vitória ao Cuiabá por 3 a 0. O resultado coloca o time mato-grossense na sétima colocação da Série B, com 26 pontos.

PROBLEMA ANTIGO Não é de hoje que o Figueirense passa por dificuldades para honrar seus compromissos. O ex-treinador Hemerson Maria entregou o cargo no final de julho e disparou contra o presidente Cláudio Honigman. Desde 2017 que o futebol do clube vem sendo comandado pela empresa Elephant.

O QUE VAI ACONTECER O Figueirense será declarado perdedor do jogo diante do Cuiabá, pelo placar de 3 a 0, e vai ser julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no artigo 203 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por “deixar de disputar, sem justa causa, a partida”.

Neste primeiro momento, o Figueirense corre o risco de ser multado de R$ 100 a R$ 100 mil. Se o clube perder mais uma partida por W.O nesta Série B, ele será excluído da competição e rebaixado automaticamente para a Série C.

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VEJA A NOTA DO ADVOGADO
FILIPE RINO NA ÍNTEGRA

“Nenhuma das exigências foi cumprida. Não houve nenhum tipo de diálogo entre a Diretoria e os atletas.

No final da noite foi aberto diálogo entre o jurídico do clube e o advogado Filipe Rino, mas sem avanços. Não houve o cumprimento de nenhuma das exigências dos atletas (pagamento dos salários e Imagem dos atletas, salários de atletas da base, funcionários do clube).

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