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Liberdade de expressão: Brasil cai 58 posições em ranking desde 2015

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Liberdade de expressão: Brasil cai 58 posições em ranking desde 2015
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Liberdade de expressão: Brasil cai 58 posições em ranking desde 2015

O Brasil perdeu, desde 2015, 58 posições no ranking do Relatório Global de Expressão feito pela ONG ARTIGO 19. O levantamento anual produz uma escala de liberdade de expressão que classifica os territórios em uma pontuação geral que vai de zero a cem, sendo zero a categoria de um país em crise na liberdade de expressão e cem a de total liberdade. O relatório também indica que o Brasil é o terceiro país que, entre 2011 e 2021, teve um dos maiores declínios de indicadores de liberdade de expressão, atrás apenas de Hong Kong e Afeganistão. O ranking reúne informações de 161 países em 25 indicadores.

Além disso, no ano passado, o número de ataques a jornalistas e meios de comunicação alcançou o maior patamar desde a década de 1990 no Brasil: foram registrados 430 ataques à liberdade de imprensa, mais que o dobro do registrado em 2018.

“Saímos de uma nação considerada aberta para restrita em pouquíssimo tempo. Esse dado é um dos mais chocantes de todo o mundo, não só pela queda em si, mas por ter ocorrido de maneira mais acentuada sob a liderança de um presidente que foi eleito e que deveria prezar a democracia e a liberdade de expressão, o que não é o caso, como mostra o Relatório”, afirma Denise Dora, diretora-executiva da ARTIGO 19.

Para chegar aos números, a organização analisa e traz métricas quanto à liberdade de expressão em todo o mundo, refletindo sobre a garantia de direitos de jornalistas, da sociedade civil e de cada indivíduo de se expressar e se comunicar, sem medo de assédio, repercussões legais ou represálias.

Análise internacional

A análise global feita pela organização também é desanimadora. Segundo o documento, 80% da população mundial vivem com menos liberdade de expressão hoje que há dez anos.

“Isso é resultado de uma intensificação crescente de mudanças climáticas, conflitos armados e deslocamentos em massa, que silenciam ativistas e comunicadores, deixando populações inteiras sem acesso a informações fundamentais para suas vidas”, explica Denise. Esses contextos, segundo ela, interrompem o fluxo livre de informações, o debate construtivo, a construção da comunidade, a governança participativa, a construção do espaço cívico e a autoexpressão de pessoas de todo o mundo.

A ARTIGO 19 é uma organização não-governamental que atua pela defesa e promoção do direito à liberdade de expressão e de acesso à informação em todo o mundo. No Brasil desde 2007, desenvolve ações e parcerias distribuídas em cinco frentes: Direitos Digitais; Transparência e Acesso à Informação; Espaços Cívicos, em especial sobre liberdade de manifestação; Liberdade de Mídia; e Proteção a Comunicadores e Defensores de Direitos Humanos.

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Fonte: IG Nacional

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Morre ex-prefeito que disse “morra quem morrer” durante a pandemia

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Fernando Gomes Oliveira morreu aos 83 anos
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Fernando Gomes Oliveira morreu aos 83 anos

Fernando Gomes Oliveira, ex-prefeito de Itabuna (BA), faleceu neste domingo (24), em Salvador, aos 83 anos. Ele ficou conhecido nacionalmente em 2020, quando anunciou que reabriria os comércios da cidade durante a pandemia de Covid-19 “morra quem morrer” . Na ocasião, ele disse que foi mal interpretado.

A morte do político foi confirmada pelo atual prefeito de Itabuna, Augusto Castro, através de um comunicado nas redes sociais. Segundo ele, o ex-prefeito “encontrava-se internado com uma enfermidade”.

“Decretei luto oficial por três dias em memória do ex-prefeito Fernando Gomes Oliveira, cuja trajetória política e administrativa é por todos reconhecida. Que descanse em paz”, afirmou Castro.

O governador da Bahia, Rui Costa, também lamentou a morte do colega político nas redes sociais e decretou luto em todo o estado. “Quero manifestar meu pesar pela morte do ex-prefeito de Itabuna e ex-deputado federal, Fernando Gomes. Que Deus conforte seus familiares, amigos e itabunenses. Está decretado luto oficial na Bahia por 3 dias”, afirmou.

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Ex-crítico do Centrão, General Heleno não comparece à convenção do PL

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General Heleno, crítico do Centrão em 2018, falta à convenção de Bolsonaro, tomada por políticos do bloco
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General Heleno, crítico do Centrão em 2018, falta à convenção de Bolsonaro, tomada por políticos do bloco

Um dos destaques da campanha política de Bolsonaro em 2018, o general Augusto Heleno não foi visto na convenção do PL , que confirmou a candidatura do presidente à reeleição, no Maracanãzinho, neste domingo (24). Há quatro anos, o general ficou famoso por fazer uma crítica aos políticos de Centro: “se gritar pega o Centrão, não fica um, meu irmão”, também durante convenção que oficializou Bolsonaro como candidato. Desta vez, o presidente trocou o aliado militar pelos políticos do bloco.

Após substituir “ladrão” por “centrão” na letra original da música “Reunião de bacana (Se gritar pega ladrão”, o general já tinha, no ano passado, se referido ao episódio como uma “brincadeira”. O ministro do gabinete de Segurança Institucional afirmou ainda que mudou de opinião sobre o grupo.

O governo de Bolsonaro, atualmente, tem grande participação de políticos de Centro. O discurso escrito para o candidato à reeleição na convenção deste domingo, aliás, teve exaltações ao presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

Ao contrário das recomendações do Centrão, no entanto, Bolsonaro não conteve ataques ao Supremo Tribunal Federal. E conclamou os presentes a um ato, no dia 7 de setembro, chamando os ministros do STF de “surdos de capa preta”.

Fonte: IG Nacional

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