conecte-se conosco


Economia

Levy: Brasil tem oportunidades para uso de tecnologias na mobilidade

Publicado

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, disse que o Brasil tem enormes oportunidades para a aplicação de tecnologias na mobilidade, que permitam menor emissão de carbono e o crescente uso de eficiência energética. Para ele, políticas públicas que estimulem o desenvolvimento e a aplicação dessas tecnologias, assim como, a produção de combustíveis de baixo carbono, são fundamentais para o crescimento e tem alto beneficio para a sociedade.

“O futuro da mobilidade passa por diferentes caminhos como o uso de transporte público ou individual, zoneamento determinando trajetos por maior ou menor distância, assim como a escolha de diferentes modais para o transporte de carga”, disse Levy, na abertura do seminário Futuro da Mobilidade – Mais Eficiência Energética e Menos Impacto Ambiental, promovido pelo BNDES, na sede da instituição, no centro do Rio.

O presidente do BNDES destacou a importância das alternativas para o país alcançar a redução das emissões de carbono, principalmente, nas tecnologias de mobilidade autônomas em carros, ônibus e caminhões. “Tecnologias que tragam maior eficiência energética ou uso de combustíveis com menor emissão de carbono ao longo do seu processo de produção e uso”, disse.

Leia Também:  Petrobras venderá metade de suas refinarias a partir de junho

RenovaBio

Segundo Levy, a política nacional de biocombustíveis, o RenovaBio merece destaque, porque busca compatibilizar as metas nacionais de redução de emissões com a expansão de combustíveis de menor impacto ambiental. A aplicação das novas tecnologias contam também com a participação da instituição.

“O BNDES vem apoiando tanto o desenvolvimento de novas tecnologias veiculares quanto a produção de combustíveis de baixo carbono. Por isso, estamos neste seminário para amadurecer o posicionamento estratégico para apoiarmos a dinamização de tecnologias veiculares, a produção e o uso e gás natural e biocombustíveis” disse.

Levy disse que quando se considera toda a matriz energética brasileira, o país apresenta a participação de energias renováveis superior a 40%, enquanto a média mundial não ultrapassa 14%. Ele citou que a cana-de-açúcar é a segunda maior fonte de energia da matriz brasileira com participação de 17%, superada apenas pelo petróleo. “Isso se dá em grande parte pelo uso do etanol em veículos”, disse.

Veículos elétricos

O presidente destacou que embora a eletrificação com baterias seja a alternativa mais conhecida internacionalmente, ela apresenta algumas limitações, especialmente, fora do ambiente urbano. “O desafio para a expansão desse modelo é o estabelecimento de infraestrutura de recarga, além da baixa densidade energética das baterias hoje e as questões ligadas ao seu descarte”, disse

Leia Também:  ANTT suspende resolução com novas regras para cálculo de frete mínimo

Apesar disso, Levy disse que esses problemas começam a ser de segunda ordem, especialmente, no caso de frotas de ônibus urbanos. “As oportunidades, aliás, neste setor são imensas e muito excitantes”, disse.

Outro meio de redução de emissões no setor de transporte é a combinação de combustão e motor elétrico, utilizada em veículos híbridos, que não apresentam problemas como a recarga porque ela ocorre por meio do movimento do próprio veículo, aproveitando a energia gerada pela combustão. 

Levy não afastou o uso do gás natural veicular. “Temos também uma grande oportunidade com o gás natural veicular, dado o potencial do pré-sal e as possibilidades abertas se aumentarmos o acesso aos gasodutos recentemente privatizados”, disse.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Economia
publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Economia

Para conter alta, prefeito decreta preços fixos para a carne nos açougues

Publicado

source
carne arrow-options
shutterstock

Prefeito de Lago Verde (MA) decretou preços fixos para a carne bovina nos açougues do município

Francisco Clidenor (Cidadania), prefeito de Lago Verde, município situado no interior do Maranhão, baixou um decreto que fixa os preços da carne nos açougues de toda a cidade. Segundo a decisão, o quilo da carne com e sem osso não pode passar de R$ 12 e R$ 15, respectivamente.

Leia também: Exportações de carne podem ter resultado recorde em 2019

O secretário de Fazenda do município, Geyson Aragão, explicou ao jornal O Estado de S. Paulo que ter somente dois preços para a carne bovina é uma “questão cultural” na cidade de cerca de 16 mil habitantes e que todos os açougues cobram o mesmo preço.

decreto fixou preço da carne arrow-options
Reprodução

Francisco Clidenor, prefeito de Lago Verde (MA), decretou preço fixo para a carne bovina no município

Aragão disse ainda ao Estado que “Nós sempre temos reuniões para definir a questão do preço, mas por meio de reunião, nunca de decreto “. O secretário, que afirma estar fora do município por problemas de saúde, disse ter se espantado com a decisão do prefeito, que não teria passado por seu aval. “Eu falei que ele (prefeito) não poderia ter feito isso por decreto”, afirmou.

Leia Também:  Setor de infraestrutura tem feito "mais com menos", diz secretário

O secretário disse ainda que deve se reunir com o prefeito para pedir a revogação da medida, que, segundo ele, repercute em todo o Maranhão e não está sendo seguida no município. Apesar de o decreto já ter sido publicado, a prefeitura não tem o poder para mandar fiscais aos açougues para verificar se o preço tabelado está sendo seguido.

Leia também: Disparada da carne eleva estimativa de inflação para este ano

Aragão explicou ao Estado que conversou com os donos de açougue para entender a alta do preço da carne e que as razões diferem do restante do País. Segundo ele, “não está tendo boi. Os criadores não vendem a carne. E quando vendem, é com um preço alto”. Esse efeito, consequentemente, chega aos açougues e ao consumidor final.

Fonte: IG Economia
Continue lendo

Economia

Trabalhador percorre 100 km a pé para denunciar escravidão em fazenda brasileira

Publicado

source

Uma força-tarefa resgatou 17 trabalhadores de seis fazendas na região sudoeste de Mato Grosso do Sul, em situação análoga à escravidão. A operação foi realizada entre os dias 2 e 6 de dezembro e foi ocasionada porque um dos trabalhadores percorreu 100 quilômetros a pé, de Porto Murtinho ao Ministério Público Estadual, em Bela Vista, para realizar a denúncia.

De acordo com o homem, ele estaria há dois meses prestando serviços na carvoaria de uma fazenda próxima a Porto Murtinho, e teria recebido apenas R$ 100 pelo trabalho. Em depoimento, ele afirmou que não sabe ler nem escrever.

Através da denúncia, a força-tarefa realizada pelo Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul, Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul, Superintendência Regional do Trabalho e Polícia Militar Ambiental, foram resgatadas 17 pessoas contratadas para a produção de carvão vegetal e construção de cercas e casas.

Ao longo das fiscalizações nas seis fazendas , nas cidades de Bela Vista, Caracol e Porto Murtinho, uma estava desativada, em outra não havia trabalhadores e na terceira as condições não estavam degradantes. Já nas outras três, os trabalhadores foram retirados de ambientes com condições degradantes de trabalho. Uma das pessoas ainda seria paraguaia.

Leia Também:  FGTS: Setor varejista prevê aquecimento econômico com liberação

Os resgatadas, segundo o MPT-MS, estavam alojados em barracos improvisados com lona e galhos de árvores. O local não tinha iluminação e como cama eram usadas estruturas de madeira montadas diretamente no chão, além de não existir banheiro para uso dos trabalhadores.

A água – com aspecto turvo e barroso – usada no banho, para consumo e preparo dos alimentos era retirada de um córrego, próximo à área onde estavam acampados, com galões lubrificantes. As carnes que eram consumidas pelos trabalhadores, ficavam suspensas em varais em contato com a sujeira e contaminantes diversos.

Já no município de Caracol, a 384 quilômetros de Campo Grande, um trabalhador foi resgatado. Ele estava na fazenda há dois meses e receberia R$ 18 por forno de carvão – o total eram 23 unidades no local. Em dois meses ele teria recebido menos de R$ 500 e não retornou para Bela Vista onde morava antes da contratação.

No local as condições de saúde e segurança para os serviços executados levantaram preocupação da fiscalização. Entre outras irregularidades, o trabalhador não teve acesso aos equipamentos de proteção individual.

Leia Também:  Governo destinará parte dos recursos do leilão do pré-sal a estados e municípios

Ainda segundo o MPT, na propriedade rural próxima a Bela Vista, o cenário era de graves infrações trabalhistas cometidas na produção de carvão vegetal. Assim como em Caracol, parte dessas irregularidades foi classificada pelo órgão como reincidente, já que, em 2013, o mesmo empregador de ambas as fazendas firmou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para cumprir uma série de regras relativas ao meio ambiente laboral, por ocasião de diligência, que constatou diversas violações de normas trabalhistas em outra carvoaria pertencente a ele.

Além disso, em 2015, foi ajuizada uma ação em face do mesmo empregador para executar o TAC, depois que auditores-fiscais detectaram inúmeras infrações trabalhistas que implicavam o descumprimento do termo, resultando na lavratura de relatórios e autos de infração usados como prova na ação.

Fonte: IG Economia
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana