conecte-se conosco


Agro News

LEITE/CEPEA: Preço do leite captado em setembro e pago em outubro se mantém em alta

Publicado


Clique aqui e baixe o release completo em word.

 

Cepea, 29/10/2020 – O preço do leite captado em setembro e pago ao produtor em outubro avançou por mais um mês, renovando o recorde real da série histórica do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. De acordo com pesquisas do Cepea, a “Média Brasil” líquida de outubro teve alta de 1,25%, chegando a R$ 2,1586/litro. O valor é 53,6% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado, em termos reais. Com isso, o preço do leite no campo registra alta real acumulada de 57,4% desde o início deste ano (os dados foram deflacionados pelo IPCA de setembro/20).

 

O aumento das cotações ocorreu de forma diferenciada dentre os estados acompanhados pela pesquisa do Cepea. Enquanto em Goiás e Minas Gerais, a valorização de setembro para outubro se limitou a 0,1%, em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, as altas estiveram entre 3 e 4,5%. Já na Bahia, houve forte elevação de 6,4%.

 

O avanço no preço do leite captado em setembro é explicado pela maior concorrência das indústrias de laticínios pela compra de matéria-prima naquele mês, já que a produção de leite seguiu limitada e abaixo das expectativas dos agentes. Ao mesmo tempo, a demanda por lácteos permaneceu elevada.

 

Do lado da oferta, é importante ressaltar que setembro é, tradicionalmente, um mês de transição para a produção leiteira no Sudeste e Centro-Oeste, devido às alterações climáticas desse período. Neste ano, o menor volume de chuvas e a elevada oscilação das temperaturas prejudicaram a retomada da atividade nessa época de transição. No Sul do País, por sua vez, a produção de leite também não teve uma retomada tão intensa quanto o esperado. Também é preciso dizer que o aumento nos custos de produção, em especial por conta da forte valorização dos grãos, tem dificultado os investimentos no campo. De acordo com o Índice de Captação Leiteira do Cepea (ICAP-L), a captação das empresas aumentou 3,1% de agosto para setembro.

 

O consumo, por outro lado, seguiu firme, ancorado nos programas de auxílio emergencial. Porém, em setembro, as negociações das indústrias com os canais de distribuição foram mais difíceis do que em meses anteriores, devido aos altos patamares de preços dos lácteos. Isso ocasionou consecutivas desvalorizações dos derivados ao longo de setembro. Mesmo assim, pesquisas do Cepea mostram que, na média mensal, o leite UHT, o queijo muçarela e o leite em pó ainda tiveram valorizações, de 0,8%, 3,5% e 4,9%, respectivamente, frente a agosto. No caso do leite spot negociado em Minas Gerais, os valores caíram na primeira e segunda quinzenas de setembro, mas a média mensal ainda superou em 1,1% à de agosto. O desempenho desses mercados possibilitou a sustentação do preço do leite captado em setembro e pago ao produtor em outubro.

 

OUTUBRO – Contudo, esse cenário de valorização não deve se manter nos próximos meses. De acordo com pesquisas do Cepea, as negociações de derivados com os canais de distribuição foram mais truncadas e houve maior pressão para a redução dos preços em outubro. É importante salientar que a valorização intensa de alguns gêneros alimentícios nos últimos meses tem pesado sobre a decisão de consumo do brasileiro, o que também resulta em maior competição entre redes varejistas para atrair clientes com preços baixos.

 

Considerando-se as médias mensais parciais de outubro (até 28/10), os preços de UHT, muçarela e leite em pó (400g) estiveram em R$ 3,21/litro, R$ 27,25/kg e R$ 24,15/kg, respectivamente, recuos de 9,9%, 7,3% e 1,5% em relação a setembro/20.

 

É preciso lembrar que, além da pressão da demanda, os preços no campo devem ser negativamente influenciados pela maior disponibilidade de leite e de lácteos em outubro, por conta da questão sazonal, no primeiro caso, e do aumento de importações, no segundo.

 

Dados da Secex mostram aumento de quase 63% no volume de lácteos importado no terceiro trimestre de 2020 em relação ao mesmo período do ano passado. As compras externas de lácteos ocorrem mesmo com a relação cambial desvantajosa para tentar conter a restrição de oferta doméstica.

 

Como consequência, já se observa queda expressiva nos preços do leite spot (negociado entre indústrias). Na média de outubro, em Minas Gerais, o spot chegou a R$ 2,23/litro, redução de 16,8% em relação à de setembro.

 

Gráfico: Série de preços médios recebidos pelo produtor (líquido), em valores reais (deflacionados pelo IPCA de setembro/2020)

Fonte: Cepea-Esalq/USP.

 

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui, por meio da Comunicação do Cepea e com a pesquisadora Natália Grigol: [email protected]

Fonte: CEPEA

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agro News

ALGODÃO/CEPEA: Vendedor se atenta à exportação e liquidez diminui no spot

Publicado


Cepea, 25/11/2020 – Agentes do mercado de algodão em pluma estão cautelosos em realizar novas negociações no spot, segundo informações do Cepea. Vendedores seguem apostando nas exportações, mesmo com preços apenas ligeiramente inferiores aos internos, disponibilizando poucos lotes no mercado nacional. Por outro lado, compradores recebem contratos realizados em semanas anteriores e alguns demandantes já sinalizam paradas na produção em partes de dezembro, apesar do bom ritmo das vendas. Quanto aos preços, de 17 a 24 de novembro, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, subiu 1,48%, a R$ 3,8834/lp na terça-feira, 24. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

Continue lendo

Agro News

ARROZ/CEPEA: Preços seguem enfraquecidos

Publicado


Cepea, 25/11/2020 – No acumulado da parcial deste mês, o Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros, com pagamento à vista, caiu 2%, fechando a R$ 103,04/saca de 50 kg na terça-feira, 24. Segundo pesquisadores do Cepea, de modo geral, muitas unidades beneficiadoras de arroz, especialmente as que trabalham apenas com o mercado doméstico, postergam as compras de novos lotes da matéria-prima, à espera de novas quedas nos preços. No entanto, a oferta do arroz em casca ainda é muito baixa, contexto que limita quedas mais intensas nos valores. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana