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Lei Geral de Proteção de Dados deve diminuir venda de dados pessoais na Dark Web

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Entenda como a LGPD pode diminuir os vazamentos de dados.


Nesta semana, veio à tona a informação de que os dados pessoais de mais de 92 milhões de brasileiros estão sendo leiloados na Dark Web . De acordo com especialistas, esse tipo de ação pode diminuir quando a Lei Geral de Proteção de Dados ( LGPD ) entrar em vigor, em agosto de 2020. 

Leia também: Hacker rouba e leiloa dados pessoais de mais de 92 milhões de brasileiros

Em entrevista ao site Sputnik Brasil , o especialista em Tecnologia e Segurança da Informação , Arthur Igreja, explicou que a Dark Web é um ambiente da internet com muito mais criptografia . Isso acaba abrindo margem para anonimato e, portanto, para que crimes aconteçam e, dentre eles, está a venda de dados pessoais. “A Dark Web é uma camada da internet que tem muita criptografia, que as pessoas não querem ser rastreadas, porque justamente grande parte do material que circula na Dark Web está relacionado com compra e venda de artigos ilícitos”, explica o especialista. 

Com tanta criptografia , fica muito difícil de controlar o que acontece na Dark Web . Mas dados vendidos tem que ser obtidos de alguma forma, e é nessa questão que a LGPD pode atuar de maneira positiva. No caso desses dados pessoais de 92 milhões de brasileiros, Arthur acredita que as informações possam ter sido obtidas através de vazamentos ou de mecanismos que fazem varreduras constantes em sites. 

Leia também: Sephora tem dados de clientes vazados; descubra se você está na lista

Como a LGPD pode atuar no vazamento de informações

A Lei Geral de Proteção de Dados , que entra em vigor em agosto do ano que vem, é uma maneira de aumentar a segurança dos dados pessoais dos cidadãos brasileiros . Rafael Corrêa, diretor de comunicação do Google no Brasil, explica ao iG que a norma é uma evolução muito importante para a sociedade. “A LGPD foi feita com vários agentes do setor, empresas de tecnologia, autoridades públicas, sociedade civil, academia. Então, é uma construção muito positiva e que faz parte da evolução tecnológica”, afirma. 

A lei prevê que as empresas devem cuidar da segurança dos dados que coletam , e muitas companhias já vêm se adaptando a isso antes mesmo da norma entrar em vigor. “A partir do ano que vem, quando você entrar em um site, você deve ser avisado de como seus dados vão ser usados e que tipo de dados são coletados. E outro aspecto importante é a responsabilidade sobre esses dados. Uma vez que o consumidor aceitou aquela maneira como a empresa vai usar os dados, a empresa passa a ser responsável por esses dados. Segurança é um aspecto muito importante, a empresa tem que ser um guardião desses dados”, esclarece Rafael. 

Leia também: Maioria das empresas não está pronta para a Lei de Proteção de Dados

E é justamente essa obrigatoriedade em proteger os dados coletados que deve influenciar positivamente no combate à venda de dados na Dark Web . Como explica Arthur, isso se dá através de punições para empresas que não se protegem o suficiente, correndo o risco de serem invadidas por hackers e terem os dados de seus clientes vazados. “Uma empresa que sofrer um ataque e tiver informações vazadas, até o presente momento ela não tem a obrigação de reportar isso, mas a partir do ano que vem sim. E se ela não fizer isso, a multa ainda é mais severa”, acrescenta o especialista. 

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Um em cada quatro brasileiros ainda não tem acesso à internet, revela pesquisa

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Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

Celular é a principal forma de acesso à internet dos brasileiros


26% dos brasileiros com dez anos ou mais ainda não tem acesso à internet . O dado, divulgado nesta terça-feira (26), é da pesquisa TIC Domicílios 2019, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br)

Ao todo, o Brasil conta com 134 milhões de usuários de internet. E a maior parte dessas pessoas (55%) acessa a rede apenas através do celular . Quando falamos da classe DE, esse número sobre para 85%.

Desigualdade no acesso

Quase 30% dos domicílios não possui conexão à internet fixa . Na região Nordeste, o número aumenta para 35% e, entre as famílias com renda de até um salário mínimo, ele sobre para 45%.

Leia também: Pensando no 5G? Cidades brasileiras ainda estão presas no 2G; entenda

No que diz respeito à presença dos computadores nas casas de brasileiros, a desigualdade continuar aparencendo nos dados. Enquanto 95% dos domicílios da classe A possui algum tipo de computador, apenas 14% dos lares das classes DE tem alguma máquina.

Para Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, a desigualdade no acesso à internet presente na sociedade brasileira fica ainda mais evidente durante a pandemia de Covid-19. 

“Com o isolamento social, medida de prevenção à  Covid-19 , milhões de brasileiros passaram a depender ainda mais da internet de maneira geral para realizar atividades de trabalho remoto, ensino à distância e até mesmo para acessar o auxílio emergencial do governo. Mas a falta de acesso à Internet e o uso exclusivamente por celular, especialmente nas classes DE, evidenciam as desigualdades digitais presentes no país, e apresentam desafios relevantes para a efetividade das políticas públicas de enfrentamento da pandemia. A população infantil em idade escolar nas famílias vulneráveis e sem acesso à Internet também é muito afetada neste período de isolamento social. A pandemia revela de forma clara as desigualdades no Brasil”, afirma. 

Cenário melhora

Apesar dos dados que refletem a desigualdade, o comparativo com os anos anteriores mostra que uma melhora já pode ser enxergada. Pela primeira vez na série histórica da pesquisa, que já tem 15 edições, mais da metade da população rural (53%) declarou ter acesso à internet . Nas áreas urbanas, esse número chega a 77%.

No recorte por classe econômica, também houve melhora. Em 2015, apenas 30% da população da clase DE tinha acesso à internet, número que saltou para 57% em 2019.

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Motorola Razr pode ganhar segunda versão com 5G ainda este ano

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Olhar Digital

Motorola Razr
Reprodução

Motorola Razr atual cercado de celulares do modelo original


A Motorola já está trabalhando em um sucessor do dobrável Razr , com lançamento previsto para setembro deste ano. Segundo o 9to5Google a informação vem de Thibault Dousson, gerente-geral da Lenovo na África do Sul, e foi feita durante uma participação do executivo no podcast Reframed Tech.

“Há uma nova iteração do Razr a caminho. Pelo que sai, sairá em setembro”, disse Dousson, que pouco depois complementou: “um Razr completamente novo”.

O Razr  chegou ao mercado em fevereiro deste ano, então um lançamento em setembro parece, a princípio, um ritmo um tanto acelerado. Mas não devemos nos esquecer de que ele foi anunciado três meses antes, em novembro de 2019. Nada impede que a Motorola repita a estratégia, com um anúncio em setembro e lançamento alguns meses depois.

Leia também: Dobrável é passado: LG cria celular com duas telas, sendo uma giratória

De acordo com o XDA-Developers o ” Razr 2 “, como é atualmente chamado, tem o codinome Smith (modelo XT2071-4) e usará um processador Snapdragon 765 com modem 5G Snapdragon X52 integrado, 8 GB de RAM, 256 GB de memória interna e bateria de 2.845 mAh. É uma configuração mais capaz de enfrentar concorrentes como o Galaxy Z Flip , embora o processador seja menos poderoso.

Em comparação o Razr atual tem processador Snapdragon 710, 6 GB de RAM, 128 GB de memória interna e bateria de 2.510 mAh. As câmeras também receberão um upgrade, com a traseira saltando de 16 para 48 MP e a frontal de 5 MP para 20 MP.

As dimensões das telas externa e interna, a princípio, não mudam. O novo Razr chegaria ao mercado rodando o Android 10 , que recentemente foi lançado para o modelo original e tem traz melhorias de usabilidade, especialmente em relação à tela “Quick View” externa.

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