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Cuiabá

Laudo aponta que enfermeiros e auxiliares de enfermagem têm direito a uma parcela maior de insalubridade, diz Paccola

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Secom Câmara

Laudo pericial apresentado pelo Engenheiro de Segurança, relata o nível insalubre a que os profissionais da saúde estão submetidos.

A partir de uma solicitação feita pelo vereador T. Coronel Paccola, o Engenheiro de Segurança Edmilson Pinho de Sá, realizou uma avaliação qualitativa (entrevista) de uma das unidades de saúde de Cuiabá. O laudo pericial contendo registros fotográficos, foi apresentado para os demais parlamentares durante a Sessão Ordinária realizada na última terça-feira (27) na Câmara Municipal.
O objetivo era definir a existência de condições que possam ser caracterizadas como insalubres de acordo com a Norma Regulamentadora NR15, que estabelece quais são as atividades devem ser consideradas insalubres, gerando o adicional de insalubridade, que é um direito concedido aos profissionais expostos a agentes nocivos à saúde. Atualmente, os enfermeiros e auxiliares de enfermagem de Cuiabá, já recebem apenas 20% deste percentual, enquanto médicos 40%, expostos às mesmas condições.

“Os cidadãos não terão um bom atendimento, se os profissionais da saúde não tiverem uma boa estrutura e suporte para o bem atender. É claro que desde o início da pandemia estes riscos biológicos são ainda maiores. Além da baixa porcentagem de insalubridade recebida pelos enfermeiros e auxiliares, o prêmio saúde, pago pelo Governo Federal não foi recebido pelos trabalhadores da linha de frente da Covid-19 desde 2020. Enviamos requerimento para a Secretaria de Saúde municipal, mas não recebemos resposta até então”, diz Paccola.

Além de receber apenas 20% do direito à insalubridade, os enfermeiros e auxiliares não participam do incentivo PSF (férias sem desconto na remuneração que hoje beneficia apenas os médicos), deixando de usufruir dos 30 dias de descanso por ano. São os responsáveis pelas coletas de sangue, vacinas, teste do pezinho e vacinas, e recebem remuneração abaixo da majoração, trabalhando 40h semanais e recebendo apenas 30h.

“Nós estaremos trabalhando em prol de melhorias da Segurança da Coletividade para todos que atuam nestas unidades, são direitos básicos, tanto para quem atende, quanto para quem está sendo atendido. Se os médicos possuem o direito ao incentivo PSF (férias remuneradas) e a 40% de incentivo a insalubridade, porque os enfermeiros e auxiliares não? Sendo que as atividades são desempenhadas em sua maioria por eles? Temos que ser, no mínimo, justos”, finaliza o vereador.

PSF Ribeirão da Ponte já apresentava problemas

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da 7ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Cuiabá, ingressou com pedido de antecipação de tutela em ação civil pública contra o município de Cuiabá requerendo a realização das obras de reforma e manutenção da estrutura física do Posto de Saúde da Família do Ribeirão da Ponte. Também foi requerido que o município adéque a prestação de serviços pelos profissionais da Unidade de Saúde de forma digna e de qualidade.

No pedido, o promotor de Justiça Alexandre de Matos Guedes explica que mesmo tendo tido prazo para sanar irregularidades como descumprimento de carga horária por parte de servidores, ausência de medicamentos, falta de continuidade nos programas preconizados pelo Ministério da Saúde e falhas na estrutura física do prédio o município demonstrou morosidade em adequar os serviços para os usuários.

Na ação, o MPE requer ainda que no prazo de 120 dias sejam realizadas reformas e adaptações necessárias para reparar o prédio que atualmente abriga a unidade, e que em 365 dias sejam concluídas as obras do novo prédio que deverá atender a todas as normas técnicas inerentes a acessibilidade, segurança estrutural elétrica sanitária e de prevenção de incêndio e pânico, com os devidos alvarás e licenças comprobatórias de tal situação de regularidade.

Ediana Tanara/Ascom Vereador Tenente Coronel Paccola

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Cuiabá

Sugestão de pauta: Prefeitura vacina trabalhadores do transporte coletivo nos dias 10 e 11

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Davi Valle

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), começa a vacinar nesta segunda-feira (10), os trabalhadores do transporte coletivo, dando continuidade à campanha “Vacina Cuiabá – sua vida em primeiro lugar”, de imunização contra a Covid-19. O prefeito Emanuel Pinheiro, na semana passada, a ununciou o novo grupo para vacinação e, mais uma vez, reiterou o compromisso com à população. “Não medimos esforços para imunizar nossa população. Sonho dia e noite com esse momento. A Prefeitura de Cuiabá vem ampliando os polos de vacinação, à medida que recebemos novas doses de imunizante. Também aderimos ao consórcio para compra de vacinas. A gestão Emanuel Pinheiro não medirá esforços pela população cuiabana”. 

Cerca de 800 trabalhadores residentes de Cuiabá, serão imunizados na segunda e terça (11), no polo de vacinação do Sesc Balneário, região do Osmar Cabral, das 9h às 15h. A categoria faz parte do grupo de pessoas em vulnerabilidade social, cujo lançamento da imunização, de forma simbólica, ocorreu na último dia 3, no Palácio Alencastro, com a vacinação de 11 representantes das seguintes profissões: catadores de recicláveis, carroceiros, motoristas do transporte coletivo e garis (tanto da coleta quanto da varrição de rua). 

Por serem pessoas em extrema vulnerabilidade social e também por conta da exposição ao coronavírus, muitos sem acesso à internet, a aplicação da vacina ocorrerá por meio de listas e não pelo cadastro no site da campanha Vacina Cuiabá. Eles também não precisarão ir até um dos cinco polos de vacinação, mas serão atendidos em seus locais de trabalho.

Serviço:

O quê: Vacinação dos trabalhadores do transporte coletivo contra a Covid-19

Quando: segunda (10) e terça (11), das 9h às 15h.

Onde: Sesc Balneário

Endereço: Av. Dr. Meirelles, S/n – São João D’Rei

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Cuiabá

Mães e filhos relatam sentimentos após vacinação e renovam votos de amor em família

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Gustavo Duarte

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O Dia das Mães deste ano promete ser de muito amor e esperança de dias melhores para milhares de famílias cuiabanas, cujas matriarcas já receberam ao menos a primeira dose da vacina contra a covid-19, mesmo que o distanciamento social ainda seja uma necessidade, uma vez que a pandemia ainda não acabou. Somente o fato de irem aos polos de vacinação tem sido uma oportunidade dessas mães reencontrarem com os filhos e netos, pois muitos deles vão acompanhados de familiares.

É o caso de Laurinda de Carvalho Rodrigues, 60 anos, mãe de duas filhas de 38 e 26 anos de idade e avó de cinco netos, que foi levada pela filha caçula e pelo neto Rafael Francisco Rodrigues de Souza, 20 anos, para tomar a primeira dose da vacina no polo SESI Papa. “Fiz o isolamento, moro praticamente na chácara, então não venho muito pra cidade, não. Eles que vão mais para lá. Eles não deixavam eu vir pra cidade, eu ficava isolada, mas eles sempre iam me ver”, conta dona Laurinda.

O ano pandêmico para ela foi de muito sofrimento, com a perda de três tios, duas sobrinhas, além de amigos e conhecidos para a covid-19. “Tenho amigos que ainda estão internados, intubados, passando por momentos difíceis em suas famílias, mas tenho esperança que todo mundo tome [a vacina] e sare, que fiquem bem”, afirma. 

O neto de Laurinda, Rafael Francisco, conta que ficou muito feliz em levar a avó para ser vacinada. “Espero que dê tudo certo e que isso possa ajudar muito. Ela é muito especial, a gente ama muito ela e está sempre cuidando e zelando. Espero que isso passe logo”, desejou o jovem. 

Cuidados das filhas profissionais da saúde

Quem também contou com todo o cuidado das filhas – Dulce, 45; Carlina, 43; e Claudineia, 40 – foi a dona de casa Adail Santana Pinheiro de Queiroz, 64 anos, cujas filhas e uma neta são todas profissionais da saúde e sabiam muito bem do risco de manterem o contato com a mãe, no momento de alto contágio pelo coronavírus. “A gente que é da área da saúde já tomou as doses da vacina. E por ela não ter tomado ainda a gente manteve uma distância dela pra gente não transmitir pra ela porque a gente não sabe ao certo o que poderia acontecer. Ela tem diabetes, problema de pressão, alguns problemas que exigem distância, mas sempre estivemos olhando, cuidando. Minha filha também é da área da saúde então sempre estivemos juntos com ela, na medida do possível”, conta Carlina Queiroz de Souza, que é lactarista em UTI neonatal. 

Ao levar a mãe para ser vacinada, Carlina aproveitou para expressar tudo o que dona Adail representa em sua vida. “Ela é uma referência pra mim por tudo o que ela já passou. Me dá muita força! Cada vez que eu tenho algum problema, só de estar olhando pra ela, muitas vezes sem nem conversar, mas só de olhar como ela é, o que ela já passou, isso nos motiva, faz a gente seguir adiante porque a vida não é fácil pra ninguém, por tudo o que a gente passou e estamos aí. Eu espero muitos e muitos anos a gente continuar. Não imagino jamais não ter ela por perto porque ela me representa tudo! Tudo de bom pra mim!”, declarou, emocionada. 

Segunda chance

A dona de casa Vanusa Arcanjo da Silva, que acompanhou a mãe Isvaldina Ferreira Guedes, 60 anos, na vacinação no polo SESI Papa, contou que não vê a hora de sua mãe tomar a segunda dose pra poder voltar a reunir toda a família. Ela conta que sua mãe, que teve 6 filhos, precisou deixá-los com a avó para poder trabalhar e o vínculo acabou sendo perdido, sendo retomado muitos anos depois. 

“Ela é uma guerreira! Pra mim ela representa tudo, uma benção porque foi uma segunda chance que Deus me deu de conhecer a minha mãe verdadeira porque eu não fui criada com ela, eu fui criada pela minha avó. Eu fui conhecer ela com 15 anos, ela deixou a gente para poder trabalhar, pra dar o pão de cada dia pros filhos porque a vida dela não foi fácil. E o meu amor é muito grande, amo minha mãe, dou valor pela pessoa que ela é, porque ela é muito guerreira”, declarou.

Amor de mãe

Etelize da Silva Cruz, 63 anos, mãe de um casal de adultos, foi com a filha e a neta se vacinar e contou que estava preocupada com o filho, que já pegou covid-19, mas ainda não foi contemplado em nenhum grupo prioritário da vacina. “A gente é mãe, a gente fica pensativa, fica preocupada, mas, vamos levando”, disse. Ela não contraiu a doença, pois sempre manteve o isolamento social. “Foi um ano muito triste, tive que ficar longe, falando só pelo vídeo. Em nome de Deus, vamos nos reunir quando isso passar”, afirmou esperançosa. 

A filha de Etelize, a psicóloga Edileuza Aparecida Silva Cruz, conta como foi o ano pandêmico para sua família: “Minha mãe é uma pessoa muito importante. Ela é muito batalhadora, muito guerreira, muito dura, dificilmente fica doente. Essa pandemia assustou ela demais porque ela ficou longe das pessoas que são as irmãs, que é uma rede de apoio pra ela e ela teve que ficar separada. Meu irmão e eu moramos perto, então a gente fez uma rede de apoio apenas nós. Então ela teve contato com a gente esse tempo todo, mas ela ficava com medo de receber pessoas. Da gente sair, de ficar doente. Qualquer gripe, qualquer dificuldade que aparecia, ela estava com muito medo de sair de casa, insônia. Mas a minha mãe é muito forte, muito batalhadora, muito corajosa”. 

Inversão de papéis 

A psicóloga Edileuza Cruz destaca ainda que o ano de pandemia foi um período em que houve uma inversão de papéis entre pais e filhos, em relação aos cuidados. “Eu acho que é desse momento social. Realmente parece que eles [os pais] estão um pouco mais dependentes, precisando da gente, até por conta da tecnologia para fazer o cadastro, para saber o que está acontecendo, saber dessas notícias que saem, nem todas são verdadeiras. Então eles precisam muito da gente pra ajudar nesse discernimento também porque tem que filtrar essas notícias, que acabam abalando muito eles. A necessidade da presença dos filhos é justamente para ajudá-los a entender tudo isso porque é um outro modo de vida, pensando neste momento social também”, avalia.

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