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Opinião

KAIUBI KUHN – O papel dos conselhos profissionais

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Os conselhos profissionais foram criados para fazer o papel de normatizar e fiscalizar as profissões, ou seja, acabam assumindo uma espécie de função legislativa e judiciaria dentro de sua jurisdição. O objetivo maior destas instituições é a defesa da sociedade contra os maus profissionais e contra a atuação de leigos em áreas que requer um acompanhamento especializado. Os primeiros conselhos foram criados no início da década de 1930, de lá para cá, muitos outros surgiram. Precisamos entender a importância destas instituições, porém, também é necessário discutir sobre a pulverização de novos conselhos e sobre a guerra de atribuições.

Se não existissem conselhos, muitos dos assuntos lá tratados seriam discutidos no judiciário, tornando os processos mais lentos e até mesmo com decisões menos precisas, uma vez que a análise não seria realizada por profissionais com conhecimento aprofundado sobre o tema técnico em discussão. A definição de atribuição profissional provavelmente ficaria a cargo do legislativo ou de instituições de certificação. Por fim, não existiria ou ficaria a cargo de outros órgãos a fiscalização do exercício profissional, o recebimento de denúncias e o julgamento dos casos. Os custos para manutenção destas estruturas provavelmente seriam divididos entre toda a sociedade, onerando ainda mais a máquina pública.

É importante essa análise de cenário, pois para entendermos a importância dos conselhos, também precisamos pensar como seria a sociedade sem eles. Os conselhos são o retrato dos profissionais que eles representam, uma vez que as instituições compõem a administração pública indireta, e a manutenção destas autarquias é feita com recursos pagos pelos próprios profissionais, assim como a eleição dos representantes depende do voto. Se o conselho está indo mal, talvez uma boa alternativa seria uma participação maior de todos aqueles que ele representa.

Não podemos confundir o conselho com sindicatos ou associações, uma vez que o compromisso do primeiro, pelo menos em tese, não deveria ser com o corporativismo de classe, e sim com a sociedade, enquanto as duas outras instituições citadas, possuem como função a defesa dos profissionais e a luta por mais espaço para as profissões. Digo isso, pois tem sido cada vez mais comum ver conselhos profissionais, alguns deles com décadas de existência, do nada, querer conceder atribuições só com a “tinta da caneta”. Ações como essa, colocam em risco o meio ambiente, o cidadão e o patrimônio seja ela público ou privado.

Outro fato preocupante, é que com a criação de novos conselhos que ocorreu na última década, por algumas vezes, podemos ter até três concelhos fiscalizando uma mesma atividade. Isso com certeza não é bom para ninguém. Um dos desafios existentes é conseguir desenvolver uma atuação conjunta de conselhos, colocando de lado as diferenças e pensando na garantia de segurança jurídica e nos serviços para a sociedade. O Brasil precisa de menos burocracia e mais resultados e, isso, passa por atuações conscientes, transparentes, responsáveis e claras de todas as instituições.

Caiubi Kuhn – Professor da Faculdade de Engenharia – UFMT Campus Várzea Grande

Geólogo, mestre em geociências e especialista em gestão pública.

[email protected]

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Opinião

WILSON FUÁH – Até a coerência é passageira

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Todos os dias, somos abastecidos por uma pequena cota de esperança, e com elas vêm também alguns enigmas que precisam ser entendidos ou descartados, pois nenhum dia será igual ao outro, e por isso, até a coerência é passageira, nada se completa ao final do dia.

Vivemos cercados por pessoas que tentam ser coerente o tempo todo, mas o certo é entender que não somos senhores dos nossos desejos e muito mesmos dos resultados que acontecem em nossas vidas, pois toda a sabedoria do mundo, não é nada, diante de Deus.

Muitas pessoas até tentam ser coerente, e faz da sua aparência a necessidade de se mostrar como um espelho de um mundo perfeito:

1 – só saem de casa, se a cinto estive combinando com as cores dos sapatos;

2 – e logo pela manhã abastece a sua mente com as mesmas opiniões de ontem, para não ser diferente logo no amanhecer;

3 – e procura aceitar as coisas mesmo que estejam erradas e não procuram debatê-las, porque quer ser visto, como, aquele que vive num mundo aparentemente perfeito, e para serem vistos entre aqueles que agem “politicamente correto ou coerente ao extremo”.

Mas, tudo munda no mundo verdadeiro, e em todos os instantes a realidade é outra, por isso, não devemos envergonhar-nos, por ter que mudar de opinião, principalmente quando as nossas contradições são maiores que a realidade modificada de “ontem para hoje”.

O importante é evoluir, e mudar de pensamento, desde que não prejudique ninguém. Mudar de opinião faz bem, porque, promove uma nova adequação para uma nova realidade satisfatória, e por serem mudanças necessárias, não devemos envergonhar-nos das contradições evolutivas, porque o mundo está em movimento sempre.

Todos nós temos o direito de modificar a nossa vida o tempo todo, desde que, independente do que os outros vão pensar de nós, porque eles vão pensar de qualquer maneira.

Ficar parado no tempo em nome da coerência passada, e não evoluir, é tentar interromper o movimento do Universo, que gira incessantemente em nossa volta, por isso, devemos ter certeza que o novo, envelhece a cada virada da noite.

Por isso, relaxe.

Seja um transformador constantemente e aceite a evolução, descubra a alegria de ser uma surpresa para você mesmo, saiba que durante o tempo todo, a sua vida recebe as mudanças em todos os setores das atividades sociais, tecnológicas, politicas e econômica, e tudo envelhece ao final do dia, e moderniza a cada amanhecer, a evolução será uma constância por um mundo melhor.

Economista Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.

Fale com o Autor: [email protected]

 

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Opinião

JOSÉ DE PAIVA NETTO – Reforma da convivência planetária

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Dedico ao nobre espírito dr. Bezerra de Menezes (1831-1900) – respeitado homem público brasileiro, que faz jus ao título de o Médico dos Pobres e aniversariava em 29 de agosto – o artigo de hoje.

Amar de Alma pura é uma Lei, e, se soubermos vivê-la dignamente, nos elevaremos, renovando tudo à nossa volta. É semelhante a uma explosão de átomos de concórdia, iluminação que ocorrerá, passo a passo, à medida do nosso amadurecimento. Educar com Espiritualidade Ecumênica é transformar — e que seja naturalmente para melhor. Reformada a criatura, restaurado estará o planeta. Contudo, sabemos muito bem que tamanho sucesso não se dá de uma hora para outra. Alguns milênios são insignificantes em cálculo histórico espiritual. A maturação das mentes requer esforço, paciência… Descressem os que nos antecederam da realidade da vitória à frente do caminho, onde estaríamos? A Esperança não morre nunca! Ela é fundamental. A nossa Esperança é Jesus!

Jesus é o Libertador Divino. Ele afiançou que, se conhecermos a Verdade, claro que a Divina, ela nos tornará livres. Nada em termos tão apenas materiais concederá ao cidadão a sua carta de alforria. Ninguém aprisiona a Alma de um ser humano livre. Gosto de valer-me do exemplo do Gandhi (1869-1948). Muitas cadeias pegou na luta pela independência da Índia. Que realizava então na frieza do cárcere? Escrevia, e suas páginas constituíram-se bandeiras libertárias, não somente para o seu povo, como para outras nações. “Ah! Mas a humanidade não mudou muito!” Está-se modificando, sim. Há muita coisa boa que acontece. Todavia, o costume de a tudo ver sombrio não permite que às vezes o percebamos, porquanto exige de nós atenção constante. Por isso, existe um comando ainda invisível que disciplina os seres terrestres em suas confusões, fazendo com que, ao final, a vida prevaleça. De outro modo, a Terra já teria sido consumida pela insensibilidade de alguns. Basta lembrar a situação climática que mundialmente já nos devasta. Quem é porém mais eficiente, o Supremo Criador ou a cobiça desenfreada? Apesar das aparências, a atuação espiritual é bastante eficaz, pois a vida não se encontra aprisionada ao que consideramos definitivo. No entanto, é preciso que queiramos a reforma da convivência planetária. Se não a buscarmos, se permanecermos distraídos, aí os melhores fatos demorarão, tornando-se mais árdua a existência terrena, pela dificuldade de entendermos o que significa ser realmente Filhos de Deus.

José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.

[email protected] — www.boavontade.com

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