conecte-se conosco


Geral

Justiça livra Arcanjo de ações por esquema que desviou mais de R$ 6 milhões da Assembleia

Publicado

Ex-comendador respondia pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa

A Justiça arquivou por decisão juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, duas ações penais contra o ex-comendador João Arcanjo Ribeiro pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa oriundas da Operação Arca de Noé, que apurou um esquema de desvios na Assembleia Legislativa entre os anos de 1999 e 2002. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (27).

A primeira ação acusava o ex-comendador de participar de um esquema que desviou R$ 4,2 milhões da Assembleia Legislativa por meio de 87 cheques emitidos à empresa de fachada Prospecto Publicidade e Eventos.

Já na segunda ação, ele respondia por suposta participação no desvio de R$ 1,9 milhões da AL por meio de 34 cheques à empresa de fachada A.L.C. da Silva Serviços.

Na decisão, o magistrado explicou que a pena máxima dos crimes dos quais Arcanjo era acusado prescrevem em 16 anos. Ele ainda esclareceu que o ex-comendador já tem mais de 70 anos, o que impõe a redução do prazo prescricional de 16 anos pela metade, ou seja 8 anos. “Destarte, verifica-se que referido lapso temporal, 8 anos, transcorreu desde o recebimento da denúncia até a presente data, sem qualquer causa de suspensão ou interrupção”, diz trecho da decisão.

“Procedam-se as comunicações pertinentes quanto à extinção da punibilidade e retificações necessárias. Com o trânsito em julgado, certifique-se e arquive-se com as anotações e baixas de estilo”, finalizou o magistrado.

 

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Geral

Presos em fazenda por mais de oitenta dias, trabalhadores não recebiam salários

Publicado

O Ministério Público Federal (MPF) coordenou a ação que resultou no resgate de três trabalhadores, na manhã de terça-feira (9), que estavam reduzidos à condição análoga à de escravo em uma fazenda localizada no município de Pedra Preta, em Mato Grosso. Fiscais do Ministério Público do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego e policiais federais estiveram no local e realizaram o resgate.  

A ação teve início a partir de uma denúncia de que nove homens estariam há mais de 80 dias sendo retidos na fazenda sem receber os pagamentos, com condições precárias de alojamento e sendo ameaçados de morte caso tentassem fugir do local. As vítimas teriam sido contratadas para trabalhar na construção de uma ponte sobre o Rio Prata, na divisa entre os municípios de Guiratinga e Pedra Preta, ambos em Mato Grosso, na Fazenda Oriente III.

A denúncia foi realizada no final do mês de julho.  A partir do conhecimento da situação, o MPF requisitou a abertura do inquérito na Polícia Federal, instaurou uma notícia de fato para que o Ministério do Trabalho fosse comunicado, e fez a coordenação das informações para que a ação do resgate fosse realizada.

“A informação chegou para o MPF e praticamente no mesmo dia requisitamos a abertura do inquérito, fizemos a solicitação ao Ministério do Trabalho, tudo de forma célere para que os órgãos fossem provocados, objetivando a realização do resgate dos trabalhadores”, explicou o procurador da República, lotado na unidade do MPF em Cáceres, Valdir Monteiro Oliveira Junior, atuando em substituição no 2º Ofício da unidade em Rondonópolis.

 

 

 

Continue lendo

Geral

TJMT mantém pena de 15 anos a homem que matou com 12 facadas colega de bar que não pagou cerveja

Publicado

Depois de discussão em um bar de Pedra Preta (a 238 km ao sul de Cuiabá), um homem matou, com 12 golpes de faca (tipo peixeira), um colega que se recusou a continuar pagando a bebida alcoólica consumida. O réu foi condenado, em júri, à pena privativa de liberdade de 15 anos de reclusão, no regime inicial fechado e apelou ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que negou recurso e manteve a condenação.

O crime ocorreu em 22 de agosto de 2014, por volta das 22h30, no centro de Pedra Preta. O autor estava em um bar com seu irmão e a vítima, que estaria lhe devendo dinheiro. A vítima tomava uma bebida chamada “gengibre” e alegou que não teria como pagar a dívida, pois, se tivesse dinheiro estaria tomando cerveja.

No entanto, acabou pagando algumas cervejas à dupla de irmãos e uma mulher que estava com eles. A desavença teria ficado mais acentuada quando o homem teria parado de pagar pelas bebidas e acabou sendo atacado por um dos irmãos que o atingiu na rua, desferindo 12 facadas com a peixeira. O caso foi a júri que considerou o suspeito culpado, com base nas provas apresentadas, incluindo relatos de testemunhas.

Uma testemunha que passava pelo local contou ter visto o suspeito fazer o movimento de retirar a faca do peito da vítima, mas se aproximando ainda mais, sendo visto pelo suspeito, este não parou de esfaquear a vítima, golpeando por mais seis vezes. A testemunha contou ter se impressionado com o fato de que mesmo sendo vista pelo suspeito, ele não parou de realizar golpes na vítima.

Inconformada, a defesa interpôs recurso junto à 2ª Câmara Criminal, que teve como relator o desembargador Pedro Sakamoto, cujo voto foi por nevar provimento, o que foi seguido pelos desembargadores Luiz Ferreira da Silva e Rui Ramos.

 

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana