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Economia

Justiça adia decisão sobre leilão de ativos da Avianca Brasil

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Avianca Brasil
Divulgação/Avianca Brasil

Justiça adiou decisão sobre leilão de ativos da Avianca e futuro da companhia segue incerto

A Justiça de São Paulo adiou por uma semana a audiência, prevista para esta segunda-feira (10), que analisaria o recurso da Avianca Brasil sobre a liberação do leilão de seus ativos, etapa indispensável para a companhia aérea, que está em recuperação judicial desde dezembro do ano passado, conseguir saldar parte de um endividamento superior a R$ 3 bilhões. 

Leia também: Comprou passagem? Saiba o que muda após cancelamento do leilão da Avianca

O certame, inicialmente marcado para 7 de maio, foi suspenso horas antes de ser realizado por conta de uma liminar obtida pela operadora de serviços aeroportuários Swissport, credora da Avianca, sob a alegação de que o modelo de divisão dos ativos da companhia aérea em sete Unidades Produtivas Isoladas (UPIs) levaria a um aumento da concentração das concorrentes Gol e Latam do espaço aéreo no Brasil.

A apreciação do caso na audiência desta segunda-feira foi suspensa por problemas de saúde do desembargador Ricardo Negrão, que concedeu a liminar à Swissport em maio e é relator do caso na segunda câmara de direito empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo , onde tramitam os processos contra a companhia aérea.

Em função da situação da Avianca , que envolve salários atrasados e greves de tripulantes, a Agência Nacional de Aviação (Anac)  suspendeu em 24 de maio todas as operações da companhia no País. A situação da empresa ainda depende, no entanto, do leilão dos ativos, agora marcado para a próxima segunda-feira (17).

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Economia

Covid-19 cansa a beleza: crise no setor força salões a se reinventarem

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Segundo um dito popular, não existe crise para as atividades que alimentam vícios e cultivam vaidades. Ao menos no caso do negócio que atende à aparência e à autoestima, a sabedoria do senso comum terá que ser refeita por causa da pandemia da covid-19.

Nove de cada dez micro e pequenas empresas que prestam serviço para beleza, como salões, barbearias, ateliês e estúdios de maquiagem, afirmam ter perdido faturamento por causa das medidas de isolamento social. A perda média do faturamento foi de 57%. Conforme enquete, 62% das micro e pequenas empresas do segmento de beleza descrevem que interromperam o funcionamento temporariamente e 5% encerraram em definitivo.

Os dados são descritos na 3ª edição da pesquisa sobre o impacto da pandemia de coronavírus nos pequenos negócios, feita pelo Sebrae via internet entre 30 de abril e 5 de maio. As atividades do segmento de beleza são feitas essencialmente de forma presencial, que foram proibidas em muitas cidades enquanto o vírus da covid-19 circula.

Apesar do impacto na ampla maioria dos estabelecimentos, apenas 4% assinala ter feito demissões, isso porque o recrutamento da mão-de-obra no segmento não implica em vínculo empregatício – é feito principalmente por meio de contrato de parceria, conforme previsto na Lei 13.352/2016

Não se sabe, no entanto, quantos parceiros que estavam ocupados no corte e pintura de cabelos, manicure e pedicure, e depilação tiveram que recorrer ao auxílio emergencial do governo federal.

Os efeitos no faturamento também podem estar subestimados. Uma grande parte do serviço é prestada por empreendimentos na informalidade. “Uma vez em Paraisópolis [zona sul de São Paulo] contou-se 8 mil portas de serviço beleza”, lembra Andrezza Torres, analista de Competitividade do Sebrae.

Cabelereiros e barbeiros, E / D : Cabelereiras,  Marina Praia e Vânia Praia Cabelereiros e barbeiros, E / D : Cabelereiras,  Marina Praia e Vânia Praia

Atendimento nos salões de beleza foram suspensos no Brasil desde o início da pandemia de covid-19 – Arquivo/Elza Fiúza/Agência Brasil

Problema de caixa e aluguel

A inatividade do setor trouxe dificuldades de caixa para microempreendedores que têm negócio formal, como Denílton Delfino, dono de um pequeno salão há três na Asa Norte, em Brasília (DF).

“Estamos há mais de 100 dias nessa situação, e eu não tive resposta [de renegociação] dos fornecedores [de produtos usados no salão] e nem do dono do imóvel [onde fica o estabelecimento]”, reclama o empresário que atendia até sete pessoas por hora aos sábados – dia de maior movimento.

Um pouco mais de sorte teve a empresária Marina Portela, dona de um ateliê de beleza no bairro de Petrópolis, em Natal (RN). Ela conseguiu renegociar por duas vezes o custo do aluguel, e teve uma baixa de 30% com esse gasto. Seu negócio reabriu as portas no último dia 1º. A volta à atividade traz algum alívio para Portela. Ela sabe que não poderá ter o mesmo volume de atendimento e parte dos serviços que presta está parado como o de maquiagens para eventos, como casamentos, pois continuam as restrições às aglomerações.

Para diminuir os impactos negativos do novo coronavírus, a empresária conta que cortou gastos no dia a dia e teve que “reinventar”. Vendeu voucher (vale) para atendimento futuro de clientes, orientou parceiras que trabalhavam exclusivamente com maquiagem a se prepararem para outras atividades do ateliê, e fez busca ativa de clientes. “Liguei para todo mundo e usei as redes sociais para avisar da reabertura”.

De acordo com Andrezza Torres, do Sebrae, a reinvenção tem sido notada em vários relatos de microempresários. Segundo ela, alguns salões estão ensinando aos clientes a cuidarem e pintarem o cabelo em casa, “com a tonalidade certa”, por meio de teleconferências, outros estabelecimentos revendem produtos e orientam a aplicação. “Alguns salões conhecem seus clientes e sabem que descolorante, xampu, condicionador ou creme precisam”, salienta.

Anvisa fixa regras para regularização de cosméticos Anvisa fixa regras para regularização de cosméticos

Sebrae produz lista de orientações de biossegurança para salões de beleza – Elza Fiúza/Arquivo Agência Brasil

 

Salão de beleza: novos custos e biossegurança 

Além de não poder retomar em 100% os atendimentos, os salões de beleza terão novos custos – como a disponibilização de equipamentos de proteção individual (EPI) para os parceiros, álcool em gel, e a aquisição de tapetes sanitizantes e até termômetros a laser.

Para ajudar a retomada segura das atividades, o Sebrae produziu uma lista de orientações de biossegurança para o segmento de beleza. Há dicas desde o “agendamento consciente”, para evitar aglomerações, até o cuidado com higienização para proteger a saúde de quem trabalha no estabelecimento e dos clientes que vão cuidar da aparência e da autoestima.

Todo o segmento da beleza no Brasil, que inclui os salões, lojas, indústria de produtos cosméticos, tem cerca de 1,2 milhão de empresas formais e 4 milhões de pessoas ocupadas – não necessariamente empregadas com carteira de trabalho.

Em 2018, apenas a indústria de cosméticos, perfumaria e higiene faturou R$ 109 bilhões no Brasil, o que coloca o país no quatro lugar no consumo global. Nesse caso, a vaidade é uma virtude.

Edição: Liliane Farias

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Economia

Caixa Econônomica volta a realizar sorteios da Loteria Federal hoje

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Três meses após interromper os sorteios da Loteria Federal devido à pandemia da covid-19, a Caixa retoma hoje (4) as extrações do prêmio.

Responsável por administrar as loterias federais, a Caixa informou que os bilhetes produzidos e que já tinham sido distribuídos até o fim de março, quando os sorteiros foram suspensos, continuam válidos e à venda em casas lotéricas – mesmo que com a data impressa de abril ou maio.

Os sorteios recomeçam pela extração 5.478 e prosseguirão aos sábados até a extração 5.489. Os sorteios às quartas-feiras voltarão somente em 23 de setembro. O valor do prêmio é proporcional à quantidade de frações compradas.

O sorteio dos números ganhadores acontece sempre as 19h dos sábados e pode ser acompanhado em tempo real pelo perfil das Loterias Caixa no Facebook  e no canal da Caixa no Youtube .

Edição: Valéria Aguiar

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