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Economia

Juros do cheque especial atingem 322,7%, maior valor desde março de 2018

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taxa de juros do cheque especial
Marcos Santos/USP Imagens

Juros do cheque especial atingiram 322,7% em março deste ano, o maior valor desde o mesmo mês de 2018

A taxa de juros do cheque especial voltou a subir em março deste ano e alcançou o maior patamar desde o mesmo mês de 2018, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Banco Central. Os juros nessa modalidade, que é a mais cara do mercado, encerraram o mês passado em 322,7% ao ano, alta de 10,1 pontos percentuais em relação à cobrada no início do ano.

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Na média, os juros no País ficaram em 25,3% ao ano, incluindo pessoas físicas e jurídicas, de acordo com o BC. O aumento dos juros ocorre mesmo com os esforços da autoridade monetária para reduzir o custo do crédito no Brasil. Desde julho do ano passado, clientes que consomem mais de 15% do cheque especial
durante 30 dias seguidos recebem dos bancos a oferta de uma opção de crédito com taxas de juros mais baixas.

Segundo o relatório do banco público, outras modalidades de empréstimo também registraram aumentos de preço em março. A taxa de juros
cobrada no crédito pessoal não consignado
, por exemplo, subiu a 123,7% ao ano, com alta de 16,4 pontos percentuais em relação ao início do ano, apesar de ser apontada uma redução de 1,3 ponto na comparação com março do ano passado.

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A taxa de inadimplência
ficou estável no mês passado, em 2,8%, a mesma registrada em fevereiro e 1,6 ponto menor que a apurada em março de 2018, diz o BC. Segundo a Seresa Experian, marca brasileira de análises e informações para decisões de crédito e apoio a negócios, no entanto, o total de inadimplentes subiu mais, 3,2%, e atingiu a máxima histórica, passando a atingir 63 milhões de brasileiros, o que representa 40,3% da população adulta brasileira.

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Economia

Auxílio: mulher pede os mil dólares na Justiça após fala de Bolsonaro

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Brasil Econômico

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Fenae

Moradora do Rio reclama a diferença entre o valor que recebe, de R$ 2,4 mil, e os mil dólares que Bolsonaro citou na ONU, que equivalem a R$ 5,5 mil

Uma moradora do Rio de Janeiro foi à Justiça para receber os mil dólares de auxílio emergencial. Isso porque o presidente da República,  Jair Bolsonaro, disse em discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) no início da semana que pagou cerca de  mil dólares de auxílio emergencial por pessoa. As informações sobre o caso foram obtidas pelo portal G1.

A beneficiária só ganhou R$ 2,4 mil do auxílio emergencial, em quatro parcelas de R$ 600. Já os mil dólares correspondem, na cotação atual do dólar, a aproximadamente R$ 5,5 mil. Ela pede a diferença à União.

O discurso em que Bolsonaro disse que o auxílio emergencial é de mil dólares foi feito na terça-feira (22) na abertura da 75ª Assembleia Geral da ONU. Nesta semana, durante live em suas redes sociais,  Bolsonaro disse que arredondou o valor no discurso na ONU, e que o correto seria “US$ 960 ou 970”.

Mas, segundo a checagem do G1, o valor citado por Bolsonaro não corresponde à verdade. O beneficiário do auxílio recebeu, no máximo e somando as parcelas, R$ 4,2 mil, o equivalente a US$ 766.

As advogadas que representam a cliente, Leila Loureiro e Noemy Titan, dizem na petição que, na atual cotação do dólar, o valor total do auxílio que deveria ter sido recebido pela cliente é de R$ 5.540, se considerados os mil dólares.

“Dados os fatos acima, busca a presente pretensão o pagamento da diferença entre o valor recebido e o valor declarado pelo Presidente, de modo a materializar fielmente o benefício financeiro que foi destinado aos brasileiros, segundo expressamente proclamado pelo Chefe maior do estado”, argumentam as advogadas sobre o auxílio emergencial.

As advogadas afirmam que o valor de  auxílio recebido teve “importantíssima relevância”, mas que não foi o suficiente para gastos como saúde, educação e moradia. Elas pedem ainda dano moral, totalizando a causa em R$ 9.420.

A juíza federal substituta, Angelina de Siqueira Costa, intimou a União Federal a prestar informações sobre o  auxílio em 10 dias. Caso não reconheça o pedido, a União deve apresentar contestação em até 30 dias.

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Economia

Apesar de congelamento salarial, 162 mil funcionários públicos terão aumento

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Brasil Econômico

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Agência Brasil

Grupo de servidores federais vai se beneficiar de brecha na nova regra barra reajustes até o fim de 2021; veja de quais órgãos são os funcionários

Apesar do congelamento salarial dos servidores, 162 mil  funcionários públicos terão aumento. O grupo corresponde a 25% dos funcionários do Executivo federal, que vai aumentar o salário neste ano com progressões ou promoções na carreira. Isso porque existe uma brecha na  lei que congelou salários do funcionalismo até o fim de 2021, que permite que esses adicionais continuem sendo dados.

A informação é do Ministério da Economia e foi obtida em reportagem deste sábado (26) do jornal Folha de S.Paulo. Os dados mostram que 100 mil servidores subiram na carreira entre janeiro e agosto e outros 62 mil devem ser beneficiados até dezembro. Hoje, o Executivo federal conta com cerca de 602 mil funcionários públicos ativos.

O custo anual com as progressões automáticas por tempo de serviço e promoções por mérito, como no caso de cursos de capacitação, chega a R$ 500 milhões no Executivo federal. 

As progressões são a maior parte do crescimento da folha de salários do governo, pressionando do teto de gastos e limitando outros tipos de despesa no serviço público.

Os 100 mil servidores que avançaram nas carreiras neste ano são do Ministério da Economia, Banco Central e Itamaraty, órgãos que reúnem algumas das carreiras mais bem pagas do serviço público.

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