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Internacional

Junta militar de Myanmar executa ativistas pró-democracia

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O ativista pró-democracia Kyaw Min Yu e o ex-deputado Phyo Zeya Thaw,
Reprodução/Flickr – 25.07.2022

O ativista pró-democracia Kyaw Min Yu e o ex-deputado Phyo Zeya Thaw,

A junta militar de Myanmar executou quatro ativistas pró-democracia, incluindo um ex-deputado do partido de Aung San Suu Kyi, por acusações de terrorismo, informou a mídia estatal do país nesta segunda-feira (25).

O julgamento, que foi amplamente condenado por grupos de direitos humanos, marcou as primeiras execuções de presos políticos no país desde a década de 1980.

O jornal “Global New Light of Myanmar” informou que os quarto ativistas foram mortos por liderar “atos de terror brutais e desumanos”, mas não chegou a mencionar quando ou como os homens foram executados. A ação da junta militar aumentou os temores de que mais sentenças de morte possam ser decretadas.

O ex-deputado e artista de hip-hop Phyo Zeya Thaw, de 41 anos de idade, foi condenado por organizar alguns ataques armados contra as forças de segurança. Já Kyaw Min Yu, mais conhecido como “Jimmy”, foi considerado culpado por incitar a resistência armada com mensagens nas redes sociais críticas ao regime. Os outros dois executados foram Hla Myo Aung e Aung Thura Zaw.

Os familiares dos homens se reuniram do lado de fora da prisão de Insein, em Yangon, depois que as notícias das execuções foram publicadas na esperança de recuperar seus corpos, informou a mídia local.

De acordo com informações da versão local do site “Voice of America”, pelo menos 113 ativistas aguardam execução após as sentenças de morte emitidas sob o regime militar do general Min Aung Hlain. No momento, é estimado que cerca de dois mil indivíduos tenham sido mortos pelo regime desde o golpe de fevereiro de 2021.

A ONG Human Rights Watch informou que as execuções foram “atos de extrema crueldade”, já a embaixada dos Estados Unidos em Yangon condenou a decisão da junta militar de Myanmar em um comunicado.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Vídeo: tropas russas bombardeiam conjunto habitacional em Donetsk

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Rússia bombardeou bloco de apartamentos nos arredores de Donetsk
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Rússia bombardeou bloco de apartamentos nos arredores de Donetsk

Tropas russas bombardearam um conjunto habitacional situado no vilarejo de Pisky, nos arredores de Donetsk, capital ucraniana. Imagens aéreas divulgadas nesta quinta-feira mostram os blocos de apartamentos sendo atingidos pelos mísseis. No local ocorrem intensos confrontos entre a  Rússia e a Ucrânia desde a semana passada.

Os vídeos mostram um total de 19 explosões. Algumas delas fazem surgir um “flash” na proximidade do impacto e também efeitos residuais nos arredores.

As imagens dos bombardeiros foram checadas pela rede de televisão britânica SkyNews. De acordo com a emissora, um especialista em armas afirmou que os militares russos podem ter usado bombas termobáricas.

Utilizadas em espaços urbanos, essas armas, também chamadas de bombas a vácuo, têm um potencial maior de causar mortes de civis.

O efeito destrutivo do explosivo é potencializado através de um mecanismo que permite a bomba capturar o oxigênio ao redor do artefato. Como resultado, têm-se explosões mais fortes, com temperaturas mais elevadas e que causam uma maior onda de choque.

A detonação desses artefatos acontece em duas etapas. Na primeira delas, uma explosão convencional leva ao rompimento de um recipiente que carrega um aerossol. A substância se dispersa no ar, como uma nuvem, com componentes de combustível e metal.

Em seguida, uma outra carga explosiva é detonada e transforma o gás em uma bola de fogo. O oxigênio da área no entorno é queimado e produz-se uma onda de choque mais destrutiva, com pressões e temperaturas extremas.

Apesar do uso desse tipo de armamento ser amplamente condenado por organizações de Direitos Humanos, bombas termobáricas não são proibidas pelo Direito Internacional.

* Com informações de agências internacionais

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Fonte: IG Mundo

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EUA: Secretário de Justiça diz que aprovou operação na casa de Trump

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Merrick Garland diz que aprovou pessoalmente batida na casa de Trump
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Merrick Garland diz que aprovou pessoalmente batida na casa de Trump

Três dias após a operação de busca e apreensão na casa do ex-presidente Donald Trump , o secretário de Justiça dos Estados Unidos, Merrick Garland, rompeu o silêncio e disse que aprovou pessoalmente a varredura. 

Em resposta às críticas republicanas de que o governo do presidente Joe Biden estaria aparelhando o Judiciário, solicitou ainda que o sigilo do mandado que deu origem à batida do FBI seja derrubado.

Garland não deu maiores detalhes sobre o que motivou a operação, mas as autoridades investigam se Trump teria levado consigo documentos sigilosos ao deixar a Casa Branca ao invés de entregá-los ao Arquivo Nacional, como demanda a lei. O silêncio do secretário, que evita os holofotes, deixava o governo Biden sob pressão para explicar a batida policial.

Nunca antes um antigo ocupante da Casa Branca havia sido alvo de uma operação deste tipo — ineditismo que, por si só, acendeu o alerta de críticos. Havia dúvidas não apenas sobre a necessidade da operação, mas também sobre quem havia dado o aval para que ela acontecesse.

“Eu aprovei pessoalmente a decisão de recorrer a um mandado de busca”, afirmou o secretário, ressaltando que o mandado foi autorizado pela Justiça. 

“O Departamento não toma tais decisões levianamente. Quando possível, é prática padrão buscar formas menos intrusivas como uma alternativa para a busca e limitar o escopo de qualquer busca que ocorra.”

Garland fazia uma referência à informações que vieram à tona horas antes de sua fala nesta quinta de que o Departamento havia recorrido a formas menos intrusivas para obter os documentos antes do mandado de busca. 

Aos jornais americanos, fontes afirmaram que o presidente havia sido alvo de uma intimação em junho, e chegou a receber funcionários do integrante da Justiça em sua casa em Mar-a-Lago, na Flórida.

Sob ameaça de ação judicial, Trump já havia devolvido à Justiça em janeiro 15 caixas com documentos que levou irregularmente consigo após deixar a Casa Branca. Não demorou, contudo, para que as autoridades suspeitassem que itens haviam ficado para trás.

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Fonte: IG Mundo

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