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Opinião

JUNIOR MACAGNAM – O Natal do reencontro e da retomada econômica

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Com o avanço da vacinação e a retirada gradativa das restrições impostas pela pandemia, o Natal deste ano será também o Natal do reencontro, momento para aproveitarmos tudo o que fomos impedidos de viver por conta da pandemia. Principalmente nós brasileiros, conhecidos mundialmente por sermos um povo unido, que gosta de estar perto, de abraçar e estar sempre junto das pessoas próximas. Ao que tudo demonstra, em 2021 as famílias e amigos vão se reunir novamente e brindar principalmente a vida e a esperança de dias melhores.

Para a economia, esse reencontro também é muito aguardado. Comércio, serviços e indústria estão otimistas com as vendas no período, considerado a principal data comercial do calendário. Meses antes da data, lojistas e empresários dos mais variados segmentos se preparam para as vendas de Natal, e a expectativa é das melhores. Segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas do período devem movimentar R$ 34,3 bilhões somente no comércio varejista, alta de 4,3% em comparação com a mesma data do ano passado.

Ainda de acordo com a CNC, a diminuição das medidas restritivas fará com que a contratação de trabalhadores temporários atinja 94,2 mil brasileiros. A projeção se baseia na estimativa do crescimento para as vendas no período do Natal deste ano. Uma vez confirmada esta previsão, o varejo produzirá a maior oferta de trabalho temporário desde o Natal de 2013, quando foram abertos 115,5 mil postos sazonais.

São previsões que demonstram todo o otimismo com a data. Sentimento mais que necessário para dar ânimo ao consumidor e principalmente aos empresários deste segmento, um dos mais prejudicados durante a pandemia e que passou por momentos difíceis, como quando precisou fechar as portas dos seus estabelecimentos. Agora, acredito que chegou a hora de mostrarmos mais uma vez nossa força e retomarmos o caminho do crescimento. Prova disso é a adesão a maior campanha em prol da economia local que Mato Grosso já teve, o Natal Premiado, da Câmara de Dirigentes Lojistas, um projeto coordenado pela FCDL-MT e pelas CDLs dos municípios.

O varejo sempre foi um dos responsáveis por grandes momentos do país, um dos maiores empregadores e acredito que mais uma vez teremos grande parcela na recuperação da economia do Brasil.

Aqueles que conseguiram com muita resiliência resistir ao momento mais crítico precisaram se reinventar para sobreviver e seguir em frente. Com muita determinação e organização, os lojistas se restabeleceram, encontraram soluções para problemas até então desconhecidos, e continuam seguindo os protocolos de segurança e todas as recomendações, para dar mais segurança aos colaboradores e aos consumidores.

É chegada a hora de voltarmos a crescer, fazer as reformas tão necessárias ao nosso Brasil e usar tudo aquilo que aprendemos durante a pandemia a nosso favor.

Junior Macagnam é empreendedor, presidente do Sincalco e vice-presidente institucional da CDL Cuiabá.

 

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Opinião

LUIZ CARLOS AMORIM – Homem livro

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Li, outro dia, uma reportagem mostrando o “Homem Livro”, de Aracaju. Por que ele é chamado “Homem Livro”? Porque angaria livros, junta-os e sai à rua para distribuí-los às pessoas, gratuitamente. Ele pede livros em doação e os entrega para quem gosta de ler. Não é sensacional? Já conheci muitos homens livros e muitas mulheres livros. Já vi muitos incentivadores de leitura, gente que sai no bairro e pede livros aos vizinhos e vai formando uma biblioteca comunitária, gente que ao invés de pedir os livros, pede lixo reciclável, então os vende para comprar livros novos para bibliotecas e escolas. Aqui em Florianópolis há até um menino que pediu um cantinho do “boteco” do pai, foi recolhendo livros na comunidade e improvisou uma biblioteca e agora empresta livros às pessoas do bairro. De graça, é claro.
Mas não tinha visto um personagem curioso assim como o “Homem Livro”, que pede livros por onde passa, vai ao centro da cidade caracterizado – na sua roupa existem trechos de livros, capas de livros, tudo sobre livros – e os oferece à comunidade. Precisamos de mais homens livros, precisamos que eles se multipliquem para que o incentivo à leitura e o acesso ao livro, objeto tão caro hoje em dia, seja democratizado de maneira tão generosa.
Precisamos de mais gente generosa como o “homem livro”, que se transformou em estandarte vivo em prol da democratização do acesso à leitura, em prol da criação de mais leitores, promovendo a distribuição de cultura e de informação. É bom ver iniciativas como esta. A gente constata que nem tudo está perdido. Que ainda existem novas ideias, criatividade e dedicação na luta conta a ignorância e a miséria. Que há quem se preocupe com a educação e com a instrução das pessoas, mesmo as mais humildes, ao contrário de nossos governantes, que deveriam promover a cultura e a educação, mas ao invés disso, fazem questão de destruí-las.

Felizmente, conheço gente empenhada em levar livros, de graça, a leitores de todas as idades, democratizando-o e possibilitando o acesso à leitura, como a professora Mariza, de Joinville, e a professora Edna Matos, de Divinópolis, com seus projetos vitoriosos. Sei que há muitas outras pessoas como elas e como o homem livro por aí, graças a Deus, e a gradeço a Ele por elas existirem.
Há uma luz no fim do túnel. Há esperança para nós, seres humanos. Ainda.

Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor

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DAVID PINTOR – Redução de impostos e flexibilização aquecem economia, mas cenário pede equilíbrio

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O ano começa com boa expectativa de crescimento econômico para  Mato Grosso e todo o país. Apesar de lento, está longe da retração vivida em 2020, pois a flexibilização das medidas impostas pela pandemia e a redução de impostos  feita pelo Governo deram um fôlego para comerciantes e consumidores, e isso fez aumentar  as ofertas de emprego e, consequentemente, circulação de dinheiro.

Só para termos ideia do potencial para este ano, em 2021 foram registradas a abertura de 75 mil empresas em Mato Grosso, onde o setor de serviços lidera esse montante seguido pelo comércio. O número é 20% maior que o mesmo período do ano anterior, quando a pandemia de covid-19 pegava a todos de surpresa e impôs medidas inéditas ao comércio e ao convívio interpessoal.

Mais empregos, maior renda e economia aquecida após quase dois anos de incertezas e contenção.

Outro ponto positivo que favorece o comércio e a economia como um todo é o pacote de redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), executada pelo Governo com corte de impostos em vários setores: energia elétrica, comunicação, gás industrial, gasolina e o diesel. As medidas vão aliviar o orçamento doméstico de milhares de pessoas e também de empresas.

Apesar do otimismo perante tais números, os próximos meses serão desafiadores, já que a inflação, a instabilidade política, as altas taxas de câmbio seguram o crescimento e o retorno à estabilidade. Somadas  a isso, temos as novas variantes do corona vírus, surto de gripe que acende novamente o alerta sobre o futuro e exige precaução.

A palavra para 2022 é EQUILÍBRIO  entre os interesses dos comerciantes e do consumidor, para que o excesso de otimismo não possa comprometer a cadeia produtiva em nenhuma das partes.

Existem grandes possibilidades para recuperação dessa tração de crescimento, mas sem tirar os olhos das necessidades humanas e de estarmos preparados para as dificuldades de um ano de eleições, no qual as medidas, que ainda recomendam que se evitem certos eventos, impactam diretamente a economia de algumas cidades, e a inflação que não convida a população a focar no extremo necessário.

Contudo, ressaltamos que mesmo com as dificuldades que nos são impostas, seguimos acreditando em mais um ano de crescimento econômico e de bons resultados na geração de empregos  em Mato Grosso, a exemplo de 2021.

David Pintor é comerciante e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Grande (CDL VG), e da Federação de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL MT). Email: [email protected]

 

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