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Opinião

JÚNIOR MACAGNAM – Comércio, potencial subaproveitado

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Uma das atividades mais antigas da humanidade, o comércio é um forte pilar da economia, sendo que em grande parte das cidades é a principal fonte de receita e de empregos. Tem atuação em diferentes segmentos, como no agro, na indústria, na prestação de serviços, com o diferencial de ser uma atividade permanente, sem sazonalidade. Em Mato Grosso registra desempenho positivo no Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 e figura como o maior empregador.

O comércio tem potencial para se fortalecer e crescer ainda mais, caso seja apoiado por iniciativas e medidas essenciais para a atividade, como acesso a crédito com prazos razoáveis, políticas de governo específicas, programas voltados para qualificação de mão de obra, inovação, entre outras. Isso porque, atrás do balcão está uma pessoa incansável que tem desafios que são superados diariamente e há a necessidade de mais atenção do poder público, principalmente em relação às reformas estruturantes.

Cuidar da manutenção e do crescimento do negócio, acompanhar a concorrência que hoje é mundial, se atualizar quanto às inovações e pensar em novos atrativos e estratégia de marketing para atrair clientes são atribuições rotineiras, de primeira necessidade do empresário. Paralelo a isso, está de olho no caixa, no que entra e sai, no pagamento de impostos, dos direitos trabalhistas, e tantas outras obrigações. E são justamente os impostos o calcanhar de Aquiles do comerciante. O emaranhado de taxas e impostos exige atenção e trabalho dobrado para fazer o negócio render e crescer. Dados do Banco Mundial mostram que empresas gastam até 1.501 horas para pagar impostos no Brasil. A melhoria do ambiente de negócios faz-se urgente.

Se o setor tivesse mais apoio dos governos (municipal, estadual e federal), com redução tributária, menos burocracia, simplificação nos processos, segurança jurídica a competitividade do setor cresceria, o que traria benefícios para toda a cadeia de consumo e geraria um impacto social importante: mais empregos. Menos impostos gerariam mais investimentos nos negócios, novas vagas de trabalho e circulação de renda na localidade, inclusive facilitando a concorrência com marketplaces chineses.

Um grande passo nesse sentido foi dado pelo governo de Mato Grosso no ano passado, com a publicação da Lei 11.443/2021 que reduz a base de cálculo do ICMS de 17% para 12%, nas operações internas com calçados, confecções e tecidos em Mato Grosso, concedido para contribuintes que registrarem em 12 meses um faturamento bruto limitado a R$ 90 milhões. Foi resultado de uma grande articulação do Sindicato do Comércio Varejista de Calçados e Couros do Estado (Sincalco-MT) junto ao governo estadual. A legislação entrou em vigor em agosto passado e no começo deste ano foi prorrogada até 2024 e trouxe fôlego para o setor no pós-pandemia.

É fato que o apoio do setor público ao comércio – com corte de impostos, simplificação, menos burocracia – melhora o ambiente de negócios e o setor poderia alçar voos tão altos quanto os experimentados pelo agronegócio nos últimos anos, que com apoio do governo federal (crédito, prazo, política setorial específica) passou a ser o principal pilar da economia nacional, situação que se repete em Mato Grosso.

Com as medidas certas, poderíamos andar lado a lado com o agro, e fazer a economia regional e nacional ser ainda mais forte. E envergadura para isso o comércio tem. Levantamento da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag/MT), referente ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2021, aponta recuo de 7,7% na receita gerada pelo agro no último ano em relação ao ano anterior. Enquanto isso, os setores de Serviços (que engloba o comércio) e Indústria cresceram 4,5% e 3,6%, respectivamente. O dado é apenas uma prova de que o setor é forte e tem potencial para crescer e o melhor, gerar empregos formais e duradouros.

E por falar em postos de trabalho, números do Ministério da Economia apontam que o setor comercial mato-grossense teve o 2º maior estoque de vagas em março – dado mais recente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados/Caged – com 225.506 vagas, atrás do segmento de Serviços, com 263.891 vagas em estoque. O agronegócio ficou em 3° lugar, com estoque de 142.012 empregos; seguido pela indústria, com 129.442.

É importante lembrar que o comércio é campeão em oportunidades para o 1° emprego, sendo a porta de entrada para o mercado de trabalho de muitos jovens, um setor onde é possível construir carreira. Na hora de empreender, o comércio também é um dos segmentos mais visados, sendo atração para muitos empreendedores de diferentes ramos. E do que o setor precisa para se destacar mais? A construção de uma política setorial séria e constante, que vise o crescimento e fortalecimento do setor, mais crédito e redução na carga tributária seriam um bom começo.

Junior Macagnam é empresário, vice-presidente Institucional da CDL Cuiabá e Primeiro Vice-Presidente da FCDL-MT

 

 

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ALFREDO DA MOTA MENEZES – Estranho momento

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O filho do presidente, Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio e que coordena o escritório de campanha do pai para a reeleição, disse que é “impossível conter reação de apoiadores a resultado de eleições”.

Quase no mesmo dia, em encontro com empresários no Rio, Braga Neto, ex-ministro da Defesa e candidato a vice na chapa de Jair Bolsonaro, disse que “sem auditoria de votos não tem eleição”. E tem ainda autoridade incentivando o armamento da população civil.

São frases e posicionamentos de pessoas íntimas do poder que sinaliza para algo antidemocrático, inclusive com manifestações e atos violentos, se Bolsonaro perder a eleição.

Não se fala nada contra as urnas e a Justiça Eleitoral se, ao contrario, Bolsonaro ganhar a eleição. Aí, deduz-se, a urna estaria correta e a Justiça Eleitoral também.

Bolsonaro ganhou cinco eleições para deputado federal e uma para presidente com essas urnas, seus filhos também ganharam eleições com elas. Agora não seriam mais confiáveis.

Baseado em que Bolsonaro diz que ganhou a eleição do Fernando Haddad no primeiro turno? Baseado em que também o presidente diz que Aécio Neves ganhou a eleição de Dilma Rousseff? Tem alguma prova? Até ontem isso não ocorreu.

Essa coisa da direita política reclamar de fraude em eleição não é só aqui. Nos EUA, Donald Trump, mentor da direita nacional, disse que ganhou a eleição de Joe Biden. Que foi roubado. Ele também disse frase a assessores que repercutiu, “digam que a eleição foi fraudada e deixe o resto comigo”.

Não apresentou nenhum prova, foi desmentido pela Justiça dos EUA.

Tem uma investigação no Congresso norte americano sobre esse assunto. Mostram como Trump incitou a invasão do Capitólio. Mostram detalhes incríveis de como ele não queria deixar o governo dizendo que fora eleição fraudada.

É praticamente impossível fraudar a eleição nos EUA. Quem elege o presidente é  colégio eleitoral de 538 delegados.  Estados com mais população e eleitores, como a Califórnia, tem mais votos nesse colégio eleitoral, outros estados, de acordo com seu eleitorado, tem votos variáveis no colégio.

O candidato a presidente que ganhar no voto popular num estado leva todos os votos eleitorais dali. Quem tiver, no final, mais votos do colégio eleitoral, ganhou a eleição. Pode até ter mais votos na votação geral nacional, mas pode perder no colégio eleitoral. Al Gore perdeu para George Bush assim. Como fraudar aquele sistema? Teria que ter fraudes em muitos estados de forma combinada, coisa impossível.

Mas a direita política de lá criou essa desconfiança. Mostram pesquisas que a maioria dos membros do partido Republicano de Trump acredita que houve fraude eleitoral nos EUA. E não apresentam nenhuma prova. Aqui a direita política caminha na mesma trilha. Falam, antecipadamente, que a eleição será fraudada se Bolsonaro perder. A democracia, lá em cá, está na berlinda.

A direita política no Brasil não vai querer aceitar o resultado da eleição se Bolsonaro perder. Vem confusão por aí. Vejam as falas e posicionamentos de expoentes da campanha do presidente. Mas a democracia e o bom senso prevalecerão.

Alfredo da Mota Menezes é analista político

 

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LICIO MALHEIROS – Redes sociais

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No mundo moderno globalizado, as redes sociais exercem papel singular na vida das pessoas; independentemente de: cor, credo, razão social e por aí vai.

Com a pandemia de Covid-19, o consumo de informações nos mais variados formatos dentro das mídias sociais aumentou significativamente.

Na atualidade as redes sociais estão sendo usadas de forma intensa, tanto é verdade que os brasileiros passam em média, 3 horas e 47 minutos por dia, conectados às redes sociais.

Não é por acaso que o Brasil ocupa o 3º lugar no mundo na utilização das mais usa redes sociais; são mais de 150 milhões de usuários de redes sociais, levando em consideração o total de habitantes, a taxa de utilização desse serviço é de 70,3%, um dos maiores dentre todos os países.

Usando essa linha de raciocínio; sou também usuário contumaz das redes sociais.

Por conseguinte, acompanho pari passu às redes sociais do atuante deputado estadual Elizeu Nascimento (PL). Dentro do Parlamento Estadual o mesmo,  vem sobressaído entre os demais, através do direcionamento de emendas parlamentares, para o Estado.

Tanto é verdade, para seus irmãos de farda, assim  como, para população organizada foram enviados  através de emendas parlamentares destinadas ao social; visando minimizar as deficiências, físicas e estruturais dos municípios principalmente aqueles mais longínquos.

O atuante deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), vem se destacando ao longo de seu mandato, como o parlamentar que mais destinou emendas parlamentares para Segurança Pública de Mato Grosso.

De 2019 a 2021,  já havia sido destinado por ele, através de emenda parlamentar mais de R$ 4 milhões para Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

O direcionamento desse importantíssimo recurso foi empenhado na Polícia Militar, para aquisição de armamentos, equipamentos eletrônicos tecnológicos, equipamentos operacionais para Rotam, aquisição de fardamentos, EPIs e uniformes, para estruturar a prestação de serviços aos cidadãos.

Além da implantação do sistema CFTV no 3º Batalhão, materiais de consumo e também câmara de conservação.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo   

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