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Política MT

Júlio Campos mantém apoio municipalista, mesmo com com Neurilan fora da chapa

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O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), ex-prefeito de Nortelândia, Neurilan Fraga Filho (PL), fora da disputa do Senado por conta de problemas com sua filiação partidária, afirma que continua apoiando a candidatura do ex-governador Júlio Campos (DEM), na eleição suplementar do Senado, mas admite que agora existe um outro cenário.

“Tínhamos aí algo em torno de 72 prefeitos para ficar nesse projeto. Eu sendo candidato, teria esse apoio, eu apoiando outro candidato, muda esse cenário. Agora vou conversar com esses prefeitos no sentido de mostrar a viabilidade da candidatura que nós estamos apoiando. e os compromissos que o ex-governador Júlio Campos assumiu conosco”, disse Fraga Filho.

“Não vamos pressionar nenhum prefeito, não é do meu perfil. Eu respeito a decisão deles. Eu não posso aqui e jamais faria isso, de pressionar alguém para poder votar nem em mim, imagine se eu vou pressionar alguém para votar em outro candidato”, resumiu.

Neurilan pediu desfiliação do PSD e ingressou no PL. Por conta disso, não teve tempo suficiente de filiação para ser candidato. Ele explicou que ingressou no PL, após deixar o PSD, em 19 de outubro de 2019, e completaria 6 meses na sigla em 19 de abril deste ano. Contudo, a legenda só cadastrou sua ficha no “filliaweb” em 21 de novembro.

“Consultamos juristas, advogados eleitorais, e todos tinham segurança que por ser eleição suplementar, não teria nenhum problema. Porém, alguns partidos poderiam pedir a impugnação da minha candidatura e como se trata de uma eleição curta, ser candidato sub judice, isso traria prejuízo para a campanha”, frisou.

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Política MT

Jaime vê polarização em 2022, nega 3ª via e diz que DEM pode caminhar com Bolsonaro

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O senador Jaime Campos (DEM), vice-presidente nacional do partido,  sobre as eleições de 2022 no cenário nacional, disse que não vê dificuldade de o partido marchar com o presidente Jair Bolsonaro, sem partido. “Eu não vejo nenhuma dificuldade do DEM caminhar com o Bolsonaro. Acho que é o melhor caminho, o ideal”, disse o senador.

Conforme Jaime Campos, a água com óleo não se misturam. “O democratas foi sempre contra o PT e como é que vai? Até porque no Brasil falam em terceira ou quarta via, mas na verdade está polarizado. Queira ou não queira, é Bolsonaro e Lula. Mas só no ano que vem vamos ter uma certeza e eu recomendaria que o DEM vá com Bolsonaro”, argumentou quando questionado.

Sobre a sucessão estadual, Jaime Campos disse que “não vejo porque Bolsonaro não apoiar Mauro e Mauro não apoiar Bolsonaro. Eu sei que o presidente tem muita simpatia pelo Medeiros. Todavia, o que se pode fazer é o Mauro, que é candidato a governador, fazer uma articulação. Se lhe interessar. Mas acima de tudo, o Bolsonaro tem que se preocupar com eleição dele para presidente. Muitas vezes, não pode abrir mão de um apoio, em hipótese alguma, de um governador em detrimento de uma candidatura que ainda vai ser lançada, de um candidato a governador”.

O senador mato-grossense entende que no Brasil “não tem mais ambiente para golpe e nem nada. Talvez o presidente precise fazer uma melhor colocação. Vivemos em um estado democrático de direito em que a liberdade de expressão está garantida e foi uma luta de muitos anos, mas conquistamos. Eu não acredito em retrocesso dentro do processo democrático”, completou.

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Jaime defende voto auditável e fim do fundo eleitoral: “tem que fazer campanha com seu dinheiro e sola do sapato”

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Senador sugeriu ao presidente Bolsonaro para vete fundo eleitoral

O senador Jaime Campos (DEM), em entrevista na rádio Vila Real nesta quinta-feira (29), disse que é favorável ao voto auditável nas próximas eleições e posicionou-se contrário ao fundo eleitoral da forma como foi aprovado. Jaime disse que sugeriu ao presidente para vetar a matéria.

“Voto auditável é um assunto que surgiu e merece uma ampla discussão, através da Câmara e do Senado. Feito isso aí, tudo que for transparente, ético e republicano, eu sou favorável. Não tenho dificuldade nenhuma de afiançar que sou favorável, isso é ter um recibo, é transparência. Mas há um debate, o próprio Tribunal Superior Eleitoral está defendendo a tese de que isso é desconsiderar todas as eleições que foram feitas e causa uma desconfiança infinita em relação ao cidadão que votou”, esclareceu, acrescentando que “da minha parte, não sou eu quem decide, mas sou favorável ao voto auditável. Eu não posso falar sobre a urna eletrônica, defendo a tese de que tudo que for para deixar mais transparente tem o apoio do senador Jaime Campos”, destacou.

“Defendi em audiência com o presidente para ele vetar o fundo eleitoral. Hoje é R$ 2.7 bilhões, com a LDO foi para R$ 5.7 bilhões. Temos que acabar com o fundo eleitoral, temos que acabar com essa abundância de partidos políticos, temos 37 partidos, e muitos são partidos familiares para fazer balcão de negócio”, disse.

Segundo o senador democrata, “é inadmissível que o cidadão brasileiro trabalha 138 dias por ano só para pagar imposto e depois para financiar caixa de campanhas políticas. Não! O cidadão tem que fazer campanha com seu dinheiro ou com a sua proposta, com a saliva, com a sola do sapato. Eu sou contra. Pode pegar minha declaração eleitoral da campanha de senador que eu fiz, não recebi um centavo de real de fundo partidário. Sou contra porque esse dinheiro é fruto do suor do brasileiro. Disse ao presidente que ele tem que vetar urgentemente porque nós temos que acabar com esse escândalo no Brasil. Tudo leva a crer que o fundo deverá ficar na casa de R$ 3 a 4 bilhões”.

 

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