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Júlio Campos diz que DEM nacional exige candidatura própria e vai tentar viabilizar seu nome ao Senado

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Exigência da cúpula nacional barra apoio do DEM a Carlos Fávaro e Júlio Campos põe nome à disposição

Questionado sobre a possibilidade de disputar o Senado da República, com uma eleição suplementar no próximo ano, em função da cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), o ex-governador Júlio José de Campos (DEM), disse que está à disposição do partido.

“Agora Inês é morta, não cabe nenhuma outra solução a não ser cumprir o veredicto legal que é o afastamento da Dra. Selma e a realização de uma nova eleição”, disse Júlio Campos, líder histórico do Democratas em Mato Grosso.

“Meu nome está à disposição do partido, agora você não pode ser candidato de si próprio. Coloquei meu nome para o partido. Não pode ser uma candidatura imposta por ninguém. Nem Jaime Campos, nem Mauro Mendes, nem Botelho ou Dilmar Dal Bosco, que tem poder de mando, podem definir. Tem que ouvir os convencionais. Temos 71 membros do diretório regional. Temos os convencionais que representam os municípios, mais de 30 delegados, que vão escolher esse candidato. São mais de cem votantes com direito a voto. E também pesquisas, porque não adianta contrariar os interesses populares”, observou.

Conforme o ex-governador, há uma grande expectativa em relação a eleição suplementar para o Senado. “Estamos sentindo muita expectativa em relação a essa eleição suplementar que vai ocorrer no ano que vem. Realmente as provas no processo eram muito contundentes. Quando houve a unanimidade no TRE, 7 a 0, sem nenhuma contestação do Tribunal local, que acompanhou in loco o processo, toda a situação, dificilmente o Tribunal Superior Eleitoral iria revogar”.

No Democratas, conforme Júlio Campos, até agora ninguém se auto apresentou para a disputa. “Existem comentários de que o meu nome é bem visto nas bases partidárias. Há o nome do deputado Botelho, que é o presidente da Assembleia Legislativa e tem um orçamento de R$ 450 milhões na mão dele anual. É um cargo importantíssimo e também o nosso líder de governo, o deputado Dilmar Dal Bosco. Podem surgir mais companheiros”, disse.

Segundo Júlio José de Campos, é orientação nacional do partido para que o DEM lance candidato ao Senado. “É interesse do partido em nível nacional ter essa vaga. Hoje temos seis senadores, queremos chegar no sétimo, então, baseado nisso, não será possível abrirmos mão da disputa. Ainda mais uma disputa solidária, que serve de ensaio para as eleições municipais que acontecem em outubro do próximo ano”.

Segundo Campos, “o Fávaro (Carlos) até merecia ser senador, é um bom companheiro, mas a legislação não permite. A vaga era dele, agora não. É preciso ter nova eleição. Outros nomes estão surgindo, como o do Sachetti, do Nilson Leitão. Cada partido vai querer fazer o seu teste. Isso é natural”.

 

 

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Artistas conseguem espaço para apresentação durante a pandemia

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Foto: Karen Malagoli

A música foi e tem sido alento para muitos durante este período de pandemia. Nas rádios, nos aplicativos ou nas transmissões ao vivo, a música pode alimentar a esperança ou o protesto, e estes não precisam necessariamente estar em lados oposto. A contradição está em outra situação, enquanto a música ganhou papel ainda mais importante na vida humana, os músicos perderam emprego e fonte de renda.

Pensando em atender os artistas em situação de vulnerabilidade por conta da pandemia, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio do Teatro Zulmira Canavarros, Assembleia Social e TV Assembleia, deram início a dois projetos, o programa de TV Arte e Cultura Mato Grosso e o Drive-in Cultural, que estreou no último final de semana.

“Buscamos atender artista que tocavam em barzinhos, que tinham exposição programada e que tiveram tudo cancelado por conta da pandemia. Então a gente entra com aporte de infraestrutura, eu faço a curadoria do programa e a Associação faz o repasse dos cachês”, explica Daniella Paula Oliveira, diretora do Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros.

Realizado em parceria com a Associação de Músicos, Compositores e Produtores de Mato Grosso, o programa Arte e Cultura Mato Grosso gravou 16 episódios até o momento e envolveu mais de 100 artistas, não somente músicos. O cantor e compositor de hip hop, Mano Raul Lázaro, foi um dos participantes e recebeu um cachê. Ele conta que toda a classe artística ficou prejudicada neste período.

“Ficamos sem fonte de renda, não tínhamos onde nos apresentar. Eu vivia do hip hop e tive os shows suspensos”, afirma Mano Raul Lázaro, idealizador do projeto Hip Hop Combate as Drogas.

Estela Ceregatti fez a primeira apresentação do Drive-in Cultural, projeto que promove shows em um palco montado no estacionamento do Teatro da Zulmira Canavarros para que a plateia possa acompanhar do carro. Antes, porém, a artista disse que seu trabalho passou por um processo de reinvenção para se adequar à nova situação e os projetos que estavam na “estante” saíram do papel.

“Das apresentações presenciais, fomos nos reinventando. Temos outras atuações, eu e o John Stuart que é meu parceiro, todas relacionadas à música. Somos professores e rejo um coral e passamos a dar aulas virtualmente, fizemos lives que contaram com contribuições voluntárias”, exemplifica a cantora e compositora que atualmente está musicando um livro de história infantil.

Sobre a iniciativa do Teatro Zulmira Canavarros, Estela destacou que o projeto do drive-in propõe um diálogo um pouco mais próximo com o público depois de tanto tempo de afastamento e ainda oferece uma possibilidade de renda para os músicos. “É uma proposta que traz benefícios para todos, para nós músicos que passamos por um momento delicado e que podemos apresentar nosso trabalho e ser remunerado por ele e ainda às famílias que puderam sair de suas casas e acompanhar uma apresentação com estrutura legal e interação completamente inusitada”, descreveu Estela Ceregatti.

O programa Arte e Cultura Mato Grosso é exibido pelos canais da TVAL, sempre aos sábados, às 15 horas, com reprises às 15 horas e 20 horas de domingo. Já o projeto Drive-in Cultural inicialmente será realizado uma vez por mês e a próxima apresentação será em outubro, mas ainda não tem uma data definida.

Fonte: ALMT

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Dr.João reivindica medidas para conservação e proteção do Pantanal

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Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

O deputado estadual Dr. João (MDB) apresentou Indicação nº4093/2020 , em sessão plenária na Assembleia Legislativa, reivindicando a necessidade de criação de um programa voltado para o Pantanal, abrangendo a valorização do homem pantaneiro, a criação de linha de financiamento diferenciada para atividades econômicas na área, a exploração do potencial turístico da região, a efetiva implantação das estradas parques, o tratamento 100% do esgoto dos municípios que compõem a bacia pantaneira, o tratamento de resíduos sólidos, reflorestamento dos rios que compõem as cabeceiras e a valorização da pecuária pantaneira.

Para o deputado, o momento crítico que o Pantanal está passando é um alerta para as autoridades buscarem com urgência iniciativas para a preservação do bioma. “Estamos presenciando uma das piores queimadas já existente no Estado. Temos que salvar o nosso maior patrimônio que é a natureza, os animais e a rica vegetação, que neste momento estão morrendo e sendo devastados. A nossa saúde também está cada vez mais comprometida. Pessoas também perderam a vida por conta das queimadas. Com a indicação apresentada, espero conscientizar as autoridades para que exista na lei programas voltados  proteção e valorização do Pantanal”, ressaltou o parlamentar. O governo tem prazo de até 30 dias para responder à demanda que foi encaminhada no dia 23 de setembro. 

O Pantanal teve, em setembro, 8.106 focos de incêndio, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O mês passado foi o pior já registrado em número de focos de incêndio no bioma desde 1998, quando começou o monitoramento do instituto.

Três meses antes de terminar, 2020 também já é o ano com o maior número de focos de incêndio no Pantanal: de 1º de janeiro até 30 de setembro, foram 18.259 focos. Antes disso, o maior número havia sido registrado ao longo de todo o ano de 2005: 12.536. A alta é de cerca de 46% até agora.

Além do dano ambiental causado pelas queimadas, a economia sofreu um impacto muito grande. As propriedades tiveram muito delas 100% de sua pastagem queimada, cercas e currais destruídos. O rebanho não tem o que comer. Temos também as pousadas turísticas, importante fonte de renda no Pantanal, que foram afetadas sobremaneira na pandemia, ficando fechadas e, agora que começariam a voltar, ocorreram os incêndios.

Muitas estradas foram afetadas, sendo que muitas pontes de madeira foram queimadas. O problema das queimadas no Pantanal mato-grossense não se resume somente a região de Poconé, toda a região pantaneira foi afetada da mesma maneira. “Precisamos de ações rápidas e que realmente atendam as necessidades, principalmente do homem que vive no Pantanal”, enfatizou Dr. João.

Pantanal – O bioma é considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. A sua área aproximada é 150.355 km², ocupando assim 1,76% da área total do território brasileiro. Em seu espaço territorial o bioma, que é uma planície aluvial, é influenciado por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai. O Pantanal sofre influência direta de três importantes biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. Além disso, sofre influência do bioma Chaco (nome dado ao Pantanal localizado no norte do Paraguai e leste da Bolívia). O bioma Pantanal mantêm 86,77% de sua cobertura vegetal nativa.

Assim como a fauna e flora da região são admiráveis, há de se destacar a rica presença das comunidades tradicionais como as indígenas, quilombolas, os coletores de iscas ao longo do Rio Paraguai, comunidade Amolar e Paraguai Mirim, dentre outras. No decorrer dos anos essas comunidades influenciaram diretamente na formação cultural da população pantaneira.

 

Fonte: ALMT

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