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Opinião

JULIANA D. MATIAS -Educação afetiva: alfabetizando com amor

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(*) JULIANA DOMINGUES MATIAS

A prática pedagógica não se restringe apenas e tão somente em ensinar o estudante – crianças principalmente – dentro do conceito meramente pedagógico, esquecendo-se do fator emocional. Na educação básica, um quesito  importante é a proximidade entre o educador e o aluno, através do sentimento de confiança e muita afetividade. Esse processo é um fator primordial  dentro do trabalho de  alfabetização e letramento e deve ser aplicado permanentemente para o benefício  educativo. Como educadora do Ensino Fundamental e com a experiência em gestão escolar, defendo esses princípios como caminhos para a melhor produção de ensino na educação básica. Nessa no curso da alfabetização, a curiosidade dos pequenos e a vontade de fazer o certo afloram, mas há crianças que passam por dificuldades, ficam nervosas e inseguras. A afetividade tem nesse caso a sua presença, digamos, muito exigida.

Junto com a grade pedagógica, com os jogos e as brincadeiras na escola, é importante que a segurança do procedimento afetivo caminhe junto, pois as crianças, principalmente, por suas características, curiosidade, deslumbramento e concentração especial têm mais chances de aprender e de se desenvolver emocional e intelectualmente quando são cobertas de afetividade. O que chamamos de primeira infância (que vai ao limite dos cinco anos), é o período em que os pequenos constroem suas bases cognitivas, emocionais, motoras, sociais e éticas, e estão sempre atentos a tudo que gira ao redor, e, assim, precisam de uma comunicação, da parte do professor e dos educadores – enfim de todo o corpo educativo da escola – com alto grau de atenção, percepção e afetividade.

Mestres em educação observam que o aprendizado e o tratamento afetivo  caminham juntos e é nessa condição que o aluno do ensino básico responde com maior clareza e segurança ao que lhe é ensinado. Diversos educadores com trabalhos editoriais publicados ou monografias e ensaios científicos comprovam que a criança que aprende melhor quando cercada de carinho e afetividade na escola- associando esse processo ao que já recebe em casa dos pais e familiares  Os mesmos estudos mostram o lado contrário, quando a criança simplesmente é levada a aprender de forma mecânica e a sua capacidade de assimilação é reduzida, porque a escola simplesmente deixa de lado a questão emocional e concentra-se no bojo educativo-pedagógico.

Há que se observar que muitas crianças permanecem mais na escola que em casa. Então é aí que o educador deve ter a iniciativa de transformar esse tempo em atrativo para os pequenos alunos. As horas devem passar com ensino, brincadeiras, rodas de conversa, jogos etc, com a afetividade contemplando tudo. No próximo ano, com a volta das aulas presenciais, precisamos estar atentos aos novos tempos, novos hábitos, outros mecanismos de ensino. Em qualquer que sejam, a afetividade estará sempre presente e sempre necessária.

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Graduada em Pedagogia pelo Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), Possui curso de Licenciatura Plena, Programa Especial de Formação Pedagógica para Formadores da Educação Profissional pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), fez Pós-graduação Latu Sensu- Especialização em Gestão Escolar na Universidade de São Paulo (Unicid) e tem experiência na Educação Fundamental 1 e Educação Infantil. Trabalha no Instituto Educacional Nossa Senhora de Fátima- Cuiabá como professora do 2º ano do Ensino Fundamental e trabalha na  EMEB Juscelino José Reiners como professora do 1º ano do Ensino Fundamental

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Opinião

ANDERSON NOGUEIRA – Tecnologia como aliada dos pets

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Um tema que comumente aparece nas redes sociais e nos aplicativos de mensagem como pedido de ajuda é quanto ao desaparecimento de animais domésticos. Os pets se perdem por inúmeros fatores, incluindo incidente na hora do tutor sair de casa, falta de dispositivos de segurança adequados ou até mesmo em um ato de violência, a exemplo roubo ou furto.

Quem já teve um animal desaparecido conhece o tamanho do desespero. Isso porque, não importa o tamanho do engajamento para localizar o pet, há casos em que não há solução.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que o Brasil tem mais de 30 milhões de animais nas ruas, sendo aproximadamente 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos. Dentro desta estatística somam-se os que nasceram nas ruas e, boa parte deles, foi abandonada ou se perdeu e nunca mais foi encontrada pelos tutores.

Uma das maneiras de evitar o sumiço do animal é colocar a identificação na coleira do pet. E para isso, a tecnologia é uma aliada. Em Cuiabá, já tem disponível esta ferramenta, por meio da Tag QR Code, que serve como localizador do animal.

Por meio desta ferramenta é possível inserir dados do pet (nome e informações vacinais) e do dono (contato telefônico). A coleira especial serve para cães e gatos e o encaixe da coleira é seguro e não sai com facilidade.

De posse do registro do tutor e do pet, a coleira está apta para marcar a geolocalização do animal (informações geográficas) e, em caso de desaparecimento, o proprietário é notificado se alguém acessou informações contidas na ferramenta. Todo o histórico da saúde do animal, consultas, vacina, cirurgia, dentre outras informações, ficam registrados na ferramenta.

A leitura da Tag de QR Code pode ser feita por qualquer dispositivo apto para esta tecnologia. E o melhor de tudo, essa ferramenta é acessível e proporciona mais segurança para os animais e os tutores.

Anderson Nogueira é médico veterinário há mais de 15 anos e atende na Clínica Veterinária Mato Grosso. 

 

 

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Opinião

VANESSA MORAES – O que favorece minha saúde auditiva?

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Alguns hábitos que envolvem a saúde auditiva são mais simples do que podemos imaginar. Porém, eles devem ser diários!

Seguem alguns para já colocarmos em prática desde já:

– Monitore os volumes dos sons da TV, da música, nunca deixando as pessoas ao seu redor escutar o som de seus fones. Limite o tempo de uso, quanto maior o volume, menor deverá ser  tempo de exposição;

-Faça a limpeza correta de seus ouvidos: com o dedo e uma toalha. O uso de cotonete é indicado para limpeza do nariz;

– Utilize protetor de som quando tiver que se expor a ambientes com ruídos excessivos. Isso até pode ser considerado um exagero, mas até mesmo uma exposição esporádica pode matar a célula auditiva;

-Faça os tratamentos adequadamente para infecções, otites, gripes até o final. Quando mal curadas podem levar a perda auditiva e também a outras complicações;

-Evite ficar muito tempo ao telefone, não somente pela intensidade do som, como também pelas ondas eletromagnéticas emitidas pelo aparelho que causam risco à saúde;

-Realize consultas periódicas com um otorrinolaringologista. Desconforto como zumbido e diminuição da audição merecem uma avaliação mais precisa.

-Alimente-se de forma saudável de 4 a 6 vezes por dia e evite o excesso de cafeína e alimentos muito doces ou muito salgados. Tome bastante água e pratique atividade física regularmente. As vitaminas B12, B9, A, C e E encontradas em alimentos saudáveis são essenciais para a manutenção da acuidade auditiva;

-Rejeite medicamentos sem prescrição. Alguns são prejudiciais e seu uso indiscriminado pode levar a perda auditiva irreversível como também ser nocivo à saúde do corpo em geral;

-Tenha momentos de silêncio. Possibilite descanso aos seus ouvidos. O ideal é que esses “repousos sonoros” sejam feitos de 1 a 2 vezes por dia.

As lesões auditivas ocorrem de maneira lenta e gradual e muitas vezes podem ser irreversíveis. Por isso, ao menor sintoma, faça um exame de audição.

Vanessa Moraes é audiologista – @fonovanessamoraes

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