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Tribunal de Justiça MT

Judiciário promove apresentação dos Círculos de Construção de Paz a educadores em Rondonópolis

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O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Rondonópolis realizou apresentação dos Círculos de Construção de Paz para profissionais da educação, diretores e coordenadores pedagógicos de escolas. A iniciativa do juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro, promoveu o encontro com facilitadoras do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (Nugjur) no auditório da Diretoria Regional de Educação, em Rondonópolis, na quarta-feira (3 de agosto).
 
O objetivo foi difundir mais uma ferramenta de pacificação social promovida pelo Poder Judiciário mato-grossense, os Círculos de Construção de Paz, e, assim, tornarem-se facilitadores da prática, ou indicarem colaboradores para a missão de pacificação nas próprias unidades escolares.
 
O Círculo de Construção de Paz foi apresentado aos educadores atuantes na rede estadual de educação no município, visando à propagação da cultura da paz, do acolhimento e do diálogo, como forma de construir e reconstruir relações harmoniosas entre alunos e demais envolvidos no ambiente escolar.
 
No total, 51 pessoas (representando 24 escolas), divididas em duas turmas nos períodos matutino e vespertino (das 8h às 10h30 e das 14h às 16h30), acompanharam a apresentação da ferramenta de comunicação pelas facilitadoras Marina Soares Vital Borges e Laura Maria Coelho Lannes de Toledo Barros. O método permite resolver conflitos antes e depois que eles aconteçam, por meio de uma escuta afetiva entre os próprios participantes, que refletem sobre seus medos, receios, divergências, de maneira tolerante e sem julgamentos.
 
Aos educadores, também foi demonstrado que os círculos de construção de paz permitem não só o reconhecimento de problemas e entraves, mas também o resgate de valores e qualidades de cada indivíduo, de modo a solucionar problemas entre aqueles que estão em atrito e contribuir para harmonia do ambiente escolar, construindo relações saudáveis, que se propagam até o âmbito familiar.
 
De acordo com o juiz Wanderlei Reis, os Círculos de Construção de Paz já funcionam em Rondonópolis e são um sucesso. “O que precisamos fazer é difundir mais essa prática salutar com suas vantagens a todas as escolas. Daí que o objetivo da nossa iniciativa, em suma, é plantar uma semente, trazendo a apresentação das práticas restaurativas por facilitadoras do Tribunal de Justiça ao máximo possível de diretores e coordenadores pedagógicos de escolas, para que estes, ao terem contato inicial com a temática, venham a participar ou indicar profissionais das suas escolas com perfil adequado para participarem do curso de formação, a ser realizado a posteriori de forma presencial pelo Nugjur em Rondonópolis, sob nossa coordenação.”
 
“Assim, queremos multiplicar o número de facilitadores em todas as escolas, de tal maneira que as práticas restaurativas sejam disseminadas cada vez mais no âmbito escolar do município”, pontuou o magistrado.
 
A iniciativa foi bem recebida pelos dirigentes escolares, como destacou Ester Landvoigt da Silveira, Coordenadora Regional de Gestão Escolar e Rede. “Eu vejo o projeto como uma luz que vem clareando um caminho que a gente precisa percorrer. Quando a gente recebe algo maravilhoso, como essa ferramenta, então ficamos bastante animados. O Círculo vai nos auxiliar nas Escolas, teremos formação para os profissionais da educação e nós poderemos contribuir com a cultura do diálogo, que é algo que precisamos estabelecer em nossa sociedade. Com essa luz do Poder Judiciário, com certeza vamos avançar. ”
 
O diretor da Escola Estadual Militar Dom Pedro II – ‘André Antônio Maggi’, primeiro Tenente Wellington Fraga Pedroso, ressaltou que esse foi o seu primeiro contato com a técnica de pacificação social e que ela será muito útil nas escolas. “Nesse primeiro momento pude perceber que com o Círculo de Construção de Paz conseguimos compreender um pouco mais sobre o outro. Essa ferramenta é de extrema importância, para ser trabalhada tanto com os alunos dentro da sala de aula, para um melhor convívio e respeito entre eles, como com os próprios profissionais da educação.”
 
Vale destacar que os Círculos de Construção de Paz podem ser aplicados em comunidades, escolas, instituições públicas e privadas, contribuindo colaborando com a prevenção e solução de conflitos.
 
Participaram do evento os representantes das escolas estaduais: Adolfo Augusto de Moraes, Antônio Guimarães Balbino, Antônio José de Lima, Carlos Pereira Barbosa, Daniel Martins de Moura, Dom Winibaldo Talleur, José Rodrigues dos Santos, José Salmen Hanze, Lucas Pacheco de Camargo, Odorico Leocádio da Rosa, Pindorama, Professora Amélia de Oliveira Silva, Professor Domingos Aparecido dos Santos, Professora Eunice Souza dos Santos, Professora Maria Elza Ferreira Inácio, Professora Stela Maris Valeriano da Silva, Escola Militar Dom Pedro, Escola Militar Tiradentes, Professora Sebastiana Rodrigues de Souza, Ramiro Bernardo da Silva, Sagrado Coração de Jesus, Santo Antônio, São José Operário e Sete de Setembro.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Fotografia colorida do Círculo de Construção de Paz, com representantes das escolas sentados em volta, também em círculo, enquanto o juiz Wanderlei Reis, coordenador do Cejusc local, faz a abertura do evento se dirigindo aos participantes da reunião. Foto 02: Fotografia colorida do Círculo de Construção de Paz, com as plaquinhas e palavras utilizadas pela ferramenta. Ao centro da foto está uma girafa de pelúcia rosa, que representa o objeto de fala do método.
 
Marco Cappelletti (com informações do Cejusc Roo)
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Tribunal de Justiça MT

Judiciário oferecerá oficinas de Empreendedorismo para jovens que cumprem medidas socioeducativas

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O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará a partir desta terça-feira (16 de agosto) o ‘Ciclo de Oficinas no Socioeducativo: Arte e Empreendedorismo na Socioeducação’, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SESP).
 
O evento é uma iniciativa do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo de Mato Grosso (GMF), que oferecerá palestras e oficinas de empreendedorismo, de 16 de agosto a 23 de setembro, aos (às) adolescentes que cumprem medida socioeducativa na unidade masculina e feminina do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case) de Cuiabá, Complexo Pomeri.
 
A ação tem o objetivo de oportunizar novas possibilidades e perspectivas aos adolescentes a partir do empreendedorismo. Eles aprenderão a criar uma marca, fazer gestão das redes sociais da empresa, precificar produtos, comercializar a mercadoria e demais assuntos relacionados ao ato de empreender, para que assim possam, em liberdade, garantir um novo futuro.
 
A entrega do projeto será de um plano para micro ou pequeno negócio pronto para a execução e com a identidade visual. Os cursos serão realizados por meio de parceria no formato voluntariado, com profissionais que irão ministrar cursos gratuitamente para oficinas de artesanato, culinária, danças étnicas e operacionalização de eventos, com a finalidade de promover aos adolescentes, por meio da capacitação e apoio técnico, oportunidades de emprego, geração de renda e inclusão social.
 
Palestra Magna – Após o início das atividades, os jovens participarão no dia 19 de agosto da ‘Palestra Magna: Autoestima e Empreendedorismo’, com a presença do supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri. Serão oferecidas oficinas para produção de mandalas, tortas de frango no pote e restauração de móveis.
 
Também será disponibilizado aos jovens todo material de apoio com conteúdos relacionados às oficinas. A ideia do projeto do Judiciário é que as ações possam ser expandidas futuramente para todas as Comarcas que possuam unidades do Socioeducativo no Estado.
 
 
Marco Cappelletti
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Judiciário finaliza Semana de Práticas Restaurativas em Campo Verde com grandes resultados

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O Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou entre os dias 08 e 12 de agosto a Semana de Práticas Restaurativas na Comarca de Campo Verde. As atividades foram direcionadas às escolas municipais, que puderam conhecer um pouco mais sobre a promoção da cultura da paz na resolução de conflitos.
 
Na sexta-feira (12 de agosto) foi realizada a cerimônia de encerramento das ações com a palestra “A Justiça Restaurativa como Instrumento de Paz”, ministrada pela presidente do NugJur, desembargadora Clarice Claudino da Silva, no Plenário do Júri da Comarca.
 
A presidente do NugJur salientou que a proposta da Justiça Restaurativa é implantar no ambiente escolar um processo de resgate de crianças e adolescentes, por meio da escuta afetiva. Demonstrar que todos estão inseridos no mesmo contexto social e propiciar, pelos Círculos da Construção da Paz, a tomada de consciência dos seus atos, tornando-os autorresponsáveis.
 
“Para nós representa uma grande semeadura, centenas de corações que foram tocados e que vão repercutir em seus lares e em diversos ambientes, multiplicando a paz e o diálogo. Tenho certeza que isso vai reverberar por muito tempo na mente da comunidade de Campo Verde, que participou de uma forma muito dedicada dessa Semana, destaca a presidente do NugJur”
 
A desembargadora Clarice Claudino da Silva evidencia que os Círculos de Construção de Paz podem ser utilizados em diversos aspectos e áreas. “Em qualquer área da sociedade as práticas restaurativas são bem-vindas. É uma forma saudável de se aprender a resgatar uma forma muito antiga, já utilizada pelos nossos antepassados, de se sentarem em círculos e organizadamente fomentar o diálogo em torno de um tema, mesmo para prevenir ou para restaurar laços.”
 
Construção da Paz nas Escolas – O balanço da iniciativa da equipe do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Campo Verde foi considerado muito positivo. Ao todo, foram realizados cerca de 36 Círculos de Construção de Paz durante a Semana do Estudante (8 a 12 de agosto), nas Escolas Municipais de Campo Verde.
 
Cerca de 470 alunos do 6º ao 9º ano (11 a 14 anos) tiveram a oportunidade de falar sobre angústias, dores, medos ou problemas para os facilitadores capacitados pelo NugJur.
 
Grandes Resultados – No dia 8 de agosto, a Câmara do Município aprovou a lei para implantar os Círculos de Construção de Paz na rede municipal de ensino. Na sexta-feira, o prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, sancionou a lei que regulamenta as práticas da Justiça Restaurativa como política pública na localidade.
 
Também na sexta-feira, foi assinado um termo de cooperação técnica entre NugJur/TJMT/Cejusc de Campo Verde para expandir as práticas dos Círculos de Construção de Paz nas escolas estaduais do município. O NugJur será o responsável pela formação de facilitadores e gestão da política de forma estratégica enquanto os parceiros operacionalizam as ferramentas no cotidiano das escolas.
 
O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira, ressaltou que a lei e o termo assinado fazem com que as práticas restaurativas se aproximem ainda mais da sociedade. “Nós temos uma comunidade que carece desse tipo de cultura e debate. Vamos fazer o que for possível para fortalecer esse grupo, para fazer com que as práticas restaurativas sejam algo importante para a população. Parabenizamos a iniciativa, o desafio proposto pelo Cejusc de Campo Verde, e estamos à disposição para fazer com que isso de fato se torne uma prática de muito sucesso.”
 
A coordenadora do Cejusc de Campo Verde, juíza Maria Lúcia Prati, em sua fala, muito emocionada, agradeceu à desembargadora Clarice Claudino da Silva por inspirar a todos, com o seu trabalho. “Obrigada por nos fazer acreditar que a tão desejada mudança, com a cultura da paz e do diálogo, é possível e encontra na comunidade escolar um terreno fértil para essa transformação.”
 
Para o coordenador do NugJur, juiz Túlio Duailibi Alves Souza, Campo Verde presenteou a todos com uma Semana de Práticas Restaurativas com importantes resultados no ambiente escolar. “Por ser um ambiente plural, diversificado, ocorrem conflitos das mais diversas natureza. Então pudemos experimentar o quanto os métodos alternativos de solução de conflitos trazem o retorno de um ambiente pacífico. Quando a fala é prestigiada e a escuta é qualificada, consegue-se então trazer a verdadeira pacificação, com o diálogo restaurativo.”
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens: Imagem 1: fotografia colorida mostrando a mesa de honra, com as autoridades sentadas. No primeiro plano uma visão geral da plateia que também está sentada. Do lado direito, a imagem mostra a parede do auditório, onde está sendo projetada a imagem da apresentação.
Imagem 2: fotografia colorida da desembargadora Clarice Claudino falando ao microfone.
 
 
Marco Cappelletti/ Fotos Alair RIbeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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