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Jovem retirada dos escombros de prédio que desabou no Rio está em estado grave

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Prédio desabou na Zona Norte do Rio
Reprodução – Agência Brasil

Prédio desabou na Zona Norte do Rio

RIO — O estado de saúde da jovem Maria Quiara Abreu, de 26 anos, vítima de desabamento em Rio das Pedras, é grave e instável, informou, nesta sexta-feira, a Secretaria municipal de Saúde. Ela está internada no CTI do Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon. Já o de Antônia Tatiana, de 28 anos, também ferida no desmoronamento e internada no Hospital Municipal Lourenço Jorge, é estável.

As duas moravam edifício residencial que desabou na madrugada desta quinta-feira. O imóvel foi construído por Genivan Gomes Macedo, sogro de Quiara, para abrigar sua família. Morreram na tragédia o filho de Genival, Natan de Souza Gomes, de 30 anos, e sua neta, Maitê Gomes Abreu, de 2.

Patriarca veio do Ceará

Em 1986, Genivan, com 18 anos, recebeu dos pais, agricultores em Novo Oriente, no sertão do Ceará, a missão de conseguir um emprego para ajudar nas despesas da casa. O jovem entrou em um ônibus e desembarcou três dias depois no Rio de Janeiro, onde já estavam seus dois irmãos mais velhos. Na cidade, conseguiu uma vaga como vigia de uma construtora, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste. Ele dormia no alojamento e, todo mês, enviava o salário que recebia à família.

Seis anos depois, Genivan deixou a firma e passou a trabalhar como vendedor de água. Conheceu então a ex-mulher e, com ela, teve um casal de filhos e foi morar em Rio das Pedras, também na Zona Oeste. Com as economias, conseguiu comprar um terreno onde havia um barraco de madeira, na Rua das Uvas, há mais de duas décadas. Aos poucos, juntou material de construção, alguns pedreiros que diz nem sequer lembrar os nomes e começou a construir um prédio para abrigar a todos.

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Em depoimento prestado na 16ª DP (Barra da Tijuca), no inquérito aberto para apurar o desabamento do edifício, na madrugada de ontem, o comerciante chorou e lamentou a tragédia. “Eu trabalhei a vida inteira e só queria deixar um lugar para os meus filhos morarem”, contou.

O comerciante relatou que a obra começou pela fundação, há cerca de 15 anos. Ele então construiu o andar térreo, onde até anteontem existiam duas lojas, uma delas uma lan house administrada por Natan. Há quase dez anos, o prédio chegou ao quarto pavimento. Genivan disse nunca ter feito a planta do imóvel nem ter contratado profissionais especializados, como arquitetos ou engenheiros, para supervisionar a obra.

“O que vim fazer aqui? Lutei a vida toda para terminar com esse sofrimento? Amanhã vou enterrar meu filho e minha neta e vê-los pela última vez. O natural era que eu, na minha idade, fosse embora antes deles e não o contrário”, emocionou-se o comerciante, na delegacia.

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Renan Calheiros pede quebra de sigilo bancário da Jovem Pan

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Renan Calheiros (MDB-AL)
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Renan Calheiros (MDB-AL)

O relator da CPI da Covid, Renan Calheiros (MDB-AL), apresentou requerimento da quebra do sigilo bancário da rádio Jovem Pan. Para o senador, a emissora é “grande disseminadora das chamadas fake news” na pandemia. O pedido de quebras de sigilo é retroativo ao início do ano de 2018.

O objetivo da quebra, segundo o parlamentar, é descobrir se a rádio recebeu aportes financeiros após a pandemia: “Deve ser apresentada análise comparativa entre os períodos, anterior e posterior à situação de pandemia, até a presente data”, diz trecho do requerimento.

“Ademais, a quebra, a transferência e todas as análises, em especial a comparativa, deverão ser elaboradas com dados e informações, outrossim ligações com outras pessoas naturais e jurídicas, disponíveis nas diversas bases de dados da Receita Federal do Brasil”.

A CPI pretende investigar mais a fundo a disseminação de notícias falsas sobre a Covid.

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Bolsonaro não admite corrupção na Saúde, mas fala em “responsabilizar culpados”

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Presidente Jair Bolsonaro

Em meio à investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o presidente Jair Bolsonaro admitiu a possibilidade de “problemas” no Ministério da Saúde, mas voltou a falar que não há nenhuma denúncia de corrupção no governo.

Neste sábado, 31, Bolsonaro e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que é formalmente investigado pela CPI, visitaram o Hospital Regional do Câncer de Presidente Prudente (SP), para oficializar o credenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) na unidade.

“Pode ser que apareça algum problema no ministério dele (Queiroga), afinal de contas o orçamento diário dele são R$ 550 milhões. Não é fácil você coordenar, fiscalizar e executar esse recurso. Mas, repito, se aparecer algum problema, eu e Queiroga seremos os primeiros a colaborar com as investigações e chegar na responsabilização dos possíveis culpados”, afirmou o presidente.

A CPI da Covid investiga um suposto esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin, cujo contrato foi cancelado pelo Ministério da Saúde após o avanço das investigações no Senado. Os senadores suspeitam de favorecimento à empresa Precisa Medicamentos, que intermediou a negociação, e acusam Bolsonaro de ter cometido o crime de prevaricação por não ter determinado a investigação das denúncias. O governo nega as acusações e tenta conter o desgaste na CPI.

No mês passado, o ministério demitiu o diretor do Departamento de Logística da pasta, Roberto Ferreira Dias, após ele ser acusado de pedir propina para negociar vacinas. Agora, o grupo majoritário da CPI decidiu que vai solicitar o afastamento da médica Mayra Pinheiro, acusada de interferir nas apurações, da Secretaria de Gestão em Trabalho.

No evento, Queiroga declarou que Bolsonaro “interfere” no Ministério da Saúde, mas, para cobrar a execução das políticas públicas. A falta de autonomia dos ministros da pasta na pandemia de covid-19 é uma das linhas de investigação da CPI, que retoma os trabalhos na terça-feira, 3, após o recesso parlamentar.

“As pessoas me perguntam: o presidente Bolsonaro interfere no Ministério da Saúde? A resposta é sim. O presidente interfere no Ministério da Saúde e em todos os ministérios porque ele cobra que os ministros trabalhem para que todos recursos públicos sejam revertidos em políticas públicas para a sociedade brasileira”, disse Queiroga.

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