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Jovem de Quatro Marcos que passou para medicina tem história de superação e resiliência

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O estudante Jaime de Souza Lima Júnior relata uma rotineira dura de estudos para alcançar a vaga de Medicina na UFMT

Foto: ROSE DOMINGUES

Aos 18 anos, Jaime de Souza Lima Júnior, aluno da Escola Estadual Bertoldo Freire, de São José dos Quatro Marcos (310 km da capital), relata uma história de superação e resiliência  para a conquista da sonhada vaga em medicina na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano.

Para conseguir o 1º lugar entre os alunos de escolas públicas de Mato Grosso, ele estudava mais de 12 horas diariamente, além de fazer simulados todos os domingos para adquirir resistência física e mental para a prova. Matemática e língua portuguesa também tiveram atenção especial.

“Não é uma questão apenas de conhecimento, temos que saber fazer a prova, entender como ela funciona, qual a melhor forma de resolvê-la e, principalmente, conseguir ler por várias horas seguidas sem cansar a visão e assim não errar questões fáceis. Tudo isso exige treino, é fazer exaustivamente até se acostumar, até ter domínio de si mesmo (mente e corpo)”.

Jaime terminou o ensino médio em 2018, na época não atingiu a pontuação necessária (705) para a vaga que queria (medicina), então, com o apoio da família, continuou estudando e diz que o ano de cursinho foi fundamental para focar 100% no Enem. Ele se dedicava nos três períodos e só se permitia folgar na noite de sexta, aos sábados e meio período de domingo.  Os pais Jaime e Marta não poderia pagar por uma faculdade particular e estão muito orgulhosos da conquista do filho

Foto: ROSE DOMINGUES

“Às vezes eu passava de madrugada pelo quarto dele e precisava entrar e pedir para ele ir dormir”, conta o pai dele, Jaime Souza Lima, de 42 anos, que trabalha com transporte escolar e não teria condições de pagar uma faculdade particular. Orgulhoso, ele se emociona com a vitória do filho. “Criamos ele dentro da palavra de Deus, no caminho reto, então, não é apenas uma questão de inteligência, sabemos que ele será um excelente profissional, amoroso, dedicado, um bom médico”. 

Tranquilo e centrado, o estudante descobriu a vocação durante o ensino médio por causa da disciplina Projeto de Vida, da escola plena. Então, narra que precisou tomar uma decisão: se dedicar mais que a média, o que implica em renúncias, claro. Neste período escolar, passava os turnos da manhã e da tarde em aulas e atividades no colégio, e à noite cumpria um cronograma bem rígido e extenso de estudos diariamente.

Jaime é muito grato à professora que lhe ajudou a sair de uma pontuação média de 250 pontos na redação para 840 (no Enem de 2018) e 900 (em 2019). “É uma questão de saber como montar o texto, entender o processo e treinar insistentemente. Acho que a gente pode fazer o que quiser, desde que se esforce. Ter pessoas apoiando é fundamental, por isso sou muito grato aos meus pais e à escola, que não tem a estrutura adequada para ajudar a passar para medicina, mas onde pude contar com o apoio incondicional e integral dos professores”. A Escola Estadual Bertoldo Freire costuma aprovar 50% dos seus alunos em universidades públicas e particulares, as notas vêm aumentando a partir do programa Escola Plena

Foto: ROSE DOMINGUES

A diretora da Escola Bertoldo Freire, Dulcelene das Graças Andrade, de 37 anos, dos quais 15 dedicados ao magistério (ela é professora de matemática) e 6 anos à frente da direção do colégio, emociona-se com as vitórias do estudantes que demonstram heroísmo e superação. Ela diz que não é simples, nem fácil.

“O programa Escola Plena, que é uma metodologia de ensino integral, revolucionou a nossa escola, porque passou a enxergar cada aluno de forma individual, envolveu a família, e isso impacta no aprendizado e na autoestima deles. É importante observar que a nossa clientela é variada e a grande maioria acha que não tem chance de passar, de ser um ‘doutor’, mas o nosso desafio é mostrar que todos eles podem, o resultado a gente pode ver, é positivo”.

Anualmente, a média de aprovação da Escola Estadual Bertoldo Freire para vagas em universidades públicas e particulares é de 50%, as notas nas redações oscilam entre 600 e 900, no último Enem, a instituição aprovou Jaime (para medicina na UFMT) e outros seis alunos na Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) para cursos como ciências da computação, história, matemática, ciências contábeis e geografia. 

O deputado estadual Dr. Gimenez (PV), que é médico há 40 anos, morava até 2018 em Quatro Marcos (sua base eleitoral) e já lecionou a disciplina de língua portuguesa na escola Bertoldo Freire, está muito orgulhoso com a conquista do estudante que passou na UFMT. Nesta semana, durante a seção parlamentar, ele apresentou uma ‘moção de aplauso’ para o jovem por seus esforços e superação. Também destacou que o governo deve entender educação como investimento e não gasto, porque gera oportunidades e qualidade de vida para a população. Para Dr. Gimenez (PV), que é médico, morou em Quatro Marcos até 2018 e foi professor na escola Bertoldo Freire, Jaime é um exemplo de que o ensino público funciona

Foto: ROSE DOMINGUES

“Nós tivemos conhecimento que a lista de estudantes de escola pública de Mato Grosso aprovados em instituições públicas, como UFMT, Unemat e IFMT, talvez ultrapasse 100 no estado, o que nos mostra o quanto é importante continuar acreditando e lutando pela escola pública, para que se torne mais atrativa, organizada e bem equipada. E o Jaime se tornou um exemplo e um estímulo para os estudantes e também para todos da nossa região oeste”. Dr. Gimenez avalia que não é mais tolerável escolas feias e 'caindo as pedaços' e que vai continuar lutando por um ensino de qualidade para todos.

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Bolsonaro sanciona projeto de Lei de senador de MT para reduzir as contas de energia elétrica

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta segunda-feira (27) durante solenidade no Palácio do Planalto, o projeto de lei do senador Fábio Garcia (União/MT), que vai permitir a redução nas contas de luz dos brasileiros a partir da regulamentação do uso dos créditos tributários. O PL 1280/2022 foi aprovado no Senado no dia 1º de Junho e na Câmara dos Deputados por unanimidade no dia 7, sem alterações e em tempo recorde nas duas Casas.

A partir da publicação da sanção presidencial, a regulamentação da compensação dos créditos tributários entra em vigor beneficiando consumidores de Mato Grosso e de todo o país.

“Esta é um vitória de todos os consumidores que já não suportam tantos aumentos de preços da energia, além dos combustíveis, do gás de cozinha e dos alimentos. Estou muito feliz pois em menos de 60 dias no Senado, conseguimos propor, articular e aprovar no Senado e na Câmara este projeto importante que beneficia todos os brasileiros com a redução na conta de luz.  Com a sanção presidencial,  estamos garantindo através de uma solução prática e viável,  que o consumidor de energia elétrica usufrua do benefício de forma imediata, o que certamente promoverá um alívio nas suas despesas”, disse Fábio Garcia.

Sancionado, o PL 1280 define os procedimentos para que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) devolva aos consumidores, via redução da tarifa de energia, um crédito de R$ 60 bilhões gerado pelos tributos recolhidos a mais nos últimos anos. O projeto altera a Lei nº 9.427, de 1996, para assegurar a destinação integral, em proveito dos consumidores, dos valores retidos pelas distribuidoras em razão de recolhimento indevido.

Uma decisão do STF determinou a exclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS da base de cálculo das contribuições para o PIS/PASEP e COFINS, gerando o crédito tributário que pertence, segundo o STF, aos consumidores de energia elétrica.

Segundo a nova legislação aprovada pelo Congresso e sancionada pela Presidência da República, a Aneel deve fazer a compensação integral dos valores que constituíram o crédito, no primeiro processo tarifário subsequente à habilitação perante a Receita Federal.

BANDEIRAS TARIFÁRIAS

O Senado também deve analisar em breve o Projeto de Lei Complementar do ex-deputado federal e atual senador Fábio Garcia, já aprovado na Câmara, que proíbe a incidência do ICMS sobre o adicional das bandeiras tarifárias. O PLC 62 foi apresentado em 2015, em coautoria com o deputado Hildo Rocha (MDB-MA).

Os autores calculam que o adicional seja de até R$ 15 para cada 100 kW. Com a aprovação do projeto, o consumidor economizará até R$ 4 a cada 100 kW consumidos. “O consumidor não tem culpa, mas vem sendo punido por pagar uma tarifa mais cara e ainda acrescida de tributos. Esta é uma injustiça que estamos corrigindo e os consumidores não vão mais pagar essa bitributação absurda”, disse o senador.

Criadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para situações de escassez hídrica, as bandeiras tarifárias sofreram mais um reajuste. Na terça (21), a Aneel aprovou alta de até 64% no valor das bandeiras, cobrança extra aplicada às contas de luz quando aumenta o custo de produção de energia no país. Os novos valores entram em vigor em 1º de julho e serão válidos até meados de 2023.

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Senador consegue incluir técnicos e administrativos de IFs para receber bolsas de pesquisa e extensão

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Medida foi tomada pelo MEC após gestão do senador Wellington Fagundes diante da enorme demanda registrada nos IFs de Mato Grosso

A partir de agora, técnicos e administrativos do Institutos Federais de Educação já podem receber a concessão de bolsas de estudo em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Portaria nesse sentido foi publicada nesta segunda-feira, 27, pelo Ministério da Educação, após gestões realizadas pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), líder do Bloco Parlamentar Vanguarda, a pedido da reitoria do Instituto Federal de Mato Grosso, o IFMT.

A medida, de acordo com o senador Wellington Fagundes, atende uma demanda dos próprios IFs. “Principalmente – ele enfatizou – porque corrige uma grave distorção, já que os institutos poderiam ofertar bolsas, mas seus próprios servidores estavam impossibilitados de se aperfeiçoarem”. O comunicado da decisão foi feito sexta-feira, 24, pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Thomas Dias Sant’Ana.

Com a decisão, as bolsas serão classificadas de acordo com o perfil profissional do beneficiário e as funções e responsabilidades exercidas em projetos e programas. Além das bolsas de pesquisa, de desenvolvimento e de inovação, os técnicos dos IFs poderão também acessar bolsas de intercâmbio, que devem ser concedidas no âmbito de programas e projetos institucionais que envolvam a troca de experiência ou conhecimento em ações de ensino, de pesquisa aplicada, de extensão ou de inovação.

Ao festejar a decisão do MEC na ação desenvolvida pelo senador do PL de Mato Grosso, o reitor Júlio César dos Santos fez questão de observar que os técnicos e administrativos do IF lotados no Estado tem buscado a capacitação por meio de cursos de pós-graduação lato e stricto sensu. Em especial o nível de mestrado, com vistas ao aperfeiçoamento técnico e acadêmico, bem como à ascensão na carreira profissional. Os números atuais no IFMT mostram um crescimento de capacitações na qualidade do corpo técnico administrativo.

“Quem ganha com isso é a educação brasileira, sobretudo, os estudantes que passam a ser melhor preparados para os desafios em suas profissões” – frisou o reitor do IF, ao agradecer o empenho do senador Wellington.

Ao comunicar a decisão do MEC, o senador Wellington Fagundes confirmou que a matéria deverá ser tratada também no âmbito da legislação. Nos próximos dias deve ser votado na Comissão de Educação do Senado o projeto de lei 5649/2019, de autoria da deputada Professora Dorinha Seabra Rezende. O projeto altera a Lei nº 11.892/2008  para proporcionar acesso a bolsas de pesquisa, desenvolvimento, inovação e intercâmbio a alunos, docentes, ocupantes de cargo público efetivo, detentores de função ou emprego público e pesquisadores externos ou de empresas efetivamente envolvidas nessas atividades.

 

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