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JOSÉ DE PAIVA NETTO – Sobrepujar a Dor

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A sabedoria antiga revela que as criaturas humanas podem expressar sua melhor capacidade justamente pela atitude que têm diante da Dor. Especialistas do comportamento humano concordam que, em situações adversas, quando o sofrimento nos surpreende de maneira tão cruel, a superação requer postura de coragem. Deixar de lado sentimentos de angústia e revolta é igualmente indispensável.

Aos que acreditam em um poder superior, na Eternidade, de forma geral, a provação é mais prontamente aceita, enfrentada e vencida. Contudo, mesmo os céticos podem encontrar energia construtiva para dar novo sentido às suas existências. Temos, por exemplo, a Caridade, o auxílio ao próximo, como emblemática ferramenta de reconstrução de nossa própria felicidade.

Não temer os desafios

A crise é o teste da inteligência. A luta instiga o nosso valor. Por que temer os desafios? É a maneira escolhida por Deus para premiar a nossa capacidade. E qualquer vitória no campo espiritual e físico exige sacrifício.

Vitória ao alcance

Ninguém pode sentir-se derrotado antes mesmo de tentar o sucesso. Refletindo a respeito do estado de espírito que devemos manter, de forma que tornemos realidade as boas metas que estabelecermos para a nossa existência, concluí: todas as vitórias estão decididamente ao nosso alcance pela força do nosso próprio e valoroso trabalho. Portanto, de nossa criatividade diligentemente bem aplicada. Administrar é chegar antes!

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O negativismo atrasa o progresso

É indiscutível que a conduta psicológica negativa de lideranças e liderados não contribui em nada para o crescimento social das populações. Estou com o escritor, professor e pastor metodista norte-americano William Arthur Ward (1921-1994) quando diz: “O pessimista queixa-se do vento; o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas”.

Assim sendo, não percamos tempo! Ajustemos as nossas velas e sobrepujemos os vendavais, a fim de concretizar o Bom Ideal que cultivamos. Isso não tem nada a ver com o famigerado “os fins justificam os meios”, atribuído a Maquiavel (1469-1527), autor de O Príncipe. Mas é triste ver alguns pensadores de grande valor, antigos demolidores de preconceitos e tabus, depois de tanta luta, declarar-se desiludidos de tudo. Ora, quando eu era menino, ouvia, na voz dos mais antigos, este conforto de Teócrito (aprox. 320-250 a.C): “Enquanto há vida, há esperança”.

Certa vez, o saudoso Dom Hélder Câmara (1909-1999), arcebispo emérito de Olinda/PE, Brasil, com a sua inata certeza de eras mais felizes para os povos, manifestou-se desta forma: “Feliz de quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. [email protected] — www.boavontade.com

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JOSÉ DE PAIVA NETTO – Deus, Equação e Amor

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O maior estorvo para o grande amplexo entre Religião e Ciência, que são irmãs, é a continuação, no palco do saber, do deus antropomórfico, que não prejudica somente o laboratório, como também o altar.

Guerra Junqueiro (1850-1923), combativo poeta português, que ainda hoje provoca silêncio temeroso ou polêmica, canta o Deus Divino em oposição ao deus humano, vingativo e sanguinário, nestes versos tocantes de “O Melro”, quando um velho abade, comovido com a morte do pássaro, com quem diariamente digladiava, e de seus filhotes, exclama:

“(…) Tudo o que existe é imaculado e é santo!/ Há em toda a miséria o mesmo pranto/ E em todo o coração há um grito igual./ Deus semeou d’almas o universo todo./ Tudo que o vive ri e canta e chora…/ Tudo foi feito com o mesmo lodo,/ Purificado com a mesma aurora./ Ó mistério sagrado da existência,/ Só hoje te adivinho,/ Ao ver que a alma tem a mesma essência,/ Pela dor, pelo amor, pela inocência,/ Quer guarde um berço, quer proteja um ninho!/ Só hoje sei que em toda a criatura,/ Desde a mais bela até à mais impura,/ Ou numa pomba ou numa fera brava,/ Deus habita, Deus sonha, Deus murmura!… (…)/ Ah, Deus é bem maior do que eu julgava…”

Certo estava o abade apresentado pelo autor de A Musa em Férias:

― “Ah, Deus é bem maior do que eu julgava…”

Ele não tem forma humana. Não se trata, pois, do que tão restritivamente alguns ainda cogitam a Seu respeito. O ser humano por enquanto não O vê, mas pode senti-Lo toda vez que, em verdade, ama e Dele se afasta quando odeia. Deus seria, poetizando, uma Sublime Equação cujo resultado é o Amor.

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Como o Universo perspectiva um colossal poema em louvor à ação e à beleza, nesta crônica cabe muito bem a apologia que faz da Eternidade o grande pensador francês Victor Hugo (1802-1885):

“Tudo se move e exalta e se esforça e gravita;/ Tudo se evola e eleva e vive e ressuscita;/ Nada pode ficar na surda obscuridade./ D’alma exilada a senda é toda a eternidade,/ que se aconchega ao céu, que a todos nós reclama./ Aos dóceis se atenua a dolorosa flama/ da dura provação. A sombra faz-se aurora,/ homem e besta em anjos se aprimora;/ e pela expiação, escada de equidade,/ de que uma parte é treva e a outra claridade,/ sem cessar, sob o azul do céu calmo e formoso,/ sobe ao universo dor, ao universo gozo”.

A vanguarda de uma Ciência que elevará o ser humano a raciocínios, hoje, inconcebíveis para a maioria volta o seu olhar para a Espiritualidade.

Alziro Zarur selecionou a palavra de diversos luminares do campo científico, na sua Proclamação da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, entre eles:

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Einstein (1879-1955) — “O homem que considera sua existência e a de seus semelhantes destituídas de sentido não é apenas infeliz: está quase desqualificado para a vida”.

George Davis Snell (1903-1996) — “Se um Universo pudesse criar-se a si mesmo, encarnaria os poderes de um Criador, e seríamos forçados a concluir que o Universo é Deus”.

Edwin Conklin (1863-1952) — “A probabilidade de se haver a vida originado por acaso é comparável à probabilidade de um dicionário completo resultar de uma explosão na tipografia”.

O aplaudido Gilberto Gil, com sua marcante sensibilidade, verseja em parceria com o cantor e compositor Arnaldo Antunes:

“A Ciência não avança/ A Ciência alcança/ A Ciência em si”.

Quanta grandiosidade Deus-Ciência oferece ao nosso bom senso investigativo!

O elétrico diretor de cinema Jéan Cocteau (1889-1963), com muito espírito, convida-nos à audácia:

“Por não saber que era impossível, ele foi lá e fez”.

O conhecimento não tem limites. Que seria de nós sem a Ciência?!

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. [email protected] — www.boavontade.com

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Opinião

WILSON FUÁH – A vida noturna cuiabana

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A vida noturna desta cidade é extraordinária, é só andar por ai. Em todos os lugares existem a magia que transforma todos os pontos, em lugares dos encontros.

Cuiabá a cidade que não dorme, e quando a noitece, as luzes iluminam as almas escuras e os zun-zun das conversas infindáveis existe informa que tem um mundo novo a  esperar pelos boêmios, que se juntam aos artistas anônimos, um violão e uma voz, e a alegria ou tristeza  de uma canção, atinge o coração de quem se ama.

Sem roteiros específicos, as múltiplas músicas são cantadas em forma de misturas sem exclusividade, (do Samba ao Chorinho; do Rasqueado ao Sertanejo), são baladas que embalam a tristeza dos que estão com ausência de amor que se foi ou amplia a alegria de jovens baladeiros, ou aos tristes boêmios modernos, esses barzinhos se transformam no grande  universo de gente comum e ao mesmo tempo tão diferentes.

Com a chegada da noite, a vida prolonga para os “bon vivant cuiabano”,  pois os habitantes noturnos que são a razão do espetáculo dos prazeres da vida, soma-se a mistura da diversidade de gostos e sabores. Pelas mesas existem uma mistura de alegria e tristeza estampada no ar e nos rostos dos novos boêmios, se identifica os seres adoradores da noite, é um universo que não discrimina a formação social, ali estão os intelectuais, os políticos, os estudantes ou puxadores de ferros das academias, e neste mundo da nova Cuiabá, encontramos homens e mulheres solitários por opções ou acolhedores de infindáveis sonhos, estes são contagiados pela magia inexplicável dos “bate-papos” e a cada gole gelado nasce uma felicidade artificial embalada pelos encontros passageiros, que às vezes  finda com o nascer da luz do sol.

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Com a chegada da noite, cada adorador da noite assume o seu lugar na vida noturna de Cuiabá, e  de chope em chope o grande espetáculo noturno é instalado,  nos principais pontos da cidade deixa de ter exclusividade, o mundo do “vai-e-vem” do tribos noturnos  que povoam  a   Praça Popular ou Praça da Mandioca,  onde a noite só termina com a luz do dia; e nesse mundo dos prazeres da carne ou do comer pelos gostos apurados, pessoas buscam lugares nos gostos e sabores do restaurantes da Av. Vargas e Shoppings  com opções infindáveis,  e mesmo passando pelas calçadas da Av. Rubens de Mendonça onde se bebe e se come com a espontaneidade dos estabelecimentos da noite, enfim  esses lugares retratam a cara da Cuiabá festiva e dos encontros noturnos, pois em todos os lugares destas cidade existe alguém a espera de alguém, é só escolher.

O mundo de opções estão em todos os lugares,  a tristeza não faz morada neste lugar, ninguém vive sozinho nesta cidade, a não ser por opção.          Em todo canto  existem pessoas dispostas a ser um grande “PARCEIRO”,   querendo partilha felicidade, porque os sentimentos noturnos são compostos de espontaneidades, basta derrubar as barreiras que são colocadas de imediato em função de imagens desiguais aos iguais, ou por estereótipos não desejados que dificultam o poder de interagir facilmente.
Por opção, muitos preferem passar longe do mundo noturno, acreditam que para cuidar do lado espiritual o caminho é não ter caminho, e se isolam.

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Mas na verdade, é o contrário, as descobertas trazem em si, a obrigatoriedade de compartilhar, porque o mundo é totalmente associativo, quando menos percebemos,  estamos rodeados de pessoas que comungam o mesmo sentimento que o nosso, e é através dessas pessoas felizes ou infelizes que nos escancara as experiências que enriquecem o nosso viver, pois a grande verdade é que nunca seremos felizes isolando em nosso egoísmo de viver eternamente só.

Cuiabá é uma cidade dos encontros, aqui no Centro da América do Sul, é onde todos os caminhos e as histórias se encontram e se confundem, formando a mistura perfeita de gente de todos os lugares e de todas as raças e costumes, é por isso, quem chega por opção ou necessidade parte do mundo, faz de Cuiabá a sua morada eterna.

 Wilson Carlos Fuáh – É Especialista em Administração Financeira e  Recursos Humanos

Fale com o Autor: [email protected]         

 

 

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