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JOSÉ DE PAIVA NETTO – Ser humano: uma espécie em extinção

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Nunca fomos contrários ao progresso; todavia, condenamos a poluição dos mananciais e das praias, a derrubada das florestas, o emporcalhamento dos campos, enfim, as agressões ao meio ambiente. Porque entendemos que a destruição da Natureza é a extinção da raça humana, pois, a todo momento, em diferentes países, o homem, na ânsia de enriquecer a qualquer preço, cava a própria sepultura. O Profeta Isaías já fazia no Antigo Testamento da Bíblia Sagrada uma advertência nos versículos cinco e seis do capítulo 24 do seu Livro:

“(…) 5 Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a aliança eterna.

“6 Por isso, a maldição consome a terra, e os que habitam nela se tornam culpados; por esse fato, serão queimados os moradores da terra, e poucos homens restarão”.

O sexto versículo, uma antevisão milenar, aponta um conflito atômico, hipótese viável numa sociedade que já deflagrou duas guerras mundiais e pouco respeito dá à terra, da qual o homem, desde o seu nascimento, retira seu sustento. Este planeta é a habitação comum dos povos. O ser humano e seu Espírito Eterno não são criações à parte da Natureza, mas seus expoentes. A riqueza deste orbe é sua humanidade, visível e invisível, ecologicamente conciliada com a fauna e a flora, com todo o meio ambiente. A propósito, cabe lembrar o soneto do grande poeta e Fundador da Legião da Boa Vontade (LBV), Alziro Zarur (1914-1979):

“A Suprema Vergonha

Mãe Natureza, eu — Poeta — sou teu filho,

E em teu piedoso seio, calmo, ingresso.

Basta-me olhar-te, e a vislumbrar começo

A miséria sem fim do humano trilho.

Dessa contemplação eis que regresso,

E, ó Mãe Perfeita, vê quanto eu me humilho:

Só o homem maculou esse teu brilho

Com a cínica mentira do progresso!

Ante a tua bondade intraduzível,

Serenissimamente inconsuntível,

As humanas grandezas todas somem…

E, ó Mãe Natura, se algo me envergonha

Ao contemplar-te, Mãe, eis a vergonha:

É a suprema vergonha de ser homem!”

(…) O ser humano tem-se colocado nessa posição, da qual terá obrigatoriamente de sair pelo próprio esforço e merecimento, para não se transformar em uma “espécie em extinção”. Todo dia é dia de renovar nosso destino. A vida sempre vence.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. [email protected] — www.boavontade.com

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Opinião

LÍCIO MALHEIROS – Anacronismo

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Anacronismo é um erro cronológico, expressado na falta de alinhamento, consonância ou correspondência com uma época. Ocorre quando pessoas, eventos, palavras, objetos, costumes, sentimentos, pensamentos ou outras coisas que pertencem a uma determinada época são erroneamente retratados noutra época.
Em outras palavras, o anacronismo é uma forma equivocada onde tentamos avaliar um determinado tempo histórico à luz de valores que não pertencem a esse mesmo tempo histórico. Por mais que isso pareça um erro banal ou facilmente perceptível, devemos estar atentos sobre como o anacronismo interfere no nosso estudo da História.
A analogia que faço, tem como vertente, um processo histórico que norteia a política brasileira.
Neste momento estamos voltados, a nossa Egressa Casa de Leis, a Câmara Municipal de Cuiabá, que infelizmente tornou-se, alvo de sucessivas lambanças, protagonizadas por alguns vereadores, que no afã de proteger o Executivo Municipal, acabaram se expondo ao ridículo.
Infelizmente, algumas atitudes pouco ortodoxas cometidas por parte de alguns vereadores, acabou rotulando a Câmara Municipal de Cuiabá, com a pecha de “Casa do Horror”, a denominação não é minha, ela vem do povo.
A Câmara Municipal de Cuiabá, foi criada em 1 de janeiro de 1727, é composta atualmente por 25 vereadores, número máximo estabelecido pela Constituição de 1988.
Ao longo de sua história, o  Legislativo cuiabano chegou a ficar mais de meio século – desde a data de instalação – sem decidir por perda de mandato de parlamentar e os recentes casos entram para a história da instituição.
Três vereadores de Cuiabá  tiveram os mandatos cassados após escândalos de supostas fraudes e quebra de decoro parlamentar, em apenas um período de cinco anos, na Câmara Municipal.
São eles, João Emanuel (PSD), Lutero Ponce (MDB) e Ralf Leite (sem partido na época), todos foram cassados, pesando contra eles, falta de decoro parlamentar;  os motivos que os levaram a cassação,  a  população sabe.
Não conheço o vereador Abílio Junior (PSC), e nem tão pouco tenho procuração para defendê-lo, ouço muito o clamor das ruas, as pessoas no geral estão revoltadíssimas, com esse processo de cassação, embasado em cobranças sistemáticas por parte do vereador Abílio Junior (PSC) contra ações e desmandos praticados pelo Executivo Municipal.
Talvez, por falta de ressonância ou assimetria, com seus pares no que tange as cobranças e fiscalizações do Executivo Municipal; o mesmo use de todos os elementos e prerrogativas constitucionais para apurar irregularidades, tanto do Executivo  Municipal, como de seus pares.
Estamos confiantes, independentemente de bancada política, ou de grupo político, esperamos de coração, que haja bom senso e discernimento por partes de alguns vereadores, sobre o que é decoro parlamentar, e o que é perseguição política.
O vereador, sargento Joelson (PSC), sentido a ira da população que o elegeu, mudou seu posicionamento quanto à votação secreta da possível cassação do Abílio, como também, pela votação contraria a cassação de um justo, que apenas fez valer, as suas prerrogativas constitucionais de vereador, cobrando de forma exaustiva de todos indistintamente, tendo em alguns momentos, que cortar na própria carne.
No processo de cobrança pelo mesmo, pode ter havido excesso no decorrer das cobranças, porém ele, sempre se posicionou a favor das pessoas mais humildes, que estão na ponta desse processo sórdido e nefasto, como a falta de medicamentos nas farmácias, no PS, UPAs, e Policlínicas.
Principalmente nas Policlínicas, as pessoas mais humildes reclamam  a falta de medicamentos e até mesmo de médicos em áreas específicas, uma delas, a mais sentida  Psiquiatria.
Só existe, uma maneira de melhorar e humanizar literalmente esse atendimento, através de cobranças sistemáticas dos nossos, legítimos representantes os vereadores.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

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Opinião

JOSÉ DE PAIVA NETTO – Não atrair problemas já afastados por Deus

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Em Seu Santo Evangelho, segundo Mateus, 12:43 a 45, Jesus nos dá uma lição de segurança espiritual, que serve inclusive para as nações e jamais deve ser esquecida em tempos de grande perturbação íntima:

A estratégia de satanás

43 Quando um espírito imundo sai de um homem [ou de uma mulher], passa por lugares áridos, procurando descanso.

44 Como não o encontra, diz: — Voltarei para a casa de onde saí. Chegando, encontra a casa desocupada, varrida e adornada.

Essa alma — conforme escrevi em A Missão dos Setenta e o “lobo invisível” (2018) — é um homem ou uma mulher, desencarnados ou não, em situação espiritual precária.

45 Então, vai e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele, e, entrando, passam a viver ali. E o estado final daquele homem [ou daquela mulher] torna-se pior do que o primeiro. Assim acontecerá a esta geração perversa.

A Caridade de Deus afasta de nosso caminho os mais variados problemas de ordem espiritual, psíquica, emocional e de natureza material. Ainda em A Missão dos Setenta e o “lobo invisível”, chamo a atenção para o fato de que o Divino Amigo, Jesus, afasta de milhões e milhões pelo mundo o espírito obsessor, que, por sua vez, sai por aí arrependido, mas é um remorso falso. Vejam o que ocorre, no versículo 45, “(…) vai e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele (…)”.

Isso se dá por causa da invigilância em torno de um dos preceitos fundamentais do Mundo Invisível: a Lei de Atração. A sintonia com determinadas classes de entidades só pode nos fazer mal. Porém, se ela for estabelecida com os Maiores da Espiritualidade, irá nos engrandecer o coração e a Alma, o que impacta diretamente na saúde espiritual, moral, social, financeira e física das nações.

Em sua sabedoria, o povo nos ensina: “Cérebro desocupado é oficina do diabo”.

E o “lobo invisível”, espírito obsessor, por não possuir a vestimenta carnal, anda pelo mundo com liberdade relativa, levando em conta que apenas se aproxima de alguém quando se estabelece com esta pessoa sintonia de sentimentos e atos, quando descobre brechas, isto é, se instala na casa vazia, anteriormente limpa pelo Celeste Taumaturgo. Daí ser fundamental reeducar, à luz da Espiritualidade Superior, os nossos canais psíquicos, mantendo-os sanados e desobstruídos, com a elevação do nosso pensamento, nossas palavras e nossas ações (a Sintonia Tríplice com Jesus) voltados à Bondade, à Generosidade, à Fraternidade Ecumênica, à Verdade e à Justiça Divinas; enfim, ao Amor Crístico, sintetizado no Novo Mandamento do Condutor de nossas vidas — “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35).

Dessa maneira, firmaremos a ligação psicoespiritual permanente com os mais sublimes sentimentos, com nossos Anjos da Guarda, Guias Espirituais, Numes Tutelares, Almas Benditas, Espíritos Luminosos, que podem livrar-nos desse vilão, e permaneceremos atuantes no trabalho do Bem. Trata-se de elevadíssima lição da Cidadania Espiritual, que o Cristo Estadista nos oferece.

Jamais nos esqueçamos de que compete a nós não trazermos de volta os problemas que Deus afasta de nosso caminho.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. [email protected] – www.boavontade.com

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