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JOSÉ DE PAIVA NETTO – Melodia da Alma

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A música elevada é o Amor que espalhamos por intermédio de atos de Compreensão, de Solidariedade, de Compaixão, de Fraternidade, de Generosidade e de Entendimento. Tudo isso é melodia. Ter Amor no coração é ser musical. Você quer viver com melodia na Alma? Ame!

Arte e sacerdócio

Os artistas de Deus são também sacerdotes quando cantam ou interpretam a Paz, alimentando no Amor Divino a Alma do povo.

A todos, pois, dedico esta bela definição do Preceptor Espiritual Áulus, citado por André Luiz (Espírito), em Nos Domínios da Mediunidade, pela psicografia de Chico Xavier (1910-2002): “A Arte é a mediunidade do Belo, em cujas realizações encontramos as sublimes visões do futuro que nos é reservado”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. [email protected] – www.boavontade.com

 

 

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Opinião

DEUSDÉDIT DE ALMEIDA – Preparando o Natal

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A liturgia do advento, especialmente as celebrações eucarísticas dominicais, traça um caminho espiritual de preparação para o Natal do Senhor.

Converter-se e acolher Jesus é seguir uma estrada cujo fim realiza o mais profundo desejo do coração humano: amar a Deus, que nos amou primeiro. O advento é tempo de piedosa espera.

Corresponde ao período das quatro semanas de preparação espiritual, marcada pela singeleza litúrgica e motivada pelo vibrante refrão: “Vem, Senhor, vem nos salvar, com teu povo vem caminhar”. No tempo do advento celebramos as três vindas de Jesus Cristo: aquele que virá (parusia), aquele que veio (encarnação) e aquele que vem (nas celebrações ou orações cotidianas)”.

A tradicional coroa do advento, nas celebrações, manifesta o belo simbolismo da vitória da luz sobre as trevas. Esta preparação para o natal tem dupla característica: tempo de preparação para as solenidades do Natal, nas quais se recorda a primeira vinda do Filho de Deus na humanidade; e simultaneamente, tempo em que, com esta recordação, os espíritos se dirigem para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos.

Celebrando cada ano este mistério, a Igreja nos exorta a renovar continuamente a lembrança de tão grande amor de Deus para conosco.

Eis aqui algumas atitudes que nos ajudarão a preparar uma celebração digna e frutuosa do Natal. A primeira atitude é de Oração. A oração abre-nos, por Cristo, em Cristo e com o Espírito Santo, à contemplação do rosto do Pai, colocando-nos em comunhão e sintonia com a Trindade, fonte de santidade, de alegria e da verdadeira paz.

A novena do Natal em família é uma expressão belíssima de oração familiar. Neste ano, por conta da pandemia, sugerimos a novena do natal no espaço da própria Igreja, sempre atentos aos protocolos de bio-segurança: distanciamento, uso obrigatório de máscaras e álcool em gel para os participantes. A Segunda atitude é a da reconciliação.

É a reconciliação com Deus-Trindade e reconciliação com as pessoas: familiares, parentes, amigos e colegas de trabalho. É bom celebrar o Natal livre dos ressentimentos, das mágoas, do rancor contra os nossos semelhantes. A terceira atitude é a caridade.  O tempo do advento é propício para o exercício da solidariedade e amor fraterno às pessoas mais necessitadas e sofredoras. Sobretudo, neste tempo de pandemia que há muitas famílias angustiadas.

Atos de solidariedade dignificam e enobrecem a alma humana! Os gestos solícitos de bondade e de generosidade, encantam a vida, tornando-a bela e grandiosa!  Em fim, neste tempo que antecede o Natal, vamos escancarar as portas do coração e da vida para acolher o Rei dos Reis que vai chegar!

Jesus é o “Príncipe da paz” (Mq 5,4) que veio instaurar o reino de fraternidade e paz no mundo! A preparação do Natal deve nos reanimar na construção da cultura da paz na sociedade brasileira. Estamos vivendo na sociedade brasileira um momento de muita polarização ideológica, alavancada por extremismos que aprofundam as discórdias e o estrangulamento da nossa democracia.

Semana passada acompanhamos com indignação, tristeza e perplexidade, uma cena de brutalidade e ódio com características racistas, contra um ser humano. Quando chegará o dia de nos reconhecermos que somos todos irmãos, filhos de um mesmo Pai?

Disse o grande líder, que combateu arduamente a segregação racial, Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor da sua pele, da sua origem ou da sua religião. Assim, como a pessoa aprende a odiar, deve, também, aprender a amar. Pois o amor chega mais naturalmente ao coração do que seu oposto.”

Portanto, lutemos pela reconciliação e paz social. Não se trata tanto de tolerar, mas de celebrar a riqueza da diversidade racial do nosso País! Porquanto, não há nenhum coração humano que não se sente bem e feliz, quando ao seu redor reina a paz. E que a ânsia do consumo não ofusque o brilho desta preparação Natalina!

Deusdédit  M. de Almeida é padre da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus

 

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Marcelo Caetano Vacchiano – Mato Grosso avança no combate aos desmatamentos

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Ontem (31/11/2020), o INPE divulgou os dados do PRODES (balanço dos desmatamentos em um ano – agosto de 2019 a julho de 2020) referentes aos desmatamentos na Amazônia Legal. A projeção que tínhamos, com base nos dados do DETER (que identifica os desmatamentos em tempo real frente à atual política de desconstrução das políticas ambientais conservacionistas) era de aumento de até 35%.

Segundo consta no site do INPE, pela plataforma TERRABRASILIS (disponível em http://terrabrasilis.dpi.inpe.br/homologation/dashboard/deforestation/biomes/legal_amazon/rates), o Brasil aumentou o desmatamento em 9,28% (em 2019 desmatou-se 10.129 Km² da Amazônia e, em 2020, 11.088 Km²). Mato Grosso aumentou em 3,67% (em 2019 foram desmatados 1.702 Km² e em 2020 foram 1.767 Km²). O vizinho estado do Pará aumentou seus desmatamentos em 20%. Significa que não obstante o pequeno aumento, estamos no caminho certo e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso é um dos protagonistas nesse enfrentamento.

Utilizando ferramentas próprias (Projeto SatAlertas, decorrente de um Termo de Cooperação Técnica firmado com o INPE), o MPMT identificou e está investigando 116.810 hectares de desmatamentos ilegais. Foram encaminhados aos Promotores de Justiça 282 relatórios técnicos com minutas de Portarias de Inquérito Civil e Notificações prontas, sendo que na maioria dos casos houve prévio contato do Ministério Público com os investigados para confirmação de endereços, ocasião em que foram informados de que nossos satélites os identificaram como degradadores não autorizados da Floresta Amazônica na porção localizada em nosso estado. Em 2020 foram priorizados os 20 (vinte) municípios que mais desmataram a floresta, sendo que para 2021 pretende-se aumentar a área de investigação satelital.

A plataforma SatAlertas – Sistema Integrado de Monitoramento da Degradação Ambiental, permite a emissão de relatórios automatizados a partir da integração de informações de diferentes fontes, como dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e licenças e autorizações dos órgãos de controle ambiental, registros fundiários, mapas temáticos do meio biótico e abiótico e dados de degradação ambiental, com as áreas desmatadas mapeadas pelo PRODES/INPE, alertas de desmatamento e degradação ambiental do DETER/INPE e focos de calor e áreas queimadas do Programa de Queimadas/INPE. Atualmente, a plataforma conta com uma base de dados geográficos com mais de 150 mil imóveis rurais, centenas de licenças e autorizações concedidas pelo órgão ambiental estadual, autuações administrativas, embargos de áreas, mapas de vegetação, limites geopolíticos, entre outros.

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente autuou aproximadamente 1.700 desmatamentos ilegais no Estado de Mato Grosso. Com o uso de sensoriamento remoto foram embargados 120.543 hectares. O Ministério Público abriu investigações sobre parte dessas autuações da Sema, mediante instauração de outras 734 investigações referentes ao desmatamento de 70.831 hectares devastados no Estado.

Membro integrante do CEDIF (Comitê Estratégico para o Combate ao Desmatamento Ilegal, à Exploração Florestal Ilegal e aos Incêndios Florestais), a atuação do MP está incluída no Planejamento Estratégico do Estado de Mato Grosso como importante player no combate às degradações ambientais, já que somente no segundo semestre de 2020 instaurou mais de 1.000 procedimentos para investigar 187.641 hectares de desmatamentos ilegais, em que se pode chegar ao valor de 1 bilhão de reais a título de indenizações por danos ambientais que serão cobradas dos investigados.

Os desmatadores acreditam na impunidade e certamente este é um dos vetores da atividade ilegal. Contudo, as ferramentas tecnológicas disponíveis permitem a identificação das áreas degradadas e a correlata responsabilização, sendo que com o decorrer do tempo mesmo as intervenções ilícitas pretéritas serão passíveis de punição e reparação.

Esse ano Mato Grosso já se destacou como um dos estados onde houve o menor aumento nos desmatamentos. Não é o ideal, pois a meta é reduzir. Não se pode olvidar o contexto da pandemia e das políticas nacionais que estimulam os desmatamentos, a exemplo da porteira cuja abertura foi propugnada recentemente pelo ministro do Meio Ambiente para “passar a boiada” e da desestruturação do IBAMA, dentre outros fatos, como veiculados na mídia nacional. Não obstante mostra-se evidente que é possível trabalhar para conseguir a diminuição nos índices mediante atuação articulada entre todos os órgãos do Estado.

Aumentar os trabalhos de fiscalização remota e em campo com apreensão e destruição dos equipamentos utilizados na prática dos ilícitos ambientais, prisão em flagrantes dos desmatadores e agilidade na responsabilização são vertentes previstas na legislação que devem ser intensificadas em 2021. Paralelamente é momento de multar e embargar as propriedades que não estão inseridas no Sistema Estadual do Cadastro Ambiental Rural e publicizar os nomes e propriedades de todos os investigados para conhecimento público dos inimigos do meio ambiente e para que as instituições financeiras não concedam empréstimos aos criminosos que insistem em destruir o habitat.

*Marcelo Caetano Vacchiano é Promotor de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Técnico à Execução Ambiental do Ministério Público do Estado de Mato Grosso

 

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