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Opinião

JOSÉ DE PAIVA NETTO – Infalível seguro de vida

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Minhas Irmãs e meus Amigos, minhas Amigas e meus Irmãos, jamais podemos nos esquecer da “Fórmula Urgentíssima de Jesus”, que o saudoso fundador da LBV, Alziro Zarur (1914-1979) nos legou, inspirado no magnífico ensinamento do Divino Mestre sobre a ansiosa solicitude pela vida (Evangelho do Cristo, segundo Lucas, 12:31; e Mateus, 6:33).

A Fórmula Urgentíssima de Jesus

— A Fórmula Perfeita para resolver os grandes problemas dos chefes de Estado, na ciência do governo dos povos, é a de Jesus: “Buscai primeiro o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas”. Quer dizer: não haverá soluções perfeitas fora das Leis Eternas, que regem a Terra. O contrário é combater efeitos, enquanto as causas permanecem.

Com esse Supremo Conhecimento da Economia Divina — pois se trata da Fórmula Urgentíssima Econômica do Cristo —, continuamente estaremos prontos — nós, fiéis ovelhas que somos do Pastor Celeste — para enfrentar e vencer as tramoias do “lobo invisível” (o espírito trevoso), como o Excelso Condutor do Rebanho suplica ao Pai na Sua comovente oração pelos Seus discípulos, isto é, por Suas ovelhas:

— Não peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal [da ação do “lobo”].

Jesus (João, 17:15)

Ora, de forma alguma o Pai deixará de atender ao pedido do Seu Filho Primogênito.

Infalível Jesus é o Seguro de Vida de Seus admiradores, cristãos ou não, crentes ou ateus. Se verdadeiramente alicerçados Nele, nunca serão apanhados de surpresa por turbulências, como as do mercado financeiro humano.

Para eles, não há crashes de bolsa de valores que lhes derrubem sua firmeza de Alma. Seus investimentos, antes de tudo, são espirituais, de acordo com o que o Economista Divino ensina em Sua Fórmula Urgentíssima.

Se fielmente aplicada, ela nos abençoa com as benesses do “Banco de Deus”, a que se referia Dom Bosco (1815-1888). Portanto, oremos e vigiemos, isto é, trabalhemos, sobretudo nas crises, sempre apelando ao infinitamente próspero Banco Divino.

É forçoso lembrar, para nossa própria segurança, o alertamento de Zarur na Prece da Ave, Maria!:

— Faze a tua parte, que Deus fará a parte Dele.

E não se espantem com a citação que faço aos Irmãos ateus como admiradores do Cristo, porque eles existem, a ponto de considerar o Divino Mestre um grande revolucionário social. Por exemplo, o biólogo inglês Richard Dawkins, considerado até por seus pares um ferrenho pensador ateu, publicou, em 2006, um artigo intitulado “Atheists for Jesus” (Ateus por Jesus), e, em certa ocasião, definiu Jesus como “um dos grandes inovadores éticos da História”. E ainda afirmou: “O Sermão da Montanha está muito à frente de seu tempo. Seu ‘oferecer a outra face’ antecipou Gandhi Martin Luther King em 2 mil anos”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. [email protected] — www.boavontade.com

 

 

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Opinião

EDEGAR BELZ – Elite do funcionalismo se recusa a colaborar e se julga imune à crise

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Os deputados do Partido Novo propuseram, essa semana, uma emenda à PEC do Orçamento de Guerra, que permitiria um corte de até 50% nos salários da elite do funcionalismo público, temporariamente, enquanto durar a calamidade pública por conta do coronavírus.
Imediatamente os deputados do partido passaram a receber ataques em massa orquestrados por sindicatos e associações de servidores públicos de alto escalão.
A ideia seria reduzir os salários dos funcionários públicos (incluindo os próprios políticos) em:
– 26% de quem ganha entre 6 mil e 10 mil;
– 30% de quem ganha entre 10 e 20 mil;
– 50% de quem ganha mais de 20 mil reais.
Todos os servidores da Saúde e da Segurança, além de quem ganha menos de R$ 6 mil, continuariam recebendo o salário integral.
“Emendas odiosas, nefastas, repugnantes, desastrosas, blasfêmicas, atentatórias e corrosivas”, diz uma das notas publicadas por uma entidade de alta classe em resposta à proposta.
Enquanto isso, na iniciativa privada funcionários estão sendo demitidos, empresas sem faturar nada tendo que honrar seus compromissos, profissionais liberais e autônomos proibidos de trabalhar e ganhar qualquer dinheiro, contas se acumulando, comida acabando e nenhuma previsão de se receber QUALQUER coisa. Quem não pôde fazer alguma poupança já está entrando em desespero total pela falta de condição para comprar comida, remédios e produtos básicos. E esta realidade vale para TODOS os integrantes da iniciativa privada. Patrões e empregados, ricos e pobres, funcionários CLT ou informais. Todos.
Mas se falar pro alto escalão do funcionalismo colaborar TEMPORARIAMENTE um pouquinho também, “NÃO PODE! SEUS ODIOSOS!”.
É impressionante como esse povo vive em outra realidade. São a verdadeira elite econômica do nosso país. Moram em condomínios de luxo, possuem planos de saúde  caríssimos, filhos nos melhores colégios particulares, têm 60 dias de férias remuneradas sem contar feriados e pontos facultativos, verbas indenizatórias, auxílios e mordomias, e acham que estão isentos a crises econômicas e pandemias. A realidade é apenas para nós, mortais. Para eles, “direitos adquiridos”.
Gritam que “ameaçam confiscar seus salários”, esquecendo-se que seus salários só existem exclusivamente graças ao CONFISCO que o governo faz sobre a produção do trabalhador da iniciativa privada via impostos.
Até quando vamos admitir isso? Até quando vamos sustentar esses aristocratas modernos egoístas e ingratos? Que nos prestam, em sua grande maioria, péssimos serviços.
Reduzir entre 26 e 50%, temporariamente, ainda é muito pouco. O Paulo Guedes tinha era que usar o momento de calamidade pra passar o facão geral. Acabar com estabilidade, super salários, mordomias e demitir todo mundo que não seja absolutamente ESSENCIAL.
Precisamos é de menos sindicatos e entidades de classe e de mais Partido Novo!

Edegar Belz é microempresário em Cuiabá-MT.

 

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Opinião

DIRCEU CARDOSO – Prorrogar mandatos e adiar eleições é repetir erro

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Desde 1932, quando foi organizada a Justiça Eleitoral e acabou o tempo do voto de cabresto, onde o eleitor era constrangido a votar a descoberto e na presença dos interessados, os mandatos para os diferentes postos eletivos têm duração definida. A maioria sempre teve  quatro anos, exceção ao de presidente da República, que já foi de cinco e até de seis anos e mais recentemente também reduziu-se para quatro em troca da possibilidade de reeleição para postos executivos (presidente, governador e prefeito). Tramitam hoje no Congresso Nacional, propostas para a prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores. A justificativa é a pandemia da Covid-19, para onde se propõem transferir o orçamento destinado às eleições. Mas a argumentação é a mesma de 1980 quando não havia pandemia, epidemia e nem surto: a coincidência de mandatos e a economia de gastos eleitorais.

Prefeitos e vereadores já tiveram os mandatos prorrogados pelo menos duas vezes. Em 1965, na esteira do regime militar, os eleitos em 1963 tiveram o período de exercício estendido excepcionalmente para cinco anos. As eleições previstas para 1967 ocorreram um ano depois. E em 1980, depois de amargar expressiva derrota do seu partido (a Arena) nas eleições de 1974 e editado o chamado Pacote de Abril (1977), onde avocou para si a nomeação de um terço do Senado (o batizado senador biônico), o governo prorrogou por dois anos o mandato de prefeito e vereador já argumentando que, com a coincidência, os gastos eleitorais seriam menores. Assim, os eleitos para prefeituras e câmaras municipais em 1976 governaram e legislaram por seis em vez de quatro anos.

Em 1982, os governadores – escolhidos indiretamente durante o regime militar – voltaram a ser eleitos pelo povo e em 84 houve o movimento “diretas-já” para presidente, que não vingou. Mesmo indiretamente, Tancredo Neves foi eleito pelo colégio eleitoral e marcou o fim do período militar. Mas já em 82, convencidos de que a coincidência de mandatos não era o melhor, os políticos e operadores das eleições fixaram que os eleitos naquele ano para prefeituras e câmaras também teriam mandato de seis anos, até o final de 1988. E aí sepultaram a idéia de eleições gerais a cada quatro anos.

A não ser que o quadro da Covid-19 se agrave muito, não há razão para adiar as eleições desse ano. Excluída a variável de saúde, seria repetir procedimento que não deu certo no passado. Só querem a prorrogação os atuais titulares dos mandatos municipais, especialmente os que estão mal avaliados e com baixa possibilidade de reeleição. Os demais postulantes e, principalmente o povo, clamam pela eleição e, com ela, a possibilidade de mudanças. É hora de responsabilidade e compromisso com a Nação…

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)

[email protected]r

 

 

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