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Opinião

JOSÉ ANTONIO LEMOS – Base aérea em Cáceres

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O presidente Jair Bolsonaro em sua “live” do último dia 19 trouxe o ministro da Justiça e o superintendente da Polícia Federal no Amazonas mostrando sua preocupação com a segurança das fronteiras brasileiras, não só em relação às drogas e armas, como em relação à saída de nossas riquezas naturais para o exterior.

Falou da recente instalação por seu governo de um radar em Corumbá (MS) visando detectar aeronaves suspeitas, em especial no pantanal. Lembro que em 2019, tão logo empossado, o secretário de Segurança de Mato Grosso anunciou que levaria este assunto ao governo federal, colocando na época inclusive a necessidade de instalação de uma base aérea na região, assunto capital para as cidades brasileiras e, em especial para as mato-grossenses.

A proposta da base aérea então levantada pela administração estadual é consistente pois Cáceres dispõe de uma pista de pouso subutilizada com 1.850 x 30m capaz de receber jatos, em posição estratégica aos 1.100 Km da fronteira bem como em relação ao Pantanal, que vem servindo de base receptora de cargas de drogas e armas lançadas por pequenos aviões ou vindas por terra mesmo. Seria o começo de uma revolução na segurança da fronteira e na vida de nossas cidades.

Recordo ainda que em 2009, entre os inúmeros casos semelhantes que se sucedem, a Polícia Federal apreendeu no Trevo do Lagarto um carregamento de armas modernas e poderosas destinadas ao Rio de Janeiro. O transportador informou que aquela era a terceira viagem desse tipo que fazia. Quantas outras cargas já teriam passado?

Na semana anterior fora apreendida uma enorme carga de cocaína e no mês anterior havia sido descoberta uma fazenda no pantanal usada para distribuição de drogas que chegavam por avião. Claro que essa situação já vinha de muito e certamente continua até hoje de diversas formas em volumes muito maiores, justificando a preocupação do presidente e seu ministro.

Problema básico das cidades brasileiras, a insegurança pública lhes impõe um quadro de medo e violência jamais visto. Aqui esta situação é fomentada e se agrava pelos tráficos de drogas, armas e veículos, que se articulam em poderoso esquema nacional e internacional submetendo aos seus interesses e caprichos povos do mundo inteiro, em especial os jovens. Como pensar em qualidade de vida urbana numa situação destas?

Jamais será elogiado o bastante o trabalho difícil e arriscado das polícias militar e civil do estado, Polícia Federal, polícias rodoviárias federal e estadual, e pelo Exército, bem como a importância do apoio governamental a essas ações terrestres na fronteira.

Mas, no nosso caso é forçoso lembrar que Mato Grosso é um dos únicos estados do Brasil a não dispor de uma Base Aérea. Mato Grosso do Sul, Rondônia e Goiás têm, e esta vizinha à de Brasília. É claro o absurdo desta situação considerando os 1.100 quilômetros de fronteira do estado, dos quais 700 em fronteira seca, e a equivalência de seu território a mais de 10% do território nacional.

O problema se agrava com as rotas dos traficantes migrando para o único “rombo” fronteiriço ainda existente e que fica aqui. Só a presença do brasão da Força Aérea Brasileira seria, sem dúvida, um poderoso elemento dissuasivo ao crime. Que fosse a princípio ao menos um destacamento, com uns drones e alguns Tucanos de prontidão.

Será que o presidente Jair Bolsonaro e seu staff pensam nesta situação aflitiva vivida pela gente de Mato Grosso, justo o estado líder nacional do agronegócio tão cantado e decantado por sua importância produtiva e exemplo de povo que não parou de produzir mesmo com a pandemia? Uma base aérea em Cáceres seria um projeto do grande interesse para todos os brasileiros pois a brecha em nossa fronteira é uma das principais fontes de abastecimento do crime em todo o Brasil.

José Antonio Lemos dos Santos é arquiteto e urbanista, é conselheiro licenciado do CAU/MT.

 

 

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Opinião

LICIO MALHEIRO – O choro é livre

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É, inconcebível, inaceitável, imoral, vergonhoso, patético, sem noção, sem pudor, sem vergonha nenhuma na cara, e mais alguns adjetivos que talvez eu possa ter esquecido, para descrever uma atriz global, mais precisamente, Maria Flor, que, em um dia de fúria;  pelo fato, de terem tirado dela a teta em que mamara durante longos anos de sua vida como atriz, dos quais, a fez viver nababescamente em berço de ouro.

O choro é livre, agora, quando essa menina mimada, vai as redes sociais, e vomita tantos besteiróis, verdadeiros impropérios, usando termos chulos e vergonhosos, tanto, que em sua fala, foram necessários muitos ‘piiiiis’ par cortar os palavrões pesados ditos por ela, como se a mesma estivesse em sua casa.

O motivo do choro, tem como vertente, o corte das verbas públicas, por parte desse tirano e genocida Jair Messias Bolsonaro presidente do Brasil, que cortou da coitadinha Maria Flor sócia da empresa ‘Fina Flor Produtora de Filmes’, que desde 2013 recebia verbas do Ministério da Cultura por meio da Lei 8.685/93, que fornece recursos federais para “fomento à atividade audiovisual”, que até 2018 haviam recebido a bagatela de R$ de 10 milhões.

Coitadinha da atriz global Maria Flor, desde que, esse senhor Jair Messias Bolsonaro, assumiu a presidência do Brasil, cortou essa teta tão gostosa e saborosa dessa menina mimada, que até lambia os lábios, devido à grande quantidade de leite, que jorrava da teta da Lei de incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.

Assim que tiraram o pirulito da boca dessa menina mimada Maria Flor, a mesma, teve um “xilique”, movida pelo ódio, pelo pavor de não ter mais coitadinha, o seu caviar, ostras de Coffin Bay, lagostas, sushi entre tantas outras iguarias.

O que Bolsonaro fez, foi um verdadeiro acinte, contra essa coitadinha que só queria manter sua sobrevivência, com um mínimo de dinheiro necessário.

Diante dessa tortura, psicológica, financeira, estrutural cometida por esse tirano Bolsonaro, ao cortar essas benesses dessa coitadinha, a mesma como forma de vingança, foi às redes sociais e desabafou contra esse presidente genocida, que quase tirou sua vida cortando as tetas provenientes da Lei Rouanet.

Coitada, com toda razão ela teria que esbravejar, cortaram milhões de reais  dela, inconformada, ela desabafa dizendo “O que eu não consigo entender por que a Dilma, sofreu impeachment, pedaladas fiscais,  o que, no meu c…., na minha b……, são pedaladas fiscais, o Bolsonaro, está no poder há 2 anos, 1 ano e pouco, 18 meses, 17 meses, não sabendo, matemática cadê você, ……………………………., o Rodrigo Maia, não sabe se vai pedir o impeachment,………….. …………………, estamos com militares  em pleno século XXI, cheio de militares homens velhos, brancos escrotos, que não vê o outro, que deixa gente morrer, isso aqui é a zona do c……….., que o Bolsonaro faz com o nosso país……………………”, na verdade, a fala dessa atriz, consiste em um verdadeiro discurso de ódio, o mesmo é publicado, sem sofrer nenhuma represália ou punição, por parte dos poderes constituídos.

Quem ouviu na integra, esse vídeo macabro, percebeu nessa menina não apenas descontrole emocional, como intelectual, moral e por aí vai. Pelas palavras chulas proferidas por ela, denota claramente se tratar de uma atriz, com viés mais voltado à pornochanchada, por esta fala em um veículo de mídia conceituado como o Instagram, é lamentável que esses veículos de comunicação aceitem e publiquem, tantos besteiróis ditos por essa atriz inconformada.

Pare o mundo, quero descer!

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo

 

 

 

 

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Opinião

ALBERTO SCALOPPE – A triste retrospectiva ambiental de 2020

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O ano de 2020 ficará marcado pelo esvaziamento dos compromissos do Brasil para a preservação e conservação do que é o fundamental para a vida humana no mundo. O meio ambiente que conhecemos e que sustenta a nossa existência.

O presidente da República esvaziou o Conselho da Amazônia retirando-o do Ministério do Meio Ambiente, afastando as representações da sociedade que garantiam a participação democrática. Também enfraqueceu as articulações interministeriais do Ibama e Funai com representantes da sociedade civil, entre eles povos indígenas, quilombolas, pescadores e comunidades tradicionais, que estão inseridos na realidade da região. Além disso, desdenhou dos incentivos internacionais para o Fundo Amazônia para a preservação e combate ao desmatamento e militarizou o conselho que, em seguida, nada ou pouco fez para combater as queimadas criminosas que avançaram sobre a Amazônia legal.

A política de desmatamento do governo federal, capitaneada pelo presidente Bolsonaro, praticada pela subserviência do Ministério do Meio Ambiente, utilizando-se oportunisticamente da pandemia para “passar a boiada”, desconstruir o ordenamento jurídico ambiental, legitimar o avanço do desmatamento com posturas de ausências e outras de natureza simbólica.

As agressões ambientais trouxeram insegurança às relações internacionais, prejudicando compromissos com o Mercosul e com a União Europeia. Dessa forma, colocou em risco a entrada de investimentos, inclusive em momento de crise econômica. Não são poucos os pronunciamentos de governos, certificadores e compradores.

Neste cenário, o Pantanal, a maior planície alagada do mundo, sofreu a perda de 40% do bioma com as queimadas (ICV/INPE), colapsando o equilíbrio da biodiversidade e das populações tradicionais, muito ocasionado pelas posturas governamentais de proteção e atraso na resposta. A incursão do titular do Ministério do Meio Ambiente na destruição do arcabouço de normas ambientais reflete o alinhamento do governo aos interesses de poucos, daqueles que concentram o poder econômico, que objetivam essencial e friamente o lucro e não o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e conservação do meio ambiente.

No entanto, a política de poucos para poucos não prosperará e cada vez mais a sociedade cobrará equilíbrio sócio econômico ambiental do setor privado. E esperamos que este siga as suas lideranças mais conscientes. A Confederação Nacional das Indústrias encomendou uma pesquisa na qual 77% das pessoas entrevistadas manifestaram a preocupação com a necessidade de aumentar as áreas de conservação. E para 93% dos entrevistados, preservar a Amazônia é essencial à economia.

Em sintonia com os interesses difusos e coletivos, o judiciário vem pouco a pouco admitindo e assegurando os pleitos de proteção ao meio ambiente. A gestão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) iniciada em 2020, definiu como prioridade para os próximos dois anos a proteção aos direitos humanos e ao meio ambiente.

Verificando que o Poder Judiciário recebeu mais de 24 mil casos de danos ambientais, 16 mil crimes contra a flora, mais de 11 mil ações civis públicas em relação a 8 mil crimes ambientais, o CNJ instituiu o Observatório do Meio Ambiente para alinhar o debate jurídico ambiental e fortalecer a garantia aos direitos difusos e coletivos.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso possui um dos maiores contingentes de ações ambientais, com mais de 13 mil processos, atrás apenas do Tribunal de Justiça do Pará. Os dados apresentados pelo CNJ identificam o aumento crescente de demandas ambientais após a edição do Código Florestal e, exponencialmente, nos últimos 4 anos, com média de 2 mil ações anuais por danos ambientais.

Estar na vanguarda do desenvolvimento é ser sustentável. É preciso estar em conformidade com as normas ambientais e gerar crescimento econômico respeitando a resiliência da natureza.

Depois de tantas ações negativas em 2020, esperamos que a proteção ambiental seja a tônica para este novo ano, desafiando a sociedade a pensar mais no coletivo, nos bens imateriais, na responsabilidade socioambiental e nas perspectivas sustentáveis de vida.

*Alberto Scaloppe é advogado

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