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Internacional

Jornal do Vaticano interrompe publicação diante de pandemia

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O jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, que o papa Francisco chamou de “jornal do partido”, suspendeu a impressão pela terceira vez em quase 160 anos nesta quarta-feira (25) devido ao coronavírus.

O jornal, fundado em 1861, continuará sendo publicado online e a maioria de sua equipe, com cerca de 60 pessoas, incluindo 20 jornalistas, trabalhará em casa, disse a editora Andrea Monda.

“Um jornal e o papel em que ele é impresso estão entrelaçados, então é triste que isso esteja acontecendo, mas a realidade é que todos estamos enfrentando uma crise”, disse Monda à Reuters.

A edição da noite de hoje será a última por enquanto. A tiragem de cerca de 5 mil cópias é desproporcional à sua influência mais ampla na reflexão da opinião do Vaticano sobre assuntos internacionais e assuntos da Igreja.

“Vamos tentar aproveitar ao máximo o momento para aumentar o número de leitores online até que possamos voltar a imprimir”, disse Monda.

Dez cópias continuarão sendo impressas. Eles são para o Papa Francisco, o ex-Papa Bento XVI, algumas autoridades de alto escalão e algumas cópias para serem arquivadas para registro histórico.

“Tivemos que parar principalmente porque as impressoras e os distribuidores não puderam garantir seus serviços em condições seguras por causa da paralisação na Itália e no Vaticano”, disse Monda.

É muito raro o jornal não ser publicado. Até a ocupação nazista de Roma durante a Segunda Guerra Mundial não interrompeu a publicação do jornal.

No entanto, o jornal não foi publicado em 20 de setembro de 1870, quando as forças que lutavam pela unificação italiana conquistaram Roma e encerraram o poder temporal da Igreja sobre uma grande faixa da Itália conhecida como Estados Papais.

A publicação também foi suspensa por um período em 1919 devido a problemas trabalhistas e outras dificuldades na Itália após a Primeira Guerra Mundial, disse Monda.

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Internacional

AstraZeneca aguarda aprovação para retomar teste com vacina nos EUA

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A AstraZeneca ainda está esperando que a agência reguladora de remédios norte-americana aprove a retomada do teste clínico de sua possível vacina contra Covid-19 nos Estados Unidos quase três semanas depois de ela ser interrompida devido a preocupações de segurança.

O teste norte-americano da candidata a vacina contra Covid-19 da AstraZeneca, desenvolvida inicialmente pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, continua suspenso enquanto inspetores investigam uma doença em um dos participantes, mesmo depois de um estudo britânico e outros programas terem sido retomados fora dos EUA.

“Somos os patrocinadores do estudo dos EUA. Por isso, providenciamos toda esta informação para a FDA (agência reguladora de medicamentos dos EUA) e estamos esperando para ouvir sua decisão”, disse Pascal Soriot, presidente-executivo da farmacêutica, em um debate virtual do Fórum Econômico Mundial.

Alex Azar, secretário dos Serviços Humanos e de Saúde dos EUA, disse na quarta-feira que a manutenção da suspensão mostrou que a FDA está levando a segurança da vacina a sério.

Um documento publicado pela Universidade de Oxford na internet na semana passada disse que a doença em um participante britânico que provocou a interrupção no dia 6 de setembro pode não estar associada com a vacina.

Indagado por que a empresa não revelou detalhes sobre a natureza da doença, Soriot disse que inspetores de testes clínicos e supervisores independentes estão preservando a privacidade dos participantes.

Mesmo assim, a empresa procurará ter mais transparência sem comprometer direitos individuais e ao mesmo tempo evitar que o público e voluntários tirem conclusões erradas, o que poderia ameaçar o recrutamento para o teste.

“Estamos debatendo com outras empresas, como indústria, quais informações podemos oferecer sem comprometer a privacidade dos pacientes, mas também sem comprometer o próprio teste”, disse.

Soriot ainda disse que os testes do protótipo da vacina em crianças ainda não começaram.

O teste britânico, que foi iniciado em maio e recrutou mais de 12 mil voluntários, terá crianças de 5 a 12 anos em um de cada 11 subgrupos.

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Internacional

Recurso para soltar suspeito de matar Madeleine McCann é rejeitado

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menina loira
Reprodução/Facebook

A menina britânica desapareceu há 12 anos, durante viagem da família a Portugal

O Tribunal de Justiça da União Europeia rejeitou nesta quinta-feira (24) um  recurso impetrado pelo alemão Christian Bruckner contra a sua detenção após ser extraditado da Itália para a Alemanha. O homem é o principal suspeito de ter raptado a menina britânica Madeleine McCann em 2007.

Os italianos executaram um mandado europeu em aberto, mas o alemão afirmava que a Itália o extraditou por um crime e ele foi preso por outros delitos em seu território natal. No entanto, o Tribunal entendeu que o juiz italiano autorizou a extradição e o posterior julgamento “por outros fatos cometidos” pelo acusado e que isso “não viola o direito europeu”.

O Tribunal não confirmou a identidade do acusado, apenas limitou-se a dizer que era um homem de nacionalidade alemã que tinha sido julgado por três processos diferentes. Fontes do judiciário, entretanto, confirmaram a identidade de Bruckner.

O caso

O alemão foi condenado em 2011 a uma pena de detenção de um ano e nove meses, que acabou ficando suspensa porque ele não estava no país.

Cinco anos depois, ele foi condenado em outro processo, por “atos ilícitos” cometidos em Portugal, e a justiça de Hannover emitiu um pedido de extradição do homem, que morava em terras portuguesas à época. No mesmo ano, 2016, Bruckner foi extraditado para a Alemanha para cumprir a pena dessa segunda decisão judicial.

Em 2018, com o alemão ainda preso, a Justiça local questionou os portugueses para que consentissem que fosse também aplicada a primeira condenação, mas os últimos não responderam e o acusado foi solto. Então, o alemão foi morar nos Países Baixos e depois na Itália.

Como os portugueses não responderam ao pedido, ainda em 2018, a Justiça determinou um novo mandado europeu para conseguir executar a pena de 2011. Naquele mesmo ano, os alemães abriram um terceiro processo, sobre um estupro cometido por Bruckner contra uma mulher de 72 anos em 2005, também em Portugal.

Assim como ocorrera com os juízes portugueses, a Alemanha fez uma solicitação formal à Justiça italiana para que desse sua permissão para que Bruckner cumprisse também uma futura pena no caso de estupro, caso fosse considerado culpado, ao que os italianos deram autorização. Em 2019, o alemão foi condenado a sete anos de prisão pelo estupro.

A defesa recorreu da decisão, mas o Tribunal europeu deu a ação favorável à Justiça da Alemanha.

Maddie e demais crimes

Bruckner tornou-se o principal suspeito do desaparecimento da pequena Maddie neste ano, em uma grande reviravolta no caso liderada por investigadores alemães.

A britânica, que tinha três anos à época do crime, teria sido estuprada e morta pelo alemão, segundo os investigadores. No entanto, a família ainda mantém as esperanças de encontrar a menina viva.

Além de Madeleine, a Procuradoria-Geral da Alemanha investiga, ao menos, outros quatro casos de crianças e adolescentes desaparecidos ou mortos tanto em Portugal como na Alemanha que podem ter sido cometidos por Bruckner.

Fonte: IG Mundo

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