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JOELMA AMAKU – É necessário pensar em um envelhecimento emocional saudável

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O envelhecimento traz várias consequências para o corpo. Trata-se de um processo natural que envolve perda de musculatura, desgaste cardíaco e respiratório, além de doenças associadas, como hipertensão e problemas vasculares. No entanto, a questão emocional, que por vezes é esquecida, precisa ser levada em consideração. A interação social nesta fase da vida é primordial para um envelhecimento saudável.

No Dia dos Avós, comemorado em 26/7, é pertinente refletir sobre o assunto. Muitas vezes o idoso se vê sozinho, pois a esposa ou o marido já faleceu. Perguntar como ele se sente é algo simples, mas um divisor de águas, pois a pessoa tem a oportunidade de mostrar como está passando, de compartilhar situações que possam envolver frustração e até depressão.

Por isso, o papel da família é muito importante neste momento. O envelhecimento precisa ser visto de uma maneira global, sendo necessário acompanhar o idoso emocional e fisicamente. O estímulo de um neto ou filho ao caminhar pela manhã ou de uma conversa, por exemplo, são atitudes que podem fazer uma enorme diferença.

A UnicaFisio, unidade localizada em Mogi das Cruzes (SP), gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar por meio de um contrato de gestão com a Prefeitura, oferece atendimento de fisioterapia, reabilitação e atividades físicas para pessoas com idade a partir de 60 anos.

Os benefícios desse serviço vão além da questão física e motora — exercem um papel importante na socialização dos alunos e pacientes.

Frequentemente são promovidos eventos que proporcionam o resgate social dos idosos, já que alguns não costumam sair de casa. Com essas ações, eles se veem em seu próprio universo, fazem novas amizades, trocam experiência e compartilham desafios.

O idoso precisa ser ouvido. Ele tem muito o que compartilhar e ensinar. Nesse contexto, as próprias consultas e aulas são oportunidades de interação social. Outro diferencial é que a Unidade também disponibiliza aulas de artesanato, de informática, escola da coluna e da memória, além de acompanhamento nutricional.

As projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que, em 2060, o Brasil terá mais idosos do que jovens. Isso acende o sinal de alerta. É preciso garantir uma qualidade no envelhecimento saudável por meio de políticas públicas.

Em 1940, a expectativa de vida do brasileiro era de 45 anos, agora, já ultrapassa os 70. Parte desta população está ativa. Assim, é preciso incentivar que esse idoso não fique em casa. Para isso é preciso criar oportunidades e mecanismos para atender a essa população.

Estruturas como a UnicaFisio são exemplos a serem seguidos. Nos últimos anos, por meio da criação do Estatuto do Idoso, as pessoas estão começando a se conscientizar sobre os seus direitos, o que é muito benéfico, porém temos muito a evoluir. O envelhecimento saudável precisa ser visto como prioridade do País.

Joelma Amaku Arnold, fisioterapeuta da Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar e responsável técnica pela UnicaFisio

 

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MIRKO VINCENZO GIANOTTI – Pandemia e Tecnologia

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Os tempos mudaram e vão mudar ainda mais, quebrando conceitos, forçando novos pensamentos sobre esses e os preconceitos (são coisas diferentes, diga-se). O Poder Judiciário, por exemplo, em especial o estadual de Mato Grosso (TJMT), vem despontando e capitaneando, em vanguarda, tudo aquilo que dispunha, mas que as barreiras da cultura da “mesmice”, além da “tecnofobia”, o impediam. O teletrabalho e a Internet, que já não é mais uma criança, passaram, enfim, a serem utilizados em benefício da economia de orçamento de um Poder, afinal, a um custo relativamente muito barato.

O presidente do Poder Judiciário, há alguns dias, se aproximou da sociedade como nunca antes havia ocorrido com qualquer um deles (e não falo por demérito aos demais, mas por circunstâncias), ao realizar uma “produtiva e feliz live” nas redes sociais, interagindo com o povo, estivessem os cidadãos onde quer que fosse. Sem dúvida, a pandemia nos isolou, uns dos outros, mas de certa forma vem eliminando “GAPS” entre humildes e poderosos. E o falo sobremaneira positiva.

Na semana passada, de outro viés, o corregedor do TJMT instalou uma reunião online, onde estavam presentes mais de 1.000 pessoas, entre servidores e magistrados, e isso ao mesmo tempo. Tudo aconteceu com ajustes que levaram cerca 15 minutos (nada, para algo que nunca havia sido experimentado). Friso que foi um sucesso. Mas, além do sucesso, devemos pensar na economia de energia, combustível alimentação, diárias, enfim, tudo aquilo que poderia ser objeto de logística para organizar e efetivar um evento dessa envergadura.

No que se refere aos juízes, onde por evidente me coloco, parafraseio Cazuza: “o tempo não para!” não para e não parou. Todos exercendo teletrabalho (home office para “americanófilos” de plantão), produtividade em pico, aliás aumentada e aumentando. Isso é fato que não pode ser ignorado e sim estudado e analisado. Não fossem apenas alguns processos físicos que ainda não foram digitalizados, a prestação jurisdicional poderia ser considerada intacta em meio a pandemia. A exemplo, na próxima segunda feira, 29/06, às 15h, haverá perante o juízo da Vara Especializada da Fazenda Pública de Sinop (6ª vara), Audiência de Justificação em matéria possessória entre o Sesc e a Sema (Governo do Estado de MT), tudo de maneira online.

Confesso que já venho atendendo a advogados de forma remota/online e nenhum deles se queixou do resultado decorrente deste tipo de atendimento, pelo contrário. Estou certo de que a audiência online é apenas uma novidade para mim e que os colegas juízes de MT já devem ter passado por isso algumas vezes, porém, a mim ressalto como novidade e uma novidade que veio, oxalá, para ficar.

Mirko Vincenzo Giannotte, é Juiz da da Vara Especializada da Fazenda Pública de Sinop/MT

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Opinião

ROMILDO GONÇALVES – Parabéns ao Governo brasileiro pela nova Lei 14.016/2020

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Com aprovação da lei federal n.14.016/2020, seguramente teremos dias melhor para milhões de brasileiros e melhor aproveitamento de alimentos in natura ou refeições preparadas para atender pessoas menos favorecidas ou em condições de vulnerabilidade pais afora.

Com a aprovação dessa importante legislação e imediata entrada em vigor teremos também menor desperdício de alimentos sadios e saudáveis produzidos em grandes quantidades, e com desperdiço exorbitante seja no meio rural ou nas cidades. porém, com mais sabedoria e inteligência, dos gestores públicos teremos mais respeito com a vida. louvado seja deus.

Com autorização legal pelo governo central autorizando a doação de alimentos, seja refeições preparadas e não forem vendidas, em restaurantes.

Alimentos in natura não comercializados=sobras em supermercados feiras livres, e demais estabelecimentos que trabalham com produtos alimentícios tem-se agora a oportunidade de alimentar pessoas que necessitam, e evitando assim desperdiço. sem dúvidas uma benção de deus as pessoas mais carentes do país.

É importante ressaltar que estes alimentos terão que estar dentro do prazo de validade, conforme preceituar as legislações sobre segurança alimentar. e como vê essa lei permitirá que além de restaurantes, as doações podem também serem feitas por empresas, supermercados, cooperativas, lanchonetes …

Tudo isso pode ser feito diretamente, ou em parceria com o poder público, assim como destiná-las aos bancos de alimentos e demais entidades de assistência social. é importante ressaltar que toda e qualquer doação, será permitida desde que os itens estejam ainda próprios para o consumo.

As doações poderão ser feitas as populações carentes ou vulneráveis como, os sem-teto e demais pessoas que necessita. esse processo também poderá ser intermediado por entidades beneficentes ou pelas diferentes estâncias de governos.

Os alimentos doados terão que estar em conformidade com a legislação vigente dentro do prazo de validade e nas condições de conservação especificadas pelo fabricante, dentro das regras sanitárias mesmo com danos superficiais na embalagem, porém, com propriedades nutricionais seguras e apropriada para consumo.

A lei autoriza a doação e distribuição de refeições que sobrarem nos restaurantes e demais estabelecimentos, porém, para que possa ser doado, o alimento deve estar dentro do prazo de validade e em condições nutricionais legais segurança alimentar mantidas para consumo humano.

A lei estabelece que doadores e eventuais intermediários serão responsabilizados, na esfera penal, somente se comprovado o dolo específico de causar danos à saúde do beneficiado. A lei pontua ainda que o repasse de alimentos deve ser feito de forma gratuita às famílias e aos grupos em condições de vulnerabilidade.

Como sabemos, de cada sete brasileiro no país uma passa fome, enquanto milhões de toneladas de alimentos sadios e aproveitáveis são literalmente jogados de maneira aleatória no meio ambiente pais afora.

No entanto graças a uma visão altruísta do governo brasileiro e sua equipe, pensaram e humanamente agiram para que dias melhores venha favorecer milhões de brasileiros que ainda sofrem com a falta de alimentos, nesse gigante e generoso país chamado Brasil.

Romildo Gonçalves é Biólogo Prof. Pesq. Em Ciências Naturais da UFMT/Seduc

 

 

 

 

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