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Opinião

JOÃO EDISOM – Google, o que você realmente sabe?

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“No Google encontramos muitas coisas úteis e inúteis, inclusive as fake news, mas não encontramos as reais informações que movem o mundo” (João Edisom).

Esta semana me deparei com um fato inusitado, mas não raro, de preconceito e discriminação de localismo. O termo localismo descreve uma ampla gama de ideias que priorizam o local. Geralmente o localismo apoia a produção e consumo de cultura e bens locais. É controle local e a promoção da sua história, impondo valoração à cultura e identidade, muitas vezes em detrimento, ou até com desprezo das demais, chegando a xenofobia intraterritorial no próprio país.

Por morar em São Paulo e não encontrar a informação emitida no Google e não ter sido veiculada nos principais sites ou jornais do seu estado, a informação oriunda do estado de Mato Grosso não poderia e, na concepção da pessoa, nem deveria ser verdadeira. Isso dito sem disfarce!

A soberba e a arrogância elitista de morar e viver nos grandes centros e por isso achar que são mais sábios e mais bem informados (por osmose) tem contornos da relação entre conquistadores e conquistados das eras coloniais e escravagistas. Herança das colonizações europeias pelo mundo afora. Pessoas soberbas e altivas não aceitam ser corrigidas, visto que não desejam ser mudadas por um comportamento superior porque já possuem um espírito de conduta inferior que as satisfaz.

O tempo passou, mas o conforto de “ser sem ter” (ser informado sem ter a informação) faz com que muita gente ainda necessite deste status quo do colonialismo como alimento da sua fraca autoestima. Para estes, o território brasileiro que não é banhado pelo mar é automaticamente “caipira” e desinformado.

Faz-se necessário conceituar que a informação é um conjunto organizado de dados, que constitui uma mensagem sobre um determinado fenômeno ou evento. A informação permite resolver problemas e tomar decisões, tendo em conta que o seu uso racional é a base do conhecimento, portanto, se refere ao esclarecimento do funcionamento de um determinado processo, fato ou de um objeto.

Parte significativa da sociedade mal sabe que as informações que realmente movem o mundo não são de domínio público, portanto, não estão registradas no noticiário corriqueiro, muito menos nos glossários físicos ou eletrônicos mundo afora e, por castigo, independem de território para existirem.

Quem desmontou este “cativeiro” ou reserva de mercado das informações dos grandes centros foi o mercado de produção e capital aliado à globalização. Portanto há mais informação no jardim de sua casa que na poluição da paulista!

As redes de computadores e internet são meras ferramentas para uso individual e corporativo no mundo real dos acontecimentos. O que mudou no mundo não é o uso das ferramentas, mas as pessoas que movem e manipulam estas ferramentas. Por isso tudo que ainda necessita de valorar não está tocado por estas ferramentas.

“Só existe opção quando se tem informação. Ninguém pode dizer que é livre para tomar o sorvete que quiser se conhecer apenas o sabor limão” (Gilberto Dimenstein).

Penso que o Google deveria informar aos olhos secos pela maresia da soberba localista que estados e cidades onde um dia for possível que animais transitem nas ruas e avenidas, inclusive jacarés e capivaras, serão as mais humanas do planeta. Serão as mais civilizadas e, por consequência, pós-modernas, engajadas, civilizadas e super bem informadas. Estas cidades ainda são sonhos em construção, mas algumas estão bem mais adiantadas que as outras. Nenhuma delas estarão nos grandes centros da soberba vitalícia.

JOÃO EDISOM é professor universitário e cientista político em Mato Grosso.

 

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Opinião

GISELA SIMONA – Qual o meu desconto para pagar as dívidas do FIES?

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No finalzinho de dezembro de 2021 muita gente comemorou a Medida Provisória de n. 1.090/2021 que garante a regularização de débitos vencidos e não pagos do Fundo de Financiamento Estudantil – FIES, mas existem dúvidas sobre quem verdadeiramente será beneficiado com a medida e qual o percentual de desconto de cada um.

Vale o registro que o FIES é um programa do Governo Federal destinado a concessão de financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores de universidades privadas, com avaliação positiva pelo MEC.

Assim, é importante saber que a medida beneficia alunos que aderiram ao FIES até o segundo semestre de 2017 e os benefícios significam descontos e até perdão dos juros e das multas, parcelamentos e abatimento no valor principal da dívida.

O maior desconto será para os estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias, contados da publicação da MP n. 1.090 de 30/12/2021, que estejam no Cadastro Único de Programas Sociais – CadÚnico ou que tenham sido beneficiários do Auxílio Emergencial 2021, com desconto de 92% do valor consolidado da dívida, inclusive principal, por meio da liquidação integral do saldo devedor.

Na sequência será concedido um desconto de 86,5% para os estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias, contados da publicação da MP n. 1.090 de 30/12/2021, que não estejam no CadÚnico ou que não tenham recebido o Auxílio Emergencial em 2021.

Também terão descontos os estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 90 dias, contados da publicação da MP n. 1.090 de 30/12/2021, sendo esse desconto da totalidade dos encargos e 12% do valor principal, para pagamento à vista ou mediante parcelamento em até 150 parcelas mensais e sucessivas, com redução de 100% de juros e multas.

A Medida Provisória irá beneficiar cerca de um milhão de contratos, sendo 548 mil de inadimplentes inscritos no CadÚnico ou que tenham recebido o Auxílio Emergencial em 2021 e mais 524,7 mil contratos dos demais inadimplentes.

Referida medida está vigente desde sua publicação e para aderir à renegociação da dívida do Fies, o estudante terá que procurar os canais de atendimento agentes financeiros, ou seja, do banco que fez o seu respectivo financiamento.

Para saber mais sobre seus direitos nos siga nas redes sociais @giselasimonaoficial.

Gisela Simona é advogada, especialista em Direito do Consumidor.

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Opinião

DAYANA CARVALHO – Incontinência urinária: causas e tratamentos disponíveis

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Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), estima-se que 10 milhões de brasileiros sofram com problemas ocasionados pela perda involuntária de urina, conhecida como incontinência urinária. Mais comum entre as mulheres – devido a uretra ser mais curta e por falhas naturais no assoalho pélvico -, a doença, diferente do que muitos imaginam, não é causada apenas pelo processo de envelhecimento.

Fatores hereditários, além de doenças crônicas, raça, menopausa, obesidade, trauma do assoalho pélvico e exercícios intensos na região abdominal também podem estar relacionados à doença. Entre os tipos mais comuns estão a de esforço, quando há perda de urina em atividades que contraem a região abdominal, como tossir, espirrar e fazer atividade física; a de urgência, quando há vontade súbita e urgente de urinar; e a mista, que associa os dois primeiros tipos.

Algumas situações podem aumentar o risco, como tipos e quantidades de partos, diabetes e AVC (Acidente Vascular Cerebral). Como é algo incontrolável, a doença acaba causando constrangimentos e interferindo na rotina diária, prejudicando a qualidade de vida das pessoas, que podem desenvolver problemas emocionais e psicológicos. Muitas vezes, a falta de conhecimento retarda o diagnóstico correto e o tratamento adequado, pois a incontinência urinária pode ser controlada e é perfeitamente tratável.

Por isso, é importante buscar um especialista para descobrir o tratamento apropriado para cada caso. Estudos comprovam que o uso da tecnologia tem apresentado resultados muito positivos. A cadeira eletromagnética, por exemplo, é uma solução não invasiva e bastante eficaz para a incontinência urinária. Além disso, o custo é inferior em pelo menos 80% comparando com os valores de uma cirurgia para a correção do problema.

Pesquisas apontam que após seis sessões, 95% dos pacientes melhoraram a qualidade de vida com o equipamento, enquanto 67% reduziram ou eliminaram totalmente o uso de absorventes higiênicos diários. Com isso, desenvolveram um padrão motor necessário para controlar melhor os músculos do assoalho pélvico e da bexiga, recuperando a força muscular dessa região.

Além disso, existem outras opções de tratamento, como a prática de fisioterapia e exercícios para fortalecer a região pélvica, pois para recuperar a continência, é necessário exercício regular dos músculos do assoalho pélvico. Já em alguns casos, utiliza-se medicamentos e procedimentos cirúrgicos, que são considerados mais invasivos.

Por fim, é importante mencionar que existem formas de prevenir a incontinência urinária. Entre elas, evitar o consumo do cigarro, bebidas alcoólicas e com cafeína; controlar o peso corporal; praticar exercícios físicos regularmente e manter uma alimentação equilibrada. Dessa forma, além de prevenir a doença, é possível obter benefícios físicos e emocionais, garantindo mais qualidade de vida.

Dayana Carvalho é fisioterapeuta em Cuiabá-MT. E-mail: [email protected]

 

 

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