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Saúde

Jejum intermitente: adeptos têm menos risco de complicações da Covid

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Teste para covid-19
Pixabay

Teste para covid-19

Já faz algum tempo que a ciência começou a investigar os benefícios do jejum intermitente, que inclui a  redução do risco de diabetes e de doenças cardíacas. Agora, pesquisadores da Intermountain Healthcare descobriram que as pessoas que são adeptas desse tipo de alimentação têm menos probabilidade de sofrer complicações graves da Covid-19 .

O novo estudo, publicado na revista científica BMJ Nutrition, Prevention & Health, mostrou que pessoas infectadas pelo novo coronavírus que praticavam jejum intermitente regular tinham menor risco de hospitalização ou morte devido à doenças do que os pacientes que não praticavam essa alimentação.

Os pesquisadores chegaram a essa conclusão após analisarem dados de pacientes inscritos no INSPIRE, um registro de saúde voluntário da Intermountain Healthcare – sistema de saúde sem fins lucrativos nos EUA. Foram selecionadas 206 pessoas que haviam testado positivo para infecção pelo Sars-CoV-2 entre março de 2020 e fevereiro de 2022. Portanto, antes das vacinas estarem amplamente disponíveis. Desses, 73 disseram que jejuavam pelo menos uma vez por mês.

Os resultados mostraram que aqueles que praticavam o jejum intermitente de forma regular tiveram uma taxa menor de hospitalização ou morte por coronavírus. Por outro lado, não houve associação entre a prática e a redução no risco de Covid-19.

Os participantes que disseram que jejuavam regularmente o fizeram por uma média de mais de 40 anos. Isso porque grande parte dos pacientes da Intermountain Healthcare pertence à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Em geral, seus membros jejuam no primeiro domingo do mês, ficando sem comida ou bebida por duas refeições consecutivas.

Ainda são necessárias mais pesquisas para entender por que o jejum intermitente está associado a melhores resultados da Covid-19, mas existem algumas possíveis explicações, baseadas nos que já se sabe sobre como o jejum afeta o corpo.

Por exemplo, o jejum reduz a inflamação e a hiperinflamação está associada à piora nos quadros de Covid-19. Além disso, após 12 a 14 horas de jejum, o corpo deixa de usar glicose no sangue e passa a usar cetonas, incluindo o ácido linoleico.

“Há uma espécie de bolso na superfície do SARS-CoV-2 no qual o ácido linoleico se encaixa – e pode tornar o vírus menos capaz de se ligar a outras células”, explica Benjamin Horne, diretor de epidemiologia cardiovascular e genética da Intermountain Healthcare.

Outro possível caminho é o fato de o jejum intermitente promover a autofagia, que, segundo Horne, é “o sistema de reciclagem do corpo que ajuda seu corpo a destruir e reciclar células danificadas e infectadas”.

Entretanto, o médico ressalta que esses resultados são de pessoas que praticam o jejum intermitente há décadas – não semanas – e que quem quiser considerar a prática deve consultar um médico antes. Ele também alerta que a prática não substitui a vacinação como prevenção para quadros graves de Covid-19.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Rio vai paralisar imunização de crianças de 3 e 4 anos contra covid-19

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A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informou hoje (8) que, a partir desta terça-feira (9), a vacinação de crianças de 3 a 4 anos com a primeira dose (D1) contra a covid-19 será paralisada. A interrupção ocorre devido ao Ministério da Saúde não ter enviado doses de CoronaVac solicitadas desde o mês passado pela prefeitura do Rio. Já a aplicação da segunda dose (D2) para este público, prevista para iniciar em 13 de agosto, está garantida com a vacina reservada especificamente para esse fim.

De 15 de julho a 8 de agosto, as unidades da secretaria vacinaram 39.319 crianças de 3 e 4 anos com a primeira dose (D1) da CoronaVac, único imunizante autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso neste público. Quando a imunização desta faixa etária foi aprovada pela agência federal, o município do Rio tinha doses da vacina em estoque, o que permitiu o início imediato da aplicação. Apesar das solicitações de novas doses, neste momento, não há previsão de quando nova remessa será enviada pelo Ministério da Saúde.

Ministério da Saúde

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que está em tratativas para aquisição do imunizante com maior celeridade, de acordo com a disponibilidade de entrega das doses pelos fornecedores.

Para o estado do Rio de Janeiro, “foram entregues mais de 44,9 milhões de doses de vacina para a campanha contra a covid-19. Destas, mais de 10 milhões de doses são CoronaVac. A pasta reitera a disponibilidade de outras vacinas para o público acima de 5 anos e reforça a necessidade de estados e municípios cumprirem as orientações pactuadas para garantir a imunização da população brasileira”, esclareceu o ministério.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid-19: Brasil registra 170 óbitos e 17,4 mil casos em 24 horas

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As secretarias estaduais e municipais de Saúde registraram 17.409 novos casos de covid-19 em 24 horas e confirmaram 170 mortes por complicações associadas à doença em todo o país. Os dados estão na atualização divulgada nesta segunda-feira (8) pelo Ministério da Saúde. Com as novas informações, o total de pessoas infectadas pelo novo coronavírus durante a pandemia já soma 34.035.780.

O número de casos de covid-19 em acompanhamento está em 565.320. A expressão em acompanhamento é usada para designar casos notificados nos últimos 14 dias que não resultaram em alta, nem evoluíram para óbito.

Com os números de hoje, o total de óbitos chegou a 680.166 desde o início da pandemia. Ainda há 3.246 mortes em investigação. As ocorrências envolvem casos em que o paciente faleceu, mas a investigação sobre a causa do óbito ainda demanda exames e procedimentos complementares.

Até agora, 32.790.294 pessoas se recuperaram da covid-19 no Brasil. O número corresponde a 96% dos infectados desde o início da pandemia.

Aos sábados e domingos e nas segundas-feiras, o número diário de casos e mortes registrado tende a ser menor pela dificuldade de alimentação dos bancos de dados pelas secretarias municipais e estaduais de Saúde. Às terças-feiras, o quantitativo, em geral, é maior pela atualização dos casos acumulados nos fins de semana.

Boletim epidemiológico da covid-19 Boletim epidemiológico da covid-19

Boletim epidemiológico da covid-19 – Ministério da Saúde

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, o estado que registra mais mortes por covid-19, até o momento, é São Paulo, com 173.346 óbitos. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro, com 75.013; Minas Gerais, com 63.137; Paraná, com 44.645; e Rio Grande do Sul, com 40.549.

O estado com menor número de mortes em consequência da doença é o Acre, que registra 2.021 óbitos, seguido pelo Amapá, com 2.153; por Roraima, com 2.161; pelo Tocantins, com 4.189; e por Sergipe, com 6.419.

Vacinação

Até esta segunda-feira, o vacinômetro do Ministério da Saúde indicava que 469.551.995 doses de vacinas contra covid-19 tinham sido aplicadas no país, desde o início da campanha de imunização.
Destas, 178,5 milhões como primeira dose, 159,6 milhões como segunda e 4,9 milhões como dose única. A dose de reforço já foi aplicada em mais de 103,5 milhões de pessoas e a segunda dose extra, ou quarta dose, em 18 milhões.

O painel registra ainda 4,7 milhões de doses como “adicionais”, que são aquelas aplicadas em quem tinha recebido o imunizante da Janssen, de do

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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