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Jayme diz que fundir ou extinguir municípios é proposta indecente e quer alternativa econômica

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Isto é um desrespeito para com a população, para com os Estados e principalmente com os próprios municípios. As coisas não podem ser decididas apenas com o interesse de diminuir gastos. É necessário que se conheça as diversas realidades que temos dentro de um país de dimensões continentais como o Brasil”, disse o senador Jayme Veríssimo de Campos (DEM/MT) sobre a PEC 188/2019 que trata do Pacto Federativo e prevê a extinção, fusão ou incorporação de mais de 1.254 cidades em todo o país.

Governador de Mato Grosso entre 1991/1994, Jayme Campos sinalizou que foi responsável pela criação e emancipação de 21 das atuais 141 cidades de Mato Grosso, muitas delas hoje exemplo de gestão pública como Sapezal que detém a maior área continua agricultável do mundo.

“Acho que se faz necessário uma consulta plebiscitária, pois o entendimento maior é o de que a população tenha que ser consultada, pois foi assim que aconteceu a criação dos mesmos, então para mudar este quadro o primeiro passo é ouvir aos cidadãos de bens, a grande maioria trabalhadores e pessoas honradas que não podem ser penalizadas simplesmente pelo argumento econômico e financeiro”, disse ele da tribuna do Senado da República, lembrando que a maior responsabilidade dos gestores públicos é investir recursos públicos para atender a maioria da população.

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O senador mato-grossense, lembrou que os argumentos de menos de 5 mil habitantes e menos de 10% de receitas próprias é muito vago, pois existem realidades diferenciadas por cidade, por região e por Estado. “É preciso que se compreenda que parte dos municípios e Estados vivem em dificuldades por causa de falhas do próprio Governo Federal que repassou competências nas áreas de saúde, educação, social e obras e não mesma proporção deixou de repassar os recursos necessários para que estes serviços fossem prestados pelo Poder Público, recursos estes vindos da arrecadação de impostos que, no entanto, ficam com o Governo Federal”, reclamou Jayme Campos novamente assinalando que vai votar contra a medida e buscar votos dos demais senadores contra a proposta, por considerar a mesma infrutífera.

Jayme Campos defendeu que haja uma discussão melhor sobre o assunto, sugerindo que poderia haver metas a serem impostas aos municípios para redução de gastos e aumento de receita própria, sem novos ou aumento de impostos, após o Pacto Federativo que o Governo do presidente Bolsonaro apresentou e que prevê uma redistribuição diferenciada do atual produto da arrecadação de impostos.

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“Hoje temos uma distribuição perversa da arrecadação, ou seja, dos 100% arrecadados, o governo federal fica com 62%, os Estados com 23% e os Municípios com 15%, sendo que estes percentuais são em média, pois tem alguns impostos que tem uma divisão ainda pior para as cidades aonde residem as pessoas e devem ser solucionados os problemas, portanto, a partir de uma nova divisão, se persistir a disparidade econômica de algumas cidades, acredito que seria sim necessário se discutir uma outra solução para aqueles que não se viabilizam economicamente. Já quanto a questão populacional, entendo que ela não deve ser levada em consideração, até porque a maioria das cidades do Brasil tem menos de 5 mil habitantes e não podemos trata-los como um apêndice e sim como quem necessita da nossa atenção, nosso esforço”, concluiu Jayme Campos.

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Audiência pública discute Cuidadores de Alunos com Deficiência nas escolas

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Foto: Ronaldo Mazza

A Assembleia Legislativa realizou audiência pública sobre a regulamentação dos Cuidadores de Alunos com Deficiência (CAD) nas escolas de Mato Grosso. RequeridA pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto, o debate contou com a presença de representantes da sociedade civil, Poder Executivo, Defensoria Pública, Câmara Municipal de Cuiabá, além de membros da Câmara Setorial Temática (CST) do Parlamento com objetivo de discutir políticas para a inclusão efetiva das pessoas com deficiência (PcD).

A jornalista Juliana Arini, mãe de um adolescente autista, defendeu a inclusão dos gastos com cuidadores nos orçamentos nas esferas municipal, estadual e federal.

“Não adianta falar em CAD, se não tiver no orçamento”, frisou. Ela também ressaltou a importância do profissional para inclusão de jovens com deficiência nas escolas. “CAD é a pessoa que vai evitar que seu filho sofra bullying, permite que você deixe seu filho na escola sem que ele apanhe. Já peguei meu filho rasgado, mutilado”, relatou.

Para a palestrante do evento e advogada especialista em direito das pessoas com deficiência, Diana Serpe, a inclusão nas escolas ainda é um desafio.

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“O que vejo na prática é que temos professores com muita boa vontade, é uma questão de sorte, se tiver uma boa coordenação, bons professores, isso flui de uma maneira melhor”, resumiu. Mães de jovens com deficiência também revelaram dificuldades de inclusão dos filhos em escolas particulares que, muitas vezes, não dão o apoio necessário.

O promotor e membro da CST de inclusão efetiva das pessoas com deficiência, Miguel Slhessarenko, disse que o principal objetivo da audiência é “discutir os aperfeiçoamentos para que as crianças tenham essa inclusão plena na rede privada e na rede pública de ensino”. Ele lembrou que o gestor municipal ou estadual pode escolher como vai assegurar o acompanhamento dos alunos que necessitem, podendo ser por contrato terceirizado ou utilizando os quadros fixos da administração pública.

“É um assunto que temos de tratar logo para podemos adaptar o Estado brasileiro, para que ele use ferramentas metodológicas corretas, modernas e material didático acertado”, destaca o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que presidiu a discussão, junto com o vereador de Cuiabá, Diego Guimarães. “Faço um apelo para que o governo estadual encaminhe um projeto de lei para atender os autistas, disléxicos. Essas pessoas precisam ser entendidas como são”, completou Santos. Para ele, é fundamental que os alunos com qualquer tipo de deficiência sejam atendidos adequadamente.

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A secretária adjunta de gestão educacional da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Rosa Maria Luzardo, disse que a rede pública hoje possui cerca de 396 mil alunos, sendo que mais de 9300 estudantes têm algum tipo de deficiência. Ela garantiu que todos possuem o acompanhamento apropriado pelos mais de 1300 cuidadores da secretaria. “Todas as solicitações para atendimentos de alunos com deficiência, todas foram atendidas indistintamente”, disse.

Fonte: ALMT
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Orquestra Sinfônica da UFMT é homenageada na ALMT pelos 40 anos

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

“Existem coisas imensuráveis. A Orquestra é imensurável. Não consigo medir sua importância, ou seu valor. Porque o que ela faz – a música! – supera expectativas, surpreende, abarca, acolhe, ensina, aprende, congrega. É com este olhar que não consegue medir o valor da arte e da beleza, que penso que a Orquestra ultrapassa os valores musicais e se torna, literalmente, um instrumento democrático que promove a cultura, a pertinência e a cidadania. Falo desta orquestra que caminhou por sol, e sóis e bemóis, que juntou gente tocando e gente ouvindo, que nasceu em um tempo em que poucos estavam habituados à música clássica, e que, ainda assim, floresceu. Que andou por asfalto e terra, foi onde o povo estava e está. Navegou por tantas harmonias, tocou tantos autores, recebeu tantos convidados, fez tantos e inusitados arranjos, que conseguiu ser reconhecida pelo nosso povo como sendo a orquestra de Mato Grosso. Esta orquestra, e seus componentes, nos orgulham”. Foi com esse tom solene que a deputada estadual Janaina Riva (MDB) se referiu à Orquestra Sinfônica da Universidade Federal de Mato e seus fundadores, durante sessão realizada na tarde desta segunda-feira (9), na Assembleia Legislativa, em alusão aos 40 anos de fundação.

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Janaina Riva ressaltou ainda a importância da atuação de professores e ex-dirigentes da UFMT, como Gabriel Novis Neves e Benedito Dorileo, responsáveis pela fundação e estruturação da orquestra, em 1979.

“Naquela época, a Instituição era ainda jovem, mas já marcava seu trajeto de grande importância sócio-cultural em nosso estado. Nossa homenagem também segue a trilha dos regentes desta orquestra: os maestros Konrad Wimmer, Marcelo Bussiki, Ricardo Rocha, Roberto Vitório, Silbene Perassolo, que conduziram a orquestra por aproximadamente 18 anos, e para o maestro Fabrício Carvalho, que seguindo a missão de seus antecessores, se encontra há 22 anos à frente da orquestra. Sabemos que houve, entre esses maestros, esses músicos e esse trabalho, uma relação de paixão, persistência, insistência e dedicação. Queremos que saibam que esta entrega se reflete em nós, aqui do outro lado do palco, a partir do momento em que a batuta se ergue através das mãos do maestro Fabrício Carvalho”, disse a parlamentar.

Em sua fala, o maestro enalteceu o compromisso da deputada Janaina com a educação e a cultura e ressaltou que compromisso com essas áreas significa cidadania.

“Compromisso com a educação e com cultura significa cidadania. Que bom que a gente tem a senhora como defensora da cidadania. Muito obrigada, me nome da Orquestra e dos músicos que fazem parte dela. É um dia de muita alegria e honra pra todos nós porque 40 anos não são 40 dias e todos os homens e mulheres que pela Orquestra passaram tem uma dose de contribuição, um tijolinho que forma essa ponte entra a Universidade e a sociedade. A orquestra é um mecanismo vivo, orgânico e que precisa desse reconhecimento institucional do povo de Mato Grosso, por meio do seu parlamento para que consiga e continue a executar a sua função que é que é de levar informação, conhecimento, que é de levar cultura. Um povo informado sabe muito mais dos seus direitos”, finalizou.

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O deputado Dr. João José (MDB) que prestigiou a sessão, ao final, anunciou a destinação de uma emenda no valor de R$ 100 mil para que orquestra esteja mais presente no interior do estado. O deputado Dr. Gimenez (PV), também participou da sessão e enalteceu o trabalho de popularização da cultura que a orquestra tem feito ao longo desses 40 anos. Ao final, a deputada Janaina Riva também anunciou a destinação de emenda parlamentar, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, para a Orquestra.

Fonte: ALMT
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