No início de mais um ano legislativo, o senador Jayme Campos (União Brasil–MT) afirmou, em pronunciamento no plenário, que o Congresso precisa oferecer “responsabilidade, produtividade e resultados concretos” à população, especialmente por se tratar de um ano eleitoral. Segundo ele, o foco deve ser o atendimento direto às demandas do cidadão, com prioridade para segurança pública, geração de emprego e renda e redução das desigualdades regionais.
“O Senado Federal representa a democracia brasileira e seus valores mais importantes, como a liberdade, a igualdade e a justiça” - disse o parlamentar, ao defender que o trabalho legislativo precisa reafirmar o compromisso de “servir ao povo brasileiro”, com atenção especial às necessidades de Mato Grosso.
Campos declarou que a segurança pública será tratada como prioridade “absoluta”. Ele afirmou que a população quer “sair de casa e voltar com segurança” e defendeu medidas legislativas voltadas ao enfrentamento do crime organizado e ao fortalecimento do Estado.
“Vamos trabalhar com firmeza pela aprovação da PEC da segurança pública e do PL antifacção, endurecendo o combate ao crime organizado” - afirmou.
Ainda no tema da segurança, o senador reforçou que a violência contra a mulher exige resposta “contundente” do ordenamento penal e defendeu uma política nacional de tolerância zero.
“Violência contra a mulher é crime e não pode ser tolerada em hipótese alguma. Defendo com toda convicção a política de feminicídio zero” - declarou, ao afirmar que o tema deve estar “acima de qualquer divergência política”.
O parlamentar também direcionou parte do pronunciamento aos pequenos negócios. Ele defendeu redução de burocracia e aprovação de proposta de sua autoria para atualizar o teto do Microempreendedor Individual. Ele disse que pretende seguir lutando pela aprovação do PLP 108, de 2021, de sua autoria, que atualiza o teto do MEI, “congelado há quase dez anos”.
O senador voltou a destacar o papel do agronegócio na economia e pediu segurança jurídica no campo, mencionando o marco temporal das terras indígenas como instrumento para “paz e equilíbrio”. Ele também chamou atenção para a agricultura familiar e para a crise de endividamento rural, intensificada por eventos climáticos extremos. Para enfrentar esse cenário, defendeu a aprovação do PL 2.951/2024, do qual foi relator, voltado à modernização do seguro rural.
No campo do comércio exterior, Jayme Campos pediu prioridade para o acordo entre Mercosul e União Europeia, afirmando que a iniciativa pode abrir mercados, especialmente para o agronegócio.
Na pauta ambiental, defendeu que conservação e produção “andem de mãos dadas” e citou a necessidade de uma “agenda verde pragmática” para Mato Grosso, com valorização de conceitos como a bioeconomia.
Jayme Campos criticou os efeitos das altas taxas de juros sobre o setor produtivo, mencionando impactos como endividamento e restrição de crédito. Para ele, a política monetária precisa ser “previsível” e orientada à geração de emprego e renda.
Agenda social ampla
O senador também afirmou que o país não pode conviver com desigualdades regionais e defendeu uma agenda social ampla, com habitação, saúde, educação, ampliação de creches, proteção às crianças e cuidado com idosos. Entre as prioridades, citou qualificação profissional, proteção digital diante do avanço da inteligência artificial, investimentos em infraestrutura, fortalecimento de agroindústrias e estímulo a energias renováveis, como etanol de milho e energia solar.
Ao concluir, o senador disse enxergar o ano legislativo como oportunidade de “fazer mais” e “fazer melhor”, reforçando a expectativa de entregas concretas.
“O Brasil espera muito deste Congresso e nós não podemos decepcionar”, afirmou. “Que este seja um ano de muito trabalho, de diálogo, de coragem e, acima de tudo, de resultados concretos para o povo brasileiro.”