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Internacional

Jamaica inicia processo de rompimento com monarquia britânica

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Processo de rompimento está previsto para 2025
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Processo de rompimento está previsto para 2025


A ministra de Assuntos Constitucionais da Jamaica, Marlene Malahoo Forte, declarou ao parlamento do país nesta quinta-feira que o processo de reforma constitucional que pode levar ao rompimento da ilha caribenha com a monarquia britânica oficialmente já começou.

Ao final desse processo, previsto para 2025, a Jamaica poderá se tornar uma república e deixar de ter Elizabeth II como rainha.

De acordo com Marlene Forte, o rompimento irá se dar em etapas e precisará contar com a maioria dos votos das duas casas do congresso jamaicano. Os jamaicanos também serão convocados a participarem de um referendo para decidir a questão.

Na fala para o parlamento jamaicano desta quinta-feira, a ministra delineou o calendário da reforma constitucional. Um comitê será montado nos próximos meses para analisar a constituição do país, datada de 1962. Segundo o jornal jamaicano The Gleaner, Marlene Forte pediu ao líder da oposição que indique dois nomes para compor o comitê:

“O objetivo é, em última análise, produzir uma nova Constituição da Jamaica, promulgada pelo Parlamento da Jamaica, para estabelecer a República da Jamaica como uma república parlamentar, substituindo a monarquia constitucional e afirmando nossa autodeterminação e herança cultural”, disse a ministra.

No final de 2021, a ilha caribenha de Barbados rompeu com a monarquia britânica. Barbados justificou o rompimento dos laços com Elizabeth II como um sinal de confiança e uma forma de finalmente romper com os demônios de sua história colonial.

*Com informações de agências internacionais

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Multidão de migrantes tenta entrar em Melilla; 18 pessoas morreram

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Cerca de 2 mil pessoas se aproximaram da barreira de Melilla no início da manhã
Reprodução – 24.06.2022

Cerca de 2 mil pessoas se aproximaram da barreira de Melilla no início da manhã

Pelo menos 18 migrantes morreram e 76 ficaram feridos em uma tentativa massiva de entrar no território espanhol de Melilla, na fronteira com o Marrocos, nesta sexta-feira (24).

O episódio foi registrado na área de Nador, uma província que faz fronteira com Melilla, e deixou 140 policiais marroquinos feridos. As cinco vítimas perderam a vida no meio da multidão.

Segundo as autoridades espanholas, cerca de 2 mil pessoas se aproximaram da barreira de Melilla no início da manhã e, duas horas depois, mais 500 subsaarianos tentaram quebrar a porta de acesso do posto de controle fronteiriço. Ao todo, 130 migrantes homens conseguiram entrar na cidade.

Imagens de uma ONG local transmitidas pela televisão pública da Espanha mostraram dezenas de pessoas no chão, empilhadas umas às outras, que foram detidas pela polícia marroquina.

O governo espanhol em Melilla relatou que muitos migrantes eram “violentos e organizados”. A ação ocorreu “apesar do amplo dispositivo das forças marroquinas, que colaboram ativamente e de forma coordenada com as forças de segurança do Estado espanhol”, segundo comunicado oficial.

Esta foi a primeira tentativa substancial de entrada em massa na Espanha registrada em Melilla desde que, em março passado, Madri e Rabat anunciaram uma “nova fase” das relações bilaterais, colocando fim a uma longa crise diplomática.

O imbróglio entre Espanha e Marrocos teve início depois que o líder dos independentistas saarauis da Frente Polisário, Brahim Ghali, foi recebido em abril de 2021 em Madri para tratar a Covid-19.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Com processo parado, Bolsonaro acumula indícios de interferência na PF

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Jair Bolsonaro
Alan Santos/PR

Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) está mais uma vez na mira do Ministério Público Federal por suspeitas de interferência em investigações sobre aliados políticos. Nesta sexta-feira, o MPF solicitou que o inquérito sobre o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro seja encaminhado para o Supremo Tribunal Federal (STF), porque há indícios de que o presidente tenha interferido nas apurações.

Alvo de operação da Polícia Federal nesta semana, Ribeiro disse, em uma conversa telefônica com a filha, que recebeu uma ligação pessoal do presidente, que disse estar preocupado e com medo de ser atingido com o decorrer das investigações:

“Hoje o presidente me ligou… ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe?”, disse o ex-titular da Educação em uma chamada interceptada do dia 9 de junho.

A operação que teve Milton Ribeiro como um dos alvos, batizada de “Acesso Pago”, apura possível tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC).

Alguns prefeitos chegaram a denunciar pedidos de propina em barras de ouro e compras de bíblias, por parte dos pastores lobistas Gilmar Santos e Arilton Moura, que intermediavam o repasse de verbas do MEC. Em áudio anexado ao inquérito, Ribeiro disse que as indicações dos dois religiosos eram priorizadas a pedido de Bolsonaro.

Além do suposto aviso à Milton Ribeiro, relembre outros casos em que a suspeita de interferência política na PF pairou sobre o presidente Jair Bolsonaro:

Moro e o inquérito aberto no STF

Bolsonaro se tornou alvo de um inquérito no STF que investiga se ele tentou interferir na Polícia Federal após acusações do ex-ministro Sergio Moro, ao pedir demissão da pasta da Justiça em abril de 2020.

Segundo Moro, Bolsonaro decidiu trocar a direção da Polícia Federal porque pretendia ter acesso a informações privilegiadas sobre investigações sobre a sua família. Em relatório entregue ao STF no fim de março deste ano, a PF disse que não é possível atribuir crimes a Bolsonaro ou a Moro, que era investigado por denunciação caluniosa e crime contra a honra.

A troca de comando na Superintendência do Rio de Janeiro

No segundo semestre de 2019, Bolsonaro anunciou a troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro. Na época, Ricardo Saadi foi substituído por Carlos Henrique Oliveira por supostos problemas de “gestão e produtividade”, o que a instituição nega.

Embora não lidasse diretamente com o caso, Saadi auxiliava autoridades que investigavam Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e amigo de Jair Bolsonaro. O inquérito sobre Queiroz foi aberto no âmbito estadual depois de movimentações suspeitas terem sido detectadas pelo Coaf, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

Em depoimento à PF, Saadi afirmou que o então diretor-geral da PF Maurício Valeixo disse que sua saída foi um pedido, mas não disse de quem. As suspeitas são de que a exoneração foi uma solicitação de Bolsonaro, já que é no estado onde correm as investigações mais sensíveis ao presidente. Nomeado como diretor-geral da PF depois da crise envolvendo Sérgio Moro, o delegado Rolando de Souza decidiu trocar a chefia da superintendência do órgão no Rio de Janeiro mais uma vez.

Carlos Henrique Oliveira, então chefe da corporação no estado, foi convidado para ser o diretor-executivo em Brasília, segundo cargo mais importante na hierarquia do órgão. No lugar dele, assumiu Tácio Muzzi. Segundo Moro, a troca atendeu a um pedido antigo do presidente, que de novo estaria preocupado com o andamento de inquéritos sobre a sua família.

A troca na Superintendência do Distrito Federal

A demissão do delegado Hugo de Barros Correia da Superintendência da PF no Distrito Federal, responsável por investigações como o inquérito das fake news, também levou a suspeitas de interferência política.

O motivo para a troca foi que Correia não avisou à cúpula da PF sobre a operação contra Tatiana Marques de Oliveira Garcia Bressan, suspeita de ser informante do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, quando era estagiária do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na época, anonimamente, delegados relataram medo de retaliações aos investigadores que tratavam dos inquéritos mais incômodos aos políticos. Mesmo assim, em nota, a Polícia Federal negou motivação política na exoneração.

A exoneração de Alexandre Saraiva

O delegado Alexandre Saraiva foi exonerado do comando da superintendência da PF no Amazonas em abril de 2020 depois de acusar o então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, de prevaricar e ajudar no contrabando de madeiras ilegais do Pará.

Logo depois da transferência de Saraiva para Volta Redonda, no Rio de Janeiro, outro delegado foi afastado das investigações sobre Salles: Felipe Leal, que havia pedido informações sobre dois atos do diretor da corporação, Paulo Maiurino, que levaram à troca de delegados nos casos que envolviam o titular do Meio Ambiente.

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Fonte: IG Mundo

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