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Economia

Itaipu tem maior produtividade da história no mês de julho

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A Usina de Itaipu registrou a mais alta taxa de produtividade da história para o período de um mês em julho deste ano. Esta taxa é resultado da relação entre a produção de energia e a água que passa pelas turbinas. Foram produzidos 1,100 mil megawatts médios por metro cúbico de água por segundo (MWmed/m³/s) no mês. O recorde anterior, de 1,098 MWmed/m³/s, era de julho de 2018.

Segundo informações da Itaipu Binacional, no período o desperdício de água foi irrisório. Dentre os fatores que contribuíram para o resultado estão o menor nível de água que chegou ao reservatório, o que favoreceu o aproveitamento de cada metro cúbico de matéria-prima em megawatt.

Outro fator, segundo a companhia, foi o gerenciamento das variáveis envolvidas no processo de geração de energia como demanda, estoque de água e disponibilidade das máquinas e da transmissão.

O recorde anterior, de julho do ano passado, foi obtido 28 anos depois da melhor marca que foi registrada em setembro de 1991 (1,087 MWmed/m³/s). Esse valor foi superado em maio, junho e julho do ano passado.

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No acumulado parcial, 2019 também está sendo o melhor ano do histórico. Até julho, a produtividade acumulada era de 1,072 MWmed/m³/s. A melhor marca anual registrada no período havia ocorrido em 1986, com 1,060 MWmed/m³/s.

Edição: Bruna Saniele

Fonte: EBC
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Economia

Acordo entre Mercosul e EFTA aumentá PIB do Brasil em US$ 5,2 bilhões em 15 anos

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Reprodução/EFTA

Autoridades dos blocos econômicos comemoram novo acordo comercial

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (Efta, na sigla em inglês)—  formada pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — irá elevar o PIB do Brasil em US$ 5,2 bilhões em 15 anos. A estimativa foi informada pelo Ministério da Economia, na tarde deste sábado.

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O acerto entre Mercosul  e Efta foi fechado na sexta-feira, mesmo dia em que França e Irlanda disseram que não vão ratificar o acordo comercial entre a União Europeia e o bloco sul-americano, por causa da crise desencadeada pelas queimadas na Amazônia.

A Economia estima também que o acordo entre o Mercosul e a Efta irá aumentar as exportações brasileiras em US$ 5,9 bilhões e as importações em US$ 6,7 bilhões, em 15 anos. Espera-se um incremento substancial de investimentos no Brasil, da ordem de US$ 5,2 bilhões, no mesmo período.

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“Espera-se um incremento substancial de investimentos no Brasil, da ordem de US$ 5,2 bilhões, no mesmo período”, diz a nota do ministério.

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Segundo o ministério, com a entrada em vigor do acordo, os países da Efta irão eliminar imediatamente as tarifas de importação aplicadas “a 100% do universo industrial”.

Exportação para o bloco

Em 2018, o Brasil exportou US$ 1,7 bilhão para os países do Efta. Os embarques foram principalmente de ouro, produtos químicos como óxido de alumínio, café, soja, carnes e preparações alimentícias diversas. No mesmo ano, importou US$ 2,8 bilhões, com proeminência em produtos farmacêuticos e químicos orgânicos, máquinas e equipamentos, petróleo e gás, peixes e crustáceos.

Fonte: IG Economia
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Economia

Jatinhos: Bolsonaro divulgou dados sigilosos do BNDES

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IstoÉ

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Divulgação

Comentários de Luciano Huck incomodaram o presidente que divulgou os dados do BNDES

O presidente Jair Bolsonaro criou um falso escândalo ao revelar que o BNDES financiou a compra de 134 aeronaves da Embraer em 2009, com juros abaixo do mercado, num total de R$ 2 bilhões.

A pretexto de dizer que o negócio foi um dos que compuseram a “caixa preta” do banco estatal, o presidente usou de má-fé, revelando dados sigilosos envolvendo seus adversários políticos, como o apresentador de televisão Luciano Huck e o governador João Doria.

Eles adquiriram os  jatinhos de forma legal, com os juros estabelecidos pela lei 12.096/2009, aprovada pela Câmara, mediante normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. O projeto objetivou incentivar as vendas da Embraer e fez parte do Programa de Sustentação do Investimento (PSI).

E, pasmem, a lei recebeu o voto favorável do então deputado Jair Bolsonaro , que estava no Partido Progressista, da base de apoio do presidente Lula, autor da proposta.

Artigo: Os jatinhos da discórdia

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Empréstimos legais

O ardiloso vazamento de Bolsonaro, com base em dados que lhe foram passados à sorrelfa por Gustavo Montezano, presidente do BNDES , foi mais um gesto impensado do presidente, que reagiu a uma declaração de Luciano Huck.

Gustavo Montezano e Jair Bolsonaro arrow-options
Marcos Corrêa/PR

Gustavo Montezano, presidente do BNDES, e o presidente Jair Bolsonaro


Na semana passada, o apresentador da TV Globo disse que Bolsonaro representava o caos administrativo. O presidente respondeu com o fígado.

“Ele falou que eu sou o último capítulo do caos. Se ele comprou jatinho, ele faz parte do caos. Não fica não arrotando honestidade que o bicho vai pegar”, disse o presidente, ameaçando divulgar os tais detalhes do financiamento do BNDES.

Para o presidente, o empréstimo concedido “não foi legal”. Huck, no entanto, demonstrou que comprou e está pagando todas as prestações em dia.

Entenda: Luciano Huck pegou emprestado R$17,7 mi com BNDES para comprar jatinho

Na verdade, o PSI para a compra de aviões da Embraer , com juros de 3% a 4%, realmente representou um subsídio da ordem de R$ 693 milhões, mas os empresários que recorreram ao programa de forma legal não podem ser acusados de irregularidade alguma.

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O estranho, portanto, não foi a compra dos jatinhos, mas a forma incorreta do presidente vazar dados sigilosos para atingir adversários.

O uso da estrutura da máquina pública com a finalidade de prejudicar adversários foi um dos motivos que levaram os eleitores a rejeitar o PT nas urnas no ano passado e eleger Bolsonaro.

Não faz sentido, portanto, que o presidente use os mesmos métodos petistas para expor quem o critica, mesmo que em muitos momentos eles apoiem a política de reformas do presidente. Bolsonaro foi, no mínimo, capcioso.

Fonte: IG Economia
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