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Política MT

Irmã de deputado estadual é cotada como vice de dois pré-candidatos a prefeito

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Silvio Fávero disse vem mantendo conversas iniciais sobre a sucessão municipal

O deputado estadual Silvio Fávero (PSL), confirmou para o Portal O Documento, o nome da sua irmã, Sidneia Fávero (PSL), para disputar a eleição deste ano em Lucas do Rio Verde, município distante 332 quilômetros de Cuiabá, na condição de pré-candidata a vice-prefeita. Segundo ele, dois dos três pré-candidatos declarados à sucessão municipal disputam o nome da sua irmã para a formação da chapa majoritária, o atual prefeito, Luiz Binotti (PSD), que se articula para a reeleição, e Marino Franz (PSDB).

“Aqui as articulações estão começando, mas pode ter reviravolta nos 45 minutos do segundo tempo”, diz o deputado bolsonarista, que foi vice-prefeito de Binotti antes de se eleger para a Assembleia Legislativa. O parlamentar diz que acompanha a eleição em Lucas há 30 anos. “Aqui é imprevisível, tem até comentários de que o Binotti pode lançar outro nome”, diz o deputado que aguarda as regras eleitorais para dar sequência às tratativas em torno da eleição.

O prefeito Luiz Binotti (PSD), admite estar focado neste momento no cumprimento das promessas de campanha com a população, “que é cuidar das pessoas e da cidade, ainda mais num período de pandemia”. O prefeito não descarta que vem mantendo reuniões com seu grupo político, comandado pelo senador Carlos Fávaro (PSD), para discutir sobre a eleição deste ano. Citou também o deputado federal Neri Geller (PP), e o deputado estadual Sílvio Fávero (PSL).

“Estamos trabalhando para cumprir o que prometemos. Temos mais de quarenta obras sendo entregues e outras em construção. Nesse período de quatro anos vamos entregar mais de 100 salas de aulas para nossos alunos, colocando semáforos na cidade e recapeando as principais avenidas. Temos uma força política muito boa, com deputados federais, estaduais e senador, que estão me ajudando muito a fazer o que dissemos que faríamos no nosso plano de governo”, destaca o prefeito.

A oposição também se articula em Lucas do Rio Verde. Dois nomes despontam como pré-candidatos para enfrentar a possível candidatura à reeleição do atual prefeito ou qualquer outro nome da situação. Trata-se de dois empresários, Marino Franz (PSDB) e Claudio Sena (Podemos). Marino Franz foi eleito prefeito de Lucas do Rio Verde em 2008. Ele conta com o apoio do ex-prefeito do município, ex-deputado e hoje vice-governador, Otaviano Pivetta (PDT), de quem também foi vice-prefeito. O empresário e advogado Claudio Sena, dono de uma rede de postos de combustíveis, disputa pela primeira vez a eleição majoritária no município.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Política MT

Professora Josete é aposta do PT para a Câmara Municipal de Várzea Grande

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Da Assessoria -A professora da rede estadual de ensino em Várzea Grande, Josete Maria da Silva é uma das apostas do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições municipais de 15 de novembro deste ano. Com um curricullum extenso que segue de formações universitárias e aprimoramento com especializações, mestrados e doutorado que está cursando a educadora filiada ao PT tenta conseguir uma vaga no legislativo da segunda maior cidade de Mato Grosso.

A candidata que é uma ferrenha defensora da educação pública de qualidade disse que irá lutar por melhores condições aos alunos da rede pública de ensino e que sejam realizados maiores investimentos na educação.

“Eu sempre participei das lutas da educação sou filiada ao Sintep e quero que todos tenham uma educação de qualidade e justa. Além disso, eu irei lutar por direitos iguais entre homens e mulheres “, disse a candidata a vereadora.

Como servidora da educação estadual Josete já atuou nas funções de professora e coordenadora nas escolas Milton Figueiredo, Arlete Maria da Silva, Terezinha de Jesus, Milton Macedo e atualmente trabalha na escola Jercy Jacob no bairro Água Vermelha em Várzea Grande.

A educadora disse que seu nome está a disposição para os eleitores através do número 13333.

Perfil

Josete Maria da Silva é mãe solteira de uma menina de 10 anos, ela é  formada em história, matemática, biologia e atualmente está cursando doutorado em genética na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

 

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Política MT

ALMT debate propostas de recuperação do BID Pantanal

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Segundo Wilson Santos, mais de US$ 175 milhões do programa ficaram a fundo perdido

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso debateu, na tarde desta quarta-feira (30), o programa BID Pantanal, paralisado desde 2003 pelo governo federal. A iniciativa do evento foi do deputado Wilson Santos (PSDB), que coordenou uma audiência pública virtual com o objetivo principal de discutir a possibilidade de recuperar recursos do programa, criado em 1995, e que previa investimentos de US$ 400 milhões no Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Segundo o deputado, mais de US$ 175 milhões do programa BID Pantanal ficaram a fundo perdido. “Estamos todos apreensivos pela questão do Pantanal, mas ninguém tem concretamente um plano para recuperação da área. Há duas décadas, os governos dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul elaboraram um programa chamado BID Pantanal, e agora temos que resgatá-lo”, explicou o deputado.

De acordo com o autor da audiência pública, Mato Grosso tinha, a fundo perdido, mais de 175 milhões de dólares para saneamento básico dos municípios pantaneiros e da capital, para educação ambiental e prevenção ao fogo no Pantanal.

“Após a audiência pública, ouvindo todas as partes interessadas, vamos organizar as ideias e definir um calendário de atuação no Pantanal”, definiu ele.

O BID Pantanal foi um programa com o objetivo de elaborar ações nas mais diversas áreas, como águas, solos, agrotóxicos, conservação da fauna, saneamento, economia, estradas, parques e reservas.

“Nosso objetivo é ouvir as pessoas que participaram dessa elaboração pelos dois lados. Conseguimos o projeto original do BID Pantanal no Senado e, agora, a oportunidade de debatermos um programa que pode ser reaproveitado no seu todo ou em parte”, disse Santos.

Para o parlamentar, o programa ainda é atual porque propõe uma educação ambiental forte e poderosa, saneamento básico em todas as cidades que contribuem com o esgoto para o Pantanal e infraestrutura, como manutenção de estradas e construção de pontes de concreto para acesso a diversas regiões do Pantanal.

“Eram 200 milhões de dólares para cada estado, desse montante Mato Grosso só entraria com 12,5%, sendo que o restante seria a fundo perdido. Um dinheiro que os municípios não teriam obrigação de devolver nada para a União. Era um programa do governo federal e do BID, e não entendo como abriram mão de R$ 800 milhões, e em 2003 o projeto foi engavetado e nunca mais falaram sobre esse programa”.

Para o deputado Carlos Avallone (PSDB), é preciso “conhecer todo programa e, depois, saber se o projeto ainda está atualizado e recuperar toda essa iniciativa”.  Na época do então governador Dante de Oliveira, ele ocupava o cargo de secretário estadual de Turismo.

Para o empresário do ramo hoteleiro de Mato Grosso Leopoldo Nigro, se trata de um projeto magnífico de Dante de Oliveira que se tornou único para os dois estados e que não pode ficar parado.

“Entendo que essa audiência vai proporcionar um pontapé inicial para recuperar o projeto. Para mim, era um programa completo em todos os aspectos e que, certamente, traria muitos benefícios para o Pantanal. Foram oito anos de muitas reuniões, estudos e viagens para implantar essa ideia, que infelizmente engavetaram”, apontou ele.

O senador Wellington Fagundes disse que toda a documentação do projeto foi recuperada, desde a análise sintética até a parte geográfica. Ele acha que precisa discutir muito sobre o Pantanal, como, por exemplo, a falta de infraestrutura e, posteriormente, a criação de uma cultura de como preservar o Pantanal ao longo dos anos, envolvendo os governos federal e estadual.

“Esse projeto ainda é importante porque analisa vários aspectos, principalmente com o meio ambiente. Precisamos que Mato Grosso e Mato Grosso do Sul façam uma lei específica para recuperação desse projeto”, indicou ele.

Programa – O BID Pantanal foi lançado pelo governador Dante de Oliveira em 1995, federalizado pelo presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e assinado em junho de 2001.

Estavam previstos até 400 milhões de dólares para sua consecução. Uma parte dos recursos é do Banco Interamericano de Desenvolvimento, outra do governo japonês, mais 25% do governo federal e 12% para os governos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No ano de 2002, foi movimentada uma pequena quantia do total previsto no projeto, com cada parte do acordo entrando com sua contribuição. Segundo informações, estavam previstos 30 milhões de reais para o ano de 2003.

Naquela ocasião, o governo Lula, por causa do contingenciamento, cortou 97% de recursos do que deveria colocar em prática. Diante daquela estratégia do governo federal, MT e MS também não colocaram suas partes.

Vale destacar que os mais críticos alegaram que se houvesse pressão política forte por parte dos dois governos estaduais talvez tivesse conseguido fazer o Ministério da Fazenda reverter o contingenciamento sobre esse projeto.

“É um assunto que merece um debate mais aprofundado, ou seja, se o estado vai ou não em frente com ele. Se vai, em que condições. Se não vai, quais os motivos para isso. O que não pode continuar é essa indefinição”, apontou Santos.

“O projeto BID Pantanal com o Instituto Pro-Natura encontra-se paralisado desde 2003. Há um esforço conjunto dos Poderes de Mato Grosso no sentido de reativar o programa e recuperar o crédito ofertado para que investimentos na infraestrutura, saneamento e turismo sejam realizados nos municípios pantaneiros”, complementou o deputado.

Participaram do evento, de forma remota, deputados federais e estaduais, representantes da Sema, Associação Civil do Ecoturismo do Pantanal Norte, Prefeitura Municipal de Corumbá (MS), Superintendência de Mudanças Climáticas e Biodiversidade, professores, empresários, ONGs, economistas, Associação de Geólogos de Cuiabá e Comissão da Defesa dos Animais da OAB-MT.

Fonte: ALMT

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