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Internacional

Irã se diz disposto a negociar se EUA retirarem sanções

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O presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou que seu país está pronto para voltar a negociar com os Estados Unidos, caso Washington remova as pesadas sanções econômicas contra o país e retorne ao acordo nuclear de 2015.

“Sempre acreditamos em conversações”, disse Rohani. “Se eles removerem as sanções, encerrarem a pressão econômica e voltarem ao acordo, estaremos prontos para conversar com a América hoje, agora e em qualquer lugar, contanto que encerrem as intimidações e punições”, disse Hassan Rohani ontem (15).

O governo do presidente americano, Donald Trump, se diz aberto a negociar com o Irã um acordo mais amplo sobre a questão nuclear e outros temas de segurança. Teerã impôs como condição a liberação de suas exportações de petróleo no mesmo volume de antes de os EUA se retirarem, no ano passado, do acordo nuclear de 2015, assinado pelos dois países e Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha.

“Mudamos nossa estratégia da paciência para a retaliação. Qualquer ação que o outro lado tome, retaliaremos à altura”, disse o líder iraniano. “Se eles reduzirem, nós também vamos reduzir nossos compromissos [com o acordo nuclear]. Se eles os implementarem, nós também implementaremos os nossos.”

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As tensões entre Washington e Teerã vêm se acirrando. Na semana passada, a agência atômica da ONU confirmou que a República Islâmica voltou a enriquecer urânio acima dos níveis estabelecidos pelo acordo nuclear de 2015, após a reimposição de pesadas sanções americanas contra o país.

O enriquecimento de urânio acima dos níveis permitidos poderia colocar Teerã no caminho para desenvolver armas nucleares. Os iranianos já afirmaram que podem subir os níveis de enriquecimento muito além dos termos do acordo, que estabelece o limite 3,67%. 

O episódio exacerbou ainda mais as tensões entre o Irã e o Ocidente, já acirradas após um ataque recente a dois petroleiros e o abatimento de um drone americano sobre o Estreito de Ormuz serem atribuídos ao Irã, o que deixou os EUA próximos de realizarem um ataque aéreo a alvos iranianos, que teria sido cancelado na última hora.

Também ontem os governos da Alemanha, França e Reino Unido expressaram preocupação com a situação no Golfo Pérsico e com o futuro do acordo nuclear. “Acreditamos que chegou a hora de agir com responsabilidade e de buscar meios para encerrar o aumento das tensões e reiniciar o diálogo”, afirma a declaração assinada por lideranças dos três países.

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A declaração foi assinada após o presidente francês, Emmanuel Macron, receber a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e o ministro britânico David Lidington nas comemorações do Dia da Bastilha em Paris.

“Os riscos são tamanhos que é necessário que todas as partes interessadas façam uma pausa e considerem as possíveis consequências de suas ações”, diz o texto.

“Estamos preocupados com o risco de que o JCPoA (sigla em inglês para Plano de Ação Integral Conjunto, nome oficial do acordo nuclear com o Irã) se desmantele ainda mais sob o peso das sanções impostas pelos EUA e após a decisão do Irã de não mais implementar várias das disposições centrais do tratado”, disseram os europeus.

Os três países alertaram contra a “deterioração da segurança na região” e asseguraram que o apoio ao acordo será mantido, mas “condicionado ao cumprimento total por parte do Irã”.
 

Edição: José Romildo

Fonte: EBC Internacional
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Sobe para seis número de mortos em erupção de vulcão, na Nova Zelândia

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A polícia da Nova Zelândia confirmou mais uma morte relacionada à erupção do vulcão Whakaari, fazendo subir para seis o número de mortes. Há ainda oito pessoas desaparecidas. A polícia da Nova Zelândia anunciou hoje (10) que vai abrir uma investigação criminal para determinar se houve responsabilidades dos operadores turísticos ou outras instituições.

A sexta vítima estava em tratamento no hospital Middlemore, mas não resistiu aos ferimentos. Cerca de 30 pessoas ficaram feridas, muitas com queimaduras graves em grande extensão do corpo na sequência da erupção, que lançou rochas e uma grande quantidade de cinzas.

“É possível que nem todos os pacientes sobrevivam”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde neozelandês, Pete Watson.

No momento da erupção do vulcão 47 pessoas estavam  na ilha, de acordo com o último balanço da polícia. Oito pessoas estão desaparecidas e as autoridades duvidam que possa haver mais sobreviventes. A ilha está coberta de cinza.

Com a possibilidade de uma nova erupção, as equipes de resgate não conseguiram entrar na ilha em busca dos desaparecidos.

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“A escala desta tragédia é devastadora”, disse a primeira-ministra Jacinda Ardern, no parlamento. “A todos os que perderam familiares ou amigos, partilhamos a sua dor. Estamos devastados”, continuou.

Investigação criminal

A polícia da Nova Zelândia anunciou nesta terça-feira que vai abrir uma investigação criminal para determinar se houve responsabilidades dos operadores turísticos, e outras instituições, na morte de pelo menos seis pessoas após a erupção do vulcão.

Smoke from the volcanic eruption of Whakaari, also known as White Island, is pictured from a boat, New Zealand December 9, 2019 in this picture grab obtained from a social media video. INSTAGRAM @ALLESSANDROKAUFFMANN/via REUTERS THIS IMAGE HAS

Erupção do vulcão Whakaari, em ilha da Nova Zelândia – Allessandro Kauffmann/Reuters/direitos reservados

O comando da polícia não esclareceu até que ponto a investigação vai avançar, mas afirmou que os operadores turísticos vão ser investigados.

“Será analisado se existe um criminoso responsável pelas mortes. Ainda é muito cedo para anunciar”, disse John Tims, responsável da polícia da Nova Zelândia.

As autoridades concentram todos os esforços, em conjunto com especialistas em geologia, para avaliar como entrar novamente na ilha para buscar os corpos das oito pessoas que continuam desaparecidas.

“Não podemos dizer a 100% que todos estão mortos, mas há fortes indícios de que não resta ninguém vivo na ilha”, disse John Tims.

A erupção, ocorrida às 14h11 de segunda-feira (horário local), liberou uma espessa nuvem de fumaça branco, a uma altura de 3,6 quilômetros.

Imagens captadas por uma câmara no local mostraram um grupo de meia dúzia de pessoas a andar pela cratera, alguns segundos antes da erupção do Whakaari.

No dia 3 de dezembro, o grupo de controle de atividades geológicas da GeoNet alertou que o vulcão Whakaari “entrou num período de atividade eruptiva”, embora tenha apontado que a situação não representava “um perigo direto para os visitantes”.

Fonte: EBC Internacional
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Chanceler destaca papel da Nigéria na aproximação Brasil-África

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Maior economia africana, com um Produto Interno Bruto (PIB) próximo a US$ 400 bilhões, a Nigéria “tem papel central no processo de engajamento do Brasil com a África” disse nessa terça-feira (10) o chanceler Ernesto Araújo, ao se encontrar com o ministro de Negócios Estrangeiros, Geoffrey Onyeama, em Abuja, capital nigeriana.

Além de Geoffrey Onyeama, Araújo reuniu-se com o vice-presidente da Nigéria, Yemi Osinbajo, e com o presidente da Comissão da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), Jean-Claude Kassi Brou.

A Nigéria foi o terceiro país do roteiro do chanceler brasileiro por países da África Ocidental. Antes, ele esteve em Cabo Verde e Senegal. O próximo destino é Angola. O ministro retorna ao Brasil em 13 de dezembro. 

Com os líderes de nações africanas, o diplomata brasileiro destacou que o Brasil busca implementar acordos nas áreas de segurança, defesa, comércio e investimentos. 

Com autoridades da Nigéria, Araújo destacou que três pilares fundamentais devem nortear a cooperação Brasil-Nigéria: economia (comércio e investimentos), defesa e segurança, e a valorização das relações humanas.

Green Imperative

No campo econômico, o ministro das Relações Exteriores citou o potencial da cooperação agrícola, com o desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio que assegurem maior produtividade sem colocar em risco o meio ambiente. Ele ressaltou o programa bilateral de desenvolvimento agrícola denominado Green Imperative.

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O Green Imperative é uma iniciativa do governo nigeriano, em parceria com o Brasil, que tem por objetivo expandir o setor agroindustrial da Nigéria de maneira sustentável, por meio do desenvolvimento de um plano de negócios integrado que abranja não só o treinamento de mão de obra, mas também a introdução de racionalidade financeira e o aumento da produtividade por meio da mecanização do campo.

Com duração prevista de 10 anos e um orçamento de US$ 1 bilhão, o Green Imperative foi estruturado pela Fundação Getulio Vargas. O projeto contará também com o apoio financeiro do Deutsche Bank e garantias do Banco Islâmico.

Combate ao terrorismo

Sobre defesa e segurança, Araújo lembrou os desafios que os dois países têm para combater o terrorismo e os ilícitos transnacionais no Atlântico Sul.

Lembrou ainda a realização do 1º Seminário sobre Indústrias de Defesa, que se realizou ontem na embaixada do Brasil em Abuja, com a presença das principais empresas brasileiras no setor.

No campo da cultura e das relações humanas, o chanceler brasileiro mencionou a criação do espaço Guimarães Rosa na embaixada brasileira na Nigéria. Enfatizou a necessidade de mais ligações de transportes entre os dois países, como meio de gerar “mais negócios e mais ideias”.

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Reforma da ONU

Os ministros Araújo e Onyeama também concordaram no empenho que o Brasil e a Nigéria devem ter para promover uma reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) e do sistema de organismos internacionais, em seus mais variados aspectos (econômico, político, ambiental, etc.), de modo a permitir respostas às questões prementes do mundo contemporâneo.

Ernesto Araújo concluiu que os dois países têm no horizonte uma agenda vasta e desafiadora. O chanceler expressou o desejo de que haja mais caminhos para a reunião da Parceria Estratégica Brasil-Nigéria, entre os vice-presidentes dos dois países, marcada para março próximo em Abuja.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Internacional
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