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Internacional

Irã e Estados Unidos trocam prisioneiros após meses de tensão

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O Irã e os Estados Unidos (EUA) fizeram neste sábado (7) uma troca de prisioneiros, em um avanço diplomático raro entre os dois países. A troca ocorreu em Zurique, na Suíça, e envolveu um investigador sino-americano detido por Teerã e um cientista iraniano detido pelos EUA.

O movimento diplomático ocorre no momento em que o Irã enfrenta fortes sanções impostas pelos norte-americanos e após os recentes protestos no país, que teriam feito centenas de mortos nas últimas semanas.

Representantes iranianos entregaram o investigador Xiyue Wang, detido em Teerã desde 2016. Em troca, os norte-americanos entregaram o cientista Massoud Soleimani, que enfrentava a Justiça federal dos Estados Unidos.

Soleimani, que trabalha na investigação de células estaminais, hematologia e medicina regenerativa, foi detido pelas autoridades norte-americanas e acusado de violar as sanções comerciais aplicadas ao Irã, depois de ter tentado importar “material biológico” para o seu país.

Já Wang tinha sido condenado a dez anos de prisão no Irã por supostamente ter se infiltrado no país e enviado material confidencial para o estrangeiro. Essas acusações são negadas pela Universidade de Princeton e pela família de Xiyue Wang.

Em sua página no Twitter, Donald Trump disse que o cientista norte-americano tinha sido detido durante a administração Obama. Acrescentou que essa troca de prisioneiros comprova que os dois países conseguem chegar a um acordo.

“Obrigada ao Irã por uma negociação muito justa. Vejam, conseguimos chegar a um acordo!”, afirmou o presidente.

*Emissora pública de televisão de Portugal

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Internacional

Após EUA, União Europeia não reconhece Lukashenko como presidente de Belarus

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homem de bigode
Reprodução/Facebook

Alexander Lukashenko governa Belarus desde 1994

A União Europeia anunciou nesta quinta-feira (24) que  não reconhece Aleksandr Lukashenko como presidente de Belarus por considerar que as eleições, realizadas no dia 9 de agosto, foram fraudulentas e que o juramento feito em sigilo é “ilegítimo”.

“A União Europeia não reconhece os resultados falsificados. Nessa base, a chamada ‘inauguração’ de 23 de setembro de 2020 e o novo mandato reivindicado por Aleksandr Lukashenko carecem de qualquer legitimidade democrática”, diz a nota oficial publicada pela entidade.

Para os europeus, “essa ‘inauguração’ contradiz diretamente o desejo de grande parte do povo bielorrusso, como expressado em numerosos, sem precedentes e pacíficos protestos desde as eleições, e serve apenas para aprofundar ainda mais a crise política em Belarus”.

A nota se refere à cerimônia de posse e juramento de Lukashenko realizada nesta quarta-feira de maneira “secreta”, sem a tradicional transmissão pela TV pública, cobertura jornalística ou presença de líderes internacionais. Só se soube da posse para o sexto mandato consecutivo do chefe de Estado depois que ela terminou.

O comunicado ressalta que a postura do bloco é “clara” desde o início e que defende que os cidadãos “merecem o direito de serem representados por aqueles que escolhem livremente” através de uma disputa eleitoral “inclusiva, transparente e crível”.

O texto ainda elogia a “impressionante” postura dos bielorrussos que continuam a protestar pacificamente na luta pela democracia “mesmo com a repressão brutal das autoridades” nacionais. A UE ainda pede que todos os detidos sejam libertados “imediatamente”.

Desde que os primeiros resultados de boca de urna foram divulgados, os protestos começaram a ser registrados em inúmeras cidades do país. Desde então, todos os dias são realizadas manifestações pacíficas pelas ruas do país. Porém, a polícia prende centenas de cidadãos como forma de tentar reprimir os atos – considerados ilegais pelas autoridades.

Nesta quarta-feira, por exemplo, mais 364 pessoas foram detidas em “59 manifestações não autorizadas”, segundo informação do próprio Ministério do Interior.

O texto ainda é finalizado com um alerta para Lukashenko. “À luz da atual situação, a UE está revisando suas relações com Belarus”, pontua.

Os europeus, que classificam Lukashenko como “o último ditador da Europa” por ele estar no poder desde 1994 e controlar de maneira autoritária o país, se manifestaram desde o início contrários à permanência do presidente no poder, pois não consideraram o processo eleitoral justo. Além das fraudes no dia da votação, diversos opositores foram impedidos de concorrer à disputa.

No entanto, o político tem um forte apoio da Rússia e, particularmente, do presidente Vladimir Putin que, além de emprestar cerca de US$ 1,5 bilhão para Minsk, colocou uma unidade militar de reserva na fronteira do país e enviou cerca de mil soldados para um treinamento em Belarus.

Fonte: IG Mundo

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Internacional

Sinovac quer distribuir vacina na América do Sul junto com Butantan

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A chinesa Sinovac Biotech espera fornecer sua vacina experimental contra a covid-19 para mais países sul-americanos ao terceirizar alguns processos de fabricação para o Instituto Butantan, ligado ao governo do estado de São Paulo, disse o presidente executivo da companhia, Yin Weidong, nesta quinta-feira (24).

Fabricantes globais de vacina, como a Sinovac e a AstraZeneca, fizeram parcerias para a realização de testes clínicos em estágio avançado de seus produtos no Brasil, que tem o terceiro maior número de infectados do mundo.

A Sinovac planeja fornecer produtos semifinalizados ao Butantan, que fará a formulação e o envase para o fornecimento da vacina a outros países sul-americanos, disse Yin Weidong, em entrevista coletiva.

A China incluiu a candidata a vacina da Sinovac, a CoronaVac, em seu programa de uso emergencial lançado em julho, mas os testes em estágio avançado no exterior ainda não foram concluídos, o que levantou dúvidas em relação à segurança entre especialistas.

Nessa quarta-feira (23), o governador de São Paulo, João Doria, disse que dos 50 mil voluntários que participaram de testes com a CoronaVac na China, 94,7% não apresentaram qualquer reação adversa e que, no Brasil, até o momento, nenhum voluntário que participa do estudo teve qualquer efeito colateral. Ele espera que a imunização comece em São Paulo em dezembro.

Yin disse que a Sinovac está disposta a colaborar e compartilhar dados com outros países sobre o uso emergencial da vacina, se eles precisarem de programas desse tipo. Acrescentou que a empresa mantém conversas com o Chile e com outros países para a realização de estudos clínicos de Fase 3, mesma etapa que está sendo feita no Brasil e que é a última antes do pedido de registro nos órgãos reguladores.

“Diferentes países têm suas próprias opções sobre autorização para uso emergencial”, disse Yin, acrescentando não saber se eles seguirão o exemplo da China.

 

 

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