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Irã afirma que violará acordo nuclear em 10 dias se Europa não reagir a Trump

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bandeira do Irã
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Irã sofre sanções desde que os Estados Unidos decidiram deixar o acordo nuclear

O estoque de urânio enriquecido do Irã ultrapassará no dia 27 de junho o limite estabelecido pelo acordo nuclear assinado com as principais potências globais em 2015, anunciou nesta segunda-feira (17) Behrouz Kamalvandi, porta-voz da Organização Iraniana de Energia Atômica.

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Segundo ele, ainda existe a possibilidade de o país persa manter sua produção de urânio nos limites estabelecidos pelo acordo nuclear há quatro anos, se os países europeus agirem para bloquear os efeitos das sanções impostas pelos Estados Unidos depois de abandonarem o acordo, em maio de 2018.

“Nós quadruplicamos a taxa de enriquecimento e a aumentamos ainda mais recentemente, então o estoque deverá ultrapassar o limite de 300 quilos em 10 dias”, disse Kamalvandi em uma entrevista coletiva televisionada a partir da usina nuclear de Arak. “Ainda há tempo se os países europeus agirem. Se eles cumprirem seu compromisso, voltaremos ao combinado”.

O presidente do Irã , Hassan Rouhani, já havia advertido no início de maio que os europeus teriam 60 dias para começar a garantir a Teerã os benefícios decorrentes do tratado nuclear; caso isso não ocorresse, disse na ocasião, o país se afastaria dos termos do acordo.

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No acordo de 2015, o Irã se comprometeu a não produzir a bomba atômica, em troca dos benefícios econômicos que esperava obter com o fim das sanções então vigentes da ONU, da União Europeia e dos EUA. As sanções europeias e as impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas continuam suspensas, mas, dado o poder do dólar e do sistema financeiro americano, a volta das sanções americanas acabou atingindo o comércio e os investimentos no Irã de empresas de outros países, incluindo as europeias.

Além disso, o governo de Donald Trump prometeu reduzir a zero as exportações de petróleo iranianos, punindo os países que comprarem o produto de Teerã.

A manutenção de um baixo estoque de urânio enriquecido é uma das principais garantias de que o Irã não terá combustível suficiente para produzir uma bomba nuclear. De acordo com o acordo assinado há quatro anos, o país persa deveria manter um estoque máximo de 300 quilos. A produção excedente deveria ser vendida.

Pouco após o anúncio oficial, Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, ressaltou que, até o momento, o país persa não violou os termos do acordo nuclear e que não tinha conhecimento do comunicado iraniano.

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Historicamente difícil , a relação entre Estados Unidose Irã ficou ainda mais estremecida em maio do ano passado, quando Donald Trump retirou os Estados Unidos do tratado.

Trump voltou a aplicar as restrições econômicas, buscando bloquear suas vendas de petróleo e enfraquecer a economia iraniana. Em resposta, o Irã anunciou diminuições às restrições no seu programa nuclear e ameaçou tomar medidas que podem significar o rompimento do tratado.

Após uma série de tensõesdesde o início do ano, a situação se agravou na quinta-feira, quando os Estados Unidos culparam o Irã pelosataques a dois navios nas proximidades do Estreito de Ormuz, região por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado do mundo. Teerã nega qualquer envolvimento com o ocorrido. Autoridades iranianas, contudo, negam qualquer envolvimento com o incidente e chamaram as acusações americanas de “alarmantes”.

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Apesar de Washington e Teerã alegarem que não estão dispostos a ir à guerra em função do acordo nuclear , os eventos adquiriram uma dinâmica perigosa, com forças militares de ambos os lados reforçando sua presença militar na região. Analistas ouvidos pelo jornal O Globo manifestaram o temor de que a situação saia de controle.

Fonte: IG Nacional
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Pesquisadores identificam suposto navio responsável por derramamento de óleo

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Óleo nas praias de Alagoas arrow-options
Divulgação/Petrobras

Pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas alegam que há uma nova embarcação suspeita.

Os pesquisadores do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS), da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), apresentarão novas evidências sobre a origem do óleo que atingiu o litoral do país nesta quinta-feira (21), durante audiência pública no Senado, em Brasília. Uma terceira imagem de satélite, encontrada na última sexta-feira (15), revela pistas para chegar a um navio suspeito de derramar o óleo no litoral nordestino.

A identidade da provável embarcação que derramou óleo no Nordeste foi definida a partir de imagens do litoral da Paraíba. Os dados registrados por satélite exibem uma mancha de óleo de grande proporção na costa leste nordestina , a 26 km do litoral paraibano, com cerca de 25 km de extensão e 400 metros de largura. O registro do Sentinel-1A, de 19 de julho de 2019, é o principal recurso utilizado pelo laboratório para consolidar as novas pistas.

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A identidade da embarcação ainda não foi divulgada pelos pesquisadores. As características do navio e do itinerário que pode ter causado dano marinho, no entanto, foram adiantadas no site oficial das pesquisas do laboratório. “Temos novas evidências que serão entregues no documento que será apresentado ao Senado. Só iremos revelar o nome da embarcação e a bandeira a qual ele pertence caso sejamos questionados [pelo Legislativo]”, assegura o coordenador do LAPIS, Humberto Barbosa, doutor em Ciências do Solo e Sensoriamento Remoto pela Universidade do Arizona, Estados Unidos e professor da UFAL.

O pesquisador apontou, ainda, que a responsabilidade de investigação cabe à Polícia Federal e às autoridades competentes. Atualmente, o navio suspeito segue rota recorrente, vindo da Venezuela com destino a Singapura e, de acordo com informações do laboratório, vai passar mais uma vez pelo litoral brasileiro nos próximos dias.

Manobra atípica levantou suspeitas

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Lapis

Comparação de dois trajetos do navio suspeito.

Outras imagens já haviam sido identificadas a partir de três satélites – Sentinel 1A, Aqua-Modis e NOAA-20 Viirs -, apontando para uma grande mancha de óleo na costa norte do Nordeste, a 40 km de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. Elas foram responsáveis por descartar as suspeitas sobre o navio grego Bouboulina. “Essas evidências estão consolidadas a partir do cruzamento de dados que o laboratório realizou, mas ressalto que tudo tem margem de incerteza. Nossas evidências se tratam de possibilidades a partir de um estudo de informações”, explica Barbosa.

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Segundo informações do LAPIS, o navio costumava fazer o trajeto de um país asiático até a Venezuela, pela África do Sul. As análises sobre a embarcação mostram que o percurso do dia 1º de julho a 13 de agosto foi controverso. O navio suspeito não teria transmitido de forma regular e sem interrupções todas as informações da sua faixa no sistema de identificação utilizado para monitorar embarcações internacionais. Com isso, a embarcação violou o direito marítimo internacional.

A embarcação teria partido de um país da Ásia no dia 1º de julho. O registro sequencial foi registrado na costa norte da América do Sul, com possível parada na altura da Guiana, no dia 28 de julho. O itinerário do navio no oceano Atlântico foi incomum, segundo os pesquisadores do LAPIS, por não ter havido parada em nenhum porto. Uma manobra categorizada como “estranha” foi identificada pelos pesquisadores, indicando mudança de trajetória.

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Lapis

Satélite Sentinel-1A registra mancha de óleo próximo ao Litoral da Paraíba, segundo o LAPIS.

A embarcação deu uma grande volta e aproximou-se do nordeste dos Estados Unidos em 31 de julho, após sair da Guiana. O retorno foi feito pela costa africana, passando por Serra Leoa, no dia 9 de agosto. A chegada ao porto de origem, na Ásia, ocorreu em 13 de agosto.

“O percurso mostra alteração na direção do navio, indicando um comportamento suspeito ou um grande problema mecânico. O percurso mostra alteração na direção do navio, indicando um comportamento suspeito ou um grande problema mecânico. É claro que ainda será necessário aprofundar investigações”, informa o boletim disponível na página oficial do laboratório.

O navio possui uma tonelagem bruta duas vezes maior que o Bouboulina. Se confirmada sua relação com o desastre ambiental no Nordeste, esse dado pode justificar as impressionantes seis mil toneladas de óleo já retiradas das praias da região”, apontam as informações do portal do laboratório.

Plano de contingência

No último dia 8 de novembro, fragmentos do óleo chegaram pela primeira vez à região Sudeste, atingindo o município de São Mateus, no Norte do Espírito Santo. Para o professor e coordenador do Instituto de Engenharia Ambiental da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Ícaro Moreira, a comoção causada pela aparição da substância em regiões mais ao Sul do Brasil gera um sentimento de que o Nordeste é tratado com descaso pelo governo federal.

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“Por conta da demora na implantação do plano de contingência contra as manchas e da falta de transparência, a impressão é que o Nordeste é visto com descaso. O que se diz por aqui, tanto na academia quanto na sociedade, é que por conta do apelo turístico do Rio de Janeiro, por exemplo, só será feito alguma coisa se o petróleo chegar lá”, diz Moreira.

Mesmo que muitos moradores tenham ido até as localidades atingidas e as próprias instituições de ensino da região tenham começado a atuar na remoção da substância, Moreira lembra que isso não deveria ser de responsabilidade de nenhum dos dois. “Tudo é muito romantizado e a população não sabe como se proteger nem dar o destinamento adequado ao óleo. Não por culpa dela, mas porque ela vai na cara e na coragem sem saber com o que está lidando”, afirma.

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Sobre a polêmica da origem da substância, o professor da UFBA diz que os laboratórios da universidade analisaram várias amostras e a possibilidade de o petróleo ser nacional foi descartada. “Nós coletamos amostras de todo o Nordeste e por meio dos biomarcadores, que são uma espécie de DNA do petróleo, foi confirmado que o material é venezuelano.”

Em Pernambuco, as análises de peixes e pescados não indicam presença de hidrocarbonetos, elementos presentes no petróleo. De acordo com o professor do departamento de Biociências da Universidade Federal de Pernambuco, Gilberto Rodrigues, não há certezas quanto à chegada do óleo no sul do Sudeste, como o Rio de Janeiro ou São Paulo. “Como não sabemos as causas do desastre, não há clareza. O que existe são alguns estudos de modelagem, que preveem por meio das correntes marítimas a possibilidade”.

O impacto causado pelo óleo na costa nordestina afetou diretamente a geração de renda de marisqueiros e pescadores. “O grande problema da região litorânea hoje é o mangue e as áreas onde são criados os crustáceos, mariscos, ostras e caranguejos. São eles que geram as principais fontes de renda. Na Região Metropolitana do Recife, são ao menos 30 mil pessoas subsistindo da pesca. Elas hoje não tem o que comer, praticamente, desde o impacto ambiental”, explica Rodrigues.

Segundo informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ao todo 675 pontos de toda a costa brasileira já foram atingidas pelo óleo. O estado que lidera no número de locais afetados é a Bahia, com 254 pontos onde a substância já chegou.

O estado é seguido por Sergipe (78), Alagoas (76), Rio Grande do Norte (71), Espírito Santo (61), Pernambuco (51), Ceará (36), Paraíba (19), Maranhão (17) e Piauí (12).

Fonte: IG Nacional
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Óleo chega a 643 áreas em 116 municípios do Nordeste e do Sudeste

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Brenda Alcântara/Agência Pública

Imagem de praia de Pernambuco cercada por óleo.

Um relatório divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis ( Ibama ) mostrou que, ao todo, 643 áreas já foram atingidas pelas manchas de óleo que chegaram ao litoral brasileiro. Há registros em 116 municípios em todos os nove estados do Nordeste . Manchas também foram encontradas no Espírito Santo , primeiro estado do Sudeste. A lista pode ser ainda maior.

A Marinha confirmou que o santuário ecológico no Delta do Parnaíba, no Piauí, foi atingido pelas manchas de óleo no último sábado (16). O ponto turístico não consta na lista do Ibama. No Delta do Parnaíba, seis áreas foram atingidas: as praias Pontal, de Caiçaras e Barra das Melancieiras; além das ilhas Canárias, Poldros e do Caju. Ao todo, o santuário ecológico possui 70 ilhas e praias.

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A Marinha, o Exército e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) montaram uma grande operação para impedir que o petróleo chegue até o rio Parnaíba. Em nota, a Marinha informou que disponibilizou cinco mil militares para as operações de limpeza, além de 37 navios e 11 aeronaves.

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Outra área de conservação ameaçada é o santuário do peixe-boi, em Porto de Pedras, no litoral alagoano. Técnicos da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA) estão preocupados com Astro, um raro representante da espécie que vive no litoral do Sergipe desde 1998, que está sendo monitorado, mas corre risco de contaminação . Os mangues e praias da região já foram alcançados pelo óleo.

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A Polícia Federal trabalha com a suspeita de que um navio grego teria causado o derramamento de óleo no litoral brasileiro. De acordo com o órgão, a embarcação teria ancorado na Venezuela em 15 de julho. Três dias depois, seguiu para Singapura. No trajeto, entre os dias 28 e 30 de julho, houve o vazamento.

A suspeita é que o derramamento ocorreu a 700 quilômetros da costa brasileira, em águas internacionais. Segundo a Polícia Federal, neste período “um único navio petroleiro navegou pela área suspeita”. Porém, a Universidade Federal de Alagoas anunciou, no último domingo (17), que identificou outra embarcação como responsável pelo vazamento. O nome e a bandeira do navio não foram reveladas pela instituição. 

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Fonte: IG Nacional
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