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iPhone 13 pode ser atrasado por inundações na China; entenda

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iPhone 13 pode ser atrasado
Unsplash/Mihai Moisa

iPhone 13 pode ser atrasado



As inundações em massa registradas na província chinesa de Henan nesta terça-feira (20) podem atrasar o lançamento do iPhone 13 , previsto para setembro deste ano. As chuvas torrenciais na região resultaram em pelo menos 25 mortes até o momento e forçaram mais de 100 mil pessoas a deixarem suas casas na cidade de Zhengzhou — maior centro de produção dos smartphones da Apple no mundo.

Embora as notícias preliminares apontem que suas fábricas não foram danificadas, a cidade foi impactada com a queda de energia e desabamentos de estradas. As enchentes alagaram estações de metrô e puseram em risco uma barragem localizada em um município vizinho, a qual “pode ruir a qualquer momento”, segundo as autoridades do país.

Segundo o Channel News, a indústria de Zhengzhou acabara de aumentar a produção antes do lançamento do novo modelo da Apple. O local é responsável por fabricar cerca de metade dos iPhones . De acordo com as medições, foram 457,5 milímetros de chuva em um período de 24 horas, recorde histórico para a cidade que geralmente registra 640 milímetros em um ano inteiro.

As autoridades meteorológicas afirmaram que a precipitação foi a maior registrada desde que os registros começaram há 60 anos. A cidade notificou o equivalente à média anual de chuvas em apenas três dias.

Você viu?

Imagens publicadas em redes sociais mostram passageiros com a água até a cintura dentro de vagões na capital provincial de Henan. Em um dos vídeos, parte dos usuários do sistema de transporte chinês está em pé enquanto outros subiram em cima dos assentos para escapar da água.

Um outro vídeo gravado em Zhengzhou mostra o resgate de uma mulher que quase foi levada pela correnteza em uma escadaria. Imagens feitas por passageiros também mostram as estações tomadas pela água das chuvas. Em um dos vídeos, uma composição está parada na plataforma e funcionários tentam fechar as portas dos vagões em meio à enxurrada.

As fortes chuvas forçaram a interrupção de todos os serviços de metrô. A cidade fica às margens do Rio Amarelo, que transbordou. Cerca de 94 milhões de pessoas vivem na província de Henan.

Rompimento de barragem

O Exército da China emitiu um alerta de que uma barragem localizada em Luoyang, cidade vizinha a Zhengzhou, corre risco de rompimento. O comunicado afirma que a estrutura “pode ruir a qualquer momento”, depois de ser severamente danificada pelas tempestades torrenciais.

De acordo com a agência de notícias AFP, as fortes chuvas provocaram uma ruptura de 20 metros na barragem de Yihetan. Luoyang tem cerca de sete milhões de habitantes e corre o risco de “entrar em colapso a qualquer momento”. As autoridades meteorológicas chinesas também emitiram o mais alto nível de alerta para a província.

Explosão

As chuvas em Henan também provocaram uma explosão em uma fábrica de alumínio. De acordo com a agência Reuters, o rio que passa próximo à unidade transbordou. A força da água derrubou um muro e a enxurrada invadiu a instalação industrial.

A empresa informou ter cortado a energia elétrica e esvaziado o local imediatamente, segundo a Reuters. No entanto, a água da chuva se misturou com uma solução de alta temperatura que estava em um tanque e causou a explosão. Não há registro de feridos ou desaparecidos no acidente até o momento.

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Chip voador menor que um grão de areia pode monitorar doenças e poluição

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Chip voador
Reprodução

Chip voador

Pesquisadores americanos criaram uma tecnologia tão inusitada que poderia ter saído de um filme de ficção-científica: um microchip voador do tamanho de um grão de areia e possivelmente o menor dispositivo aéreo já feito. Projetados para serem carregados pelo vento, eles podem ter uma infinidade de aplicações, com destaque para o monitoramento de doenças e níveis de poluição do ar.

O artigo, publicado originalmente na revista científica Nature, documenta a pesquisa realizada por uma equipe da Northwest University, de Washington nos Estados Unidos. Os pesquisadores afirmam que se inspiraram no design de sementes de algodão e de outras plantas para desenvolver o curioso microchip.

Cientistas “venceram a biologia”

Na natureza, esse tipo de semente cai lentamente, girando igual a um helicóptero, para poder ser pega pelo vento e se espalhar para longe da árvore que a gerou, aumentando assim a diversidade genética da espécie. Inspirados por esse mecanismo biológico, os cientistas criaram “estruturas que caem em uma trajetória mais estável e em velocidades terminais mais lentas do que sementes equivalentes”, como disse o professor John A. Rogers à Vice.

Para ele, a equipe “venceu a biologia” ao conseguir replicar o mecanismo natural em um microchip consideravelmente menor do que uma semente de algodão e mais eficiente em termos de física aerodinâmica.

Eles são projetados para serem carregados pelo vento e podem, por exemplo, rastrear doenças transmitidas por vias aéreas e monitorar a poluição do ar. Além disso, os cientistas sugeriram que eles podem ser produzidos com materiais biodegradáveis para evitar ao máximo qualquer impacto ambiental.

Vídeo explica funcionamento do microchip voador:

Rogers explicou que o design de “helicóptero” não dribla as leis da aerodinâmica. A partir de determinado tamanho, os benefícios dessa estrutura desaparecem. Ou seja, o microchip poderia ser ainda menor, mas ele “cairia como uma pedra”. Por isso, sua atual escala seria o máximo “que a física permite”.

Microchips podem carregar uma variedade de tecnologias

Mas isso também traz algumas vantagens. Os microchips voadores conseguem ser grandes o suficiente para transportar eletrônicos, sensores e fontes de energia. A equipe testou várias versões que podiam carregar tecnologias úteis, como antenas para permitir a comunicação sem fio com um smartphone ou entre os chips. Outros sensores podem monitorar acidez do ar, qualidade da água e radiação solar, por exemplo.

“Não pensamos nesses dispositivos como um componente de monitoramento permanente, mas sim como componentes temporários que atendem a uma necessidade específica de duração finita. É assim que estamos imaginando as coisas atualmente: você monitora por um mês e então os dispositivos morrem, se dissolvem e desaparecem, e então você tem que reimplantá-los”, disse o pesquisador.

O projeto ainda está na fase conceitual e passa longe de estar pronto para ser solto pela atmosfera, mas a equipe segue trabalhando em protótipos e quer expandir ainda mais as opções de aplicação com designs diferentes. Assim, o potencial dessa inusitada tecnologia se torna ainda maior.

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Facebook rebate relatório que diz que Instagram é ‘tóxico’ para adolescentes

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Relatório aponta que rede social pode prejudicar adolescentes
Unsplash/Laura Chouette

Relatório aponta que rede social pode prejudicar adolescentes

Quase duas semanas depois do The Wall Street Journal  vazar um relatório no qual o Facebook admite que o Instagram prejudica a saúde mental de adolescentes, a rede social decidiu responder sobre o caso.

Em uma publicação no blog do Facebook neste domingo (26), Pratiti Raychoudhury, vice-presidente e líder de pesquisa da empresa disse que o Instagram não é tóxico para adolescentes.

No texto, Raychoudhury descreve o relatório citado pelo jornal e afirma que ele foi tirado de contexto. Novos dados que não estavam presentes na reportagem foram mostrados, alegando que o Instagram, na verdade, faz bem para os mais jovens.

A vice-presidente afirma que faltou “contextualizar descobertas específicas” e “deixar clara a natureza” da pesquisa citada pelo WSJ. “Algumas das pesquisas contaram com a opinião de apenas 40 adolescentes e foram projetada para informar conversas internas sobre as percepções mais negativas dos adolescentes sobre o Instagram. Não mediram relações causais entre o Instagram e problemas do mundo real”, escreveu Raychoudhury.

Na reportagem, o WSJ divulgou o conteúdo presente em slides que circularam em apresentações dentro do Facebook. A empresa tinha informações como “nós pioramos os problemas de imagem corporal de uma em cada três garotas adolescentes”.

Raychoudhury rebate dizendo que “esses documentos foram criados e usados ​​por pessoas que entendiam as limitações da pesquisa, razão pela qual ocasionalmente usavam linguagem abreviada e não explicam as ressalvas em todos os slides”.

A executiva ainda afirma que algumas pesquisas foram feitas para procurar justamente os piores resultados possíveis, a fim de melhorar as ferramentas presentes no Instagram. “Nossa pesquisa interna é parte de nosso esforço para minimizar o que há de ruim em nossas plataformas e maximizar o que há de bom. Investimos nessa pesquisa para identificar proativamente onde podemos melhorar – por isso os piores resultados possíveis são destacados nos slides internos”, escreveu.

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