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Internet Starlink já é oficial no Brasil, mas não cobre todo o país

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Internet via satélite da Starlink já está disponível no Brasil
Unsplash/Donald Giannatti

Internet via satélite da Starlink já está disponível no Brasil

Se você anseia por acessar a internet por meio dos satélites Starlink, chegou o seu momento. Nesta semana, a SpaceX atualizou o mapa de disponibilidade do serviço. O Brasil está, oficialmente, entre os países atendidos. Melhor dizendo, uma parte do Brasil está. Mas esse não deixa de ser um bom começo.

Com a atualização, o serviço de internet da Starlink passa a estar disponível oficialmente em 32 países. No Brasil, a cobertura atual envolve grande parte de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, além de algumas áreas de Minas Gerais.

O Rio Grande do Sul aparece com cobertura prevista para o final deste semestre. No Espírito Santo e em cidades ao norte de Minais Gerais, incluindo Montes Claros, a previsão é a de que a rede Starlink esteja disponível até o fim de 2022.

Partes do Paraná, a exemplo de Cascavel e Maringá, têm previsão para o primeiro trimestre de 2023. O mesmo vale para cidades como Presidente Prudente e Araçatuba, em São Paulo.

Para as demais regiões do Brasil, a SpaceX indica que o serviço começará a ser oferecido no primeiro trimestre de 2023. Trata-se uma previsão um tanto vaga, na verdade. É como se a empresa estivesse dizendo que essas áreas estão nos planos para um futuro próximo, mas ainda não há uma previsão consolidada para elas.

Tem, mas custa caro

É claro que dizer “anseia” no início do texto foi apenas uma abordagem descontraída, pois o serviço não é barato por aqui.

Uma simulação para contratação na cidade de São Paulo, por exemplo, mostra que o kit de instalação (com antena) sai por R$ 3.000 mais R$ 365 de frete. Já a mensalidade cobrada pela Starlink fica em R$ 530. E olha que esses valores não incluem impostos.

De todo modo, vale relembrar que a rede Starlink tem como foco regiões que não são bem atendidas por serviços de telecomunicações tradicionais, a exemplo de áreas rurais ou afastadas de grandes centros urbanos.

O início das operações no Brasil, ainda que apenas em uma parte do território, era questão de tempo. Prova recente disso está na homologação da antena da Starlink pela Anatel.

Note, porém, que essa aprovação é válida para a antena de primeira geração. A antena de segunda geração, com formato retangular e dimensões menores, ainda não foi homologada para uso em território nacional (e sabe-se lá quando será).

Cobertura da Starlink pelo mundo

Sem nenhuma surpresa, os Estados Unidos têm a maior cobertura da rede Starlink atualmente. Apesar disso, ainda há vários pontos do país marcados com disponibilidade “até 2023”.

Alguns países da Europa, a exemplo de Portugal, Espanha, França, Alemanha e Reino Unido, têm cobertura territorial praticamente integral.

Mas, sim, a SpaceX quer dominar o mundo. Na África, Ásia Oriental e partes da Europa, por exemplo, o serviço ainda não é oferecido, mas essas regiões também aparecem com previsão para 2023.

Somente territórios com restrições políticas é que estão fora do radar da companhia de Elon Musk, como Rússia, China e Afeganistão.

Quanto ao Brasil, agrada saber que a cobertura total está prevista para os próximos meses. Isso porque, gigante que é, o país tem várias lacunas em sua infraestrutura de telecomunicações.

Por outro lado, não dá para negar que a expansão da rede Starlink vem acompanhada de possíveis “efeitos colaterais”. Astrônomos têm reclamado, por exemplo, de os satélites do serviço atrapalharem atividades de observação espacial.

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YouTube proíbe vídeos que neguem ou banalizem facada em Bolsonaro

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Jair Bolsonaro foi esfaqueado em 2018
Reprodução/Twitter

Jair Bolsonaro foi esfaqueado em 2018

O YouTube afirmou nesta quarta-feira (10) que alterou sua política de combate ao discurso de ódio, passando a proibir a publicação e circulação de vídeos que neguem ou banalizem a facada sofrida pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em Juiz de Fora (MG) em 2018.

“Nossa política de discurso de ódio proíbe conteúdo que negue, banalize ou minimize eventos históricos violentos, incluindo o esfaqueamento de Jair Bolsonaro. O discurso de ódio não é permitido no YouTube, e removeremos material sobre o esfaqueamento de Jair Bolsonaro que viole esta política se não fornecer contexto educacional, documental, científico ou artístico no vídeo ou áudio”, afirma a plataforma, em nota enviada ao portal iG.

Nesta quarta-feira, alguns vídeos enquadrados na política foram deletados pelo YouTube. Mas esta não foi a única regra alterada pela plataforma. Agora, também são proibidos vídeos que aleguem fraude nas eleições de 2014 – antes, a medida valia apenas para o pleito de 2018. Diante disso, a live de Bolsonaro com embaixadores publicada em 18 de julho foi deletada pelo YouTube  nesta quarta, já que nela o presidente afirmou que houve fraude nas eleições de 2014, informação que é falsa.

A medida vem após o YouTube afirmar que não removeria o vídeo e em meio a um histórico de baixa moderação de conteúdo quando o assunto são os vídeos publicados no canal do presidente.  Reportagem do portal iG revelou que a plataforma demora em média nove meses para punir o canal de Bolsonaro e deletar vídeos nos quais ele desinforma.

A demora é um dos motivos pelos quais o canal de Bolsonaro segue no ar, já que a quantidade de vídeos excluídos poderia fazer com que ele fosse banido da plataforma.

A exclusão desta quarta-feira, por exemplo, não gera uma punição ao canal do presidente, já que o vídeo foi excluído com base em uma regra que ainda não existia quando a transmissão foi feita.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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YouTube volta atrás e deleta live de Bolsonaro com embaixadores

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Bolsonaro durante reunião com embaixadores
Reprodução – 19/07/2022

Bolsonaro durante reunião com embaixadores

O YouTube excluiu nesta quarta-feira (10) a live do presidente Jair Bolsonaro (PL) com embaixadores publicada em 18 de julho. Na reunião, Bolsonaro atacou as urnas eletrônicas e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) .

Na semana em que o encontro foi transmitido no YouTube,  a plataforma afirmou que não removeria o vídeo por entender que “não foram encontradas violações às políticas de comunidade” da plataforma. Agora, o Youtube atualizou suas regras, o que fez com que a live fosse banida.

“A política de integridade eleitoral do YouTube proíbe conteúdo com informações falsas sobre fraude generalizada, erros ou problemas técnicos que supostamente tenham alterado o resultado de eleições anteriores, após os resultados já terem sido oficialmente confirmados. Essa diretriz agora também se aplica às eleições presidenciais brasileiras de 2014, além do pleito de 2018”, diz o YouTube em nota enviada ao portal iG.

Antes, a política de integridade eleitoral se aplicava apenas às eleições de 2018 no Brasil, se ampliando agora para as de 2014. A regra ainda não cita as eleições presidenciais deste ano.

No encontro com embaixadores, Bolsonaro afirmou que, em 2014, houve uma fraude eleitoral que beneficiou a ex-presidente Dilma Rousseff e prejudicou o então candidato à Presidência da República Aécio Neves, informação que é falsa.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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