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Saúde

Instituto desenvolve 1ª vacina contra diferentes variantes da Covid-19

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Instituto desenvolve 1ª vacina contra diferentes variantes da Covid-19
Rovena Rosa/Agência Brasil – 19.01.2022

Instituto desenvolve 1ª vacina contra diferentes variantes da Covid-19

Pesquisadores da Fundação Instituto de Imunologia da Colômbia (FIDIC) desenvolveram a primeira vacina contra as diferentes variantes do Sars-Cov-2, nome oficial do novo coronavírus, causador da Covid-19. Em entrevista ao veículo de mídia colombiano Caracol Radio, o pesquisador Manuel Elkin Patarroyo, afirmou que o novo imunizante já passou pela fase de estudo pré-clínico e, em breve, deverá avançar para o estudo clínico em humanos. 

De acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Frontiers in Immunology, o imunizante é feito a partir de uma plataforma de síntese química adaptada de uma metodologia criada pela FIDIC o em seus estudos sobre a malária. É uma vacina baseada em pequenos pedaços, não mais que 20 aminoácidos, da parte funcional do vírus, que se liga às células e as infecta. Em vez de utilizar o vírus inteiro inativado, como o caso da CoronaVac; uma proteína inteira, como a Novavax; ou instruções para células humanas produzirem uma proteína, como a da Pfizer; a vacina colombiana utiliza fragmentos de múltiplas proteínas: da espícula (a famosa proteína S ou Spike), da membrana e do envelope.

“Se diz que é uma vacina com proteção mais abrangente porque ela é uma vacina sintética de subunidade de subunidade com múltiplas proteínas, enquanto a maioria das vacinas que estão no mercado se basearam em proteínas da espícula. Se você aumenta o número de proteínas, se entende que a proteção é mais abrangente e isso é muito melhor em saúde pública”, explica a pesquisadora Sue Ann Costa Clemens, docente de Oxford e diretora do primeiro mestrado em vacinologia do mundo, na Universidade de Siena.

Além disso, o novo imunizante inclui a maioria dos fragmentos da variante clássica chinesa Wuhan, mas também fragmentos correspondentes às mutações de interesse e de preocupação já identificadas. Isso significa que essa é a primeira vacina contra múltiplas variantes. As outras são baseadas apenas na cepa original, de Wuhan.

“Já sabendo quais são as mutações presentes nas variantes de preocupação (VOCs) e nas de interesse (VOI) , eles escolheram pedaços das proteínas em lugares em em que o vírus não mutou, que são iguais entre todas as variantes. Eles estão usufruindo do conhecimento das próprias mutações. Nesse momento, não temos vacina que usufrui desse conhecimento, mas estamos a caminho de vacinas de segunda geração”, diz o geneticista Salmo Raskin, diretor do Laboratório Genetika, em Curitiba.

Outro ponto interessante dessa vacina, é que os pesquisadores fizeram modificações químicas nesses fragmentos de proteínas para que eles sejam reconhecidos pelo organismo humano, sem serem eliminados pelo sistema HLA, que reconhece e extermina corpos estranhos.

“Em tese, uma vacina dessa seria considerada estranha e o corpo produz anticorpos para eliminá-la. Eles modificaram essas sequências de aminoácidos para que elas possam ser reconhecidos como sequências do próprio organismo humano por esse sistema HLA”, explica o geneticista.

Isso significa que o corpo produz anticorpo contra o coronavírus e estará preparado em caso de infecção, mas não produz anticorpos contra a própria vacina. De acordo com os pesquisadores, o nível de anticorpos gerados pela vacina aumentou com o tempo. Eles afirmam também que ela tem capacidade de proteger cerca de 80% da população mundial.

Para Sue Ann Costa Clemens, que também é chefe do comitê científico da Fundação Bill e Melinda Gates, outro ponto positivo dessa vacina é que se acredita que ela seja muito mais fácil de produzir e mais barata.

“Se ela se comprovar segura e eficiente nas fases clínicas, é uma vacina de grande potencial”, complementa Raskin. Entretanto, seu desenvolvimento não deve ser tão rápido.

Entretanto, o fato da maior parte da população mundial estar vacinada e de não haver uma urgência para o desenvolvimento de novas vacinas, já que agora temos imunizantes disponíveis, pode fazer com que o estudo não seja concluído tão rapidamente.

“A vacina foi testada em macacos. Ainda são muitas etapas clínicas até ela estar disponível. Se tudo der certo, estamos falando de dois anos”, diz Raskin.

O desenvolvimento da nova vacina, chamada SM-COLSARSPROT, foi liderado pelos professores Manuel Alfonso Patarroyo e Manuel Elkin Patarroyo, do FIDIC, em parceria com o grupo de imuno-virologia da Universidade de Antioquia e a Universidade de Ciências Aplicadas e Ambientais (UDCA).

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Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19: Brasil tem 16,6 mil novos casos e 36 óbitos em 24 horas

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Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado neste domingo (26) mostra que o Brasil registrou, em 24 horas, 16.679 novos casos de covid-19.

No total, o país contabiliza 32.078.638 registros da doença. Destes, 792.581 (2,5%) seguem em acompanhamento, ou seja, são casos ativos.

As secretarias estaduais de saúde registraram 36 mortes por covid-19 em 24 horas. No total, a pandemia resultou em 670,405 óbitos no país.

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza os números da pandemia de covid-19 no Brasil. Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza os números da pandemia de covid-19 no Brasil.

Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde atualiza os números da pandemia de covid-19 no Brasil. – Ministério da Saúde

O número de recuperados é de 95,4% do total – 30,6 milhões de brasileiros são considerados curados.

O informativo mostra ainda que houve 161 óbitos por síndrome respiratória aguda grave (SRAG) nos últimos 3 dias. Há também 3.283 óbitos por SRAG em investigação, e que ainda necessitam de exames laboratoriais confirmatórios para serem relacionados à covid-19.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, no topo do ranking de estados com mais mortes por covid-19 registradas até o momento estão São Paulo (170.607), Rio de Janeiro (74.053), Minas Gerais (62,015), Paraná (43.654) e Rio Grande do Sul (39.968).

Já os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (2.002), Amapá (2.140), Roraima (2.152), Tocantins (4.158) e Sergipe (6.356).

Vacinação

Até este sábado, foram aplicadas 449,9 milhões de doses, sendo 177,9 milhões referentes à 1ª dose e 160,7 milhões relativas à 2ª dose. Outras 93,1 milhões de doses dizem respeito à primeira dose de reforço, enquanto 8,9 milhões são da segunda dose de reforço. O painel registra, ainda, 4,1 milhões de doses adicionais. As vacinas de dose única – protocolo que já não é mais usado – foram 4,9 milhões.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Covid: Vacinas salvaram 20 milhões de vidas em um ano, aponta estudo

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Covid: Vacinas salvaram 20 milhões de vidas em um ano, aponta estudo
LuAnn Hunt/Pixabay

Covid: Vacinas salvaram 20 milhões de vidas em um ano, aponta estudo

As vacinas contra a Covi-19 salvaram quase 20 milhões de vidas durante o primeiro ano de sua existência, segundo estimativas feitas por pesquisadores do Imperial College London. O estudo foi publicado na revista The Lancet Infectious Diseases. Os cientistas consideraram os imunizantes da Pfizer, AstraZeneca e Moderna.

O trabalho calculou os benefícios das vacinas e chegou à conclusão de que os imunizantes salvaram 19,8 milhões de vidas em 185 países nos primeiros 12 meses de uso. Os cientistas estimaram que 12,2 milhões de vidas foram salvas em países ricos e mais 7,5 milhões de vidas foram salvas em países cobertos pela iniciativa Covid-19 Vaccine Access (Covax), projetada para fornecer vacinas a nações mais pobres.

No entanto, os pesquisadores também descobriram que mais 600 mil mortes poderiam ter sido evitadas se a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) de vacinar 40% da população em todos os países até o final de 2021 fosse cumprida.A maioria das mortes evitáveis ocorreu no continente africano. Atualmente, apenas 60% da população mundial recebeu as duas doses primárias de uma vacina contra a Covid.

Das vidas salvas, os especialistas estimam que 15,5 milhões delas foram resultado dos imunizantes que protegem contra sintomas graves de Covid. Estima-se que outras 4,3 milhões de mortes foram evitadas indiretamente pelas vacinas de Covid, ajudando a reduzir a transmissão e impedindo a sobrecarga dos sistemas de saúde.

No estudo, os pesquisadores afirmam que a aplicação das vacinas representou uma redução global de 63% no total de mortes (19,8 milhões de 31,4 milhões) durante o primeiro ano de vacinação contra a Covid-19.

O estudo analisou dados sobre taxas de vacinação, mortes por Covid e excesso de registros de óbitos. Especialistas da Universidade Johns Hopkins estimam que 6,3 milhões de pessoas morreram de Covid em todo o mundo. Enquanto isso, cerca de 11,6 bilhões de imunizantes foram entregues.

“A alta proteção em nível individual contra doenças graves e mortalidade devido à Covid-19, bem como o benefício em nível populacional proporcionado pela proteção leve contra a infecção pelo coronavírus (antes do surgimento da variante Ômicron), conferida pela vacinação, alterou fundamentalmente o curso da pandemia de Covid-19”, escreveram os pesquisadores no estudo.

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Fonte: IG SAÚDE

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