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Educação

Inscrições para o Fies terminam hoje

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As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) terminam hoje (12). Neste semestre, o programa vai ofertar 70 mil vagas em instituições privadas de ensino superior. O resultado sai no dia 26 de fevereiro. Para se candidatar, os estudantes devem acessar a conta única do governo federal.

O portal faz parte do plano de transformação digital do governo, de oferecer todos os serviços públicos federais por meio de um único login, que é o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF), e uma senha. O candidato também pode acessar o portal do Fies , onde será redirecionado para o site do governo.

O programa está dividido em duas modalidades: o Fies a juros zero para quem tem renda familiar de até três salários mínimos por pessoa e o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies) para aqueles com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos.

Mudanças

Em dezembro de 2019, o comitê gestor do Fies realizou algumas mudanças no programa, que só valerão a partir do segundo semestre deste ano.

Uma das mudanças é a possibilidade de cobrança judicial dos contratos firmados até o segundo semestre de 2017 com dívida mínima de R$ 10 mil. O ajuizamento deverá ser feito após 360 dias de inadimplência na fase de amortização, ou seja, do pagamento em parcelas dos débitos.

Hoje a cobrança de quaisquer valores é feita no âmbito administrativo. Pela resolução aprovada pelo comitê, só continua a se enquadrar nesse campo quem dever menos de R$ 10 mil. O devedor e os fiadores poderão ser acionados.

Para o P-Fies, o comitê definiu independência em relação ao Fies, para, segundo o Ministério da Educação (MEC), “dinamizar a concessão do financiamento nessa modalidade”. Não haverá exigência do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)  como pré-requisito (hoje, é idêntico ao do Fies) e nem será imposto limite máximo de renda (atualmente, é para alunos com renda per capita mensal familiar de até cinco salários mínimos). Também será possível contratar o P-Fies durante todo o ano.

As mudanças também atingiram o uso da nota do Enem como forma de ingresso ao Fies. Hoje é preciso ter nota média mínima de 450 pontos e apenas não zerar a redação para pleitear o financiamento. O comitê estabeleceu uma nota de corte também para a parte discursiva, 400 pontos, que está abaixo da nota média nacional, de 522,8. Essas mudanças valem a partir de 2021.

A nota do Enem também servirá para limitar transferências de cursos em instituições de ensino superior para alunos que possuem financiamento do Fies. Será necessário ter obtido, no Enem, resultado igual ou superior à nota de corte do curso de destino desejado.

O comitê aprovou o plano trienal 2020 a 2022 para o Fies. Nele, as vagas poderão cair de 100 mil em 2020 para 54 mil em 2021 e 2022, caso não haja alteração nos parâmetros econômicos atuais. Mas esses valores serão revistos a cada ano, podendo voltar a 100 mil vagas caso haja alteração nessas variáveis ou aportes do MEC.

Edição: Valéria Aguiar

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Educação

Pesquisadores criam tecnologia para eliminar metal cancerígeno da água

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Pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP) e do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (IQ-Unesp) desenvolveram uma tecnologia para filtrar e degradar, ao mesmo tempo, metal cancerígeno e corante que podem ser encontrados na água. O material é uma membrana composta de celulose bacteriana revestida por uma camada de dissulfeto de molibdênio, um metal não tóxico, que pode ser usada repetidas vezes sem perder a eficácia. A membrana percebe substâncias tóxicas que não são identificadas pelas estações de tratamento de água.

De acordo com um dos autores da pesquisa, professor Ubirajara Pereira Rodrigues Filho, do IQSC, para funcionar a membrana precisa de uma fonte de luz para fornecer energia para um dos componentes e assim estimular reações químicas que resultam na degradação dos compostos tóxicos, conforme eles se prendem na membrana. Os testes mostraram que, depois de duas horas, o material removeu 96% do corante azul de metileno e 88% do metal cancerígeno crômio. A membrana foi capaz de degradar as substâncias tanto de forma isolada como misturadas.

Segundo Rodrigues, o material tem inúmeras vantagens em relação a outros materiais. “Além de ser uma matéria-prima renovável, a celulose bacteriana permite a construção de um material mais leve, flexível, resistente, com maior durabilidade e menos suscetível a trincas. Embora nossa pesquisa ainda seja apenas uma prova de conceito e esteja em estágio inicial, é muito gratificante ter a possibilidade de proporcionar a quem desenvolve as estações de tratamento de água novas tecnologias para melhorar a qualidade de vida da população”, disse.

O autor principal da pesquisa e pós-doutorando do IQ-Unesp, Elias Paiva Ferreira Neto, explicou que há anos os contaminantes emergentes (tintas, metais, remédios, cosméticos e produtos de higiene pessoal) são um grande desafio para os cientistas, que trabalham para buscar soluções e entenderem os impactos desses compostos. Segundo Paiva, essas substâncias podem ser encontradas nos rios que abastecem os municípios, chegando até as torneiras. 

“As estações de tratamento de água precisam de equipamentos adequados para removê-los. Há uma necessidade muito grande de desenvolver novos materiais com propriedades melhoradas e com maior aplicabilidade para a remoção eficiente de uma ampla gama de poluentes da água”, afirmou. 

De acordo com ele, o estudo significa um grande avanço no desenvolvimento de tecnologias para a remoção de contaminantes orgânicos e inorgânicos da água e pode resultar em uma ferramenta importante para as estações de tratamento de efluentes das indústrias têxteis e de couro do estado de São Paulo.

“Nos próximos passos do estudo vamos testar a nova membrana para a degradação de outras substâncias, como amostras de medicamentos e pesticidas. Por se tratar de uma tecnologia simples e escalável, nós esperamos que futuramente ela possa reduzir os custos do tratamento de águas residuais e se tornar uma solução para mitigar os desafios ambientais”, ressaltou.

Edição: Fernando Fraga

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Educação

Escola Criativa reúne artistas e revitaliza espaços de escolas em SP

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O projeto Escola Criativa, promovido pelo Instituto Choque Cultural e que revitaliza espaços de escolas públicas de São Paulo com intervenções artísticas há dez anos, levou artistas consagrados da arte urbana brasileira para criar obras inéditas nos espaços de quatro escolas da capital paulista e ressignificar suas áreas comuns. O objetivo foi revitalizar esses locais para receber os alunos quando houver o retorno às aulas presenciais, que estão suspensas devido à pandemia de covid-19.

As intervenções estão sendo apresentadas ao público por meio de saraus culturais virtuais, pelo site, no dias 1, 2 e 3 de dezembro. Durante os saraus culturais, alunos, familiares e professores também apresentam atividades culturais desenvolvidas ao longo do ano: são poemas, peças de teatro, apresentações musicais entre outros.

“O espaço físico e humano da escola, tal como organizado hoje, espelha a vida cotidiana da cidade”, disse a educadora Raquel Ribeiro, uma das organizadoras do projeto, ao lado de Baixo Ribeiro e Mariana Martins, da galeria Choque Cultural. “Assim como desejamos espaços públicos mais amigáveis ao convívio na cidade, se pensarmos a escola como um microcosmo da cidade, veremos que ela também tem seus espaços coletivos como o pátio, a quadra, os corredores, entre outros que podem ter novos significados”, acrescentou Raquel.

Ao longo dos últimos dez anos, o projeto beneficiou 40 escolas, alcançando cerca de 275 professores e milhares de crianças e jovens paulistanos. O programa visa à melhoria do ambiente escolar pela integração entre educação e cultura e concebe a escola como microcosmos da cidade.

Nesta edição mais recente do projeto, as intervenções artísticas foram assinadas por TEC, Presto, Celso Gitahy e Coletivo Cicloartivo. São pinturas inéditas, com caráter pedagógico, pensadas para revitalizar os espaços e contribuir para o acolhimento dos alunos na retomada de atividades.

Todos os artistas participaram das intervenções nas quatro escolas contempladas nesta fase do projeto e, em cada uma, deixaram um pouco da sua arte. O piso cinza da escola EMEF Conde Luiz Eduardo Matarazzo, no bairro Parque dos Príncipes, na zona oeste da cidade, ganhou o colorido de uma amarelinha feita por TEC, artista argentino e radicado no Brasil, um dos principais nomes da arte urbana da atualidade.

Os personagens fantásticos e lúdicos de Presto, expoente do grafite brasileiro, tomaram as paredes da EMEF Almirante Ary Parreiras, na Vila Babilônia, zona sul. Já Celso Gitahy, um dos precursores da arte urbana brasileira, há mais de 25 anos em atividade no circuito contemporâneo, levou à EMEF Presidente Campos Salles, na Cidade Nova Heliópolis, zona sul, seu repertório imagético que mistura indígenas, pin-ups, fórmulas matemáticas e inscrições rupestres, obras que remetem à diversidade das ruas.

“Ficamos bastante contentes com o projeto do Escola Criativa. Os artistas trouxeram obras inspiradoras e criativas aos nossos espaços, são obras singulares que, sem dúvida, serão apreciadas por nossos alunos e colaboradores na volta às aulas”, disse Silvia Regina Silva Rocha, diretora da escola Campos Salles.

O Cicloartivo transformou o ambiente da EMEF Desembargador Amorim Lima, na Vila Gomes, na zona oeste, com pinturas arquitetônicas, amarelinhas e um rio pulsante que percorre a maior parte do espaço externo da escola.

Além da revitalização, o projeto visa a estreitar as distâncias entre professores, alunos e comunidades, usando ferramentas que misturam educação, arte e comunicação. Nas edições anteriores, as intervenções foram realizadas durante mutirões, envolvendo a comunidade. Dessa vez, devido à necessidade de distanciamento social na pandemia, os artistas realizaram as intervenções sem mutirões e respeitando o protocolo orientado pelos órgãos públicos de saúde para prevenção do contágio e disseminação da covid-19.

Edição: Valéria Aguiar

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