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Economia

Inflação em todas as faixas de renda acelera pelo quarto mês seguido

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A inflação para todas as faixas de renda acelerou pelo quarto mês seguido, de acordo com o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, referente a março, divulgado hoje (12).

As maiores contribuições para esse resultado vieram de itens que afetam mais as famílias de menor poder aquisitivo, como cereais (5,2%), tubérculos (18,7%), hortaliças (6,1%) e frutas (4,3%).

Os preços dos alimentos foram os principais responsáveis pela inflação de 0,8% na classe mais baixa e responderam por 64% dessa variação total. Ainda que em menor escala, a alta dos transportes também impactou esse segmento, devido aos reajustes nas tarifas de ônibus urbano (0,9%) e de trens (2,1%).

No acumulado do ano, a inflação das famílias de renda mais baixa apontou variação de 1,73%, com 0,24 ponto percentual acima da registrada pelas famílias mais ricas (1,49%). Na comparação das taxas acumuladas em 12 meses, essa alta da inflação do segmento mais pobre é ainda mais significativa. De abril de 2018 a março de 2019, a inflação da classe de menor poder aquisitivo acumulou alta de 4,96%, ou seja, 0,67 ponto percentual acima da registrada na parcela de renda mais elevada (4,28%).

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Segundo o Ipea, essa piora da inflação para os mais pobres é ainda mais evidente quando se nota que, em março de 2019, enquanto a inflação da classe mais baixa foi 20 vezes maior que a registrada nesse mesmo mês de 2018, a aceleração da inflação da classe mais alta em 2019 foi mais amena – valor 6,5 vezes maior.

“Essa disparidade reflete o comportamento dos alimentos no domicílio, que apontaram deflação em março do ano passado. De forma similar, a queda de preço nas tarifas de ônibus intermunicipais e interestaduais e a menor alta dos aluguéis em março de 2018 também ajudam a explicar esse diferencial de taxas, à medida que beneficiaram mais significativamente a inflação dos mais pobres no ano passado”, diz o Ipea.

Já o segmento de renda mais alta observou uma variação de 0,7% na inflação em fevereiro. Nessa faixa, embora os alimentos também tenham exercido certa pressão inflacionária (0,23 ponto percentual), itens como leites e derivados (0,49%), carnes (0,63%) e bebidas (-0,15%), que impactam as famílias mais ricas, apresentaram comportamento mais favorável. Para esse grupo, a maior variação veio dos transportes (0,32 ponto percentual).

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O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Economia
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Economia

Pesquisa diz que empresas de saúde têm crescimento mais consistente

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Apesar de o número de empresas de alto crescimento ser o menor da série histórica, iniciada em 2008, com 20.306 companhias enquadradas neste conceito, alguns setores se destacam em manter o crescimento de forma consistente.

É o caso dos setores de saúde e de eletricidade e gás. Os dados estão no estudo Demografia das Empresas e Empreendedorismo 2017, divulgada hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 
Em 2017, a taxa de entrada das empresas no mercado ficou em 15,2%. Por atividade econômica, as maiores entradas foram no setor de eletricidade e gás, com 23,3%; atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com 20,7%; e de atividades profissionais, científicas e técnicas: 20,1%.
 
As menores taxas de entrada de empresas no mercado estão nos setores que também apresentam as maiores taxas de sobrevivência. Indústria de transformação teve 11,0% de entrada e 89% de sobrevivência; comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas acusou entrada de 13% e sobrevivência de 87%; e o mercado de indústrias extrativas registrou 13,1% de novas empresas e 86,9% do total permanecendo em atividade. Na média entre todos os setores, a taxa de sobrevivência dos empreendimentos em 2017 foi de 84,8%.
 
Já a taxa de saída das empresas do mercado foi de 15,7%, com as maiores proporções no setores de construção (20,8%); outras atividades de serviços
(19,1%); e informação e comunicação (18,3%).

Taxa de saída

A menor taxa de saída foi anotada em saúde humana e serviços sociais (9,1%), fazendo o setor ter o maior saldo positivo no ano, ao lado de eletricidade e gás, com 9,5 pontos percentuais cada.

De acordo com a técnica da Coordenação de Cadastro e Classificações do IBGE Denise Guichard Freire, os dados indicam que os empresários têm visto oportunidade no mercado para investir no setor de saúde, com novos laboratórios, clínicas e planos de saúde, por exemplo.
 
“A gente tem observado que a área de saúde tem crescido consistentemente. Ela tem tido uma taxa de entrada superior à de saída ao longo dos últimos anos. Ou seja, tem aumentado o total de empresas na área de saúde de forma consistente. Mesmo que outras atividades tenham taxa de entrada maiores e saídas maiores, a gente observou que saúde tem se identificado um nicho em que é possível se investir”, explicou Denise.

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Alto crescimento

O ano de 2017 teve o menor número da série histórica de empresas de alto crescimento, quando as 20.306 companhias nesta condição somavam 2,5 milhões de pessoas assalariadas. Elas representavam 0,5% das empresas ativas e foram responsáveis por 7,9% das pessoas assalariadas.
 
O pico de empresas de alto crescimento ocorreu em 2012, com 35.206 (73,4%) a mais do que o registrado em 2017. O número vem diminuindo desde 2013, quando elas tinham cinco milhões de pessoas assalariadas (14,2% do total). A maior queda ocorreu em 2015, quando foram 17,4% a menos empresas de alto crescimento na comparação com o ano anterior.
 
Segundo Denise, são consideradas de alto crescimento as empresas que aumentam o número de pessoal assalariado em mais de 20% por três anos seguidos e têm pelo menos dez pessoas nesta condição no ano inicial da análise. Ela explica que esse tipo de empreendimento tem puxado o saldo positivo de pessoal assalariado.
 
Enquanto as empresas com um a nove pessoas assalariadas diminuíram em 216,3 mil pessoas (3,5%) na comparação entre 2014 e 2017, as com dez ou mais assalariados, excluindo as de alto crescimento, reduziram em 3,8% o pessoal ocupado, com 920,8 mil postos de trabalho a menos no período. Já as empresas de alto crescimento tiveram aumento de 171% no pessoal assalariado de 2014 para 2017, com 1,6 milhão de novos postos de trabalho.

Expansão

Na análise por porte, o IBGE verificou que as empresas de alto crescimento com entre dez e 49 pessoas ocupadas foram as que mais cresceram, passando de 51,6% do total em 2008 para 55,2% em 2017.

As com 50 a 249 assalariados passaram de 39% para 36,7% no período e as grandes, com mais de 250 pessoas assalariadas, respondiam por 9,3% das empresas de alto crescimento em 2008. Em 2007, a proporção caiu para 8,1%.
 
Por área de atuação, as três maiores participações relativas entre as companhias de alto crescimento em 2017 foram comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com 25,9%; indústrias de transformação, com 19%; e atividades administrativas e serviços complementares, com 12,1% do total de empresas de alto crescimento. O setor construção passou de terceiro lugar em 2015 (11,2%) para o quarto em 2017 (9,2%).
 
Quando comparadas as companhias de alto crescimento dentro do total com dez ou mais pessoas assalariadas, o setor de destaque é o de atividades administrativas e serviços complementares, que figura em primeiro lugar nos três últimos anos analisados, apesar da queda de 9,3% em 2015 para 8,1% em 2017. Segundo a técnica do IBGE, esta seção envolve a prestação de serviços terceirizados.

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Mão de obra

“O setor de atividade administrativa, que engloba também serviços terceirizados prestados às empresas, tem liderado nessa questão das empresas de alto crescimento. Porque é uma atividade intensiva em mão de obra. Então, o empresário, ao invés de contratar diretamente, prefere contratar através de uma empresa, porque na hora de cortar é mais fácil com atividade terceirizada, por exemplo, serviços de limpeza, segurança, quando você não quer contratar diretamente. São empresas intermediadoras, prestadoras de serviços”, argumenta Denise.
 
Ela destaca que as áreas de informação e comunicação e a de tecnologia também têm crescido e oferecido oportunidades de emprego.
 
Por outro lado, a mobilidade de empresas para faixas inferiores quanto ao porte aumentou nos últimos anos. Na comparação entre 2016 e 2017, enquanto 5% das companhias subiram de faixa, 7,3% diminuíram o número de pessoal assalariado.
 
O estudo apontou também uma tendência de queda nas chamadas “empresas gazelas”, que são as de alto crescimento, que têm entre três e cinco anos.

Em 2017, eram 2.422 empresas nessa categoria, 11,1% a menos do que em 2016. Na comparação entre 2015 e 2016, a queda foi de 23,5%. O pico ocorreu em 2012, com 4.671 empresas nesta categoria.

Se entre 2008 e 2014, as “gazelas” representavam 1% do total de empresas com mais de dez assalariados, em 2017 a proporção caiu para 0,5%.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Economia
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Economia

Brasil tem 4,5 milhões de empresas, número em queda desde 2014

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O Brasil tinha, em 2017, 4.458.678 empresas, com 38,4 milhões de pessoas ocupadas, sendo 31,9 milhões na condição de assalariadas e 6,5 milhões de sócios ou proprietários. É o que mostram dados divulgados hoje (17), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na pesquisa Demografia das Empresas e Empreendedorismo 2017.

Segundo o estudo, a taxa de sobrevivência das companhias, ou seja, que permaneceram abertas após pelo menos um ano, ficou em 84,8%.

Shopping no centro de Brasília tem movimento intenso no último fim de semana antes do Natal

Setores com maior entrada de empregados foram o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com 263.861 pessoas  (Arquivo/ Valter Campanato/Agência Brasil)

O levantamento considera somente as entidades empresariais, excluindo todos os órgãos públicos, empresas públicas, entidades sem fins lucrativos, Microempreendedor Individual (MEI) e Organização Social (OS).

Segundo a técnica da Coordenação de Cadastro e Classificações do IBGE Denise Guichard Freire, os dados apontam para um menor dinamismo no mercado.
 
“Nos últimos anos, se observa que as empresas têm entrado cada vez menos no mercado, isso reflete, sim, um menor dinamismo, mas também tem saído muita empresa, então com isso tem aumentado a taxa de sobrevivência dentro das companhias ativas”, disse.

Saldo negativo

A taxa de entrada no mercado ficou em 15,2% e a de saída em 15,7%, gerando um saldo negativo de 22,9 mil empresas no mercado, o que representa um decréscimo de 0,5% no número de empresas em atividade no país. Denise ressalta que o movimento não é uniforme no país todo.
 
“Em 2016, por exemplo, você tinha uma taxa de entrada inferior à de saída em todo o país, em todas as regiões. Mas, em 2017 a gente observa que, nas regiões Centro-Oeste e Norte, você já tem unidades da federação em que o movimento de entrada é superior ao de saída. No Nordeste já está empatando. Então, a gente observa que a economia ainda estava um pouco fraca em 2017, mas já estava começando a recuperar um pouco o fôlego”, argumenta.
 
Enquanto o Sul e o Sudeste registraram as maiores taxas de sobrevivência – 86,6% e 85% -, as maiores taxas de entrada e saída foram nas regiões Norte (19% e 18,8%), Centro-Oeste (17,2% e 16,4%) e no Nordeste (16,9% para ambas).

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Permanência no mercado

Menos da metade das empresas abertas no Brasil na última década sobreviveram por mais de cinco anos. A pesquisa Demografia das Empresas começou a ser feita em 2008 e, desde então, o melhor ano em termos de nascimento de empresa que se mantiveram por mais de cinco anos foi 2008, com 47,8% das companhias abertas naquele ano permanecendo por mais tempo.
 
Os dados mais recentes disponíveis para a avaliação de cinco anos, referentes a 2012, mostram que, das empresas abertas naquele ano, 39,8% sobreviveram ao quinto ano no mercado.

O pior ano para abertura de empreendimentos foi 2010, com taxa de sobrevivência no médio prazo de 39%.

Para o curto prazo, 2013 foi o pior ano para o nascimento de empresas, com 71,9% de sobrevivência após um ano. Das empresas abertas em 2008, 81,5% sobreviveram ao primeiro ano.

O melhor e o pior saldo

Na série histórica, o melhor saldo foi registrado no ano de 2010, com 262.695 empresas a mais no mercado. O pior ano foi 2014, quando o saldo ficou negativo em 217.687 empresas.

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O número de empresas ativas variou de 4.077.662 em 2008, chegando ao ápice de 4.775.098 em 2013, e diminuindo desde então, voltando ao patamar de 2010.

Apesar do saldo de companhias entrando e saindo do mercado se manter negativo desde 2014, o pessoal ocupado assalariado nessas empresas se mantém positivo a longo dos anos, com 360 mil empregados a mais em 2017.
 
Na análise por porte, 46,2% das empresas ativas em 2017 não tinham nenhum pessoal ocupado assalariado, contando apenas com os sócios ou proprietário; 43,6% tinham de um a nove; e 10,2% tinham dez ou mais pessoas assalariadas. A média dos rendimentos ficou em 2,6 salários mínimos.
 
Na distribuição do pessoal assalariado por tipo de empresa, os setores que mais empregam são o de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com 8,8 milhões de pessoas, seguido de indústrias de transformação, com 7,2 milhões, e atividades administrativas e serviços complementares, com 3,5 milhões.

O setor com a maior entrada de pessoal assalariado também foi o comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, com 263.861 pessoas, assim como a maior saída, de 138.522, e também o maior saldo, com 125.339 pessoas assalariadas no setor em 2017.

*Título alterado às 11h21

Mais informações na Radioagência Nacional:

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Economia
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