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Inflação é a vilã do crescimento econômico, aponta indicador do Itaú

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Inflação é a vilã do crescimento econômico, aponta indicador do Itaú
Fernanda Capelli

Inflação é a vilã do crescimento econômico, aponta indicador do Itaú

A alta da inflação já começou a impactar negativamente a atividade econômica do país mostra o Indicador Diário de Atividade (Idat) criado pela equipe de economistas do Itaú. O índice perdeu dinamismo desde setembro passado e vem ‘andando de lado’, explicou o economista-chefe do Itaú, Mário Mesquita, que projeta inflação de 10,1% este ano. Desta vez, o efeito negativo na economia não está sendo provocado pela pandemia.

“A atividade econômica já está sendo impactada pela inflação, que afeta a confiança do consumidor e corrói o salário. A perda de dinamismo do Idat não tem a ver com a pandemia de Covid-19 desta vez”, explicou Mesquita.

O Idat é uma espécie de ‘termômetro’ da economia, que oferece uma interpretação mais rápida do que outros indicadores oficiais, que levam mais tempo para serem elaborados. Ele cruza dados de consumo de energia pelas empresas e transações de gastos com cartão de crédito nos setores de bens e serviços.

O índice foi criado em março do ano passado, início da pandemia, e tem base 100. O indicador chegou a superar os 100 pontos este ano, inclusive em 6 de setembro, quando a média móvel de sete dias atingiu o maior patamar do ano, acima de 122 pontos. Desde então, o Idat perdeu força e no início de dezembro e recuou aos 99,7 pontos.

A economista Julia Gotlib, da equipe do Itaú, observa que a alta dos juros também impacta os setores mais sensíveis ao crédito e deve provocar a desaceleração da economia em 2022. Na estimativa do Itaú, o Produto Interno Bruto (PIB) do país vai crescer 4,7% este ano, mas em 2002 a expectativa é de uma retração de 0,5%. A elevação dos juros, entretanto, deve derrubar a inflação no ano que vem para 5%, preveem os economistas do Itaú.

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O Itaú divulgou nesta terça-feira sua análise de comportamento de consumo dos brasileiros, que mostrou que o consumidor retornou hábitos interrompidos pela pandemia, como viajar, casar e frequentar bares e restaurantes.

Os dados mostraram que no terceiro trimestre o faturamento das agências de matrimônio e buffets cresceu 80% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2020. No caso de bares e ‘baladas’, o crescimento do faturamento foi de 94% no período, considerando a mesma comparação.

O setor de turismo, segundo a pesquisa do Itaú, registrou crescimento de 133,7% do faturamento no período, com as companhias aéreas tendo crescimento de 149,9% no faturamento e os hotéis de 109,7%.

O avanço da vacinação favorecendo o consumo e forma geral e o varejo registrou um aumento de 25,5% no valor transacionado no terceiro trimestre deste ano, na comparação anual, e de 11,9% na comparação com o segundo trimestre deste ano.

“As compras presenciais refletem essa volta, representando 78,9% do faturamento no terceiro trimestre de 2021. A participação das compras online ficou em 21,1%”, explicou Paula Cardoso, presidente da Rede, empresa de meios de pagamento do Itaú.

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Economia

Bolsonaro pretende vetar R$ 3,1 bilhões do Orçamento de 2022

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Paulo Guedes, ministro da Economia, e Jair Bolsonaro
MARCOS CORRÊA/ PR

Paulo Guedes, ministro da Economia, e Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro deve vetar R$ 3,1 bilhões em despesas aprovadas pelo Congresso Nacional no Orçamento deste ano para recompor gastos com pessoal que foram subestimados pelos parlamentares durante a tramitação da proposta.

O presidente tem até esta sexta-feira (21) para assinar o Orçamento de 2022, mas a publicação no Diário Oficial da União não precisa necessariamente ser feita na mesma data.

Os cortes que serão feitos por Bolsonaro ficarão abaixo do valor inicialmente calculado pelo ministro Paulo Guedes, de R$ 9 bilhões. A decisão do tamanho do corte acabou ficando com a área política do governo, sob o comando do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

A tendência agora é que o restante que precisa ser recomposto seja remanejado ao longo do ano. Há uma margem com que os técnicos trabalham anualmente compostas por despesas liberadas a ministérios mas que não são executadas.

O governo decidiu manter intactas as chamadas emendas de relator, base do orçamento secreto, em R$ 16,5 bilhões. São recursos destinados a aliados do governo irrigarem suas bases eleitorais em ano de eleição com obras e serviços.

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O corte de R$ 3,1 bilhões será feito nas emendas de comissões do Congresso — que não são obrigatórias — e de gastos de ministérios.

O presidente deve manter uma reserva de R$ 1,9 bilhão para conceder reajuste para servidores. A destinação desse valor ainda não foi oficializada, mas Bolsonaro já disse diversas vezes que quer dar aumentos para as forças de segurança federais, o que desencadeou a pressão das outras categorias por reajustes.

Além disso, deve ser mantido o fundo eleitoral de R$ 4,9 bilhões, com a possibilidade desse valor subir para R$ 5,7 bilhões — conforme cálculo previsto pela Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2022, que leva em conta o orçamento da Justiça Eleitoral.

A Economia havia pedido um corte maior, de R$ 9 bilhões, que considerava o aumento no fundo eleitoral (de R$ 800 bilhões) e no custeio da própria máquina do ministério (R$ 5 bilhões).

A decisão, porém, foi pelo corte menor. O temor da área política foi de desgaste com o Congresso com o corte sobre as emendas.

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Justiça de São Paulo mantém atual gestão à frente do Hopi Hari

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Hopi Hari é sediado em Vinhedo, no interior de São Paulo
Divulgação

Hopi Hari é sediado em Vinhedo, no interior de São Paulo

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) acatou um recurso do Hopi Hari para manter a atual gestão à frente do parque temático. Segundo a Justiça, os credores não podem decidir sobre o afastamento de diretores e ressaltou que a intervenção judicial, nesses casos, só podem ser feitos excepcionalmente.

“O recurso apresentado pelo Parque destacou que ‘recente decisão proferida pelo Juízo que preside a recuperação indeferiu o pedido de afastamento dos gestores’ e, ainda, ‘que inexiste manifestação do administrador judicial a indicar a prática de atos que justifiquem a destituição dos administradores’, realçando que a excepcional hipótese prevista no artigo 64 da Lei de Recuperação Judicial, exige decisão judicial fundamentada, bem como a observância do contraditório e ampla defesa”, declarou o TJ-SP.

Na decisão, a corte afastou a possibilidade de análise de oferta de concorrentes do parque para o plano de recuperação judicial. Em novembro, Beto Carrero, Play Center e Wet’n Wild apresentaram uma proposta para quitar as dívidas aos credores.

Com isso, a próxima assembleia, marcada para 2 de fevereiro será destinada para análise da proposta do Hopi Hari no plano de recuperação judicial.

“Ao apreciar liminarmente o Recurso do Parque Temático, o Tribunal de Justiça acolheu o argumento no sentido da ilegalidade da sujeição coativa do devedor em Recuperação Judicial à proposta alternativa apresentada por terceiros”, destaca o advogado do Parque, Felipe Genari

O acórdão segue um parecer da Procuradoria-Geral de Justiça, que entendeu ser ilegal a entrada do ‘Grupo Investidor’ nas negociações e lembrou da necessidade de aprovação do Hopi Hari a participação de outros investidores no processo. O Ministério Público ressaltou a importância de análise minuciosa da proposta dos concorrentes do parque temático por risco de conduta anticoncorrencial.

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