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Saúde

Infarto de repetição: entenda o problema vivido por Mario Frias

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Mario Frias, ex-Secretário Especial da Cultura e pré-candidato a deputado federal por São Paulo
Roberto Castro/ Mtur

Mario Frias, ex-Secretário Especial da Cultura e pré-candidato a deputado federal por São Paulo

Mario Frias, ex-secretário da cultura do governo Bolsonaro, foi hospitalizado após sofrer um ataque cardíaco , na noite de segunda-feira (4), em Brasília. Este é o terceiro infarto de Frias, que tem apenas 50 anos, desde que assumiu a Cultura do governo Bolsonaro, em junho de 2020.

O cardiologista Marcelo Franken, diretor da Socesp – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo e gerente de cardiologia do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, explica que múltiplas recorrências não são comuns, mas “quanto mais recorrências, maior a chance de acontecer novamente”.

“A taxa de recorrência de um infarto, ou seja, o risco de ter um novo evento cardiovascular em um período de 12 meses após o primeiro, varia de 3 a 7%. A probabilidade disso acontecer é maior nos primeiros 30 dias e diminui ao longo do tempo”, diz Franken.

Alguns fatores podem influenciar esse risco. São eles: a adesão ao tratamento, a resposta do organismo do próprio paciente (alguns podem reagir mal ao stent e precisam de uma nova intervenção, por exemplo) e características da doença cardiovascular que o paciente enfrenta. A boa notícia, é que é possível evitar que isso ocorra por meio da reabilitação cardíaca e da prevenção secundária.

A prevenção secundária consiste em evitar que um novo infarto ocorra ou que a doença aterosclerótica nas coronárias progrida. A reabilitação cardíaca faz parte disso e consiste em um conjunto de medidas que visam fazer com que o coração volte a funcionar como era antes do infarto.

Isso inclui a prática de atividade física supervisionada por cardiologista; adequação do estilo de vida, com alterações na alimentação, no sono e no tabagismo, por exemplo; e uso adequado das medicações.

“A adesão ao tratamento é um fator determinante para a recorrência. Por exemplo, se o paciente fez uma angioplastia para colocação de um stent, ele precisa tomar remédios que evitam a trombose do stent. Se ele não toma a medicação corretamente, há maior risco de formação de coágulo. O mesmo vale para todos os outros fatores de risco, como controle do diabetes, da hipertensão, do colesterol, da alimentação, da prática de atividade física, do sono, do tabagismo e do stress”, ressalta o médico.

Pessoas que já tiveram uma recorrência, precisam intensificar ainda mais o tratamento e o controle dos fatores de risco. Para Franken, em pacientes com múltiplas recorrências, um bom caminho pode ser pesquisar alguns fatores genéticos que possam aumentar o risco. Por exemplo, investigar se há alguma doença genética que favorece a formação de coágulos ou que altera o metabolismo dos lipídios, levando ao aumento do colesterol ou ainda que faz com que a pessoa tenha uma resposta inadequada aos medicamentos.

Controlar o stress e cuidar da saúde mental também são fatores fundamentais na prevenção secundária da doença cardiovascular.

“É difícil falar para uma pessoa ‘não se estressar’, mas ela pode adotar medidas que ajudem a controlar o  stress no dia a dia, como prática de atividade física, meditação, ter uma boa qualidade do sono, ter momentos de lazer e socializar. Tratar quadros de depressão e ansiedade também é muito importante”, diz o diretor da Socesp.

“Tudo se torna mais intensivo com esse tipo de paciente. Visitas mais periódicas, controle mais periódicos dos fatores de risco. Temos remédios novos para o controle de risco do colesterol, espetacular. A tecnologia medica tem evolui muito e muito rápido para trazer esses números”, completa o diretor.

Também é recomendado que esse paciente tenha um acompanhamento médico mais rigoroso e frequente.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Casos de varíola do macacos no Brasil preocupa OMS

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Varíola dos macacos
OMS/Divulgação

Varíola dos macacos

Durante uma coletiva de imprensa em Genebra, nesta quarta-feira (17) a Organização Mundial da Saúde pediu para que o governo brasileiro tome medidas para alertar a população sobre os riscos da varíola dos macacos . Há mais de 35 mil casos confirmados em 92 países pelo mundo, Brasil é o quinto com maior número de infectados.

A representante da OMS para a varíola dos macacos, Rosamund Lewis,  afirmou que o Brasil é um dos países que chama a atenção pela tendência de expansão do número de infectados. 

“Vários países mostram tendências preocupantes e o Brasil é um deles”, disse Lewis.

Os Estados Unidos lideram o número de casos confirmados da doença, com 11,1 mil. Em seguida vem a Espanha com 5,7 mil, Alemanha com 3,1 mil, o Reino Unido com 3 mil e o Brasil, com 2.893 casos até o momento. 

A representante da OMS ressalta que a população precisa ser informada sobre o vírus. “O número de casos continua a subir e é importante que todas medidas sejam implementadas e que indivíduos sejam informados de que precisam se proteger”, afirmou.

O diretor de operações da OMS, Mike Ryan, pediu para que “todos os governos” considerem séria a crise sanitária.

Queiroga nega emergência no Brasil

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse no dia 15 de agosto, que não iria declarar emergência de saúde pública. A declaração de Queiroga veio após o Conselho Nacional de Secretários de Saúde pedir para que o governo declarasse a emergência no país.

Segundo o ministro,  declarar uma emergência em saúde pública, não iria trazer mudanças. “EUA e Austrália foram os únicos que reconheceram. Até agora não recebi solicitação técnica da área para que considerasse ou não a edição de uma portaria. Agora eu pergunto: vamos supor que eu reconhecesse hoje, o que ia mudar?”, questionou Queiroga.

Varíola dos macacos mudará de nome

Em comunicado no último dia 12, a OMS informou que a doença e as variantes do vírus terão novos nomes. A organização convocou  especialistas para fazer as mudanças. As cepas serão reconhecidas por meio de algarismos romanos. Hoje, as linhagens carregam o nome das regiões da África. 

“Vírus recém-identificados, doenças relacionadas e variantes de vírus devem receber nomes com o objetivo de evitar causar ofensas a qualquer grupo cultural, social, nacional, regional, profissional ou étnico, e minimiza qualquer impacto negativo no comércio, nas viagens, no turismo ou no bem-estar animal”, declarou a OMS.




Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Alimentação para antes e depois do treino

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Alimentação para antes e depois do treino
Redação EdiCase

Alimentação para antes e depois do treino

Antes ou depois do treino, uma alimentação adequada é fundamental para garantir a saúde e te ajudar a atingir seus objetivos, seja emagrecer, manter o peso ou ganhar massa muscular.  

“O recomendado é nunca se exercitar em jejum e, independentemente do horário da atividade física, é importante sempre se alimentar com cerca de uma hora de antecedência e não deixar de comer também logo após o exercício ou em até uma hora”, recomenda Tamara Stulbach, doutora em Nutrição e Saúde Pública e especialista em Nutrição Esportiva.   

O que comer no pré-treino? 

Segundo Maristela Bassi Strufaldi, nutricionista e mestre em Ciências (Endocrinologia Clínica), no pré-treino é fundamental consumir alimentos fontes de carboidrato. “Ele é responsável por fornecer glicogênio muscular ao organismo, um combustível essencial para que haja energia durante todo o exercício, favorecendo a manutenção ou construção de massa magra e queima de gordura corporal”, explica.  

“Opções ricas em fibras também são interessantes, tais como frutas, pães e cereais integrais, pois elas promovem uma oferta gradativa da glicose no sangue, mantendo a oferta de energia durante toda a atividade e prevenindo hipoglicemias”, acrescenta. 

O que comer no pós-treino? 

Após o treino, Tamara Stulbach indica ingerir alimentos com carboidratos, vitaminas e minerais, a fim de repor o glicogênio muscular e recuperar os eletrólitos (minerais essenciais) perdidos durante o exercício.  

“Carboidratos de rápida absorção (como a frutose, contida em frutas como a banana) são mais eficientes. Uma dica para a construção muscular é associar o carboidrato de rápida absorção a uma fonte de proteína magra como iogurte desnatado, queijos magros e, até mesmo, barras de proteína em alguns casos específicos”, complementa Maristela Bassi Strufaldi.  

Alimentação para cada objetivo 

Adaptando a alimentação aos seus objetivos, você garante um treino mais eficaz. A seguir, as nutricionistas dão algumas dicas de como fazer isso.   

Para manter o peso

Caso se exercite pela manhã ou no final da tarde, tome café da manhã ou lanche com pão, leite, cereais e frutas. Após o exercício, consuma uma fruta ou, se já for jantar, uma boa porção de verduras e legumes, com carboidrato que pode ser uma porção de arroz integral ou milho e proteína magra, como filé de frango ou ovos mexidos. Caso faça a atividade após o almoço ou jantar, alimente-se cerca de duas a três horas antes e faça uma refeição leve, sem alimentos gordurosos. 

Para perder peso

Para emagrecer, é indicado consumir alimentos pobres em gordura, e a refeição anterior ao exercício deve ser leve, como frutas e leite desnatado ou iogurte desnatado. Após o treino, opte por uma fruta. Se praticar atividade após o almoço ou jantar, não coma frituras e dê preferência a legumes, verduras e proteína magra. 

Para ganhar massa muscular 

As recomendações para antes do treino são as mesmas de quem quer manter o peso, porém, para ganhar massa muscular, é indicado ingerir alimentos proteicos após a atividade física. O cardápio do almoço ou jantar deve ter proteínas de alto valor biológico, como carnes, frango ou peixes, e carboidratos, como arroz, batata ou macarrão. 

Lembre-se que é importante consultar um nutricionista antes de realizar qualquer mudança na alimentação. Dessa forma, você protege a sua saúde.  

Fonte: IG SAÚDE

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